O Bê-a-bá do Sertão

Asteroide corre risco de colisão com a Terra, pontuam astrônomos

Tempo de leitura: 4 minutos

Não há cronograma para esse tipo de evento, mas pesquisadores estão assustados com as possibilidades.

 

Um novo estudo de pesquisadores da Nasa revelou que as chances de um asteroide colidir com a Terra e nos levar ao mesmo destino dos dinossauros é muito maior do que se pensava anteriormente.

O Centro Espacial John F. Kennedy (KSC) é o espaçoporto de lançamento de veículos espaciais da NASA localizado no Cabo Canaveral, na Ilha Merritt, nos Estados Unidos. O local se localiza entre Miami e Jacksonville. Ele possui 55 km de comprimento e cerca de 10 km de largura, cobrindo uma área de 567 km². Cerca de 17 mil pessoas trabalham no local.

Um asteroide descoberto pela primeira vez em 2007 pode estar em risco de colisão com a Terra, dizem os cientistas do Center for Near Earth Object Studies (CNEOS) da NASA.

Apesar de considerarem haver uma pequena probabilidade de colisão, os cientistas estão mantendo este objeto sob vigilância.

Asteroide 2007 FT3.

O asteroide 2007 FT3 foi descoberto em 2007 mas desapareceu pouco depois de ter sido avistado pela primeira vez, reaparecendo agora nos ‘radares’ dos astrônomos colocando um risco de colisão ainda em outubro de 2024.

Asteroide 2007 FT3.

Os astrônomos acreditam que há uma probabilidade de 1 para 11,5 milhões de o 2007 FT3 colidir com a Terra.

Trajetória Asteroide 2007 FT3.

Caso o pior aconteça, os pesquisadores acreditam que o impacto não seria forte o suficiente para destruir o nosso planeta – sendo no entanto claro que causaria fortes danos e impactaria grande parte da superfície.

Estudos

James Garvin, cientista-chefe do Goddard Space Flight Center da Nasa, que apresentou o trabalho na Conferência de Ciências Lunares e Planetárias, disse que se os cálculos estiverem corretos, essa seria uma “faixa de coisas sérias acontecendo”.

O Goddard Space Flight Center ( GSFC ) é um importante laboratório de pesquisa espacial da NASA localizado a aproximadamente 6,5 milhas (10,5 km) a nordeste de Washington, DC, em Greenbelt, Maryland , Estados Unidos.

O mais famoso de todos os impactos de asteroides é bem conhecido – a destruição de dinossauros que abriu um buraco na crosta do que hoje é a península de Yucatán, há cerca de 66 milhões de anos.

A rocha espacial que atingiu nosso planeta era uma gigante de 10 quilômetros de largura. No entanto, impactos menores ainda podem balançar as estruturas do planeta e potencialmente levar a anos de fome, por exemplo.

Reanalisando colisões de asteroides

Usando imagens de alta resolução de quatro crateras formadas ao longo do último milhão de anos, a equipe de Gavin pôde mapeá-las em 3D. Os estudos envolveram Pantasma na Nicarágua, Bosumtwi em Gana, Iturralde na Bolívia e Zhamanshin no Cazaquistão.

Focamos a atenção em quatro crateras de impacto complexas que abrangem os últimos ~ 1,0 Ma (um milhão) da história da Terra, principalmente em regiões tropicais, com diferentes características de rocha-alvo”, diz a equipe em um comunicado.

Segundo os pesquisadores, a análise do Pantasma, que foi documentado como uma cratera de 14 quilômetros de largura deixada por um asteroide há cerca de 800 mil anos, produziu o equivalente a 660 mil megatons quando caiu na Terra.

A reanálise de Gavin, no entanto, afirma que a cratera tem 33,7 quilômetros de largura e o impacto foi equivalente a 727 mil megatons, o suficiente para “explodir parte da atmosfera da Terra e distribuir vidros de impacto globalmente“.

 

Já a depressão de aproximadamente 12 a 14 quilômetros de largura no Cazaquistão, Zhaminshin, acredita-se que tenha sido criada por um meteorito com um diâmetro de 200 a 400 metros que atingiu a Terra há cerca de 90 mil anos – o impacto mais recente pode ter causado um evento estilo “inverno nuclear“.

Apesar disso, na nova análise, esse grande evento poderia ter sido ainda mais catastrófico – deixando uma cratera com cerca de 30 quilômetros de diâmetro.

Os diâmetros das bordas das outras grandes crateras também foram recalculados, e a pesquisa mostrou que todos dobrando ou triplicando de tamanho. Segundo os estudiosos, as implicações são profundas, sugerindo que objetos quilométricos s estão caindo na Terra a cada dez mil anos.

A equipe de Gavin afirma que mais estudos são necessários, enquanto outros pesquisadores não estão convencidos com os resultados.  Anna Łosiak, pesquisadora de crateras na Academia Polonesa de Ciências, disse à Science que não está convencida de que as “bordas” recém-descobertas façam parte do local do impacto.

Isso seria muito assustador porque significaria que realmente não entendemos o que está acontecendo – e que há muitas rochas espaciais que podem vir e fazer uma bagunça”, disse.

 

 

 

 

Sair da versão mobile