{"id":1107,"date":"2008-06-09T00:00:00","date_gmt":"2008-06-10T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-06-09T00:00:00","modified_gmt":"2008-06-09T00:00:00","slug":"Ex-presidente-do-TRT-e-condenado-por-peculato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/06\/09\/Ex-presidente-do-TRT-e-condenado-por-peculato\/","title":{"rendered":"Ex-presidente do TRT \u00e9 condenado por peculato"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; <\/strong>A 3&ordf; Vara da Justi&ccedil;a Federal condenou o ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Para&iacute;ba(TRT-13&ordf; Regi&atilde;o) Severino Marcondes Meira a pena de sete anos e seis meses de reclus&atilde;o e 161 dias-multa, al&eacute;m da perda da aposentadoria, pela pr&aacute;tica de crime de peculato(artigo 312 do C&oacute;digo Penal). <\/p>\n<p>A decis&atilde;o &eacute; resultante de den&uacute;ncia apresentada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal na Para&iacute;ba(MPF), em 25 de junho de 2001, em virtude da pr&aacute;tica de irregularidades no manejo de dinheiro p&uacute;blico, no per&iacute;odo em que o condenado ocupou a presid&ecirc;ncia do referido tribunal(de 15 de novembro de 1993 a 11 de novembro de 1995). A senten&ccedil;a &eacute; assinada pela ju&iacute;za Cristina Maria Costa Garcez.<\/p>\n<p>Severino Marcondes Meira, que j&aacute; foi aposentado compulsoriamente em virtude de processo administrativo disciplinar instaurado pelo Tribunal Superior do Trabalho(TST), deve cumprir a pena em regime inicialmente semi-aberto, n&atilde;o cabendo para ele a substitui&ccedil;&atilde;o da pena privativa de liberdade(de sete anos e seis meses) por restritiva de direitos(por exemplo, perda de bens, presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os comunit&aacute;rios e limita&ccedil;&atilde;o de fim de semana), porque a pena aplicada foi superior a quatro anos. J&aacute; o valor de cada dia-multa ser&aacute; calculado com base na metade do sal&aacute;rio m&iacute;nimo vigente ao tempo das irregularidades, multiplicando-se este valor pelos 161 dias fixados pela Justi&ccedil;a. Como efeito secund&aacute;rio da condena&ccedil;&atilde;o fixou-se a perda do cargo p&uacute;blico, assim, como o ex-presidente do TRT-13 est&aacute; aposentado, o efeito recair&aacute; sobre a aposentadoria, implicando a perda dos proventos.<\/p>\n<p>Conforme a a&ccedil;&atilde;o penal(resultante de den&uacute;ncia apresentada pelo MPF) Marcondes Meira teria pago, com recursos do TRT-13, uma excuss&atilde;o para ele e para um filho dele(servidor do Tribunal Regional do Trabalho da Para&iacute;ba), para a Europa durante v&aacute;rios dias, com direito &agrave; hospedagem em Paris (Fran&ccedil;a) e excuss&otilde;es a Athenas(Gr&eacute;cia), Ilhas Gregas, Berlin(Alemanha), Praga(Rep&uacute;blica Tcheca), Salzburg(&Aacute;ustria) e Zurich(Su&iacute;&ccedil;a). Sob o argumento de participa&ccedil;&atilde;o em um Congresso de Direito Processual Civil em Paris-Sorbone, com dura&ccedil;&atilde;o de mais de vinte dias, o TRT-13 pagou, pra cada um, 23 di&aacute;rias e meia. Mas, na verdade, o ex-presidente participou de um semin&aacute;rio na Universidade de Sorbonne, com dura&ccedil;&atilde;o de apenas dois dias, e o filho dele, que nem sequer era formado em Direito, n&atilde;o apresentou nos seus assentamentos de servidor nenhum certificado relativo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o no Congresso em Paris-Sorbonne, para o qual tamb&eacute;m recebeu as 23 di&aacute;rias e meia. &ldquo;A meu sentir, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que houve sim esse intuito do acusado, Severino Marcondes Meira, em se favorecer com o uso de recursos p&uacute;blicos&rdquo;, afirma a ju&iacute;za federal, completando que das &ldquo;<em>provas constantes nos autos, infere-se que o acusado queria e efetivamente conseguiu realizar um passeio tur&iacute;stico junto a seu filho pela Europa, recebendo valores a t&iacute;tulo de di&aacute;rias e passagens<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>Severino Marcondes Meira pagou, tamb&eacute;m, passagens a&eacute;reas e di&aacute;rias a pessoas pr&oacute;ximas dele(geralmente, parentes seus ou dos outros ju&iacute;zes do TRT 13&ordf; Regi&atilde;o) sob alega&ccedil;&otilde;es inver&iacute;dicas, apenas como forma de aumentar a remunera&ccedil;&atilde;o destas. Alegava-se que estas pessoas iriam realizar na cidade de destino(geralmente locais tur&iacute;sticos) alguma tarefa ligada ao servi&ccedil;o p&uacute;blico, quando, na realidade, esse trabalho inexistia.<\/p>\n<p>Ficou verificado tamb&eacute;m, o desvio de verbas atrav&eacute;s do cancelamento de bilhetes a&eacute;reos sem a devida devolu&ccedil;&atilde;o dos valores aos cofres p&uacute;blicos, assim como disposto na den&uacute;ncia do MPF. Al&eacute;m disso, Severino Marcondes Meira pagou, com o dinheiro do TRT-13, tratamento m&eacute;dico hospitalar para um servidor, filho de um juiz, no valor de R$ 6.632,78. Para a Justi&ccedil;a, &ldquo;mostra-se inaceit&aacute;vel entender que o acusado, com forma&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, n&atilde;o tivesse o conhecimento de que estava autorizando despesa para o TRT 13&ordf; Regi&atilde;o sem nenhum amparo legal&rdquo;. O ex-presidente utilizava os recursos do tribunal para favorecimento de pessoas pr&oacute;ximas aos demais magistrados, para manter o prest&iacute;gio dele.<\/p>\n<p>Para o MPF, as irregularidades praticadas por Severino Marcondes Meira, enquanto presidiu o TRT-13, configuram um grave caso de corrup&ccedil;&atilde;o no Poder Judici&aacute;rio do Brasil. Cabe recurso da decis&atilde;o proferida pela Justi&ccedil;a Federal na Para&iacute;ba perante tribunais superiores. <\/p>\n<p><font face=\"Arial\" color=\"#ff0000\" size=\"1\">Fonte: Ascom\/MPPB<\/p>\n<p><\/font><\/p>\n<p><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; A 3&ordf; Vara da Justi&ccedil;a Federal condenou o ex-presidente do Tribunal Regional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1107"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}