{"id":1134,"date":"2008-06-20T00:00:00","date_gmt":"2008-06-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-06-20T00:00:00","modified_gmt":"2008-06-20T00:00:00","slug":"UFCG-recebe-importante-acervo-historico-digitalizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/06\/20\/UFCG-recebe-importante-acervo-historico-digitalizado\/","title":{"rendered":"UFCG recebe importante acervo hist\u00f3rico digitalizado"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p align=\"justify\"><font face=\"Verdana\"><font size=\"2\"><strong><em><font face=\"Arial\" color=\"#ff0000\" size=\"3\"><br \/>Trabalho foi realizado por pesquisadores brasileiros e portugueses durante dez anos e re&uacute;ne milhares de documentos datados desde o Per&iacute;odo Colonial at&eacute; o S&eacute;culo XIX.<\/font><\/em><\/strong> <\/p>\n<p><strong>Campina Grande(PB)<\/strong> &#8211; A Unidade Acad&ecirc;mica de Hist&oacute;ria e Geografia da Universidade Federal de Campina(UFCG), recebeu recentemente do Minist&eacute;rio da Cultura(MinC) um kit contendo 299 CDs, com milhares de documentos microfilmados e digitalizados que tratam de acontecimentos hist&oacute;ricos, pol&iacute;ticos, sociais, econ&ocirc;micos, administrativos, diplom&aacute;ticos, art&iacute;sticos e cient&iacute;fico da Para&iacute;ba, enquanto capitania, datadas at&eacute; o s&eacute;culo XIX. O acervo faz parte do Projeto Resgate Bar&atilde;o do Rio Branco, um trabalho feito por pesquisadores brasileiros e portugueses no Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino &ndash; Lisboa\/Portugal, durante dez anos.<\/p>\n<p>O Projeto Resgate &eacute; uma iniciativa do MinC, com apoio de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas. O trabalho investigou 18 capitanias heredit&aacute;rias, culminando na descoberta de 300 mil documentos para o Brasil, os quais se referem a correspond&ecirc;ncias administrativas entre Portugal e suas col&ocirc;nias.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora do projeto, Esther Caldas Bertoletti, a doa&ccedil;&atilde;o do kit para a UFCG vai servir de base para pesquisas nos cursos de Geografia e Hist&oacute;ria, porque os documentos contidos nos CDs s&atilde;o registros hist&oacute;ricos importantes que enriquecer&atilde;o os conte&uacute;dos program&aacute;ticos dos dois cursos, &ldquo;<em>uma vez que narram fatos reais atrav&eacute;s de correspond&ecirc;ncias<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>A coordenadora do Setor de Documenta&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;rica Regional da UFCG, Juciene Ricarte Apolin&aacute;rio, explica que o material tamb&eacute;m poder&aacute; ser consultado por pesquisadores de outras institui&ccedil;&otilde;es ou demais interessados pelo tema. &ldquo;Todo o material est&aacute; sendo catalogado. Em dois meses, no m&aacute;ximo, o conte&uacute;do estar&aacute; disponibilizado para consulta&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Para ela, esta &eacute; uma grande conquista para a Unidade Acad&ecirc;mica das duas gradua&ccedil;&otilde;es e para a UFCG, visto que os kits foram enviados para poucas universidades do Brasil, a exemplo da Unicamp e a Universidade Federal de Pernambuco. Al&eacute;m de encaminhar o material UA de Hist&oacute;ria e Geografia, o MinC tamb&eacute;m enviou uma remessa do kit para a reitoria da UFCG, que teve de encaminhar formul&aacute;rio atestando o recebimento dos kits.<\/p>\n<p>O Projeto Resgate Bar&atilde;o do Rio Branco destaca-se em meio aos diversos projetos lan&ccedil;ados pelo Minist&eacute;rio da Cultura porque foi produzido como parte das comemora&ccedil;&otilde;es dos 500 anos do descobrimento do Brasil. A proposta era recuperar cerca de 300 mil documentos brasileiros referentes ao per&iacute;odo colonial e os trabalhos dos pesquisadores foram iniciados em 1995, apesar de j&aacute; haver um levantamento sistem&aacute;tico desde o final dos anos 80. Essa vasta documenta&ccedil;&atilde;o, organizada, catalogada e amplamente disseminada, abre in&uacute;meras possibilidades de pesquisas sobre o Brasil Col&ocirc;nia.<\/p>\n<p>O projeto mobilizou tr&ecirc;s Minist&eacute;rios, o da Cultura, que investiu cerca de US$ 1 milh&atilde;o atrav&eacute;s de tr&ecirc;s modalidades: or&ccedil;ament&aacute;ria, lei de incentivo fiscal e fundo de cultura; o da Educa&ccedil;&atilde;o, que contribuiu por interm&eacute;dio das universidades; e o da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, atrav&eacute;s do CNPq. Pelo menos quatro funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa tamb&eacute;m participaram das atividades: as do Rio Grande do Sul, S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O montante investido foi calculado em US$ 2,5 milh&otilde;es, provenientes dos setores p&uacute;blicos e privados do Brasil e Portugal.<\/p>\n<p>Os documentos datam dos s&eacute;culos XVII e XVIII e tratam da vida p&uacute;blica e privada dos habitantes das 18 capitanias, que atualmente correspondem a 22 estados brasileiros. A Funda&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional do Minist&eacute;rio da Cultura ficou respons&aacute;vel por preservar os microfilmes e por duplic&aacute;-los para serem disseminados.<\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Curiosidades dos documentos<\/font><\/u><\/strong><br \/>O acervo do Projeto Resgate forma a maior cole&ccedil;&atilde;o de documentos sobre o per&iacute;odo colonial da antiga capitania e trouxe luz sobre fatos pouco conhecidos, al&eacute;m de curiosos, a exemplo da descoberta de cartas escritas para o rei de Portugal por mulheres de militares pedindo para que seus maridos retornassem &agrave; terra lusitana. Mostra ainda que a participa&ccedil;&atilde;o feminina na vida social n&atilde;o era t&atilde;o discreta, como poderia parecer para uma sociedade dos s&eacute;culos 18 ou 19.<\/p>\n<p>Outra curiosidade &eacute; a de que, mesmo durante os anos de ocupa&ccedil;&atilde;o holandesa, Portugal se comunicava regularmente com as capitanias invadidas, mantendo-se informado de todos os passos do inimigo. Os documentos apontam que era grande a troca de informa&ccedil;&otilde;es e indicam uma negocia&ccedil;&atilde;o feita por fora entre a coroa portuguesa e os holandeses. O estudo dos arquivos guardados em Portugal abre a possibilidade de os historiadores lan&ccedil;arem um novo olhar sobre o per&iacute;odo pesquisado, conforme declarou Esther Caldas Bertoletti.<\/p>\n<p><strong><font color=\"#ff0000\">* <\/font><\/strong><\/font><font face=\"Arial\" size=\"1\"><strong><font color=\"#ff0000\">Com Ros&acirc;ngela Ara&uacute;jo &ndash; Ascom\/UFCG<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/font><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutosTrabalho foi realizado por pesquisadores brasileiros e portugueses durante dez anos e re&uacute;ne milhares de documentos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[36],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1134"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1134\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}