{"id":1187,"date":"2008-07-21T00:00:00","date_gmt":"2008-07-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-07-21T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-21T00:00:00","slug":"Filha-de-Silvio-Santos-assume-comando-do-SBT","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/07\/21\/Filha-de-Silvio-Santos-assume-comando-do-SBT\/","title":{"rendered":"Filha de Silvio Santos assume comando do SBT"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 23 minutos<\/div><p><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><\/u><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\" align=\"justify\"><em><strong><font face=\"Arial\"><font color=\"#ff0000\">Aos 32 anos, filha de Silvio Santos assume o comando com o desafio de recuperar a identidade do SBT. Nesta entrevista exclusiva ela fala sobre os seus planos, medos, inseguran&ccedil;as e sonhos. O que ela mais quer? Transformar a emissora do pai em um canal de entretenimento com conte&uacute;do.<\/p>\n<p><\/font><\/font><\/strong><\/em><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong>S&atilde;o Paulo(SP)<\/strong> &#8211; Para quem tem a ilus&atilde;o de que Silvio Santos est&aacute; vendo o tempo passar na janela enquanto a Record abocanha parte da sua audi&ecirc;ncia, o nome de Daniela Beyruti pode soar como uma grande novidade. Filha mais velha do casamento com &Iacute;ris Abravanel &ndash; ela tem mais tr&ecirc;s irm&atilde;s e outras duas da primeira uni&atilde;o de Silvio &ndash;, Daniela est&aacute; no SBT h&aacute; alguns anos, mas agora assumiu o papel mais relevante na empresa do pai: cabe a ela liderar a batalha para recolocar a emissora nos trilhos, no ano em que o Grupo Silvio Santos completa 50 anos.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Aos 32 anos, formada e p&oacute;s-graduada em comunica&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos, casada com o empres&aacute;rio Marcelo Beyruti, Daniela comanda uma equipe de 200 pessoas, na condi&ccedil;&atilde;o de respons&aacute;vel por todos os neg&oacute;cios da televis&atilde;o. Sua miss&atilde;o &eacute; restaurar as fissuras do passado, como a que levou v&aacute;rias afiliadas espalhadas pelo Brasil a trocarem o SBT pela Record, e dar novo &acirc;nimo &agrave; emissora que perdeu a sua hist&oacute;rica vice-lideran&ccedil;a.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Uma das metas de Daniela &eacute; melhorar a comunica&ccedil;&atilde;o do SBT com as suas afiliadas, com a imprensa e a sociedade\n<personname w:st=\"on\" productid=\"em geral. Esta\"><\/personname>\nem geral. Esta entrevista concedida, diga-se, &eacute; a primeira de Daniela na condi&ccedil;&atilde;o de diretora da emissora. Quem a ler, ver&aacute; que Silvio Santos &eacute; um homem de sorte. No fundo de seu imenso ba&uacute;, ele encontrou o sangue novo da emissora dentro da fam&iacute;lia.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><img decoding=\"async\" height=\"254\" src=\"\/UserFiles\/Image\/brasil\/daniela_beyruti_001.jpg\" width=\"190\" align=\"left\" alt=\"\" \/>Daniela n&atilde;o faz pose de empres&aacute;ria, nem tem nada de patricinha. &Eacute; doce e simples, mas tem opini&otilde;es seguras sobre todos os assuntos que dizem respeito ao seu mundo. Sem fazer alarde, mostra que est&aacute; enxergando l&aacute; na frente. Sabe de seu papel e de sua responsabilidade neste momento. Uma tarefa nada f&aacute;cil, convenhamos: assumir parte do comando de uma emissora que perdeu um naco de sua audi&ecirc;ncia, ainda mais no papel de filha do dono. &ldquo;<em style=\"mso-bidi-font-style: normal\">Cheguei aqui quando a gente estava perdendo a batalha<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\"><strong><em>A seguir, os planos de Daniela Beyruti <\/em><\/strong><strong><em>para reverter essa situa&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/strong><\/font><\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">NOS BASTIDORES<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Estou na diretoria da geradora. Na verdade, o que eu estou fazendo aqui &eacute; aprender tudo que tem a ver com o neg&oacute;cio de televis&atilde;o. A geradora est&aacute; com a &aacute;rea comercial, marketing, assessoria de imprensa e o que envolve o show business da televis&atilde;o. Eu conhecia e gosto bastante da &aacute;rea art&iacute;stica, mas &eacute; fundamental ver o lado do business da televis&atilde;o. Estou no comando, mas, ao mesmo tempo, estou aprendendo. &Eacute; muita coisa nova. Estou nos bastidores dos bastidores&#8230;<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\">JOGADA ESTRAT&Eacute;GICA<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Essa mudan&ccedil;a foi uma estrat&eacute;gia da empresa. O lado art&iacute;stico j&aacute; est&aacute; dentro de mim. Eu gosto de televis&atilde;o por natureza&#8230; &eacute; muito feeling. Agora, estou aprendendo a parte t&eacute;cnica. S&oacute; feeling n&atilde;o &eacute; suficiente. O lado art&iacute;stico era o mais f&aacute;cil, agora vim aprender o mais dif&iacute;cil.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">TELEVIS&Atilde;O: PAIX&Atilde;O E MISS&Atilde;O<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Gosto de tudo. Amo televis&atilde;o. Gosto de assistir, de fazer&#8230; Gosto da comunica&ccedil;&atilde;o de massa. De saber que o que estamos fazendo aqui est&aacute; afetando gente em todas as partes do pa&iacute;s. Amo saber que a gente faz televis&atilde;o para o Terceiro Mundo. A gente tem um canal de comunica&ccedil;&atilde;o muito forte com o povo. A gente tem o poder, n&atilde;o sei se &eacute; a palavra certa, mas um canal de influ&ecirc;ncia tanto para o bem quanto para o mal. Eu gostaria muito, do fundo do cora&ccedil;&atilde;o, de usar a televis&atilde;o para alcan&ccedil;ar coisas sociais que talvez a gente n&atilde;o consiga por meio do governo ou de outros segmentos. Dentro de uma novela, dentro de uma s&eacute;rie, dentro de um programa podemos transmitir coisas b&aacute;sicas para o povo, que s&atilde;o fundamentais. Sou humanista. E isso me fascina na televis&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">COMO AJUDAR<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Para isso, &eacute; preciso preparar o terreno. N&atilde;o &eacute; algo que venha naturalmente. &Eacute; uma quest&atilde;o de mudan&ccedil;a de mentalidade. N&atilde;o vai partir s&oacute; de mim. Se todo mundo n&atilde;o abra&ccedil;ar essa id&eacute;ia, fica uma coisa vazia, fica uma coisa aparente, mas n&atilde;o sincera. Tem de ter um querer geral. A satisfa&ccedil;&atilde;o de voc&ecirc; fazer uma coisa que vai causar um efeito positivo &eacute; muito maior do que voc&ecirc; fazer uma coisa vaga.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">&Iacute;DOLOS<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">A gente tinha 100 jovens na equipe do programa, tinha de viajar o Brasil inteiro por dois, tr&ecirc;s meses. Olhei e pensei: &ldquo;<em>Estou com um problema<\/em>&rdquo;. Eu sou nova, sou considerada a filha do dono, uma coisa que &eacute; chata e pode atrapalhar. Falei: &ldquo;<em>Vamos fazer com que o nosso ambiente de trabalho seja o mais profissional poss&iacute;vel. Vamos entender que teremos de lidar com milhares de jovens em cada cidade que passarmos. Seremos a refer&ecirc;ncia do programa para essas pessoas<\/em>&rdquo;. E pedi que as pessoas focassem, se comportassem, falei para as meninas que n&atilde;o podiam usar saia curta, mas no joelho. Pareceu uma coisa careta, a ditadura. Mas era uma quest&atilde;o profissional, n&atilde;o uma quest&atilde;o moral. Dia de folga, sai de biqu&iacute;ni na rua, n&atilde;o estou nem a&iacute;. Isso teve um efeito muito bom. &Eacute; preciso, primeiro, ter uma consci&ecirc;ncia de onde voc&ecirc; quer chegar, para depois alcan&ccedil;ar o seu objetivo.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\">FORMA&Ccedil;&Atilde;O<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Crescendo, eu sempre dizia: &ldquo;<em>N&atilde;o quero ser influenciada pelo trabalho do meu pai<\/em>&rdquo;. Entrei na Lynn University,\n<personname w:st=\"on\" productid=\"em Boca Raton\"><\/personname>\nem Boca Raton (Fl&oacute;rida), como indecisa, sem definir o que eu queria estudar. Fui estudar fora mais pela experi&ecirc;ncia, saber quem eu era. Fiz um ano do curso b&aacute;sico. A&iacute;, fui assistir a uma aula de comunica&ccedil;&atilde;o. E amei. Tinha algo dentro de mim que dizia: &ldquo;<em>Se eu confessar que gostei desse neg&oacute;cio, acabou! N&atilde;o tem volta<\/em>!&rdquo;. Tentei outros cursos, mas n&atilde;o me encaixava. A&iacute;, pensei: &ldquo;<em>Vou assumir que gosto disso &ndash; e paci&ecirc;ncia<\/em>&rdquo;. Vai ser dif&iacute;cil at&eacute; confessar para o meu pai: &ldquo;<em>Eu gosto do que voc&ecirc; gosta<\/em>&rdquo;. Era uma coisa esquisita. E sem a influ&ecirc;ncia dele. Fui pra l&aacute; para saber &ldquo;<em>quem eu sou<\/em>&rdquo;, &ldquo;<em>o que eu quero<\/em>&rdquo; e me descobri. Passei os tr&ecirc;s anos, ent&atilde;o, me especializando. Gostei muito. De tanto prazer que eu tive no curso de comunica&ccedil;&atilde;o, nem digo que estudei.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">O CHOQUE CULTURAL<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Voltei para o Brasil em 2000, um pouco imatura, eu acho. Comecei a trabalhar aqui e tive um choque cultural. Porque, nos Estados Unidos, o c&acirc;mera estudou para ser c&acirc;mera, todo mundo tem uma carreira valorizada. Um editor pode ganhar US$ 200 por hora de trabalho. N&atilde;o &eacute; a nossa realidade. Quando os mundos se encontraram dentro de mim, eu pensei: &ldquo;<em>N&atilde;o sei se vou conseguir conviver com isso<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">A CONVERS&Atilde;O<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">A&iacute; resolvi dar um tempo. Fui ser monitora volunt&aacute;ria numa escola, fui estudar num semin&aacute;rio, porque tinha acabado de me converter. N&atilde;o gosto de falar que tenho alguma religi&atilde;o. Prefiro dizer que me converti &agrave;quilo que est&aacute; escrito na B&iacute;blia. Nesse meio tempo ganhei uma bolsa para estudar cinema e televis&atilde;o na Virginia, nos Estados Unidos. Meu marido foi estudar business e eu fui pra l&aacute; de novo. E eu j&aacute; sabia que era um tempo que eu estava dando antes de encarar o neg&oacute;cio.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">DESAFIOS DO TRABALHO<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Al&eacute;m de encarar a televis&atilde;o, &eacute; encarar a empresa familiar, &eacute; encarar um mundo de emo&ccedil;&atilde;o muito maior que uma simples escolha de profiss&atilde;o. Esse segundo per&iacute;odo de estudos me deu um preparo ainda maior, porque foi mais focado. Foi nessa temporada que fiz um programa de TV para uma produtora independente, CBN, um programa de m&uacute;sica crist&atilde;, que eu apresentava, e foi exibido\n<personname w:st=\"on\" productid=\"em Mo\u00e7ambique. Chama-se One\"><\/personname>\nem Mo&ccedil;ambique. Chama-se One Cubed. Ningu&eacute;m me conhecia, ningu&eacute;m conhecia meu pai&#8230; A liberdade que tive de aprender foi maior. Fui testada de verdade. Isso me fez bem. Porque aqui, querendo ou n&atilde;o, eu tenho uma bagagem, carrego uma refer&ecirc;ncia muito forte.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\">O PESO DA COMPARA&Ccedil;&Atilde;O<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">As pessoas sempre v&atilde;o me comparar com algo que &eacute; incompar&aacute;vel. Eu n&atilde;o queria ficar na sombra e acabar me comparando com o meu pai, com a forma de ele agir, pensar, criar, que &eacute; uma coisa &uacute;nica dele. Nas duas faculdades, tive a oportunidade de ver se gostava disso mesmo ou se estava sendo influenciada, se eu era boa ou n&atilde;o. Americano n&atilde;o tem disso. &Eacute; preto no branco. Se voc&ecirc; &eacute; boa, voc&ecirc; &eacute; boa, se n&atilde;o, voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; boa, arruma outra carreira. N&atilde;o ligam para quem seu pai &eacute;. E o jeito que os americanos fazem televis&atilde;o&#8230; Eu acho incr&iacute;vel. Eles pegam a id&eacute;ia de um ingl&ecirc;s, d&atilde;o um tapa no visual e transformam aquilo em algo incr&iacute;vel, bonito. Veja a Supernanny(seriado exibido no SBT). Nasceu na Inglaterra, mas os americanos o deixam mais bonito e agrad&aacute;vel. No Pop Idol ingl&ecirc;s, deram um tapa no visual e virou American Idol. Eu tenho respeito pela televis&atilde;o americana.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">VIDA DE ESTAGI&Aacute;RIA<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Eu carregava fita pra cima e pra baixo no meu est&aacute;gio nessa produtora(CBN), que faz um mesmo programa para o mundo todo. Ela pega os clipes musicais e grava cabe&ccedil;as em diferentes l&iacute;nguas. Eu estava num grupo de brasileiros, um dia, vestindo um cachecol colorido, e fui chamada para fazer um teste como apresentadora em l&iacute;ngua portuguesa. Eu fiz. N&atilde;o tenho muita vergonha. E o cara gostou. Eu avisei que se fosse passar no Brasil eu achava que n&atilde;o ia ter muito futuro, porque o chefe teria de deixar. Chamo o meu pai de chefe. &Eacute; familiar demais cham&aacute;-lo de pai. Com o pessoal que eu trabalho eu falo &ldquo;<em>chefe<\/em>&rdquo;. Numa das minhas f&eacute;rias, trouxe umas fitas para o chefe ver. E ele gostou. Perguntei: &ldquo;<em>Voc&ecirc; acha que devo continuar fazendo<\/em>?&rdquo;. E ele: &ldquo;<em>Acho que sim. &Eacute; muito legal terem sido os americanos que te escolheram<\/em>&rdquo;. Mas, quando voltei a morar no Brasil, eu sabia que n&atilde;o iria continuar.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">AUTOCR&Iacute;TICA<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Hoje estou &agrave; frente de 200 pessoas na geradora, mais a rede(de emissoras afiliadas), que eu tamb&eacute;m cuido. No ano passado, a gente perdeu algumas afiliadas para outra emissora. A gente decidiu cuidar melhor&#8230; &Eacute; muito uma quest&atilde;o de relacionamento. Casa de ferreiro, espeto de pau. A gente trabalha com comunica&ccedil;&atilde;o e, &agrave;s vezes, a gente falha na nossa comunica&ccedil;&atilde;o. Foi um cabo-de-guerra, uma batalha. E d&aacute; um frio na barriga saber que voc&ecirc; est&aacute; perdendo, &agrave;s vezes, por falta de comunica&ccedil;&atilde;o&#8230; Quando voc&ecirc; est&aacute; satisfeito, voc&ecirc; n&atilde;o vai buscar outra coisa. Ouvi isso a respeito da rela&ccedil;&atilde;o marido-mulher. Se o marido est&aacute; satisfeito, n&atilde;o fica olhando para outra mulher. Mas, quando est&aacute; insatisfeito, tudo pode acontecer. Se voc&ecirc; est&aacute; ocupando aquele espa&ccedil;o que tem de ocupar, &eacute; dif&iacute;cil ficar olhando ao redor. A gente falhou um pouco nesse nosso relacionamento.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">SBT X RECORD<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Prefiro falar do SBT. Acho que o SBT tem uma coisa muito especial. Querendo ou n&atilde;o, ele &eacute; popular. E tenho orgulho de falar que ele &eacute; popular. Enquanto tantos querem atingir o p&uacute;blico A e o B, a nossa realidade &eacute; o C e o D. A gente &eacute; C e D naturalmente. Tem uma identifica&ccedil;&atilde;o natural com a massa. Isso vai passando de cima para baixo, e implanta no cora&ccedil;&atilde;o essa vontade de ser um canal popular. &Eacute; &oacute;bvio que perder a segunda posi&ccedil;&atilde;o, para quem quer que seja, n&atilde;o &eacute; agrad&aacute;vel. A gente, por muito tempo, correu sozinho no segundo lugar. Tinha orgulho, fazia at&eacute; campanhas (&ldquo;<em>vice-lideran&ccedil;a absoluta<\/em>&rdquo; &ldquo;<em>na nossa frente, s&oacute; voc&ecirc;<\/em>&rdquo;&#8230;). A gente brincava com isso. A gente nunca quis tirar o lugar da Globo.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\">REDE GLOBO<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">No ano passado, fiz um estudo da grade da Globo. Aprendi a ter um respeito e uma admira&ccedil;&atilde;o muito particular. &Eacute; t&atilde;o bem programado com o h&aacute;bito do brasileiro. &Eacute; muito legal. Eles t&ecirc;m uma programa&ccedil;&atilde;o direcionada. A gente era a segunda op&ccedil;&atilde;o. Quando voc&ecirc; perde isso, voc&ecirc; se pergunta: &ldquo;<em>Onde eu me perdi? O que aconteceu<\/em>?&rdquo;. S&oacute; quando voc&ecirc; perde, voc&ecirc; se depara com essa quest&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\">CHIQUE E BREGA<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">N&atilde;o estou em busca da resposta a essa quest&atilde;o. O ponto &eacute;: voltar a ser o que uma vez foi a nossa identidade. O SBT tem a sua personalidade, tem uma marca&#8230; &Eacute; voltar a isso, a focar naquilo que a gente foi feito para fazer. N&atilde;o adianta querer ser chique, que a gente vai ser brega. &Eacute; bom a gente continuar a fazer a nossa programa&ccedil;&atilde;o popular, falando do jeito que a gente sabe falar com o povo. Fazer aquilo que nasceu para fazer. Quando a gente se perdeu a&iacute;, num tempo, a gente deixou de ser quem era, de fazer aquilo que sabia fazer. Hoje, a gente est&aacute; voltando, eu acho. &Eacute; muito mais f&aacute;cil bagun&ccedil;ar essa sala inteira do que a colocar no lugar. Vai levar um tempo at&eacute; colocar a nossa casa em ordem.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">O MEU PAPEL NA HIST&Oacute;RIA<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">O meu pai &eacute; &uacute;nico aqui. A quest&atilde;o &eacute; eu ajudar a motivar o pessoal a voltar para esse trilho. Cheguei quando a gente estava perdendo a batalha. &Eacute; mais uma quest&atilde;o de colocar o &acirc;nimo de volta, motivar, sacudir a poeira, e voltar ao caminho que ele est&aacute; direcionando a gente. De uns tempos para c&aacute; houve muita cr&iacute;tica. Quando ficamos um tempo sem falar(com a imprensa), acabou sendo ruim. Deixamos que os ru&iacute;dos ficassem mais altos do que aquilo que estava realmente acontecendo. Esse &eacute; o meu papel.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">EMPRESA FAMILIAR<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">O racional e o emocional se misturam o tempo inteiro numa empresa familiar. N&atilde;o apenas nessa. Em qualquer uma. &Eacute; preciso aprender a saber lidar com o papel de cada um. No meu caso: quando eu sou filha, quando eu sou funcion&aacute;ria? Saber que ele como chefe &eacute; diferente de como pai&#8230; Isso tamb&eacute;m &eacute; um desafio muito grande.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">PAI E FILHA, DIFEREN&Ccedil;AS<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Ele n&atilde;o tem medo; eu luto com o medo. Ele &eacute; um desbravador. Ele nem v&ecirc; o desafio, ele vai. Eu, antes de enfrentar o desafio, penso: &ldquo;<em>Nossa, &eacute; um desafio<\/em>&rdquo;. Ele me empurra. E acho isso &oacute;timo. Ele me joga e fala: &ldquo;<em>Se vira<\/em>&rdquo;. Porque, se n&atilde;o for assim, eu sambo, sapateio, at&eacute; conseguir entrar no desafio. Tenho aprendido muito com ele. Tenho uma irm&atilde;, Rebeca, que puxou muito esse lado dele. N&atilde;o importa o que as pessoas v&atilde;o falar de voc&ecirc;. Eu tiro o chap&eacute;u. Eu luto com medo, &agrave;s vezes fico envergonhada, inadequada&#8230; Ele, como a minha irm&atilde;, n&atilde;o est&aacute; nem a&iacute;. Entra numa reuni&atilde;o, j&aacute; vai comendo um biscoito, a pessoa nem convidou&#8230; A Rebeca &eacute; igualzinha: cara-de-pau, n&atilde;o liga. Quando voc&ecirc; v&ecirc;, ela est&aacute; indo ao supermercado de pantufas. &Eacute; uma coisa muito espont&acirc;nea.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">PAI E FILHA &#8211; SEMELHAN&Ccedil;AS<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Em algumas coisas, sou parecida. Sou ansiosa, como ele. Quero ver acontecer&#8230; Sabe aquelas mudan&ccedil;as que ele faz? Se eu n&atilde;o tomar cuidado, vou acabar fazendo igualzinho. Critico, mas vou fazer igual. Eu aposto muito num programa X&#8230; Acho que n&atilde;o vou ter a paci&ecirc;ncia de esperar um ano para ver o programa X acontecer. Acho que no m&ecirc;s que vem vou chegar e querer mudar. Eu acho. &Eacute; muito dif&iacute;cil confessar isso que estou dizendo. Porque tenho de falar para ele o contr&aacute;rio. Tenho de falar para mim tamb&eacute;m. At&eacute; fico com vergonha.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\">O JEITO SBT DE SER<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Estou aqui, quero aprender tudo que tiver de aprender. N&atilde;o vou dizer que eu sei tudo, porque n&atilde;o sei. N&atilde;o vou dizer que estou preparada para estar onde estou, porque n&atilde;o estou. Quero me informar, conhecer mais a hist&oacute;ria e o futuro, quem est&aacute; hoje na linha de frente da empresa e o que est&atilde;o pensando. Pelo que o pessoal fala, ele sempre foi assim(ansioso). E isso sempre deu certo. A Record fez uma coisa muito parecida com a Globo e estabilizou ali. O SBT sempre foi desse jeito espont&acirc;neo. Fizemos uma pesquisa, perguntando: se a Globo fosse uma festa, que festa seria? E as pessoas responderam que seria uma festa glamourosa, chique, em que as pessoas ficam na porta, mas n&atilde;o podem entrar. Se a Record fosse uma festa, as pessoas responderam que seria uma festa muito chique, boa&#8230; E se SBT fosse uma festa, seria aquela que todo mundo gosta de ir, com cerveja no copo de pl&aacute;stico, coxinha, uma festa que a pessoa se sente em casa. &Eacute; a&iacute; que est&aacute; a nossa marca, que a gente perdeu. A gente errou a m&atilde;o em algum lugar ou a Record acertou muito\n<personname w:st=\"on\" productid=\"em outro. N\u00e3o\"><\/personname>\nem outro. N&atilde;o &eacute; uma coisa s&oacute;. Isso faz com que a ansiedade seja maior. &ldquo;<em>Vamos colocar um Show do Milh&atilde;o domingo que vem<\/em>&rdquo;. E vinha o domingo, e ficava, dava resultado instant&acirc;neo. Hoje n&atilde;o &eacute; assim.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">PEN DRIVE<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">O mundo mudou, e a gente vai ter de mudar junto. Todo mundo tem acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. A gente fez uma pesquisa com a classe C e D. O melhor presente que voc&ecirc; pode dar para eles, hoje, &eacute; um pen drive. O momento &eacute; agora. A gente vai ter de buscar muito mais multim&iacute;dias do que temos buscado. Vamos diversificar mais as m&iacute;dias, estamos melhorando o nosso site, queremos ter uma interatividade maior.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\">VENDA DO SBT<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Falou-se muito. Era boato. Nunca foi nossa inten&ccedil;&atilde;o vender. &Eacute; a nossa menina dos olhos. Uma paix&atilde;o. Poder se comunicar, entrar na casa das pessoas, estar junto com elas &ndash; deixar que o povo fa&ccedil;a parte da nossa hist&oacute;ria, mas tamb&eacute;m fazer parte da hist&oacute;ria do povo. Precisamos resgatar mais essa identifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">O PAPEL DA TV<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Passar mensagem sem ser sensacionalista demais. Tem hora para tudo. Ter programas em que ocorre uma forte identifica&ccedil;&atilde;o, com boa qualidade e que possa ajudar no dia-a-dia das pessoas: esse &eacute; o melhor dos mundos, entretenimento com cultura, sem ser chato. Porque o nosso povo &eacute; influenciado pela televis&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">A VOLTA DO PANTANAL<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Foi uma id&eacute;ia conjunta, de muito tempo. &Eacute; uma novela incr&iacute;vel. Como foi bem feita&#8230; Vale a pena ver de novo. As novelas da Globo a gente v&ecirc; de novo. Por que n&atilde;o reexibir uma obra da Manchete?.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\">NA FRENTE DA TV<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Amo a Luciana Gimenez. Eu me divirto muito com o jeito dela. Tamb&eacute;m gosto do CQC &ndash; no in&iacute;cio fiquei de birra, porque achei que seria uma c&oacute;pia do P&acirc;nico&#8230; Gosto do P&acirc;nico, gosto de novela&#8230; N&atilde;o tenho tanta paci&ecirc;ncia, mas gosto&#8230; Prefiro s&eacute;rie. Desperate Housewives, Lost(embora a &uacute;ltima temporada tenha me irritado), 24 Horas&#8230; Sex and the City eu n&atilde;o gosto. Acho que &eacute; muito sexo e pouca cidade&#8230; Nada contra, mas tem uma hora que cansa. Grey&rsquo;s Anatomy eu tamb&eacute;m gosto.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">LEITURA<\/font><\/u><\/strong><br \/>Leio pouco. Estou lendo um livro sobre a hist&oacute;ria dos quatro irm&atilde;os Warner. Mas n&atilde;o leio na seq&uuml;&ecirc;ncia. Amanh&atilde; tenho vontade de ler outra coisa, paro esse e come&ccedil;o o outro&#8230;<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">ROTINA<\/font><\/u><\/strong><br \/>Este ano eu fiz um curso de gest&atilde;o de empresa familiar e vi que estava no mesmo saco que todo mundo que tem empresa familiar. Foi uma terapia em grupo para mim. &ldquo;<em>Voc&ecirc; leva os problemas pra casa?&rdquo;, &ldquo;Voc&ecirc; recebeu um monte de &lsquo;n&atilde;os&rsquo; do seu pai<\/em>?&rdquo;. Os argumentos dos pais com os filhos s&atilde;o id&ecirc;nticos. Isso me consolou. Da&iacute; comecei a me divertir. O primeiro semestre passei muito bem. Tem tempo para tudo. Durante a semana, saio pouco, volto para casa do trabalho, como alguma coisa, vejo televis&atilde;o, acabou. Nos fins de semana, saio para jantar com casais de amigos, com meu cunhado e a esposa dele, com as minhas irm&atilde;s, quando est&atilde;o aqui.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">VIAGEM<\/font><\/u><\/strong><br \/>Gosto m&eacute;dio de viajar. Amei a &Aacute;frica do Sul e Fernando de Noronha. Acho que Fernando de Noronha &eacute; o lugar mais bonito que j&aacute; fui na minha vida. Amo Orlando. A Fl&oacute;rida, para mim, &eacute; os Estados Unidos abrasileirados.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font color=\"#0000ff\"><font face=\"Arial\"><font size=\"3\">AS IRM&Atilde;S<br \/><\/font><\/font><\/font><\/u><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Duas outras trabalham aqui. Renata, a mais nova, est&aacute; fazendo um treinamento na &aacute;rea comercial e depois vai para a &aacute;rea administrativa, e a Silvia, do primeiro casamento do meu pai, est&aacute; no Programa Silvio Santos. Patricia trabalhou no banco por muito tempo, depois no hotel. Agora, est&aacute; estudando fora, deve ficar mais um ou dois anos. E Rebeca est&aacute; estudando cinema e televis&atilde;o no exterior.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">GEST&Atilde;O<\/font><\/u><\/strong><br \/>Sou muito mais de desenvolvimento e estrat&eacute;gia do que operacional. Sei onde quero chegar, sei falar para todo mundo onde a gente quer chegar. Onde a gente quer chegar? Recuperar a identidade do SBT e conseguir fazer com que seja um canal de entretenimento, com muita qualidade, com conte&uacute;do de verdade e que volte a ser uma refer&ecirc;ncia, que a marca volte a ser valorizada. Temos de reposicionar o SBT.<br \/><\/span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA\"><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">SUCESS&Atilde;O<\/font><\/u><\/strong><br \/>N&atilde;o consigo pensar nessa id&eacute;ia. Consigo pensar que vou cuidar para que isso dure bastante tempo, se perpetue. Se Deus quiser, a gente vai conseguir manter aquilo que o meu pai come&ccedil;ou para que n&atilde;o dure apenas por duas gera&ccedil;&otilde;es, mas por muito tempo.<\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#ff0000\" size=\"4\">TAL PAI, TAL FILHA<\/font><\/u><\/strong> <\/p>\n<p>Daniela Beyruti &eacute; o sangue novo do SBT. E bota sangue novo nisso. Ela ama televis&atilde;o desde crian&ccedil;a. Mas nunca quis ser somente a filha de Silvio Santos, essa coisa de herdeira nata, sem conquista, nem investimento. Tem uma admira&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita pelo pai, que agora tamb&eacute;m chama de chefe. <\/p>\n<p>Daniela &eacute; uma mulher diferente, de personalidade forte, cheia de foco, jeito de quem sabe o que quer e a certeza de que vai, sim, chegar l&aacute;, talvez mais r&aacute;pido do que ela pr&oacute;pria imagina. Mas sabe tamb&eacute;m que tem ainda muitos desafios pela frente e muito o que aprender. <\/p>\n<p>Est&aacute;, por enquanto, transitando, mergulhando nos bastidores dos bastidores de uma empresa familiar, quer conhecer de tudo um pouco &ndash; a cabe&ccedil;a n&atilde;o p&aacute;ra. Tem planos, muitos. Diz o que pensa, &eacute; espont&acirc;nea, sabe se colocar, articula bem, sente um orgulho incr&iacute;vel da emissora, de tudo o que o pai construiu ao longo dos &uacute;ltimos 50 anos, do complexo na Anhanguera, onde est&atilde;o os est&uacute;dios e os cen&aacute;rios dos programas. &ldquo;<em>Aqui n&atilde;o &eacute; lindo<\/em>?&rdquo;. <\/p>\n<p>Os seus olhos, redondos e castanho-escuros, t&ecirc;m a mesma express&atilde;o dos de Silvio. S&atilde;o instigantes, firmes, diretos. Olhos que prendem a gente quando ela fala e defende, com veem&ecirc;ncia, seus pontos de vista. <\/p>\n<p>&Eacute; articulada. D&aacute; vontade de ficar ali ouvindo, perguntando um monte de coisas, querendo entender mais como anda a sua vida, a sua cabe&ccedil;a e at&eacute; mesmo o cora&ccedil;&atilde;o, que ela define como humanista. <\/p>\n<p>Dani &ndash; como &eacute; chamada pelos amigos &ndash; leva uma vida simples. Passa o dia inteiro na emissora e uma vez por semana tem almo&ccedil;os de neg&oacute;cio com profissionais da &aacute;rea. &ldquo;<em>Quero entender cada vez mais como funciona tudo isso<\/em>&rdquo;. Ela e o marido, Marcelo Beyruti, s&atilde;o um casal tranq&uuml;ilo &ndash; est&atilde;o juntos h&aacute; quatro anos &ndash;, de bem com a vida. N&atilde;o fala muito em religi&atilde;o, mas &eacute; evang&eacute;lica, como suas irm&atilde;s, e costumava reunir jovens em sua casa para estudos da B&iacute;blia. Hoje o grupo se dispersou, mas se fala por e-mail. <\/p>\n<p>N&atilde;o anda em carro do ano, &eacute; despojada para se vestir e impressionantemente simples. Quando voltou dos Estados Unidos, onde morou e estudou, quis se repaginar &ndash; sentia-se, digamos assim, meio conservadora. Contratou uma personal stylist. Hoje adora usar roupas estampadas, floridas, despretenciosas. <\/p>\n<p>Embora tenha muito carisma e seja uma comunic&oacute;loga nata, Daniela costuma passar longe dos holofotes. Chega meio ansiosa para a sua primeira grande entrevista. Pensa em desistir. Mas fala com a m&atilde;e, &Iacute;ris, respira fundo e acaba aceitando o desafio. Sorte nossa. Sorte de Silvio Santos. E sorte do SBT: a emissora est&aacute; em boas m&atilde;os.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 23 minutos Aos 32 anos, filha de Silvio Santos assume o comando com o desafio de recuperar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[9],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1187"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1187\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}