{"id":1190,"date":"2008-07-22T00:00:00","date_gmt":"2008-07-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-07-22T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-22T00:00:00","slug":"Banco-e-condenado-por-cobrancas-ilegais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/07\/22\/Banco-e-condenado-por-cobrancas-ilegais\/","title":{"rendered":"Banco \u00e9 condenado por cobran\u00e7as ilegais"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p align=\"justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><strong><em><font face=\"Arial\" color=\"#ff0000\">Tribunal de Justi&ccedil;a de Minas Gerais entende que n&atilde;o &eacute; permitida a cobran&ccedil;a de nenhuma tarifa banc&aacute;ria em se tratando de conta-sal&aacute;rio.<\/font><\/em><\/strong> <\/p>\n<p><strong>Belo Horizonte(MG)<\/strong> &#8211; Um banco foi condenado a indenizar um auxiliar de servi&ccedil;os gerais em R$ 5.700, por danos morais, por ter cobrado ilegalmente tarifas e juros e inscrito o nome dele nos cadastros de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito. A decis&atilde;o &eacute; da turma julgadora da 15&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel do TJMG, que manteve senten&ccedil;a do juiz Marcelo Cavalcanti Piragibe Magalh&atilde;es, Juiz da 1&ordf; Vara C&iacute;vel da comarca de S&atilde;o Jo&atilde;o Nepomuceno.<\/p>\n<p>Segundo os autos, o auxiliar de servi&ccedil;os gerais L.A.L.M., residente em Descoberto, na Zona da Mata mineira, assinou contrato com o banco para abertura de conta corrente destinada a receber sal&aacute;rio da empresa na qual trabalhava. L.A.L.M. afirmou que, quando da abertura da conta, o funcion&aacute;rio da ag&ecirc;ncia garantiu que n&atilde;o haveria despesa alguma para ele, como taxas e tarifas, e que a conta serviria apenas para facilitar o recebimento do sal&aacute;rio mensal.<\/p>\n<p>Confiante na proposta do banco, o auxiliar de servi&ccedil;os gerais n&atilde;o se preocupou em acompanhar os movimentos nela lan&ccedil;ados, pois nunca movimentou a conta e n&atilde;o chegou a receber sal&aacute;rio por ela. Contudo, anos depois foi surpreendido com a inscri&ccedil;&atilde;o de seu nome no SPC e Serasa. Descobriu ent&atilde;o que a ordem partira do banco, por causa de d&eacute;bitos, em sua conta, de tarifas e juros. L.A.L.M. afirma que nunca recebeu nenhum aviso banc&aacute;rio ou extrato, nem aviso de inscri&ccedil;&atilde;o de seu nome nos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito.<\/p>\n<p>O juiz Marcelo Cavalcanti Piragibe Magalh&atilde;es julgou procedente a a&ccedil;&atilde;o ajuizada por L.A.L.M. e declarou inexistente seu d&eacute;bito com o banco. Condenou ainda a institui&ccedil;&atilde;o ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais no valor de R$ 5.700.<\/p>\n<p>O banco recorreu ao TJMG, alegando que o cliente tinha ci&ecirc;ncia do contrato pactuado; que apenas exerceu seu direito ao enviar o nome do autor de forma l&iacute;cita e devida aos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito; que os contratos devem ser respeitados; e que o valor da indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais &eacute; exorbitante.<\/p>\n<p>O relator do recurso na 15&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, desembargador Jos&eacute; Affonso da Costa C&ocirc;rtes, avaliou que foi comprovado que a conta do auxiliar de servi&ccedil;os gerais &eacute; realmente conta-sal&aacute;rio. O magistrado ressaltou que, de acordo com resolu&ccedil;&atilde;o do Banco Central vigente na &eacute;poca da abertura da conta, n&atilde;o &eacute; permitida a cobran&ccedil;a de nenhuma tarifa banc&aacute;ria em se tratando de conta-sal&aacute;rio. Assim, &ldquo;<em>configura-se indevida a cobran&ccedil;a das tarifas banc&aacute;rias e, conseq&uuml;entemente, o lan&ccedil;amento do nome do autor em cadastro negativo &eacute; ilegal, restando caracterizado, por si s&oacute;, o dano moral<\/em>&rdquo;, escreveu, em seu voto, o relator.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Affonso da Costa C&ocirc;rtes considerou o valor arbitrado em Primeira Inst&acirc;ncia compat&iacute;vel com o dano sofrido pelo auxiliar de servi&ccedil;os gerais, e assim manteve integralmente a senten&ccedil;a. Os desembargadores Mota e Silva(revisor) e Maur&iacute;lio Gabriel votaram de acordo com o relator.<\/p>\n<p><font size=\"1\"><strong><font color=\"#ff0000\">* <font face=\"Arial\">Com Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o Institucional do TJMG<\/font><\/font><\/strong><\/font><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutosTribunal de Justi&ccedil;a de Minas Gerais entende que n&atilde;o &eacute; permitida a cobran&ccedil;a de nenhuma tarifa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[8],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1190"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1190"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1190\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}