{"id":12120,"date":"2020-10-13T10:07:55","date_gmt":"2020-10-13T13:07:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/?p=12120"},"modified":"2020-10-13T10:26:27","modified_gmt":"2020-10-13T13:26:27","slug":"vulcoes-na-amazonia-abrigam-dez-vezes-mais-ouro-que-estimativa-de-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2020\/10\/13\/vulcoes-na-amazonia-abrigam-dez-vezes-mais-ouro-que-estimativa-de-pesquisa\/","title":{"rendered":"Vulc\u00f5es na Amaz\u00f4nia abrigam dez vezes mais ouro que estimativa de pesquisa"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 7 minutos<\/div><h3><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><em>Dentro de um extinto vulc\u00e3o, no Tapaj\u00f3s, h\u00e1 dez vezes mais ouro do que estimava a pesquisa.<\/em><\/strong><\/span><\/h3>\n<p>No sul do Par\u00e1, entre os rios Tapaj\u00f3s e Jamanxim, dois morros discretos escondem dois dos mais antigos vulc\u00f5es do mundo, formados h\u00e1 quase 1,9 bilh\u00e3o de anos, quando a Terra tinha pouco mais da metade da idade atual. Debaixo deles, a uma profundidade que varia de 100 metros a um quil\u00f4metro, podem existir, em meio \u00e0s rochas, amplos dep\u00f3sitos de ouro, prata, zinco, cobre e molibd\u00eanio, como sugerem estudos recentes realizados por ge\u00f3logos da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=woWGG695HlG4XF7bWyzOvTElGA2ZMR5C\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Se as prospec\u00e7\u00f5es confirmarem o que indicam os modelos geol\u00f3gicos da equipe paulista, a Prov\u00edncia Aur\u00edfera do Tapaj\u00f3s, como \u00e9 conhecida a regi\u00e3o, pode abrigar reservas de ouro dez vezes maiores do que se estimava &#8211; os c\u00e1lculos anteriores sugeriam a exist\u00eancia de dep\u00f3sitos de at\u00e9 cem toneladas de ouro, o bastante para justificar o in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o. \u201c<em>Nossos dados indicam que ali podem ocorrer dep\u00f3sitos com at\u00e9 mil toneladas<\/em>\u201d, diz Caetano Juliani, pesquisador do Instituto de Geoci\u00eancias (IGc) da USP e coordenador dos estudos. \u201c<em>No Peru<\/em>\u201d, acrescenta Robert Rye, pesquisador do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos e parceiro da equipe brasileira, \u201c<em>um dep\u00f3sito com caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas semelhantes possui aproximadamente 250 toneladas de ouro explor\u00e1vel<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>As conseq\u00fc\u00eancias da pesquisa n\u00e3o se restringem aos aspectos econ\u00f4micos. Dois estudos &#8211; um deles aceito para publica\u00e7\u00e3o na <em>Precambrian Research<\/em>, importante refer\u00eancia na \u00e1rea &#8211; prop\u00f5em um novo modelo de forma\u00e7\u00e3o desses dep\u00f3sitos minerais na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Anteriormente, acreditava-se que esses min\u00e9rios existissem apenas em falhas geol\u00f3gicas, mas as descobertas do grupo da USP indicam que essas reservas ocorrem tamb\u00e9m em rochas vulc\u00e2nicas, que se estendem por regi\u00f5es muito al\u00e9m do Tapaj\u00f3s, alcan\u00e7ando do rio Xingu, a leste, at\u00e9 a divisa com as Guianas, ao norte.<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=Ph4ZPOOS2ktyaKQEXZ5wHdZXQgYYxCp5\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Terra ind\u00edgena <strong>Daje Kapap Eypi<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas os ge\u00f3logos t\u00eam outro motivo para comemorar: os vulc\u00f5es praticamente n\u00e3o sofreram eros\u00e3o nem a a\u00e7\u00e3o das movimenta\u00e7\u00f5es da crosta terrestre e se encontram bastante preservados. Atualmente, um deles tem 200 metros de altura e 1,7 quil\u00f4metro de di\u00e2metro, e o outro, 300 metros e di\u00e2metro ainda desconhecido. Segundo Juliani, devem ter perdido apenas 400 metros de altura &#8211; muito pouco se comparado com os 20 quil\u00f4metros que a chuva, o vento e as glacia\u00e7\u00f5es levaram da Serra do Mar, formada h\u00e1 apenas 600 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, os pesquisadores acreditam que podem obter informa\u00e7\u00f5es sobre a atmosfera terrestre de dois bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s por meio da an\u00e1lise dos is\u00f3topos (\u00e1tomos de um mesmo elemento qu\u00edmico com massas diferentes) armazenados em min\u00fasculas inclus\u00f5es de l\u00edquidos e gases encontrados em minerais do vulc\u00e3o, al\u00e9m de compreender melhor como se formou a por\u00e7\u00e3o da crosta que constitui a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Freq\u00fcentes na regi\u00e3o do Tapaj\u00f3s, os vulc\u00f5es espalhavam rios de rocha pastosa e incandescente, a lava, e nuvens de cinzas ardentes que cobriram uma \u00e1rea de milhares de quil\u00f4metros quadrados, do rio Tocantins, a leste, \u00e0 Serra do Cachimbo, a oeste, e at\u00e9 o extremo norte do Par\u00e1.<img decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=RlumqAIq5Ve5SoL5jaJIpbQKACvdEfiQ\" width=\"700\" height=\"500\" \/>A an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lite e radar, somada ao estudo da composi\u00e7\u00e3o das rochas e dos minerais, mostrou que os dois vulc\u00f5es integram uma \u00e1rea que apresentou intensa atividade vulc\u00e2nica naquele per\u00edodo e permaneceu ativa por at\u00e9 quase 40 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u00c9 o resultado do desenvolvimento de uma s\u00e9rie de caldeiras &#8211; regi\u00f5es circulares rebaixadas e agrupadas, que podem estar associadas a dep\u00f3sitos minerais de import\u00e2ncia econ\u00f4mica. \u00c0 medida que as erup\u00e7\u00f5es cessaram, o magma do interior da crosta terrestre e da superf\u00edcie se resfriou e, em seguida, solidificou-se, gerando, respectivamente, as rochas magm\u00e1ticas profundas (plut\u00f4nicas) e as vulc\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Foi nesse processo que o magma liberou l\u00edquidos e vapores &#8211; <em>os fluidos hidrotermais<\/em> &#8211; que precipitaram minerais formados por elementos qu\u00edmicos como oxig\u00eanio, enxofre e hidrog\u00eanio, hoje estudados por poderem revelar detalhes sobre a temperatura e a composi\u00e7\u00e3o dos fluidos daquele per\u00edodo.<\/p>\n<p>A equipe da USP come\u00e7ou a estudar os vulc\u00f5es em 1998, quando uma empresa de minera\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, a Rio Tinto Desenvolvimentos Minerais, encontrou min\u00e9rios que a princ\u00edpio n\u00e3o deveriam estar l\u00e1. Viajando para o Tapaj\u00f3s em avi\u00f5es monomotores que pousavam em pistas prec\u00e1rias na floresta, os pesquisadores chegaram ao primeiro vulc\u00e3o, situado 120 quil\u00f4metros a sudoeste de Itaituba, a cidade mais pr\u00f3xima no Par\u00e1.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=VGWqP1K8YrdLSGINCTPCm2R1ik1qi2eO\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Descobriram o vulc\u00e3o um ano depois e a data\u00e7\u00e3o confirmou seu surgimento h\u00e1 cerca de 1,9 bilh\u00e3o de anos, numa era geol\u00f3gica chamada Paleoproteroz\u00f3ica. No ano passado, uma das alunas de Juliani, Carmen Maria Dantas Nunes, comprovou que esse vulc\u00e3o abriga min\u00e9rios gerados em sistemas conhecidos como de alta sulfida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Formados perto da superf\u00edcie associados a rochas que preencheram a cratera do vulc\u00e3o, esses min\u00e9rios foram depositados por fluidos hidrotermais do magma primitivo em estado de oxida\u00e7\u00e3o relativamente elevado. Por esse motivo, da superf\u00edcie desse vulc\u00e3o at\u00e9 uma profundidade estimada de 150 metros, encontra-se a Alunita, mineral raro em terrenos antigos, rico em pot\u00e1ssio e s\u00f3dio, de tonalidade branca e rosada, bastante utilizada como pedra ornamental e tamb\u00e9m como fonte de sulfato.<\/p>\n<p>Foi essa uma das pistas importantes que alertaram sobre o potencial econ\u00f4mico da regi\u00e3o, na medida em que uma s\u00e9rie de outros estudos j\u00e1 haviam associado a ocorr\u00eancia de alunita \u00e0 de minerais mais importantes economicamente, a exemplo de ouro, cobre, zinco e molibd\u00eanio.<\/p>\n<p>At\u00e9 a descoberta desse vulc\u00e3o, o dep\u00f3sito de ouro mais antigo formado por um sistema alta sulfida\u00e7\u00e3o, localizado em Newfoundland, no Canad\u00e1, datava de 570 milh\u00f5es de anos. Suas rochas, no entanto, sofreram altera\u00e7\u00f5es provocadas por varia\u00e7\u00f5es de temperatura e press\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=nGwmyEP9mku7RXjGoOT2no4jwqYmYjhB\" width=\"700\" height=\"500\" \/><strong style=\"font-size: 14px;\"> Alunita<\/strong><\/p>\n<p>O vulc\u00e3o brasileiro, tr\u00eas vezes mais antigo, preservou suas caracter\u00edsticas originais, de modo que as proje\u00e7\u00f5es sobre a poss\u00edvel ocorr\u00eancia de dep\u00f3sitos minerais, nascidas da an\u00e1lise geol\u00f3gica, se ampliam e podem ser estendidas para al\u00e9m do Brasil. \u201c<em>\u00c9 prov\u00e1vel que existam dep\u00f3sitos minerais desse tipo tamb\u00e9m na \u00c1frica<\/em>\u201d, exemplifica Rye. At\u00e9 130 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, quando come\u00e7aram a se separar, a Am\u00e9rica do Sul e a \u00c1frica formavam um \u00fanico continente, raz\u00e3o pela qual apresentam terrenos de mesma idade e com estruturas geol\u00f3gicas semelhantes.<\/p>\n<p>Em abril, outro aluno de Juliani, Rafael Hernandes Corr\u00eaa Silva, descreveu o segundo vulc\u00e3o, descoberto em 2001. Distante 50 quil\u00f4metros ao norte do primeiro e cem metros mais alto, formou-se na mesma \u00e9poca, mas numa regi\u00e3o em que o magma apresentava estado de oxida\u00e7\u00e3o relativamente baixo, resultando em um sistema hidrotermal conhecido como de baixa sulfida\u00e7\u00e3o. Como resultado dessa origem, ali a rocha possui adul\u00e1ria, mineral usado na fabrica\u00e7\u00e3o de vidros, lou\u00e7as e porcelanas. Como a alunita, abundante no primeiro vulc\u00e3o, a adul\u00e1ria est\u00e1 associada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios de ouro, molibd\u00eanio e cobre.<\/p>\n<p>Os dois vulc\u00f5es situam-se nas bordas de caldeiras, \u00e1reas rebaixadas circulares com di\u00e2metro de at\u00e9 20 quil\u00f4metros cada uma. No Tapaj\u00f3s de dois bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, as caldeiras se agruparam e formaram complexos com mais de 50 quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Hoje se sabe que n\u00e3o s\u00f3 os vulc\u00f5es, mas as pr\u00f3prias rochas gran\u00edticas associadas \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das caldeiras podem abrigar dep\u00f3sitos de ouro, prata, cobre, zinco e molibd\u00eanio, como demonstraram os pesquisadores da USP.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=Z01DB3oNqLZrg6kwXWvFu22QKoKDj4f2\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>O modelo que eles criaram permite ainda entender a distribui\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos desses minerais nas caldeiras. Os mais superficiais, chamados epitermais, apresentam min\u00e9rios com alta concentra\u00e7\u00e3o de ouro, prata ou cobre, e constituem fil\u00f5es de volume relativamente pequeno. J\u00e1 com os dep\u00f3sitos mais profundos, os p\u00f3rfiros, a rela\u00e7\u00e3o se inverte: os metais preciosos encontram-se em concentra\u00e7\u00f5es relativamente baixas e espalhados em grandes volumes.<\/p>\n<p>Essa organiza\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos minerais determina a forma como a regi\u00e3o pode ser explorada, n\u00e3o por garimpeiros, que n\u00e3o conseguem retirar o ouro da rocha, mas por empresas mineradoras de porte, que contam com os equipamentos e o capital necess\u00e1rio. Mesmo assim, Juliani teme que o aumento da atividade garimpeira possa causar danos ambientais semelhantes aos que ocorreram em Serra Pelada, hoje um lago de 70 metros de profundidade. Roberto Dall\u2019Agnol, da UFPA, que trabalhou com a equipe da USP, tamb\u00e9m est\u00e1 preocupado. Segundo ele, a confirma\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a das reservas s\u00f3 beneficiar\u00e1 a economia do Par\u00e1 se n\u00e3o for seguido o modelo extrativista predat\u00f3rio que marca a hist\u00f3ria da regi\u00e3o.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #000080;\"><strong>O Projeto<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Estudo de uma \u00c1rea-tipo de Zonas de Altera\u00e7\u00e3o Hidrotermal Mineradas em Ouro da Regi\u00e3o do Tapaj\u00f3s (PA).<\/p>\n<h3><strong>(<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/14463\/estudo-de-uma-area-tipo-de-zonas-de-alteracao-hidrotermal-mineradas-em-au-da-regiao-do-tapajos-pa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #0000ff;\">n\u00ba\u00a098\/02567-6<\/span><\/a>)<\/strong><\/h3>\n<p>Linha regular de aux\u00edlio \u00e0 pesquisa<br \/>\nCoordenador Caetano Juliani<br \/>\nInstituto de Geoci\u00eancias da USP<br \/>\nInvestimento R$ 41.412,11 e US$ 14.997,00<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><span style=\"color: #000080;\">Revista Pesquisa &#8211; Fapesp<\/span><br \/>\n<strong>*\u00a0<span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" title=\"Mais ouro sob a floresta\" href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/mais-ouro-sob-a-floresta\/\">Mais ouro sob a floresta<\/a><\/span><\/strong><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 7 minutosDentro de um extinto vulc\u00e3o, no Tapaj\u00f3s, h\u00e1 dez vezes mais ouro do que estimava a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12163,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48,4,6],"tags":[3022,3021,3020,3014,3018,3017,3026,3025,3024,3023,3016,1514,3019,3015,3013],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12120"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12120"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12120\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12143,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12120\/revisions\/12143"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12163"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}