{"id":12468,"date":"2020-10-28T08:05:28","date_gmt":"2020-10-28T11:05:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/?p=12468"},"modified":"2020-10-25T10:55:06","modified_gmt":"2020-10-25T13:55:06","slug":"arvore-mais-alta-da-amazonia-pode-ter-mais-de-400-anos-de-existencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2020\/10\/28\/arvore-mais-alta-da-amazonia-pode-ter-mais-de-400-anos-de-existencia\/","title":{"rendered":"\u00c1rvore mais alta da Amaz\u00f4nia pode ter mais de 400 anos de exist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p><span style=\"color: #000080;\"><strong><em>A mais alta das \u00e1rvores gigantes da Amaz\u00f4nia est\u00e1 dentro de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o estadual de uso sustent\u00e1vel, a Floresta Estadual do Par\u00fa (PA).<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>O engenheiro florestal Eric Gorgens, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, de Minas Gerais realizou uma viagem de 10 dias para encontrar as \u00e1rvores gigantes na \u00e1rea da floresta da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Tudo partiu de um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que identificou \u00e1rvores com alturas muito acima do normal nesta regi\u00e3o do estado.<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=J4k9g8AWd1KThJkHE1lP3q5xaSda735F\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u201c<em>Em geral, as \u00e1rvores atingem, em m\u00e9dia, 45 a 50 metros de altura, mas a gente come\u00e7ou a perceber que muitas das \u00e1rvores que a gente tinha identificado chegavam a 80 metros de altura, ou seja, o dobro do esperado para estrutura florestal como um todo<\/em>\u201d, explica Gorgens.<\/p>\n<p>Com tantas d\u00favidas para serem solucionados, uma equipe formada por engenheiros florestais de universidades brasileiras e internacionais, como Cambridge e Oxford e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) decidiu encontrar essas raridades.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>Mais de 300 km de viagem<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O pesquisador e a equipe ficaram um ano estudando e organizando para chegar \u00e0s \u00e1rvores gigantes do Vale do Jari. Logo no in\u00edcio da viagem, ap\u00f3s 10 km de viagem, o primeiro obst\u00e1culo: uma cachoeira.<\/p>\n<p>A equipe precisou descarregar os barcos e arrast\u00e1-los para prosseguir viagem. Foi necess\u00e1rio quase dia inteiro para passar, por terra, pelos 300 metros que separam a cachoeira do ponto de retomada da navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=oPReFvXKQZwzpvNo4QXReaOqwTi51cc6\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u201c<em>A gente ficou um pouco preocupado no in\u00edcio, quando n\u00f3s tivemos a primeira transposi\u00e7\u00e3o que levou bastante tempo, at\u00e9 um pouco mais do que a gente esperava, mas os dois dias que se seguiram foram excelentes, as viagens rendendo muito bem<\/em>\u201d, relata Eric Gorgens.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s tr\u00eas dias, a expedi\u00e7\u00e3o chegou bem perto do local. Mas, quando tudo pareceu estar tranquilo, surgiram as corredeiras.<\/p>\n<p>Novamente os pesquisadores precisaram desembarcar e arrastar as embarca\u00e7\u00f5es. Um dia inteiro para transpor duas corredeiras.<img decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=wlYwXrqtHNPSIosFt2hJP48v9IfdycHv\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>No quinto dia, terminou a vigem de 300 km de barco e come\u00e7ou uma grande caminhada por dentro da floresta em busca das \u00e1rvores gigantes.<\/p>\n<p>Os pesquisadores come\u00e7am a chegar cada vez mais perto do lugar que s\u00f3 conheciam pelo computador, uma recompensa ap\u00f3s uma jornada t\u00e3o longa.<\/p>\n<p>\u201c<em>\u00c9 a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho a gente ter a oportunidade de encontrar um lugar t\u00e3o especial, com \u00e1rvores centen\u00e1rias, onde nunca ningu\u00e9m pisou antes. Ent\u00e3o, com certeza, \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o estar aqui<\/em>\u201d, disse Gorgens.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000080;\">82 metros de altura<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O santu\u00e1rio das grandes \u00e1rvores fica na Floresta Estadual do Par\u00fa, no noroeste do Par\u00e1. A \u00e1rea protegida tem mais de 3,6 milh\u00f5es de hectares, tamanho maior que todo o territ\u00f3rio da B\u00e9lgica.<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies gigantes s\u00e3o angelins, que est\u00e3o presentes em todo o Norte do pa\u00eds, com registro tamb\u00e9m no Maranh\u00e3o e na Guiana.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=kvEhkEUZq9A8TI5NZuXrUfL84VjRalmP\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u201c<em>Ela \u00e9 uma esp\u00e9cie pioneira, que se desenvolve necessitando de sol e nas \u00e1reas mais altas, de maior altitude<\/em>\u201d, explica a engenheira florestal Wegliane Campelo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o encontrou 15 dessas \u00e1rvores, que agora ser\u00e3o estudadas pelos pesquisadores, que mediram a circunfer\u00eancia, recolheram amostras do solo, das folhas, dos troncos e retiraram material gen\u00e9tico para exames de DNA.<\/p>\n<p>Dos angelins localizados, o menor tinha 70 metros e a m\u00e9dia de altura \u00e9 de 75 metros. O maior de todos tem 82 metros, a maior \u00e1rvore j\u00e1 registrada na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>&#8220;<em>As \u00e1rvores gigantes t\u00eam entre 400 e 600 anos<\/em>&#8220;, afirma o pesquisador da Embrapa Marcus Vinicios D\u2019Oliveira.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>Mist\u00e9rio<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Esta riqueza escondida por s\u00e9culos e que mostra o quanto a humanidade ainda tem a aprender com a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>O f\u00edsico ingl\u00eas Toby Jackson ficou intrigado em como esses angelins conseguiram crescer e se manter em p\u00e9 num topo de morro, sofrendo com a a\u00e7\u00e3o dos ventos.<\/p>\n<p>\u201c<em>Quando eu estive na Mal\u00e1sia, vi que algumas das \u00e1rvores mais altas do mundo, com 100 metros de altura. (Elas) est\u00e3o na base de encostas, mais protegidas<\/em>\u201d, observa. \u201c<em>Aqui, esses angelins gigantes desafiam nossas teorias porque est\u00e3o em \u00e1reas elevadas. No momento, n\u00e3o conseguimos explicar isso<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=xtQTuQimhrGY5mZlG0G5CD7Wr9Xacots\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>As pessoas da <strong>comunidade de Iratapuru<\/strong>, que ajudaram os pesquisadores na jornada, reverenciaram as grandes \u00e1rvores.<\/p>\n<p>\u201c<em>A comunidade vive h\u00e1 anos na floresta, cuidando dela, vivendo dela, ent\u00e3o isso aqui vai ser mais uma parte que vai ser abra\u00e7ada pela comunidade e ser preservada. J\u00e1 vimos muitas \u00e1rvores grandes, mas desse tamanho\u2026 s\u00e3o as primeiras<\/em>\u201d, explica o guia M\u00e1rcio Freitas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutosA mais alta das \u00e1rvores gigantes da Amaz\u00f4nia est\u00e1 dentro de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o estadual [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12470,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[47,4,6],"tags":[3558,3559,3550,3553,3552,3554,567,369,3557,3556,3551,3555],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12468"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12468"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12468\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12469,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12468\/revisions\/12469"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12470"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}