{"id":1297,"date":"2008-10-08T00:00:00","date_gmt":"2008-10-08T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-10-08T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-08T00:00:00","slug":"Bolsas-de-valores-despencam-pelo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/10\/08\/Bolsas-de-valores-despencam-pelo-mundo\/","title":{"rendered":"Bolsas de valores despencam pelo mundo"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 11 minutos<\/div><p><em><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><font face=\"Verdana\"><font size=\"2\"><strong>Nova York(EUA)<\/strong> &#8211; As Bolsas europ&eacute;ias vivem um novo dia de quedas expressivas, puxadas para baixo pelo temor de uma crise econ&ocirc;mica global &#8211; o mesmo que fez a Bolsa de T&oacute;quio cair ao n&iacute;vel mais baixo desde 1987. Em Hong Kong, investidores foram protestar em frente &agrave; sede do Bank of China exigindo retirar o dinheiro que perderam em investimentos ligados ao banco americano Lehman Brothers(<em>que quebrou no dia 15 de setembro<\/em>). Mesmo a ajuda de 50 bilh&otilde;es de libras(<em>cerca de US$ 87 bilh&otilde;es<\/em>) do governo brit&acirc;nico ao sistema financeiro n&atilde;o bastou para impedir que os neg&oacute;cios em Moscou e em Paris fossem suspensos &#8211; no caso da Bolsa russa, por dois dias.<\/p>\n<p>&Agrave;s 07h36(<em>em Bras&iacute;lia<\/em>), a Bolsa de Londres estava em queda de 2,90% no &iacute;ndice FTSE 100, indo para 4.471,48 pontos; a Bolsa de Paris ca&iacute;a 3,87% no &iacute;ndice CAC 40, indo para 3.587,72 pontos; a Bolsa de Frankfurt ca&iacute;a 4,90% no &iacute;ndice DAX, operando com 5.065,55 pontos; a Bolsa de Amsterd&atilde; tinha queda de 4,81% no &iacute;ndice AEX General, que estava com 294,56 pontos; a Bolsa de Mil&atilde;o ca&iacute;a 3,99% no &iacute;ndice MIBTel, que ia para 17.101 pontos; e a Bolsa de Zurique estava em baixa de 3,52%, com 6.200,75 pontos no &iacute;ndice Swiss Market.<\/p>\n<p>Logo ap&oacute;s a abertura, a Bolsa russa caiu 14%, para o menor n&iacute;vel em mais de tr&ecirc;s anos e o preg&atilde;o foi suspenso; os investidores no pa&iacute;s ignoraram a inje&ccedil;&atilde;o de US$ 36 bilh&otilde;es feita ontem pelo governo do presidente russo, Dmitry Medvedev, a fim de tentar evitar uma crise de oferta de dinheiro no pa&iacute;s. A Bolsa deve reabrir apenas na sexta-feira(10).<\/p>\n<p>O governo brit&acirc;nico, na tentativa de evitar que a onda de problemas vista nas institui&ccedil;&otilde;es americanas no m&ecirc;s passado se repita no Reino Unido, anunciou um plano de resgate de 50 bilh&otilde;es de libras(<em>cerca de US$ 87 bilh&otilde;es<\/em>) para estabilizar o sistema financeiro do pa&iacute;s. Tamb&eacute;m com pouco efeito para animar os investidores a permanecer no mercado. O ministro das Finan&ccedil;as, Alistair Darling, afirmou que os principais alvos da a&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os bancos em crise &#8211; entre eles o RBS(<em>Royal Bank of Scotland<\/em>).<\/p>\n<p>Os pap&eacute;is do setor banc&aacute;rio estiveram entre as maiores perdas, com destaque para os do Credit Suisse, BNP Paribas e Soci&eacute;t&eacute; G&eacute;n&eacute;rale.<\/p>\n<p>Na Bolsa de Paris, os neg&oacute;cios tamb&eacute;m foram brevemente suspensos, depois que o excesso de ordens de venda de a&ccedil;&otilde;es inundou o sistema, provocando uma queda de mais de 8%; as ordens de venda ultrapassaram a marca de 35% do valor total das a&ccedil;&otilde;es que formam o &iacute;ndice CAC 40, disparando a trava autom&aacute;tica das negocia&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>No Jap&atilde;o, o governo tenta encontrar uma forma de lidar com a crise que fez o Nikkei 225, da Bolsa de T&oacute;quio &#8211; a principal da &Aacute;sia &#8211; caiu 9,38%, aos 9.203,32 pontos, no pior resultado desde 1987. &quot;<em>Isso n&atilde;o &eacute; normal<\/em>&quot;, disse hoje o premi&ecirc; japon&ecirc;s, Taro Aso. Uma queda assim nos pre&ccedil;os das a&ccedil;&otilde;es &quot;<em>est&aacute; verdadeiramente al&eacute;m da nossa imagina&ccedil;&atilde;o<\/em>&quot;, afirmou. Ele pediu uma resposta efetiva para a escassez de cr&eacute;dito que amea&ccedil;a dar in&iacute;cio a uma recess&atilde;o global.<\/p>\n<p>A Bolsa registrou o resultado negativo de hoje depois de um outro dia ruim: o Nikkei 225 chegou a perder mais de 5% durante o dia, ficando abaixo dos 10 mil pontos. Em Hong Kong, a pol&iacute;cia teve de intervir no protesto dos manifestantes em frente ao Bank of China; os investidores tentaram romper uma barreira da pol&iacute;cia em frente ao banco, segundo a ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias France Presse.<\/p>\n<p>O Lehman Brothers quebrou no dia 15 do m&ecirc;s passado, depois de tentar encontrar um comprador e de obter financiamento para honrar seus compromissos junto a outras institui&ccedil;&otilde;es privadas. Mesmo o governo americano n&atilde;o ofereceu ajuda. Com a quebra do Lehman, teve in&iacute;cio a onda de desconfian&ccedil;a que limitou ainda mais a oferta mundial de cr&eacute;dito e deu novo f&ocirc;lego a uma crise financeira que j&aacute; tem mais de um ano.<\/p>\n<p>Os principais bancos centrais do mundo j&aacute; ofereceram bilh&otilde;es de d&oacute;lares em inje&ccedil;&otilde;es de recursos no sistema financeiro, a fim de oferecer liquidez ao mercado e evitar novas quebras. Mesmo assim, institui&ccedil;&otilde;es como Merrill Lynch, AIG, Hypo Real Estate, Bradford &amp; Bingley, Fortis, Dexia entre outras tiveram s&eacute;rios problemas e acabaram precisando de ajuda dos governos.<\/p>\n<p><\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\" align=\"justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><strong><font face=\"Arial\"><font size=\"3\"><font color=\"#0000ff\"><u>Entenda a evolu&ccedil;&atilde;o da crise que atinge a economia dos EUA<br \/><\/u><\/font><\/font><\/font><\/strong><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Bancos de diversos ramos &#8211; investimentos, varejo, hipotecas -, nos Estados Unidos e em outros pa&iacute;ses, principalmente a Europa, j&aacute; sofreram preju&iacute;zos bilion&aacute;rios e em alguns casos fecharam, desde agosto do ano passado. A raiz do problema est&aacute; no mercado de hipotecas norte-americano.<\/p>\n<p>O<\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"> mercado imobili&aacute;rio dos EUA passou por uma fase de expans&atilde;o acelerada logo depois da crise das empresas &quot;<em>pontocom<\/em>&quot;, em 2001. O Federal Reserve(Fed, o BC americano) passou a reduzir sua taxa de juros, a fim de baratear empr&eacute;stimos e financiamentos e encorajar consumidores e empresas a voltarem a gastar.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">O setor imobili&aacute;rio se aproveitou desse momento de juros baixos: a demanda por im&oacute;veis cresceu, atraindo compradores. Em 2003, por exemplo, os juros do Fed chegaram a cair para 1% ao ano &#8211; menor taxa desde o fim dos anos 50.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Em 2005, o &quot;<em>boom<\/em>&quot; no mercado imobili&aacute;rio j&aacute; estava avan&ccedil;ado; comprar uma casa(ou mais de uma) tornou-se um bom neg&oacute;cio, n&atilde;o s&oacute; para quem queria adquirir a casa pr&oacute;pria, mas tamb&eacute;m para quem procurava em que investir. Tamb&eacute;m cresceu a procura por novas hipotecas, a fim de usar o dinheiro do financiamento para quitar d&iacute;vidas e consumir.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">As companhias hipotec&aacute;rias descobriram nessa &eacute;poca um nicho ainda a ser explorado no mercado: o de clientes do segmento &quot;<em>subprime<\/em>&quot;, caracterizados, de modo geral, pela baixa renda, por vezes com hist&oacute;rico de inadimpl&ecirc;ncia e com dificuldade de comprovar. O segmento &quot;<em>subprime<\/em>&quot;, assim caracterizado, representa um risco maior de inadimpl&ecirc;ncia que os de outras categorias de cr&eacute;dito. mas justamente por ser de maior risco, as taxas de retorno s&atilde;o bem mais altas.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">A promessa de retornos altos atraiu gestores de fundos e bancos, que compraram esses t&iacute;tulos &quot;<em>subprime<\/em>&quot; das companhias hipotec&aacute;rias e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empr&eacute;stimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o t&iacute;tulo adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de t&iacute;tulos.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Por&eacute;m, se a ponta(<em>o tomador<\/em>) n&atilde;o consegue pagar sua d&iacute;vida inicial, ele d&aacute; in&iacute;cio a um ciclo de n&atilde;o-recebimento por parte dos compradores dos t&iacute;tulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os &quot;<em style=\"mso-bidi-font-style: normal\">subprime<\/em>&quot;, o que termina por gerar uma crise de liquidez(<em>retra&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito<\/em>).<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Ap&oacute;s atingir um pico em 2006, os pre&ccedil;os dos im&oacute;veis, no entanto, passaram a cair. Os juros do Fed, que vinham subindo desde 2004, encareceram o cr&eacute;dito e afastaram compradores; com isso, a oferta come&ccedil;ou a superar a demanda e, desde ent&atilde;o, o que se viu foi uma espiral descendente no valor dos im&oacute;veis.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Com os juros altos, a inadimpl&ecirc;ncia aumentou e o temor de novos calotes fez o cr&eacute;dito sofrer uma desacelera&ccedil;&atilde;o expressiva no pa&iacute;s como um todo. Sem oferta suficiente de cr&eacute;dito, a economia dos EUA desaqueceu. Com menos liquidez(<em>dinheiro dispon&iacute;vel<\/em>), menos se compra, menos as empresas lucram e menos pessoas s&atilde;o contratadas.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">No mundo da globaliza&ccedil;&atilde;o financeira, cr&eacute;ditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que v&atilde;o render juros para investidores na Europa e outras partes do mundo. Por isso o pessimismo influencia os mercados globais e atinge t&atilde;o profundamente a Europa.<\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font face=\"Arial\"><font size=\"4\"><font color=\"#0000ff\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\" align=\"justify\"><u><strong>Primeiros efeitos<br \/><\/strong><\/u><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font color=\"#000000\">Esse era o cen&aacute;rio quando o o BNP Paribas Investment Partners &#8211; divis&atilde;o do banco franc&ecirc;s BNP Paribas &#8211; congelou, em agosto do ano passado, cerca de 2 bilh&otilde;es de euros dos fundos Parvest Dynamic ABS, o BNP Paribas ABS Euribor e o BNP Paribas ABS Eonia. A alega&ccedil;&atilde;o do banco era de preocupa&ccedil;&otilde;es sobre os pagamentos de cr&eacute;dito &quot;<em>subprime<\/em>&quot; nos EUA.<\/p>\n<p><\/font><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font color=\"#000000\">Diante dessa medida, o mercado imobili&aacute;rio reagiu com p&acirc;nico. Gigantes do setor hipotec&aacute;rio, como a American Home Mortgage(AHM), uma das 10 maiores empresa do setor de cr&eacute;dito imobili&aacute;rio e hipotecas dos EUA, pediu concordata. A Countrywide Financial, outra gigante do setor, teve de ser comprada pelo Bank of America.<\/p>\n<p><\/font><\/span><font color=\"#000000\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Citigroup, UBS, Bear Stearns e outros grupos financeiros de escala global perderam bilh&otilde;es com os pap&eacute;is ligados a hipotecas &quot;<em style=\"mso-bidi-font-style: normal\">subprime<\/em>&quot;.<br \/><\/span><\/font><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font face=\"Arial\"><font size=\"4\"><font color=\"#0000ff\"><br \/><u><strong>Um ano depois<br \/><\/strong><\/u><\/font><\/font><\/font><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font color=\"#000000\">A crise, longe de perder f&ocirc;lego, teve suas for&ccedil;as renovadas em setembro deste ano. As gigantes hipotec&aacute;rias americanas Fannie Mae e Freddie Mac deram sinais de que poderiam quebrar. Com quase a metade dos US$ 12 trilh&otilde;es em empr&eacute;stimos para a habita&ccedil;&atilde;o nos EUA em seus registros, o Departamento do Tesouro interveio para evitar o pior: anunciou uma ajuda de at&eacute; US$ 200 bilh&otilde;es.<\/font><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p><\/font><\/font><\/font><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\" align=\"justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">O Lehman Brothers, no entanto, foi deixado &agrave; pr&oacute;pria sorte: afetado pelas perdas com a crise dos &quot;<em style=\"mso-bidi-font-style: normal\">subprime<\/em>&quot;, o banco viu malograrem tentativas de encontrar um comprador e de levantar fundos junto a outras institui&ccedil;&otilde;es privadas para tocar suas opera&ccedil;&otilde;es financeiras. Mesmo o governo negou um empr&eacute;stimo. No &uacute;ltimo dia <metricconverter w:st=\"on\" productid=\"15, a\"><\/metricconverter>15, a solu&ccedil;&atilde;o encontrada pelo banco foi pedir concordata.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Ao fim do Lehman se seguiram a venda do Merrill Lynch ao Bank of America; a ajuda de US$ 85 bilh&otilde;es &agrave; seguradora AIG, tamb&eacute;m sob risco de quebrar por falta de fontes de capta&ccedil;&atilde;o de empr&eacute;stimos; a quebra do banco do segmento de empr&eacute;stimos em poupan&ccedil;a(&quot;<em>savings &amp; loans<\/em>&quot;) Washington Mutual(<em>WaMu<\/em>) &#8211; no que, segundo analistas, foi a maior fal&ecirc;ncia de um banco nos Estados Unidos -; e a venda do Wachovia, quarto maior dos EUA, que anunciou a fus&atilde;o com o Wells Fargo, em uma opera&ccedil;&atilde;o de US$ 15,1 bilh&otilde;es em troca de a&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Os problemas do Wachovia t&ecirc;m boa parte de sua origem na aquisi&ccedil;&atilde;o da companhia hipotec&aacute;ria Golden West Financial em 2006, por cerca de US$ 25 bilh&otilde;es, quando o mercado imobili&aacute;rio ainda estava em um momento de euforia. Com a compra, o Wachovia assumiu US$ 122 bilh&otilde;es em hipotecas do tipo &quot;<em>Pick-A-Payment<\/em>&quot;, na qual a Golden West era especialista. Nessa modalidade, os mutu&aacute;rios tinham permiss&atilde;o para deixar de fazer alguns pagamentos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font size=\"4\"><font face=\"Arial\"><font color=\"#0000ff\"><\/p>\n<p align=\"justify\"><u><strong>Combate<br \/><\/strong><\/u><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font color=\"#000000\">Para combater a onde de quebradeira entre as institui&ccedil;&otilde;es financeiras e acalmar o mercado, o Congresso dos EUA aprovou o plano de ajuda de US$ 700 bilh&otilde;es. A aprova&ccedil;&atilde;o coloca na m&atilde;o do secret&aacute;rio do Tesouro, Henry Paulson, dinheiro para tentar reverter a crise que abala o mercado financeiro mundial.<\/p>\n<p><\/font><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font color=\"#000000\">O plano do governo americano &eacute; usar os US$ 700 bilh&otilde;es para comprar um artigo conhecido por um nome pouco atraente: t&iacute;tulos &quot;<em style=\"mso-bidi-font-style: normal\">podres<\/em>&quot;, ou pap&eacute;is cujo resgate &eacute; muito improv&aacute;vel &#8211; conseq&uuml;entemente, cujo risco de calote &eacute; alto. A maioria destes ativos s&atilde;o ligados justamente &agrave;s hipotecas &quot;<em style=\"mso-bidi-font-style: normal\">subprime<\/em>&quot;(<em>de alto risco<\/em>).<\/p>\n<p><\/font><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\"><font color=\"#000000\">Antes de ser aprovada, a proposta de Bush foi bastante modificada pelos senadores e deputados. A vers&atilde;o incluiu no plano mais US$ 150 bilh&otilde;es em corte de impostos, benef&iacute;cios fiscais para a classe m&eacute;dia, pequenos empres&aacute;rios e fam&iacute;lias atingidas por acidentes naturais.<\/p>\n<p><\/font><\/span><font color=\"#000000\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Al&eacute;m disso, o pacote limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigil&acirc;ncia sobre a aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos e reduz os pagamentos milion&aacute;rios aos grandes executivos por tr&aacute;s das institui&ccedil;&otilde;es financeiras que quebraram.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana\">Antes do pacote bilion&aacute;rio, um outro pacote de est&iacute;mulo foi aprovado em fevereiro e surtiu algum efeito, com o envio de cheques de restitui&ccedil;&otilde;es aos contribuintes. O dinheiro extra favoreceu os gastos dos consumidores entre abril e julho, o que se refletiu nos dados do PIB(<em>Produto Interno Bruto<\/em>). No segundo trimestre, a economia cresceu 2,8%(<em>ligeiramente menor que os 3,3% em um c&aacute;lculo pr&eacute;vio<\/em>). Analistas dizem, no entanto, que, sem o benef&iacute;cio do dinheiro extra, nos pr&oacute;ximos trimestres o desempenho econ&ocirc;mico americano dever&aacute; ser inferior.<\/span><\/font><\/p>\n<p><\/font><\/font><\/font><\/span><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 11 minutos Nova York(EUA) &#8211; As Bolsas europ&eacute;ias vivem um novo dia de quedas expressivas, puxadas para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[10],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1297"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1297"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1297\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}