{"id":1308,"date":"2008-10-10T00:00:00","date_gmt":"2008-10-10T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-10-10T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-10T00:00:00","slug":"STF-pode-derrubar-diploma-para-jornalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/10\/10\/STF-pode-derrubar-diploma-para-jornalista\/","title":{"rendered":"STF pode derrubar diploma para jornalista"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 13 minutos<\/div><p align=\"justify\"><font face=\"Verdana\"><font size=\"2\"><em><strong><font color=\"#ff0000\">Dos 11 ministros que v&atilde;o julgar recurso, seis j&aacute; se manifestaram contra obrigatoriedade de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para a profiss&atilde;o<\/font><\/strong><\/em> <\/p>\n<p><strong>Bras&iacute;lia(DF)<\/strong> &#8211; O Supremo Tribunal Federal(STF) caminha para derrubar, ainda neste semestre, a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o. Dos 11 ministros que fazem parte da Corte, seis j&aacute; se manifestaram de alguma forma contra a exig&ecirc;ncia de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica em jornalismo.<\/p>\n<p>O n&uacute;mero &eacute; suficiente para decidir o julgamento do recurso extraordin&aacute;rio do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal que questiona a regulamenta&ccedil;&atilde;o profissional da categoria e que est&aacute; pronto para entrar na pauta a qualquer momento. Mas, at&eacute; l&aacute;, os ministros ainda podem rever sua posi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Embora n&atilde;o possam antecipar seus votos, alguns j&aacute; sinalizaram, nos bastidores ou em decis&otilde;es anteriores, como pretendem votar. Um deles &eacute; o pr&oacute;prio presidente do Supremo, Gilmar Mendes, relator do caso.<\/p>\n<p>Em 2006, ele relatou, na 2&ordf; Turma do STF, uma medida cautelar que garantiu o exerc&iacute;cio profissional a pessoas que trabalhavam na &aacute;rea sem ter o registro no Minist&eacute;rio do Trabalho(<a href=\"http:\/\/www.stf.gov.br:80\/imprensa\/pdf\/ac1406.pdf\">veja aqui a decis&atilde;o<\/a>). Na &eacute;poca, Gilmar teve sua posi&ccedil;&atilde;o referendada por Cezar Peluso, Celso de Mello e Joaquim Barbosa.<\/p>\n<p>Mesmo n&atilde;o tendo participado da an&aacute;lise do recurso, os ministros Eros Grau e Ricardo Lewandowski tamb&eacute;m chegaram a dar declara&ccedil;&otilde;es &quot;<em>simp&aacute;ticas<\/em>&quot; &agrave; decis&atilde;o dos colegas. Os dois declararam publicamente que o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de jornalista n&atilde;o deveria estar atrelado a diploma espec&iacute;fico de gradua&ccedil;&atilde;o, porque, na avalia&ccedil;&atilde;o deles, n&atilde;o dependeria de conhecimentos espec&iacute;ficos.<\/p>\n<p>A possibilidade de derrubada da obrigatoriedade do diploma de jornalista n&atilde;o se restringe &agrave; a&ccedil;&atilde;o do Judici&aacute;rio. Propostas vindas do Executivo e do Legislativo tamb&eacute;m apresentam mecanismos de flexibiliza&ccedil;&atilde;o da exig&ecirc;ncia de gradua&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para a &aacute;rea. <br \/><u><strong><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\"><\/p>\n<p>Mudan&ccedil;as pol&ecirc;micas<br \/><\/font><\/strong><\/u>O Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o se prepara para formar um grupo de trabalho que discutir&aacute; a possibilidade de autorizar profissionais de &aacute;reas diversas a exercer a profiss&atilde;o de jornalista. Na C&acirc;mara, tramita um projeto de lei, de autoria do deputado Celso Russomanno(PP-SP), que permite que pessoas sem diploma em jornalismo exer&ccedil;am a profiss&atilde;o, desde que tenham p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea.<\/p>\n<p>As iniciativas, por&eacute;m, enfrentam resist&ecirc;ncia e causam pol&ecirc;mica entre profissionais e entidades que representam a categoria.<\/p>\n<p>&quot;<em>A contesta&ccedil;&atilde;o do diploma vem h&aacute; muito tempo sendo levantada pelos grandes jornais, especialmente a Folha de S. Paulo. Quebrar a exig&ecirc;ncia do diploma vai significar transferir das universidades para as empresas a prerrogativa de dizer quem vai ser jornalista, como vai ser o jornalismo e como devem atuar esses profissionais<\/em>&quot;, avalia o coordenador do F&oacute;rum Nacional dos Professores de Jornalismo, Edson Spenthof, professor da Universidade Federal de Goi&aacute;s(UFG) e um dos organizadores da Carta Aberta ao STF, escrita para sensibilizar os ministros sobre a necessidade do diploma.<\/p>\n<p>As discuss&otilde;es recaem sobre o artigo 4&deg; do Decreto-lei 972\/69, que exige o diploma para a obten&ccedil;&atilde;o do registro profissional junto ao Minist&eacute;rio do Trabalho. Os que defendem a manuten&ccedil;&atilde;o da exig&ecirc;ncia do diploma argumentam que a profiss&atilde;o &eacute; extremamente especializada e que, portanto, requer forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Os contr&aacute;rios ao diploma afirmam que a exig&ecirc;ncia n&atilde;o est&aacute; amparada pela Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 e que o direito &agrave; livre express&atilde;o deve ser exercido sem restri&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Guerra jur&iacute;dica<br \/><\/font><\/u><\/strong>Foi sob o argumento da falta de amparo na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que no final de 2001,a ju&iacute;za Carla Abrantkoski Rister, da 16&ordf; Vara da Justi&ccedil;a Federal de S&atilde;o Paulo, suspendeu em todo o pa&iacute;s a necessidade de diploma para obter o registro profissional junto ao Minist&eacute;rio do Trabalho. A ju&iacute;za acolheu uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica, proposta pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e pelo Sindicato das Empresas de R&aacute;dio e Televis&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo, que defendia a contrata&ccedil;&atilde;o de profissional de qualquer &aacute;rea, at&eacute; mesmo sem curso superior.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o se baseou no argumento de que &quot;<em>a forma&ccedil;&atilde;o cultural s&oacute;lida e diversificada<\/em>&quot;, exigida para o profissional de jornalismo, &quot;<em>n&atilde;o se adquire apenas com a freq&uuml;&ecirc;ncia a uma faculdade, mas pelo h&aacute;bito de leitura e pelo pr&oacute;prio exerc&iacute;cio da pr&aacute;tica profissional<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>Oito meses depois, a ju&iacute;za Alda Bastos, do Tribunal Regional Federal da 3&ordf; Regi&atilde;o, determinou que o diploma voltasse a ser obrigat&oacute;rio. A decis&atilde;o foi novamente contestada em diversos tribunais, at&eacute; que em outubro de 2005, o TRF reafirmou a obrigatoriedade do diploma para o registro profissional.<\/p>\n<p>O entendimento do Tribunal Regional Federal da 3&ordf; Regi&atilde;o foi de que o Decreto 972 teria amparo constitucional e que a exig&ecirc;ncia do diploma n&atilde;o feria o dispositivo constitucional que estabelece que &quot;<em>a manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, a cria&ccedil;&atilde;o, a express&atilde;o e a informa&ccedil;&atilde;o, sob qualquer forma, processo ou ve&iacute;culo, n&atilde;o sofrer&atilde;o qualquer restri&ccedil;&atilde;o<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>O MPF, ent&atilde;o, interp&ocirc;s recurso extraordin&aacute;rio dirigido ao STF sob o argumento de que a exig&ecirc;ncia do diploma espec&iacute;fico violava o direito &agrave; liberdade de express&atilde;o. O caso foi parar no Supremo em 2006. Naquele mesmo ano, por meio da Segunda Turma, a Corte confirmou a libera&ccedil;&atilde;o para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o a pessoas sem forma&ccedil;&atilde;o superior. Desde ent&atilde;o, o recurso est&aacute; para ser julgado em plen&aacute;rio.<\/p>\n<p>&quot;<em>O STF, n&atilde;o tendo poderes legislativos, n&atilde;o poderia dizer &#8216;n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio ensino superior, mas deve ter ensino m&eacute;dio&#8217;. Se for derrubada a cobran&ccedil;a do diploma, n&atilde;o haver&aacute; nenhuma exig&ecirc;ncia de forma&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima. E isso significa um caos tremendo<\/em>&quot;, avalia o professor Edson Spenthof. <\/p>\n<p><u><strong><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Disputa pol&iacute;tica<br \/><\/font><\/strong><\/u>Para o diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal(SJPDF) Ant&ocirc;nio Carlos Queiroz, as discuss&otilde;es n&atilde;o se limitam &agrave; obrigatoriedade do diploma. O diretor avalia que h&aacute; interesses pol&iacute;ticos por tr&aacute;s da quest&atilde;o.<\/p>\n<p>O jornalista argumenta que a cassa&ccedil;&atilde;o da obrigatoriedade do diploma significa a desregulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o. &quot;<em>Faz parte de regulamenta&ccedil;&atilde;o a forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. O problema n&atilde;o &eacute; s&oacute; ter o diploma. A quest&atilde;o &eacute; ter uma boa qualifica&ccedil;&atilde;o. Deixar a forma&ccedil;&atilde;o nas m&atilde;os do mercado &eacute; muito perigoso. Os jornais e ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o formar&atilde;o profissionais com uma vis&atilde;o estreita de empresa<\/em>&quot;, argumenta.<\/p>\n<p>Entre as entidades que defendem a n&atilde;o-obrigatoriedade do diploma est&aacute; a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornais(ANJ). Procurada por duas vezes pelo Congresso em Foco, a institui&ccedil;&atilde;o disse que n&atilde;o se manifesta sobre tema que ainda est&aacute; sub judice. Por meio de sua assessoria, no entanto, a ANJ declarou que &quot;<em>considera importante uma boa forma&ccedil;&atilde;o do profissional de jornalismo, mas n&atilde;o considera que o melhor profissional &eacute; o que tem diploma&quot;.<\/p>\n<p><\/em>O principal argumento dos contr&aacute;rios &agrave; exig&ecirc;ncia do diploma no Brasil tem como base a declara&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios da Comiss&atilde;o Interamericana de Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos(OEA), que considera a exig&ecirc;ncia do diploma para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de jornalismo uma viola&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de express&atilde;o.<\/p>\n<p>A entidade alega que a forma&ccedil;&atilde;o superior em jornalismo n&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para se exercer a profiss&atilde;o em pa&iacute;ses como Alemanha, Austr&aacute;lia, Espanha, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Inglaterra, Irlanda, It&aacute;lia, Jap&atilde;o e Su&iacute;&ccedil;a. Al&eacute;m do Brasil, o diploma &eacute; exigido hoje apenas na &Aacute;frica do Sul, Ar&aacute;bia Saudita, Col&ocirc;mbia, Congo, Costa do Marfim, Cro&aacute;cia, Equador, Honduras, Indon&eacute;sia, S&iacute;ria, Tun&iacute;sia, Turquia e Ucr&acirc;nia. <\/p>\n<p><u><strong><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Liberdade de express&atilde;o<br \/><\/font><\/strong><\/u>Contr&aacute;rio &agrave; exig&ecirc;ncia de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica na &aacute;rea, o jornalista Jos&eacute; N&ecirc;umanne Pinto, articulista do jornal O Estado de S.Paulo e comentarista do SBT e da r&aacute;dio Jovem Pan, classifica a defesa do diploma como ato meramente &quot;<em>corporativista<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>&quot;<em>Sou contra a defesa corporativista de regulamenta&ccedil;&atilde;o de profiss&atilde;o. N&atilde;o vejo nenhuma empresa interessad&iacute;ssima em contratar quem n&atilde;o tem diploma<\/em>&quot;, afirma.<\/p>\n<p>Por outro lado, os defensores do diploma afirmam que a obrigatoriedade da forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria n&atilde;o significa cerceamento &agrave; liberdade de express&atilde;o. &quot;<em>Em tese, eles defendem que exigir o diploma &eacute; restringir a liberdade de express&atilde;o. Eles confundem opini&atilde;o com jornalismo. A opini&atilde;o pode ter no jornalismo, mas ela &eacute; dada pelos fatos, ap&oacute;s uma apura&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Isso n&atilde;o pode ser confundido com emiss&atilde;o de opini&atilde;o do cidad&atilde;o<\/em>&quot;, defende o diretor do SJPDF Ant&ocirc;nio Carlos Queiroz. <\/p>\n<p><u><strong><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Cursos da disc&oacute;rdia<br \/><\/font><\/strong><\/u>Outro argumento utilizado em favor da derrubada da obrigatoriedade de diploma espec&iacute;fico para o exerc&iacute;cio do jornalismo est&aacute; relacionado &agrave; qualidade dos cursos superiores. N&ecirc;umanne alega que os cursos de jornalismo no Brasil n&atilde;o t&ecirc;m atendido aos padr&otilde;es de qualidade necess&aacute;rios para uma boa forma&ccedil;&atilde;o profissional.<\/p>\n<p>&quot;<em>Os cursos superiores n&atilde;o entregam profissionais &agrave; altura para tocar os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Eles precisam passar por cursos espec&iacute;ficos nas reda&ccedil;&otilde;es dos jornais. E, por isso, n&atilde;o h&aacute; necessidade de fazer reserva de mercado para diplomados<\/em>&quot;, defende o articulista. &quot;<em>&Eacute; uma mentalidade de pist&atilde;o de gafieira, em que quem est&aacute; dentro n&atilde;o sai e quem est&aacute; fora n&atilde;o entra<\/em>&quot;, avalia.<\/p>\n<p>O presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas(Fenaj), S&eacute;rgio Murillo, rebate o argumento de N&ecirc;umanne. &quot;<em>A sociedade exige qualifica&ccedil;&atilde;o profissional e o melhor lugar para se adquirir conhecimentos t&eacute;cnicos, te&oacute;ricos e &eacute;ticos s&atilde;o as institui&ccedil;&otilde;es de ensino. Cursos t&eacute;cnicos feitos por ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o de doutrina&ccedil;&atilde;o. Preparam o estudante para as regras e condi&ccedil;&otilde;es internas de cada empresa. Jamais substituem as escolas<\/em>&quot;, diz Murillo.<\/p>\n<p>&quot;<em>Os cursos oferecidos pelos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o formam profissionais de acordo com a linha editorial de cada ve&iacute;culo e n&atilde;o com a linha plural como se v&ecirc; dentro de uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino. A faculdade de jornalismo &eacute; um espa&ccedil;o plural de avalia&ccedil;&atilde;o sobre diversas linhas e n&atilde;o sobre uma s&oacute;<\/em>&quot;, acrescenta o professor Spenthof.<\/p>\n<p>Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), h&aacute; 534 institui&ccedil;&otilde;es superiores de ensino registradas no Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) que oferecem cursos de Jornalismo e Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Dessas, 296 s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es particulares. Em 2006, tamb&eacute;m de acordo com o Inep, 27.969 estudantes se graduaram em jornalismo em todo o pa&iacute;s.<\/p>\n<p><u><strong><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Conselhos de jornalismo<br \/><\/font><\/strong><\/u>As discuss&otilde;es relacionadas &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o da categoria n&atilde;o se restringem ao embate no Supremo Tribunal Federal. Al&eacute;m de abrir a possibilidade de profissionais atuarem no jornalismo sem diploma espec&iacute;fico, desde que tenham p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea, o Projeto de Lei 3981\/08, do deputado Celso Russomanno, prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de conselhos federal e regionais de jornalismo.<\/p>\n<p>A proposta de cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Federal dos Jornalistas causou pol&ecirc;mica em 2004, quando o presidente Lula encaminhou ao Congresso um projeto que previa a cria&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o. A mat&eacute;ria, rejeitada pelos parlamentares, foi recebida pela oposi&ccedil;&atilde;o e por diversas entidades como uma medida de controle da atividade jornal&iacute;stica, o que infringiria a liberdade de express&atilde;o, garantida pela Constitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;<em>A regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o de jornalista &eacute; hoje uma bagun&ccedil;a danada. N&atilde;o defendo menos preparo para os jornalistas. A situa&ccedil;&atilde;o hoje &eacute; quem tem curso ou n&atilde;o tem. Quando j&aacute; se tem um curso e se faz p&oacute;s, tem a possibilidade do profissional melhorar a qualidade na escrita e na transmiss&atilde;o&quot;,<\/em> defende Russomanno. &quot;<em>Mas se a classe achar que ter apenas p&oacute;s na &aacute;rea n&atilde;o &eacute; bom, o projeto est&aacute; a&iacute; para ser discutido<\/em>&quot;, pondera.<\/p>\n<p>Esse &eacute; o terceiro projeto similar que Russomanno apresenta na C&acirc;mara sobre o assunto. O primeiro, em 2004, foi rejeitado em plen&aacute;rio. J&aacute; o segundo, de 2005, foi retirado de pauta pelo pr&oacute;prio autor.<\/p>\n<p>Bacharel em Direito, Russomanno ficou conhecido como rep&oacute;rter do telejornal Aqui e Agora, do SBT. &quot;<em>O PL &eacute; um apanhado de propostas que institui&ccedil;&otilde;es como a Fenaj encaminharam ao Congresso. Mas ele tem sofrido um lobby danado das empresas para ser derrubado. Empresas que n&atilde;o querem ser fiscalizadas e vieram com essa hist&oacute;ria de que est&atilde;o colocando morda&ccedil;a na imprensa<\/em>&quot;, alfineta Russomanno.<\/p>\n<p>Entre os pontos de conflito do projeto, o que mais tem desagradado a categoria &eacute; o que aumenta a jornada de trabalho &ndash; que hoje, pela lei, &eacute; de cinco horas di&aacute;rias, com possibilidade de acordo para mais duas horas extras di&aacute;rias &ndash; para oito horas por dia.<br \/><\/font><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 13 minutosDos 11 ministros que v&atilde;o julgar recurso, seis j&aacute; se manifestaram contra obrigatoriedade de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1308"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1308"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1308\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}