{"id":1319,"date":"2008-10-05T00:00:00","date_gmt":"2008-10-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-10-05T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-05T00:00:00","slug":"UBAM-lanca-manifesto-em-defesa-da-zona-franca-do-Semi-Arido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/10\/05\/UBAM-lanca-manifesto-em-defesa-da-zona-franca-do-Semi-Arido\/","title":{"rendered":"UBAM lan\u00e7a manifesto em defesa da zona franca do Semi-\u00c1rido"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 8 minutos<\/div><p align=\"justify\"><font size=\"2\"><em><strong><font color=\"#ff0000\">Uni&atilde;o Brasileira de Munic&iacute;pios lan&ccedil;a, em Manifesto, projeto de constru&ccedil;&atilde;o da Zona Franca do Semi-&Aacute;rido(ZFS)<\/font> <br \/><\/strong><\/em><br \/><\/font><br \/><font face=\"Verdana\"><font size=\"2\"><strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/strong>&quot;<em>O Nordeste n&atilde;o pode esperar<\/em>&quot;, essa foi a frase usada pelo presidente da Uni&atilde;o Brasileira de Munic&iacute;pios, Leonardo Santana, no lan&ccedil;amento do Projeto de instala&ccedil;&atilde;o da Zona Franca do Semi-&Aacute;rido, atrav&eacute;s de um Manifesto, durante um encontro com empres&aacute;rios e lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas, no restaurante do Hotel Nacional, em Bras&iacute;lia. <\/p>\n<p>&quot;<em>A proposta da Ubam significa a reden&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social do Nordeste<\/em>&quot;, garantiu Leonardo. Ele assegurou que nos pr&oacute;ximos dias ser&aacute; apresentada, na C&acirc;mara dos Deputados, uma emenda &agrave; reforma tribut&aacute;ria que possibilitar&aacute; a implanta&ccedil;&atilde;o da Zona Franca, estabelecendo um calend&aacute;rio de realiza&ccedil;&otilde;es, que vai desde o conhecimento da &aacute;rea mais adequada ao processo de instala&ccedil;&atilde;o do p&oacute;lo industrial. <\/p>\n<p>Ele informou que os membros da Comiss&atilde;o T&eacute;cnica da ZFS, composta de deputados, prefeitos e empres&aacute;rios, est&atilde;o sendo convocados para participarem de um conjunto de eventos que ser&atilde;o realizados em v&aacute;rios Munic&iacute;pios, a come&ccedil;ar por Campina Grande, passando por Paulo Afonso\/BA, Teresina\/PI, Cajazeiras\/PB, Juazeiro do Norte\/CE, Mossor&oacute;\/RN, Garanhuns\/PE, Propri&aacute;\/SE, finalizando em Diamantina, no Estado de Minas Gerais, onde existem 85 munic&iacute;pios que fazem parte do pol&iacute;gono das secas. <\/p>\n<p>Os munic&iacute;pios que formam o pol&iacute;gono das secas s&atilde;o aqueles relacionados no Manual de Preenchimento da DITR, situados nos Estados de Alagoas, Bahia, Cear&aacute;, Minas Gerais, Para&iacute;ba, Pernambuco, Piau&iacute;, Rio Grande do Norte e Sergipe, compreendendo grande parte do Nordeste brasileiro geoecon&ocirc;mico. &Eacute; reconhecida pela legisla&ccedil;&atilde;o como sujeita &agrave; repetidas crises de prolongamento das estiagens e, conseq&uuml;entemente, objeto de especiais provid&ecirc;ncias do setor p&uacute;blico. Constitui-se de diferentes zonas geogr&aacute;ficas, com distintos &iacute;ndices de aridez. <\/p>\n<p>Uma visita t&eacute;cnica &agrave; Zona Franca de Manaus est&aacute; confirmada para o final do m&ecirc;s de Novembro, quando os membros ser&atilde;o recebidos pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga e pelo Prefeito de Manaus, Serafim Fernandes Correia, para conhecerem de perto todo o projeto da Zona Franca e o Pin das empresas instaladas. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" height=\"162\" src=\"\/UserFiles\/Image\/executivos_publicos\/leonardo_santana_ubam_001.jpg\" width=\"220\" align=\"right\" alt=\"\" \/>Leonardo Santana<strong>(<font face=\"Arial\" color=\"#ff0000\">Foto<\/font>)<\/strong> quer se reunir com os presidentes das Assembl&eacute;ias Legislativas, para que sejam realizadas algumas se&ccedil;&otilde;es especiais, objetivando fortalecer o movimento em prol da instala&ccedil;&atilde;o da AFS. <\/p>\n<p>A Zona Franca do Semi-&Aacute;rido, denominada de ZFS &eacute; um projeto arrojado de desenvolvimento econ&ocirc;mico que dever&aacute; ser implantado pelo governo federal objetivando viabilizar uma base econ&ocirc;mica na Regi&atilde;o Nordeste, a qual disponibilizar&aacute; todos os incentivos necess&aacute;rios para a instala&ccedil;&atilde;o de grandes ind&uacute;strias. <\/p>\n<p>A ZFS ser&aacute; composta de tr&ecirc;s p&oacute;los econ&ocirc;micos: comercial, industrial e agropecu&aacute;rio. O industrial ser&aacute; considerado a base de sustenta&ccedil;&atilde;o da ZFS e possuir&aacute; mais de 100 ind&uacute;strias de alta tecnologia gerando mais de meio milh&atilde;o de empregos, diretos e indiretos. O P&oacute;lo Agropecu&aacute;rio abrigar&aacute; projetos voltados &agrave;s atividades de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, agroind&uacute;stria, piscicultura, turismo, entre outras. <\/p>\n<p>Uma visita t&eacute;cnica &agrave; Zona Franca de Manaus est&aacute; confirmada para o final do m&ecirc;s de Novembro, quando os membros ser&atilde;o recebidos pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga e pelo Prefeito de Manaus, Serafim Fernandes Correia, para conhecerem de perto todo o projeto da Zona Franca e as instala&ccedil;&otilde;es do Pin de empresas que pertencem a Zona Franca. <\/p>\n<p>Eis o manifesto: <\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Em pleno solo &aacute;rido, nasce a Zona Franca<\/font><\/u><\/strong> <br \/><font face=\"Arial\">A necessidade, defendida por muitos, de que uma zona franca tenha que integrar regi&atilde;o situada muito pr&oacute;xima a um porto ou em suas adjac&ecirc;ncias, n&atilde;o &eacute; o conceito da Uni&atilde;o Brasileira de Munic&iacute;pios, que defende que esse projeto de desenvolvimento deve ser interiorizado, abra&ccedil;ando a li&ccedil;&atilde;o nobre que nos ensinou o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, considerado o maior estadista de todos os tempos. <\/p>\n<p>Mineiro, de posicionamentos firmes, de gentileza singular e trato humilde, Juscelino governou o Brasil com os brasileiros, deixando para posteridade um legado de sonhos e realiza&ccedil;&otilde;es, mesmo que seus objetivos contrariassem interesses dos que jamais podiam entender a grandeza dos seus ideais. Eles n&atilde;o aceitavam a magn&iacute;fica obra da constru&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia, no meio do serrado brasileiro. Mas Juscelino olhou para frente e caminhou em dire&ccedil;&atilde;o do futuro. <\/p>\n<p>Hoje, se Juscelino pudesse contemplar sua obra, arquitetada pelo ilustre Oscar Niemeyer, nem iria acreditar que Bras&iacute;lia se tornaria o sonho de milh&otilde;es de brasileiros, que deixam os mais distantes munic&iacute;pios do pa&iacute;s, para viver na capital constru&iacute;da no passado, com os belos e elegantes tra&ccedil;os do futuro. <\/p>\n<p>Esse importante registro, extra&iacute;do da nossa hist&oacute;ria de lutas pela independ&ecirc;ncia e caminhada para o desenvolvimento, justifica o imenso valor do nosso sonho: construir uma zona franca em pleno semi-&aacute;rido. <\/p>\n<p>O Nordeste precisa de sonhos, sonhos muito dif&iacute;ceis de ser concretizados, se partirmos do princ&iacute;pio que garante a realiza&ccedil;&atilde;o de grande coisas que sempre come&ccedil;am com sonhos. Onde est&aacute; escrito que o Nordeste &eacute; obrigado a continuar sendo a Regi&atilde;o mais pobre do Pa&iacute;s? Isso n&atilde;o vamos mais aceitar. Nem sequer ouvir. <\/p>\n<p>Imperioso se faz, nesse momento, nos transportarmos para uma reflex&atilde;o mais aprofundada sobre o a nossa Regi&atilde;o diante destes dados: dos quase 43 milh&otilde;es de habitantes, 50,12% da popula&ccedil;&atilde;o nordestina t&ecirc;m renda familiar de meio sal&aacute;rio m&iacute;nimo. De acordo com levantamento do UNICEF, as 150 cidades com maior taxa de desnutri&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s est&atilde;o no Nordeste. Nelas, 33,66% das crian&ccedil;as menores de cinco anos, s&atilde;o desnutridas(mais de um ter&ccedil;o). Sua densidade demogr&aacute;fica &eacute; de 29,95 hab.\/km2 e a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o se concentra na zona urbana(60,6%), o que demonstra a falta de oportunidade nas pequenas cidades e o &ecirc;xodo rural. A evas&atilde;o do campo, em busca da sobreviv&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos dez anos, a economia nordestina mostrou-se mais din&acirc;mica que a m&eacute;dia do pa&iacute;s. Uma das raz&otilde;es &eacute; o impulso da ind&uacute;stria e do setor de servi&ccedil;os. Por outro lado, os longos per&iacute;odos de estiagem fizeram com que o Produto Interno Bruto(PIB) apresentasse quedas sucessivas. Com um alarmante &iacute;ndice de desemprego, baixo IDH(Indice de Desenvolvimento Humano) e p&eacute;ssima taxa de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, o Nordeste espera h&aacute; muito tempo por uma pol&iacute;tica que reforce investimentos de porte na Regi&atilde;o diminuir as diferen&ccedil;as sociais, atrav&eacute;s da gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda, de forma mais eficaz. <\/p>\n<p>Diante dessas pondera&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o vislumbramos algo melhor para economia do Nordeste, do que a implanta&ccedil;&atilde;o de uma zona franca, dotada de mega-estrutura industrial, para promover a melhor integra&ccedil;&atilde;o produtiva e social dessa regi&atilde;o ao pa&iacute;s, garantindo a soberania nacional sobre suas fronteiras, o que se constituir&aacute; na sua reden&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social. <\/p>\n<p>A Zona Franca do Semi-&Aacute;rido fortalecer&aacute; a balan&ccedil;a de pagamentos do Pa&iacute;s, na medida em que vai gerar super&aacute;vits comerciais, ajudando a resolver o problema de escassez de divisas internacionais; reduzir os desequil&iacute;brios regionais, posto que seja implantada em &aacute;rea menos desenvolvida, ou seja, em local bem interiorizado. Isso vai difundir tecnologias mais avan&ccedil;adas e m&eacute;todos mais modernos de gest&atilde;o e atrair os investimentos estrangeiros, diminuindo consideravelmente o &iacute;ndice de desemprego. <\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia da Zona Franca de Manaus &#8211; criada em 1967, no contexto do projeto geopol&iacute;tico do Governo Militar, em busca de integra&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de todo o territ&oacute;rio nacional &#8211; fornece fortes elementos que indicam as grandes vantagens em torno deste projeto para o Nordeste. Ela foi implantada com base em diversos incentivos fiscais(muitos dos quais por mais de 30 anos), que visavam a constitui&ccedil;&atilde;o de um p&oacute;lo industrial, comercial e agropecu&aacute;rio. E, de fato, ela vem apresentando crescimento em seu faturamento, vejamos os n&uacute;meros: de US$ 4,5 bilh&otilde;es em 1992 para US$ 22,8 bilh&otilde;es em 2006, e o n&uacute;mero de empregados efetivos, tempor&aacute;rios e terceirizados subiu de 40,4 mil em 1992 para 72,7 mil em 2004.(SUFRAMA). <\/p>\n<p>Hoje, a Zona Franca de Manaus, que ocupa um distrito de cerca de 1.700l hectares(h&aacute; ainda cerca de 2,2 mil hectares dispon&iacute;veis), agrega mais de 400 empresas, produzindo motocicletas, celulares, aparelhos eletr&ocirc;nicos, laptops etc. Para se ter uma id&eacute;ia da capacidade econ&ocirc;mica da Zona Franca, das cerca de 1,4 milh&atilde;o de motocicletas produzidas no Brasil em 2006, praticamente a totalidade dessas motos foi montada em Manaus. <\/p>\n<p>O P&oacute;lo Industrial de Manaus possui mais de 500 ind&uacute;strias de alta tecnologia gerando mais de meio milh&atilde;o de empregos, diretos e indiretos. O P&oacute;lo Agropecu&aacute;rio abriga projetos voltados &agrave; atividades de produ&ccedil;&atilde;o agroind&uacute;stria, piscicultura, turismo, beneficiamento de madeira, entre outras. <\/p>\n<p>Portanto, essa &eacute; a vez da nossa Regi&atilde;o, o Nordeste &quot;<em>de um povo her&oacute;ico o brado retumbante<\/em>&quot;, que n&atilde;o nega o orgulho de ser brasileiro e a felicidade de ser nordestino. <\/p>\n<p><em>Salve o Brasil e viva o Nordeste<\/em>! <\/p>\n<p><strong>Uni&atilde;o Brasileira de Munic&iacute;pios &#8211; UBAM<\/strong><br \/><\/font><\/font><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 8 minutosUni&atilde;o Brasileira de Munic&iacute;pios lan&ccedil;a, em Manifesto, projeto de constru&ccedil;&atilde;o da Zona Franca do Semi-&Aacute;rido(ZFS) Bras&iacute;lia(DF) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[9],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1319"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1319"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1319\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}