{"id":1390,"date":"2008-11-13T00:00:00","date_gmt":"2008-11-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-11-13T00:00:00","modified_gmt":"2008-11-13T00:00:00","slug":"STF-mantem-entendimento-do-TSE","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/11\/13\/STF-mantem-entendimento-do-TSE\/","title":{"rendered":"STF mant\u00e9m entendimento do TSE"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p align=\"justify\"><font face=\"Verdana\"><font size=\"2\"><strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong> Os ministros do Supremo Tribunal Federal(STF), ao julgarem duas a&ccedil;&otilde;es diretas de inconstitucionalidade(Adins), mantiveram hoje(<font face=\"Arial\">12Nov2008<\/font>), por maioria dos votos, a Resolu&ccedil;&atilde;o 22.610\/07, que imp&otilde;e regras para a fidelidade partid&aacute;ria. Com a decis&atilde;o, o STF declara que a resolu&ccedil;&atilde;o &eacute; constitucional e que as atuais regras para o troca-troca partid&aacute;rio continuam valendo.<\/p>\n<p>O resultado era esperado no meio pol&iacute;tico, j&aacute; que foi o pr&oacute;prio Supremo que delegou ao Tribunal Superior Eleitoral(TSE) a confec&ccedil;&atilde;o da norma regulativa,como mostrou o Congresso em Foco(leia mais). O relator das duas Adins, Joaquim Barbosa, apesar de acreditar que a mat&eacute;ria &eacute; inconstitucional, posicionou-se pela manuten&ccedil;&atilde;o da atual determina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em um longo voto, Joaquim Barbosa afirmou que o TSE, ao afirmar que o mandato pertence ao partido pol&iacute;tico, tirou o eleitor do processo eleitoral, &quot;<em>tornou-o irrelevante<\/em>&quot;. Na vis&atilde;o de Barbosa, o Legislativo &eacute; que tem o poder de formular uma lei sobre o assunto. &quot;<em>O ambiente legislativo &eacute; prop&iacute;cio para esse debate. Somente em situa&ccedil;&otilde;es extremas, autorizadas pela Constitui&ccedil;&atilde;o, &eacute; que o Judici&aacute;rio deve se pronunciar<\/em>&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Entretanto, ao terminar sua interven&ccedil;&atilde;o, Barbosa disse que iria seguir a jurisprud&ecirc;ncia do STF, favor&aacute;vel &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o do TSE. Ele ainda recomendou que a norma tenha validade at&eacute; o Congresso formular uma lei sobre o tema. Seguiram seu voto os ministros Carlos Ayres Britto, Carlos Menezes Direito, Carmen L&uacute;cia, Celso de Mello, Cezar Peluso &ndash; <em>o autor da resolu&ccedil;&atilde;o<\/em> &ndash;, Ellen Gracie, o presidente do STF, Gilmar Mendes, e Ricardo Lewandowski.<\/p>\n<p>Eros Grau foi o primeiro a se posicionar favor&aacute;vel &agrave;s Adins. Quando o STF julgou tr&ecirc;s mandados de seguran&ccedil;a este ano questionando a resolu&ccedil;&atilde;o, o ministro j&aacute; havia se manifestado que era contra a elabora&ccedil;&atilde;o do texto. &quot;<em>A resolu&ccedil;&atilde;o &eacute; multiplamente inconstitucional. J&aacute; fui vencido, mas volto a dizer que isso &eacute; um abuso de inconstitucionalidade<\/em>&quot;, disparou. O ministro Marco Aur&eacute;lio, que era o presidente do TSE na &eacute;poca da elabora&ccedil;&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o, acompanhou Grau. Mas ressaltou que &quot;<em>a fidelidade partid&aacute;ria n&atilde;o est&aacute; em jogo<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>O ministro Carlos Ayres Britto, membro do STF e atual presidente do TSE, defendeu a resolu&ccedil;&atilde;o. Para ele, a corte eleitoral tem a atribui&ccedil;&atilde;o de criar regras para as elei&ccedil;&otilde;es, e n&atilde;o somente organizar os pleitos. &quot;<em>N&atilde;o h&aacute; como subtrair da Justi&ccedil;a Eleitoral o poder regulat&oacute;rio<\/em>&quot;, opinou. Ayres Britto afirmou tamb&eacute;m que a Justi&ccedil;a Eleitoral est&aacute; em uma posi&ccedil;&atilde;o singular. &quot;<em>O papel eminente da Justi&ccedil;a Eleitoral &eacute; zelar pela elei&ccedil;&atilde;o. E n&atilde;o h&aacute; como separar elei&ccedil;&atilde;o popular e democracia<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Argumenta&ccedil;&atilde;o<\/font><\/u><\/strong><br \/>O Supremo julgou hoje as Adins 4086 e 3999, que contestam a resolu&ccedil;&atilde;o. A primeira &eacute; de autoria da Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica(PGR) e a outra do Partido Social Crist&atilde;o(PSC). O procurador-geral da Rep&uacute;blica, Antonio Fernando de Souza, na sua susten&ccedil;&atilde;o oral, disse que a resolu&ccedil;&atilde;o, ao atribuir fun&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas para os Tribunais Regionais Eleitorais(TREs), perdeu o car&aacute;ter de orienta&ccedil;&atilde;o e ganhou procedimento processual. &quot;<em>A regulamenta&ccedil;&atilde;o ultrapassou os limites constitucionais<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>O advogado-geral da Uni&atilde;o, Jos&eacute; Ant&ocirc;nio Toffoli, defendeu a resolu&ccedil;&atilde;o do TSE. O chefe da Advocacia Geral da Uni&atilde;o(AGU) afirmou que, como a norma n&atilde;o trata de filia&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria, mas sim de mandato e voto popular, teria amparo na Constitui&ccedil;&atilde;o. &quot;<em>A Constitui&ccedil;&atilde;o diz que a Justi&ccedil;a Eleitoral tem compet&ecirc;ncia para isso. N&atilde;o se trata de invas&atilde;o de compet&ecirc;ncia. Afinal, essa &eacute; uma quest&atilde;o pol&iacute;tico-partid&aacute;ria-eleitoral<\/em>&quot;, argumentou.<\/p>\n<p>Marco Aur&eacute;lio, que votou &agrave; favor das Adins, acabou vencido em outro tema no julgamento. Ele argumentou que o STF n&atilde;o deveria conhecer as a&ccedil;&otilde;es, pois, na opini&atilde;o do ministro, n&atilde;o teria compet&ecirc;ncia para julg&aacute;-las. Mas o restante do colegiado n&atilde;o concordou com Marco Aur&eacute;lio.<\/font><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutosBras&iacute;lia(DF) &#8211; Os ministros do Supremo Tribunal Federal(STF), ao julgarem duas a&ccedil;&otilde;es diretas de inconstitucionalidade(Adins), mantiveram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1390"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1390"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1390\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}