{"id":1462,"date":"2008-12-07T00:00:00","date_gmt":"2008-12-07T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-12-07T00:00:00","modified_gmt":"2008-12-07T00:00:00","slug":"SUS-tera-exame-genetico-em-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2008\/12\/07\/SUS-tera-exame-genetico-em-2009\/","title":{"rendered":"SUS ter\u00e1 exame gen\u00e9tico em 2009"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p align=\"justify\"><em><\/em><br \/><font face=\"Verdana\"><font size=\"2\"><strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/strong>Portaria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de promete oferecer atendimento de gen&eacute;tica cl&iacute;nica na rede p&uacute;blica. Apenas 30% dos munic&iacute;pios ser&atilde;o atendidos no pr&oacute;ximo ano; m&eacute;dicos especialistas em gen&eacute;tica cl&iacute;nica n&atilde;o chegam a 200 no Brasil.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s quatro anos de discuss&otilde;es, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de concluiu a primeira pol&iacute;tica de gen&eacute;tica cl&iacute;nica do SUS, que promete incluir exames e aconselhamento gen&eacute;tico na rede de sa&uacute;de a partir de 2009. O texto da portaria ser&aacute; publicado hoje no &quot;<em>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o<\/em>&quot;, e sua regulamenta&ccedil;&atilde;o est&aacute; prevista para fevereiro.<\/p>\n<p>O governo diz que garantir&aacute; mais recursos para o diagn&oacute;stico e tratamento de defeitos cong&ecirc;nitos, al&eacute;m de aconselhamento da equipe m&eacute;dica e dos pais para preven&ccedil;&atilde;o de novos casos. A id&eacute;ia &eacute; que haja um centro de aconselhamento gen&eacute;tico para cada grupo de 2 milh&otilde;es de habitantes.<\/p>\n<p>Mas, na pr&aacute;tica, os R$ 3 milh&otilde;es inicialmente previstos para a pol&iacute;tica est&atilde;o muito aqu&eacute;m das necessidades, segundo a Sociedade Brasileira de Gen&eacute;tica M&eacute;dica(SBGM). O governo diz que o valor poder&aacute; ser revisto. A estimativa da OMS(Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de) &eacute; que 5% das gesta&ccedil;&otilde;es resultam no nascimento de uma crian&ccedil;a com anomalias.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos 25 anos, as doen&ccedil;as gen&eacute;ticas &#8211; como a anencefalia- passaram da quinta para a segunda causa de mortalidade infantil no pa&iacute;s. A primeira s&atilde;o a prematuridade e o baixo peso ao nascer.<\/p>\n<p>Apesar da alta incid&ecirc;ncia, o atendimento gen&eacute;tico no SUS praticamente inexiste, segundo Salmo Raskin, presidente da SBGM. &quot;<em>J&aacute; atendi uma mulher com quatro filhos com a s&iacute;ndrome do X fr&aacute;gil (uma das causas mais comuns de retardo mental) e que n&atilde;o sabia nada sobre a doen&ccedil;a. Se houvesse um servi&ccedil;o de aconselhamento, ap&oacute;s o nascimento do primeiro filho com a doen&ccedil;a, o casal seria avisado sobre as chances de ter outros filhos com a anomalia<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>O desconhecimento tamb&eacute;m est&aacute; presente entre os m&eacute;dicos da rede b&aacute;sica de sa&uacute;de. &quot;<em>Soube de casos em que mulheres tiveram o primeiro filho com Down e foram desaconselhadas pelos m&eacute;dicos a terem mais filhos. A s&iacute;ndrome &eacute; um acidente gen&eacute;tico, n&atilde;o tem a ver com hereditariedade<\/em>&quot;, afirma Raskim.<\/p>\n<p>O geneticista diz que, exceto alguns servi&ccedil;os universit&aacute;rios concentrados sobretudo nas regi&otilde;es Sul e Sudeste, a oferta de gen&eacute;tica cl&iacute;nica praticamente inexiste na rede p&uacute;blica. &quot;<em>A demanda &eacute; muito grande, mas est&aacute; reprimida. S&oacute; vamos ter no&ccedil;&atilde;o do tamanho dela quando os servi&ccedil;os forem abertos<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Organiza&ccedil;&atilde;o<\/font><\/u><\/strong><br \/>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de argumenta que a demora na implanta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica ocorreu em raz&atilde;o de impasses na pactua&ccedil;&atilde;o das responsabilidades com Estados e munic&iacute;pios e porque a inten&ccedil;&atilde;o da pasta &eacute; garantir a aten&ccedil;&atilde;o integral e n&atilde;o apenas o diagn&oacute;stico das anomalias gen&eacute;ticas.<\/p>\n<p>Segundo Joselito Pedrosa, coordenador-geral de alta complexidade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, o eixo da pol&iacute;tica ser&aacute; o aconselhamento gen&eacute;tico, com atendimento das anomalias cong&ecirc;nitas, das defici&ecirc;ncias mentais e dos erros inatos do metabolismo.<\/p>\n<p>Ele diz que hoje h&aacute; 1.032 servi&ccedil;os do SUS que oferecem algum tipo de atendimento ambulatorial e\/ou laboratorial em gen&eacute;tica cl&iacute;nica. &quot;<em>Mas h&aacute; uma dispers&atilde;o muito grande. Tem lugar que s&oacute; faz o exame laboratorial, tem lugar que s&oacute; faz a consulta. A pol&iacute;tica vem para organizar a rede de servi&ccedil;os<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>Pedrosa explica que, at&eacute; o final de 2009, 30% dos munic&iacute;pios brasileiros contar&atilde;o com os centros gen&eacute;ticos. O restante ser&aacute; atendido at&eacute; 2011. &quot;<em>N&atilde;o d&aacute; para achar que 100% da popula&ccedil;&atilde;o ser&aacute; atendida de imediato. Tem que organizar a rede, qualificar os profissionais de sa&uacute;de e formar outros<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>A falta de m&eacute;dicos especializados em gen&eacute;tica cl&iacute;nica &eacute; o principal gargalo do sistema, segundo Pedrosa. Salmo Raskim, da SBGM, confirma que o n&uacute;mero de especialistas n&atilde;o chega a 200, sendo que 85% deles est&atilde;o concentrados nas regi&otilde;es Sul e Sudeste.<\/p>\n<p><\/font><strong><font face=\"Arial\" color=\"#ff0000\" size=\"1\">* Com Marinilson Braga &#8211; Ascom\/UFCG.<\/font><\/strong><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutosBras&iacute;lia(DF) &#8211; Portaria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de promete oferecer atendimento de gen&eacute;tica cl&iacute;nica na rede p&uacute;blica. 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