{"id":15446,"date":"2023-02-20T08:15:48","date_gmt":"2023-02-20T11:15:48","guid":{"rendered":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/?p=15446"},"modified":"2023-02-15T16:16:38","modified_gmt":"2023-02-15T19:16:38","slug":"o-amor-a-primeira-vista-existe-o-que-diz-a-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2023\/02\/20\/o-amor-a-primeira-vista-existe-o-que-diz-a-ciencia\/","title":{"rendered":"O amor \u00e0 primeira vista existe? O que diz a Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><h3><span style=\"color: #000080;\"><em><strong>V\u00e1rios estudos cient\u00edficos d\u00e3o sinais que nos podem ajudar a perceber que estamos apaixonados &#8211; e isso \u00e9 muito diferente de amar algu\u00e9m.<\/strong><\/em><\/span><\/h3>\n<p>A ci\u00eancia explica que, quando algu\u00e9m se apaixona, muita coisa pode acontecer a n\u00edvel f\u00edsico, como, por exemplo, serem ativadas \u00e1reas do c\u00e9rebro relacionadas com comportamentos de v\u00edcio.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=uRhgkfcFqCwpkDJNHSwKVIWpCkHALDxx\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 dois mil\u00e9nios, o fil\u00f3sofo romano Lucr\u00e9cio descrevia exatamente o estado de paix\u00e3o como um v\u00edcio, uma esp\u00e9cie de loucura.<\/p>\n<p>\u201c<em>Quando um amante est\u00e1 focado no seu parceiro, sente-se louco, experimenta mudan\u00e7as de humor com acessos de euforia ao mesmo tempo, age de forma obsessiva e compulsiva, vive numa realidade distorcida e, muitas vezes, torna-se dependente da outra pessoa, da mesma forma que uma pessoa viciada em coca\u00edna se comporta<\/em>\u201d, explica, em declara\u00e7\u00f5es ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.livescience.com\/is-love-at-first-sight-real\">site<\/a>\u00a0Live Science, Deborah Lee, especialista em sa\u00fade reprodutiva.<\/p>\n<p>Mas enquanto uns conhecem bem o sentimento, outros t\u00eam mais dificuldades em perceber se est\u00e3o mesmo apaixonados ou se o que sentem pela pessoa foi um amor imediato.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=DKnhBjFcSEVOoTi6DLDFhKzM4dK7aOK3\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #000080;\"><strong>Pesquisadora Deborah Lee, especialista em sa\u00fade reprodutiva.<\/strong><\/span><\/em><\/h4>\n<p>V\u00e1rios estudos cient\u00edficos d\u00e3o sinais que nos podem ajudar a perceber que estamos apaixonados &#8211; e isso \u00e9 muito diferente de amar algu\u00e9m, como referem os especialistas.<\/p>\n<p>Por exemplo, estar apaixonado n\u00e3o s\u00f3 nos faz feliz como pode tamb\u00e9m permitir que n\u00e3o sintamos dor t\u00e3o intensivamente, de acordo com uma investiga\u00e7\u00e3o conduzida por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=qmoFTCgyQnuidKJxd5NqIg15C6Qoalu2\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>O <strong><a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0013309\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo<\/a><\/strong>\u00a0envolveu quinze pessoas que estavam nos primeiros nove meses de uma nova rela\u00e7\u00e3o e cada uma delas teve a tarefa de observar uma foto do companheiro\/a, tendo descoberto que esse ato poderia reduzir a dor moderada em 40% e diminuir a dor severa em 15 por cento.<\/p>\n<p>Uma outra<strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/psycnet.apa.org\/record\/2014-08116-001\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">investiga\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>, realizada por investigadores da Universidade da Calif\u00f3rnia, nos EUA, descobriu que pequenas peculiaridades podem realmente fazer uma pessoa apaixonar-se por algu\u00e9m, mais do que os atributos f\u00edsicos. E isto acontece porque cada pessoa tem as suas pr\u00f3prias prefer\u00eancias.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"color: #000080;\"><strong>&#8220;<em>Quando se diz \u201cvimo-nos e logo ali percebemos que est\u00e1vamos destinados a ficar um com o outro\u201d, estamos a falar de desejo f\u00edsico m\u00fatuo, n\u00e3o de amor<\/em>&#8220;.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong><cite>FRANK TALLIS<\/cite><\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=BS7fyozSmiGtvTQRD8qZNCKDQEvhB1sT\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Em 2017, Frank Tallis, antigo professor de Psicologia Cl\u00ednica do King\u2019s College London, agregou 12 casos cl\u00ednicos para lan\u00e7ar um livro sobre formas doentias de viver o amor,\u00a0<em>O Rom\u00e2ntico Incur\u00e1vel<\/em>.<\/p>\n<p>Em entrevista o especialista explicou que \u201c<em>o romance \u00e9 uma fantasia, uma ilus\u00e3o do amor verdadeiro<\/em>\u201d e que este, ao contr\u00e1rio da paix\u00e3o louca, \u201c<em>passa por amar a pessoa tal como ela \u00e9, sem idealizar<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=Tht74emF51BwsClv0uWcq25pUI6zYAxl\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000080;\"><em><strong>Frank Tallis \u00e9 um autor ingl\u00eas e psic\u00f3logo cl\u00ednico, cuja \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 o transtorno obsessivo-compulsivo. Ele escreveu romances policiais, incluindo uma cole\u00e7\u00e3o de romances.<\/strong><\/em><\/span><\/h4>\n<p>\u201c<em>No in\u00edcio da paix\u00e3o, somos escravos do amor, sentimos atra\u00e7\u00e3o sem ter coisas em comum nem gostar realmente da outra pessoa. Quando se diz &#8216;vimo-nos e logo ali percebemos que est\u00e1vamos destinados a ficar um com o outro&#8217;, estamos a falar de desejo f\u00edsico m\u00fatuo, n\u00e3o de amor. S\u00f3 mais tarde \u00e9 que o amor se converte numa escolha &#8211; est\u00e1-se com algu\u00e9m sem se ser ficar ref\u00e9m do desejo<\/em>\u201d, disse ainda.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Frank Tallis afirmou que se o amor for vivido \u201c<em>de forma extrema, conduz a mudan\u00e7as no comportamento e na personalidade e, por vezes, a estados emocionais pr\u00f3ximos dos que encontramos na doen\u00e7a mental<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=DjV0nZgNO3dFprounZDBItO3nN0VuZ2O\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>E em rela\u00e7\u00e3o ao amor \u00e0 primeira vista, esse \u00e9 tamb\u00e9m uma distor\u00e7\u00e3o da realidade? \u201cEsse estado tem uma base evolutiva\u201d, esclareceu Frank Tallis. \u201c<em>Os nossos antecessores precisavam de viver em casal, durante tr\u00eas ou quatro anos, para ajudar a criar a ganhar maturidade cerebral e corporal suficiente para sobreviver. Ap\u00f3s estes quatro anos, em m\u00e9dia, a paix\u00e3o perde import\u00e2ncia. Curiosamente, \u00e9 tamb\u00e9m nesta altura da vida conjugal que se registam mais div\u00f3rcios, ainda que nem todos os casais se separem! Tomamos decis\u00f5es sem ficar escravos das emo\u00e7\u00f5es e da nossa heran\u00e7a evolucionista<\/em>\u201d, acrescentou.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"color: #000080;\"><strong>&#8220;<em>O amor desenvolve-se com o tempo, \u00e0 medida que come\u00e7a a amar a mente, os valores e as habilidades da outra pessoa<\/em>&#8220;.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong><cite>DEBORAH LEE<\/cite><\/strong><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=G0UkZ9DK8oIp6eU019CEHLNiHkHmuVTK\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p><\/blockquote>\n<p>Alguns investigadores defendem ainda que o amor \u00e0 primeira vista se trata apenas de lux\u00faria e que o amor real, pleno, vem depois.<\/p>\n<p>Uma equipe da Universidade Rutgers, em New Jersey, EUA,<strong> <a href=\"http:\/\/www.helenfisher.com\/downloads\/articles\/10lustattraction.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sugeriu<\/a>\u00a0<\/strong>que o amor pode ser dividido em tr\u00eas categorias: lux\u00faria, atra\u00e7\u00e3o e apego e, mais tarde, numa<strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC4911849\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">revis\u00e3o<\/a><\/strong>\u00a0de estudos publicada em 2016 no Indian Journal of Endocrinology and Metabolism, investigadores conclu\u00edram que a lux\u00faria, atra\u00e7\u00e3o e apego s\u00e3o sentimentos que est\u00e3o extremamente ligados, mas cada um deles \u00e9 \u201c<em>mediado pelos seus pr\u00f3prios neurotransmissores e circuitos<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A equipa explicou que, enquanto a testosterona e o estrog\u00e9nio &#8211; horm\u00f4nios coordenados pela am\u00edgdala, a \u00e1rea do c\u00e9rebro que regula as emo\u00e7\u00f5es &#8211; s\u00e3o respons\u00e1veis pela lux\u00faria, ostestosterona e o estrog\u00e9nio interligam-se e est\u00e3o em alta quando uma pessoa se sente atra\u00edda por algu\u00e9m.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=wDvXeKd221lKWfqjhOhTzE4GdYtICt0o\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Mas quando se trata de apego, s\u00e3o a ocitocina e a vasopressina, libertada em casos de desidrata\u00e7\u00e3o e queda da press\u00e3o arterial, que surgem com maior abund\u00e2ncia, esclareceu a equipa.<\/p>\n<p>Uma atra\u00e7\u00e3o inicial por algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9, por isso, amor, concluem os especialistas. \u201c<em>Os psic\u00f3logos n\u00e3o defendem que \u00e9 poss\u00edvel experimentar o amor verdadeiro quando vemos outras pessoas pela primeira vez<\/em>\u201d, diz Deborah Lee. \u201c<em>Isto acontece porque o amor desenvolve-se com o tempo, \u00e0 medida que come\u00e7a a amar a mente, os valores e as habilidades da outra pessoa. O verdadeiro amor n\u00e3o \u00e9 apenas atra\u00e7\u00e3o sexual e paix\u00e3o<\/em>\u201d, esclarece.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=PRl64KXKRfaPDZox7DWKgVgfov9ADlnp\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Eric Ryden, psic\u00f3logo cl\u00ednico especialista em terapia de casais, afirma, por outro lado, que quando se fala de amor \u00e0 primeira vista, \u00e9 mais prov\u00e1vel que o sentimento seja de lux\u00faria \u201c<em>Esses sentimentos ador\u00e1veis e inebriantes n\u00e3o duram<\/em>\u201d, garante, \u00e0 Live Science. \u201c<em>Se est\u00e1 \u00e0 procura de um parceiro de longo prazo, o amor \u00e0 primeira vista n\u00e3o \u00e9 um sinal de que encontrou o caminho certo, porque est\u00e1 mais relacionado com a atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica e com a lux\u00faria do que com o amor rom\u00e2ntico duradouro<\/em>\u201d, defende.<\/p>\n<p>O psic\u00f3logo explica ainda que, muitas vezes, o que as pessoas entendem como amor \u00e9 um cocktail de liberta\u00e7\u00e3o de hormonas para fornecer ao sistema nervoso sentimentos de prazer e seguran\u00e7a. \u201c<em>O amor afeta tanto a mente como o corpo de maneiras dram\u00e1ticas<\/em>\u201d, remata Ryden.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutosV\u00e1rios estudos cient\u00edficos d\u00e3o sinais que nos podem ajudar a perceber que estamos apaixonados &#8211; e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15448,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,49],"tags":[10134,10133,10121,10135,632,10129,41,10119,10122,10124,10132,10123,10130,10127,7094,10125,10136,10128,10120,10126,10131],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15446"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15446"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15446\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15447,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15446\/revisions\/15447"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}