{"id":1641,"date":"2009-03-12T00:00:00","date_gmt":"2009-03-12T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-03-12T00:00:00","modified_gmt":"2009-03-12T00:00:00","slug":"Brasil-compra-da-Franca-helicopteros-e-submarinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2009\/03\/12\/Brasil-compra-da-Franca-helicopteros-e-submarinos\/","title":{"rendered":"Brasil compra da Fran\u00e7a helic\u00f3pteros e submarinos"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\"><strong><em><span style=\"font-family: Arial\">Acordo prev&ecirc; aquisi&ccedil;&atilde;o de 50 aeronaves e parceria entre os dois pa&iacute;ses.<\/span><\/em><\/strong><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong> O governo brasileiro assinou com a Fran&ccedil;a, nesta ter&ccedil;a-feira, acordos que prev&ecirc;em a aquisi&ccedil;&atilde;o de 50 helic&oacute;pteros e cinco submarinos, a serem constru&iacute;dos em parceria com empresas e a Marinha brasileiras.<\/p>\n<p>\nOs acordos fazem parte do plano do governo brasileiro de modernizar as For&ccedil;as Armadas, seguindo a Estrat&eacute;gia Nacional de Defesa, lan&ccedil;ada na &uacute;ltima quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial\">05Mar2009<\/span>). Segundo o Pal&aacute;cio do Planalto, a Fran&ccedil;a foi escolhida por permitir que o conhecimento tecnol&oacute;gico seja transferido para a ind&uacute;stria local.<\/p>\n<p>\nO neg&oacute;cio foi estimado em R$ 28 bilh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial\">8,6 bilh&otilde;es de euros<\/span>) para um per&iacute;odo que deve passar de duas d&eacute;cadas. Esse n&uacute;mero foi apurado por correspondentes franceses com supostas fontes do governo franc&ecirc;s, mas n&atilde;o foi confirmado pelo governo brasileiro. Segundo o ministro da Defesa Nelson Jobim, apenas o valor da compra dos helic&oacute;pteros, de R$ 5,9 bilh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial\">1,8 bilh&atilde;o de euros<\/span>), est&aacute; confirmado.<\/p>\n<p>\nDo valor total, ainda segundo as fontes citadas pela imprensa francesa, a maior parte do dinheiro, cerca de R$ 19,8 bilh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial\">6 bilh&otilde;es de euros<\/span>) iria para empresas francesas e o restante, para empresas brasileiras que devem trabalhar em conjunto com os franceses, especialmente na constru&ccedil;&atilde;o dos submarinos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>&ldquo;<u>Brasil forte<\/u>&rdquo;<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span>Esse &eacute; o segundo grande contrato no setor de Defesa assinado pelo Brasil em menos de um m&ecirc;s. No final de novembro, durante a visita do presidente da R&uacute;ssia, Dmitri Medvedev, o governo oficializou a compra de 12 helic&oacute;pteros produzidos naquele pa&iacute;s.<\/p>\n<p>\nSegundo o ministro da Defesa brasileiro, outros tr&ecirc;s acordos est&atilde;o em estudo com a Fran&ccedil;a. Al&eacute;m da licita&ccedil;&atilde;o para compra de novos ca&ccedil;as, da qual a Fran&ccedil;a &eacute; uma das concorrentes, o governo brasileiro estuda a possibilidade de desenvolver projetos conjuntos para treinamento de tropas brasileiras e monitoramento do territ&oacute;rio brasileiro.<\/p>\n<p>\nO presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva disse que o Brasil &quot;<em>precisa assumir sua grandeza<\/em>&quot; e que precisa investir em sua capacidade militar. &quot;<em>N&atilde;o pensando em atacar, mas em se defender<\/em>&quot;, disse.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Um Brasil poderoso ser&aacute; elemento de estabilidade para o mundo<\/em>&quot;, disse o presidente da Fran&ccedil;a, Nicolas Sarkozy.<\/p>\n<p>\nJobim disse que a frota de helic&oacute;pteros dever&aacute; ficar pronta no segundo semestre de 2010. A montagem ser&aacute; feita em Minas Gerais, na f&aacute;brica da Helibras, empresa subsidi&aacute;ria da francesa Eurocopter.<\/p>\n<p>\nA Fran&ccedil;a tamb&eacute;m vai auxiliar a Marinha brasileira na constru&ccedil;&atilde;o de quatro submarinos convencionais e um quinto, movido a energia nuclear. Tamb&eacute;m foi assinado um acordo para a constru&ccedil;&atilde;o de um estaleiro e de uma base navais, que dever&aacute; ficar pronto em quatro anos. A entrega do primeiro submarino est&aacute; prevista para daqui a 20 anos.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>A tecnologia nuclear est&aacute; totalmente dominada. Agora vamos completar nosso programa nuclear com um reator, que ser&aacute; produzido especificamente para o submarino<\/em>&quot;, disse o almirante da Marinha, J&uacute;lio Soares de Moura Neto.<\/p>\n<p>\nDe acordo com Neto, o planejamento da Marinha para o monitoramento da costa brasileira exige 12 submarinos convencionais. &quot;<em>J&aacute; temos cinco e estamos adquirindo mais quatro, somando nove. No pacote atual, quatro j&aacute; &eacute; um n&uacute;mero razo&aacute;vel<\/em>&quot;, disse.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><u><strong>Imigra&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAl&eacute;m de quest&otilde;es relacionadas &agrave; defesa, os dois presidentes tamb&eacute;m discutiram a quest&atilde;o de imigra&ccedil;&atilde;o. Sarkozy disse que a Europa &quot;<em>continua aberta<\/em>&quot; aos imigrantes e que o continente &eacute; o &quot;<em>mais aberto do mundo<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nA resposta foi dada a uma jornalista francesa, que questionou o pacto assinado em outubro, entre os pa&iacute;ses do bloco. Conhecido como Imigra&ccedil;&atilde;o Seletiva, o acordo prev&ecirc; maior restri&ccedil;&atilde;o &agrave; entrada de imigrantes que n&atilde;o se enquadrarem a determinadas condi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Queremos receber mais estudantes, cientistas, chefes de empresa. O que n&atilde;o concordamos &eacute; com as redes que exploram a mis&eacute;ria no mundo<\/em>&quot;, disse o presidente franc&ecirc;s, logo ap&oacute;s a cerim&ocirc;nia para assinatura de acordos bilaterais com o Brasil, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\nEle disse, no entanto, que a imigra&ccedil;&atilde;o &eacute; &quot;<em>um assunto sens&iacute;vel em qualquer lugar do mundo<\/em>&quot;, e que conversou &quot;<em>longamente<\/em>&quot; com o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva sobre o tema.<\/p>\n<p>\nSarkozy disse que a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia tem caracter&iacute;sticas que exigem uma pol&iacute;tica de imigra&ccedil;&atilde;o mais espec&iacute;fica. O presidente referia-se ao fato de o bloco permitir o livre acesso entre 27 pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Quem recebe esse imigrante o recebe em outros pa&iacute;ses. A pessoa pode passar livremente de um pa&iacute;s a outro<\/em>&quot;, disse o l&iacute;der franc&ecirc;s.<\/p>\n<p>\nO presidente Lula disse que, durante reuni&atilde;o ontem com Sarkozy e com o presidente da Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia, Jos&eacute; Manuel Dur&atilde;o Barroso, reivindicou a cria&ccedil;&atilde;o de um &quot;<em>di&aacute;logo de alto n&iacute;vel<\/em>&quot; entre Brasil e Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, para resolver poss&iacute;veis problemas relativos a imigra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Tivemos problemas com a Espanha e resolvemos<\/em>&quot;, disse o presidente brasileiro. Segundo Lula, &quot;<em>&eacute; necess&aacute;rio que se compreenda que o tema tem dimens&otilde;es pol&iacute;ticas diferenciadas, dependendo do pa&iacute;s e do momento<\/em>&quot;. Para o presidente brasileiro, a quest&atilde;o ganha dimens&atilde;o maior em &eacute;poca de crise econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Como se trata do direito de ir e vir, dos direitos humanos, o importante &eacute; que a gente n&atilde;o perca de vista a necessidade de manter um di&aacute;logo de alto n&iacute;vel, para resolver os problemas caso a caso<\/em>&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Acordo prev&ecirc; aquisi&ccedil;&atilde;o de 50 aeronaves e parceria entre os dois pa&iacute;ses. 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