{"id":18589,"date":"2023-11-27T08:25:18","date_gmt":"2023-11-27T11:25:18","guid":{"rendered":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/?p=18589"},"modified":"2023-11-22T04:19:42","modified_gmt":"2023-11-22T07:19:42","slug":"trabalho-invisivel-feminino-vale-ao-menos-85-do-pib-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2023\/11\/27\/trabalho-invisivel-feminino-vale-ao-menos-85-do-pib-aponta-pesquisa\/","title":{"rendered":"Trabalho invis\u00edvel feminino vale ao menos 8,5% do PIB, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 7 minutos<\/div><p><span style=\"color: #000080;\"><em><strong>Economia do cuidado, que sobrecarrega mulheres, foi objeto de estudo do FGV Ibre e tema de reda\u00e7\u00e3o do Enem.<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lavar a roupa suja, estender, dobrar, passar e guardar roupa,\u00a0varrer a casa, tirar o p\u00f3, limpar o ch\u00e3o e o banheiro, tirar o lixo, organizar os arm\u00e1rios, aguar as plantas, fazer compras, guardar as compras, fazer comida, lavar a lou\u00e7a.<\/p>\n<p>Dar banho na crian\u00e7a, vesti-la\u00a0e pente\u00e1-la, dar comida \u00e0 crian\u00e7a, levar a crian\u00e7a para a escola, buscar a crian\u00e7a na escola, levar a crian\u00e7a ou idoso ao m\u00e9dico, comprar rem\u00e9dios e d\u00e1-los \u00e0 crian\u00e7a ou ao idoso, lev\u00e1-los para fazer exames, tomar vacinas ou passar por tratamentos m\u00e9dicos, brincar com a crian\u00e7a, estudar com a crian\u00e7a, levar o idoso ao banco.<\/p>\n<p>Alimentar o pet, limpar a sujeira do pet, levar o pet ao veterin\u00e1rio ou para passear, pagar as contas de casa, conferir se \u00e9 preciso comprar roupa, sapato ou material escolar para a crian\u00e7a, ir \u00e0 reuni\u00e3o de pais da escola.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=LhmYSIATtoMyl1wDsIch6Pc2RbkgNJzG\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Estes s\u00e3o alguns exemplos da\u00a0economia do cuidado: uma s\u00e9rie de tarefas dom\u00e9sticas e de esfor\u00e7os com dependentes (crian\u00e7as, idosos, doentes ou pessoas com defici\u00eancia) que precisa ser realizada para que todos produzam e cumpram seu papel na sociedade.<\/p>\n<p>Mas existe um fator de discrimina\u00e7\u00e3o nessa economia do cuidado: 65% do trabalho \u00e9 feito por\u00a0mulheres. Se fosse computado, esse esfor\u00e7o acrescentaria ao menos 8,5% ao\u00a0PIB (Produto Interno Bruto)\u00a0do pa\u00eds, segundo pesquisadores do\u00a0FGV Ibre\u00a0(Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas).<\/p>\n<p>No total, incluindo as tarefas executadas por homens, a economia do cuidado representa 13% do PIB.<\/p>\n<p>O assunto ganhou relev\u00e2ncia no domingo passado (05Novembro2023), quando o Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio) prop\u00f4s como tema da reda\u00e7\u00e3o &#8220;<em>Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil<\/em>&#8220;.<\/p>\n<div style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=3trjFWMyAIvpI8FG8x3Y04kFtcBdAgVL\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"500\" \/><p class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>Hildete Pereira de Melo<\/strong> nasceu no Nordeste e vive h\u00e1 40 anos no Rio de Janeiro. Tem tr\u00eas filhos e cinco netos. \u00c9 economista e estudou na Universidade de Toulouse, Fran\u00e7a (1967-68). Pela UFRJ \u00e9 mestre em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o e doutora em Economia Industrial e da Tecnologia.<\/span><\/p><\/div>\n<p>&#8220;<em>Na nossa sociedade patriarcal e machista, o cuidar sempre foi uma tarefa relegada \u00e0 mulher, enquanto ao homem compete trabalhar<\/em>&#8220;, diz a economista <strong>Hildete Pereira de Melo<\/strong>, mestre em engenharia de produ\u00e7\u00e3o e doutora em economia industrial e da tecnologia.<\/p>\n<p>A economia do cuidado \u00e9 essencial para o bem-estar de todos, para que a engrenagem social funcione, mas n\u00e3o \u00e9 valorizada, diz Hildete, professora da Faculdade de Economia da UFF (Universidade Federal Fluminense) e editora da Revista G\u00eanero.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Pior que isso: serve para limitar o direito da mulher a uma melhor qualidade de vida e a ascender na carreira. O seu tempo livre \u00e9 dedicado aos outros<\/em>&#8220;, diz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=aTYzxZHaWujChX7xQWRFRWl4sja3A3Nd\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Em dezembro de 2007, Hildete e outros dois pesquisadores &#8211; os economistas Claudio Considera e Alberto Di Sabbato &#8211; publicaram o artigo &#8220;<em>Os afazeres dom\u00e9sticos contam<\/em>!&#8221;, quando usaram como base a quantidade de horas dedicadas a tarefas dom\u00e9sticas declarada na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios) por homens e mulheres.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, essa quantidade de horas foi multiplicada pelo rendimento m\u00e9dio das trabalhadoras dom\u00e9sticas. A conclus\u00e3o \u00e9 que o tempo gasto com os cuidados com o lar e a fam\u00edlia correspondeu a 11,2% do PIB, em m\u00e9dia, entre os anos de 2001 e 2005.<\/p>\n<p>Em outubro deste ano, Hildete, Considera e a pesquisadora do FGV Ibre Isabela Duarte Kelly atualizaram o estudo, considerando os dados da Pnad Cont\u00ednua entre 2016 e 2022. Chegou-se \u00e0 cifra de ao menos 13% do PIB brasileiro, em m\u00e9dia, se o trabalho com a casa e a fam\u00edlia fosse remunerado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=E7bnfVBSA3LaUAoqifbgrgCV9IrurnxU\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>A cifra \u00e9 considerada subestimada porque, nos c\u00e1lculos, os pesquisadores multiplicaram as horas gastas no trabalho invis\u00edvel pela remunera\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico, uma das mais baixas do pa\u00eds. As mulheres dedicam, em m\u00e9dia, 21,3 horas por semana \u00e0 economia do cuidado. Os homens gastam 11,1 horas.<\/p>\n<p>Outras profiss\u00f5es de cuidado com pessoas &#8211; como professores, bab\u00e1s e cuidadores &#8211; t\u00eam remunera\u00e7\u00e3o mais alta que a dos trabalhadores dom\u00e9sticos, o que elevaria o valor do trabalho invis\u00edvel e, portanto, a porcentagem do PIB que ele representa.<\/p>\n<p>A pergunta do IBGE na Pnad Cont\u00ednua, por\u00e9m, n\u00e3o especifica quanto tempo vai para trabalhos dom\u00e9sticos e quanto \u00e9 destinado a cuidar das pessoas, o que impede uma contabilidade mais precisa, diz Considera, ex-diretor do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada) e coordenador do N\u00facleo de Contas Nacionais do FGV Ibre.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=563Urt4yEN4FB1Jhu8yYZxrmq81s4MYu\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>A alta de 11,2% para 13% do PIB entre os dois per\u00edodos, segundo os pesquisadores, se deve ao aumento da remunera\u00e7\u00e3o das dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>&#8220;<em>N\u00e3o se trata aqui, obviamente, de propor uma remunera\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e, \u00e0 filha, irm\u00e3 ou qualquer mulher na fam\u00edlia que desempenhe a tarefa de cuidados com o lar e com as pessoas que nele vivem<\/em>&#8220;, diz\u00a0&#8220;<em>Mas de apontar que o trabalho delas \u00e9 t\u00e3o relevante que representa um percentual importante para a economia do pa\u00eds. \u00c9 tempo dedicado aos outros, que precisa ser melhor compartilhado com os demais integrantes da fam\u00edlia<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=IZOAvMA0mce9WDiHo8V4XAuxkbE26wvg\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m custos indiretos. Na opini\u00e3o da pesquisadora <strong>Isabela Duarte Kelly (<span style=\"color: #ff0000;\">Foto acima<\/span>)<\/strong>, a mulher sobrecarregada com trabalhos dom\u00e9sticos e de cuidados com os outros n\u00e3o s\u00f3 prejudica a pr\u00f3pria qualidade de vida, como perde chances de ascender na carreira.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Se ela \u00e9 funcion\u00e1ria, n\u00e3o ter\u00e1 a mesma liberdade de hor\u00e1rios e viagens que um colega homem, porque ser\u00e1 cobrada a cuidar do lar<\/em>&#8220;, diz Isabela.<\/p>\n<p>O mais comum, segundo a pesquisadora, \u00e9 que a mulher escolha trabalhos de meio per\u00edodo ou que ela possa fazer em casa, para conciliar as atividades de cuidados. &#8220;<em>Nesses trabalhos, na maioria das vezes, ela ganha menos<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=uuJybuQDa9z8Bvi3qmbGGrzgQOf7MgzM\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 o caso de de uma dona de casa de 47 anos. O dia dela come\u00e7a \u00e0s 05h00 da manh\u00e3 e s\u00f3 termina \u00e0s 23h00. Ela \u00e9 m\u00e3e de um menono de 11 anos, e separada do pai dele. Fez faculdade de marketing e de servi\u00e7o social, mas trabalha como cabeleireira na sala de casa, a fim de conciliar a profiss\u00e3o com os cuidados com o filho e o lar. Tamb\u00e9m apoia os pais sempre que ficam doentes. N\u00e3o tem tempo para cuidar de si mesma.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Meu repouso \u00e9 no curso de corte e costura que fa\u00e7o de manh\u00e3<\/em>&#8220;, brinca. Ela deixa de atender clientes \u00e0s segundas e quartas \u00e0 tarde para levar o filho \u00e0 escolinha de futebol. &#8220;<em>Ele adora<\/em>&#8220;, diz. &#8220;<em>Mas em compensa\u00e7\u00e3o, fico o s\u00e1bado todo trabalhando, e \u00e0s vezes no domingo<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>\u00danica mulher de tr\u00eas irm\u00e3os, ela diz que a m\u00e3e tamb\u00e9m cobrava que os filhos homens fizessem tarefas de casa. &#8220;<em>Mas a maior cobran\u00e7a era em cima de mim<\/em>&#8220;, lembra.\u00a0&#8220;<em>Hoje eu ensino meu filho a lavar a lou\u00e7a, arrumar a cama, e at\u00e9 a receber minhas clientes. Digo que ele precisa aprender a fazer para cuidar da casa dele, com a mulher<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=ZRr2mJCsiRhIgMALYW4LTS198MKrMg88\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>O estudo do FGV Ibre apontou diferentes graus de discrimina\u00e7\u00e3o de acordo com a regi\u00e3o do pa\u00eds.\u00a0&#8220;<em>As mulheres do Nordeste s\u00e3o as que mais dedicam tempo \u00e0 economia do cuidado: 22,3 horas por semana, contra 10,9 horas dos homens<\/em>&#8220;, diz Hildete.<\/p>\n<p>O Centro-Oeste \u00e9 onde tanto mulheres quanto homens menos dedicam tempo aos cuidados: 18,7 e 9,8 horas por semana, respectivamente.<\/p>\n<p>No Brasil, o sal\u00e1rio dos homens \u00e9 26,8% maior do que o das mulheres, em m\u00e9dia. Considerando por regi\u00e3o, por\u00e9m, os estados do Norte e Nordeste apresentam a menor diferen\u00e7a salarial entre os sexos: 13,1% e 14,5%, nesta ordem. &#8220;<em>S\u00e3o tamb\u00e9m os estados com os menores sal\u00e1rios m\u00e9dios<\/em>&#8220;, diz Hildete.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=lPASEwXJ05kSy2JZ8jEym3OY94mshBYZ\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>No Sul, est\u00e1 a maior discrep\u00e2ncia salarial: R$ 3.504 para eles e R$ 2.639 para elas, uma diferen\u00e7a de 33%.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\"><strong>Mais instru\u00e7\u00e3o, mais renda e terceiriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>\u00c0 medida que a mulher melhora o seu n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, o tempo dedicado aos trabalhos dom\u00e9sticos e aos cuidados com a fam\u00edlia diminui.\u00a0De acordo com o estudo, mulheres sem instru\u00e7\u00e3o ou com o ensino fundamental incompleto dedicam 23,3 horas por semana \u00e0 economia do cuidado, contra 18 horas das que t\u00eam a forma\u00e7\u00e3o superior completa.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Possivelmente, as mulheres que estudaram mais ganham mais e podem terceirizar parte das tarefas de cuidados, pagando por isso<\/em>&#8220;, diz Hildete.<\/p>\n<p>Os especialistas apontam que, para al\u00e9m do machismo estrutural na sociedade, o Estado tem condi\u00e7\u00f5es de prover parte desses cuidados, com creches e escolas em per\u00edodo integral, assim como asilos p\u00fablicos, hoje escassos no Brasil.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=co0J5Pkk159klRAIM2IBeR7oDDfoK3Ri\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p><em>\u00c9 preciso garantir escolas e creches em per\u00edodo integral, com op\u00e7\u00f5es inclusive nos fins de semana, para mulheres que t\u00eam a necessidade de trabalhar aos s\u00e1bados e domingos<\/em>&#8220;, diz Isabela.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 licen\u00e7a-maternidade: hoje a lei brasileira prev\u00ea 120 dias para as m\u00e3es e apenas cinco dias para os pais &#8211; embora um\u00a0projeto de lei de licen\u00e7a parental preveja 120 dias\u00a0para qualquer cuidador.<\/p>\n<p>&#8220;<em>A partir do momento que o pr\u00f3prio Estado considera que compete apenas \u00e0 m\u00e3e cuidar da crian\u00e7a nos primeiros meses de vida isso s\u00f3 refor\u00e7a estere\u00f3tipos<\/em>&#8220;, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=AuK2vKCjwKXmtWBzGNNpD2GN359EppUo\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 7 minutosEconomia do cuidado, que sobrecarrega mulheres, foi objeto de estudo do FGV Ibre e tema de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18626,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48,4,6],"tags":[18765,18781,18778,18774,18776,18785,2639,18770,18772,18758,16489,2239,18757,18779,2241,18789,18768,18766,18788,18767,18790,916,17118,11305,3763,3764,18787,18791,18769,18756,18775,18773,18780,18783,18782,18762,18753,18764,18784,18759,8002,1245,18755,18786,18763,18761,18777,16180,18754,14852,18760,18771],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18589"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18589"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18589\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18627,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18589\/revisions\/18627"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18626"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}