{"id":1877,"date":"2009-04-27T00:00:00","date_gmt":"2009-04-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-04-27T00:00:00","modified_gmt":"2009-04-27T00:00:00","slug":"Cassio-Cavalcante-lanca-biografia-de-Nara-Leao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2009\/04\/27\/Cassio-Cavalcante-lanca-biografia-de-Nara-Leao\/","title":{"rendered":"C\u00e1ssio Cavalcante lan\u00e7a biografia de Nara Le\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> O administrador e escritor cearense C&aacute;ssio Cavalcante consumiu oito anos de exaustivas pesquisas para lapidar &ldquo;<em>Nara Le&atilde;o &ndash; A Musa dos Tr&oacute;picos<\/em>&rdquo;, livro que ser&aacute; lan&ccedil;ado, na pr&oacute;xima quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial\">30Abr2009<\/span>), &agrave;s 19h00m, na Livraria Esquina das Letras, do Zarinha Centro de Cultura, localizado na Avenida Nego, 140, Tamba&uacute;, telefone (83) 4009-1130.<\/p>\n<p>\nUm dos primeiros leitores que melhor definiram a qualidade da obra &eacute; o intelectual Marco Ant&ocirc;nio Bompet, ex-namorado de Nara Le&atilde;o: &ldquo;<em>Li com aten&ccedil;&atilde;o seu livro sobre Nara e fiquei tanto satisfeito como, de certa forma, surpreendido com o seu conte&uacute;do<\/em>&rdquo;, afirma Bompet, em carta ao autor e inserida por este, &agrave; guisa de pref&aacute;cio, no conjunto de textos de apresenta&ccedil;&atilde;o da obra.<\/p>\n<p>\nBompet se diz satisfeito por ter constatado a meticulosidade e seriedade da pesquisa, mesmo estando o autor afastado geograficamente das principais fontes de investiga&ccedil;&atilde;o para um trabalho dessa envergadura, e surpreendido favoravelmente com o fato de ter captado, como ningu&eacute;m antes &ndash; <em>que ele tenha visto<\/em> &#8211; tra&ccedil;os importantes da personalidade e do car&aacute;ter da cantora.<\/p>\n<p>\nC&aacute;ssio Cavalcante &eacute; taxativo ao afirmar que Nara Le&atilde;o, mais que uma cantora, foi uma das personagens do Brasil mais importante na &eacute;poca em que viveu. &ldquo;<em>Musa da Bossa Nova, o apartamento de seus pais foi um dos ber&ccedil;os do movimento musical que ganhou o mundo<\/em>&rdquo;, ressalta.<\/p>\n<p>\nO autor lembra que o primeiro disco de Nara Le&atilde;o causou grande surpresa nos meios musicais brasileiros, ao resgatar o samba de morro, ou de pura raiz, quando se esperava can&ccedil;&otilde;es na linha do amor,d o sorriso e da flor. &rdquo;<em>Ela foi porta voz de toda popula&ccedil;&atilde;o intelectual do Pa&iacute;s ap&oacute;s o golpe militar de 1964, no show de protesto &quot;Opini&atilde;o&quot; <\/em>ao lado de Z&eacute; Kety e Jo&atilde;o do Vale. Quando todos estavam protestando, a artista cantou com o Brasil &quot;<em>A Banda<\/em>&rdquo;, destaca.<\/p>\n<p>\nC&aacute;ssio Cavalcante rememora ainda que Nara Le&atilde;o lan&ccedil;ou talentos como Chico Buarque de Holanda e Edu Lobo, al&eacute;m de apoiar artistas no in&iacute;cio da carreira, como Martinho da Vila e Fagner. &ldquo;<em>Ela foi a primeira cantora consagrada que deu apoio ao movimento tropicalista, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil<\/em>&rdquo;, completa.<\/p>\n<p>\nNara Le&atilde;o, no entanto, foi mais al&eacute;m. &ldquo;<em>Simpatizou com a Jovem guarda, de Roberto e Erasmo Carlos, e foi a primeira int&eacute;rprete a gravar um disco s&oacute; com m&uacute;sicas do &quot;Rei&quot; <\/em>e do<em> &ldquo;Tremend&atilde;o&rdquo;, <\/em>destaca o autor. E teve o m&eacute;rito adicional de ser o primeiro artista brasileiro a gravar no sistema de compact disc, o CD<em>. &ldquo;N&atilde;o aderia a modas, as fazia<\/em>&rdquo;, sublinha.<\/p>\n<p>\nEm seu texto, Cac&aacute; Diegues &ndash; <em>que foi casado com a artista <\/em>&#8211; assinala que Nara Le&atilde;o foi uma das mulheres brasileiras mais importantes do s&eacute;culo 20, por sua independ&ecirc;ncia, intelig&ecirc;ncia, insatisfa&ccedil;&atilde;o e inquieta&ccedil;&atilde;o que a fez descobrir, para a sua gera&ccedil;&atilde;o, tanta coisa nova que se tornou definitiva. &ldquo;<em>Al&eacute;m, &eacute; claro, do enorme valor art&iacute;stico de seu canto<\/em>&rdquo;, arremata.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Todos n&oacute;s &ndash; prossegue o cineasta -, que tivemos o privil&eacute;gio de termos sido seus contempor&acirc;neos, como tamb&eacute;m aqueles que a ouvem at&eacute; hoje, somos tribut&aacute;rios permanentes do que ela nos deixou<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nCac&aacute; Diegues costuma dizer que o paradoxo de Nara Le&atilde;o &eacute; que ela nunca correu atr&aacute;s do sucesso e, no entanto, o sucesso sempre a perseguiu, certamente por causa da radical sinceridade de sua obra. &ldquo;<em>Era ele que n&atilde;o podia viver sem ela, e n&atilde;o o contr&aacute;rio<\/em>&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>\nSegundo o cineasta, em um Pa&iacute;s de tanto excesso e tanta hip&eacute;rbole, a eleg&acirc;ncia discreta de Nara Le&atilde;o, sua voz limpa e serena, suas id&eacute;ias t&atilde;o claras, seu gosto apurado, &ldquo;<em>s&atilde;o uma j&oacute;ia a ser preservada e cultuada por todo brasileiro que se preza<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nDiz ainda Cac&aacute; Diegues: &ldquo;<em>Por tr&aacute;s de sua do&ccedil;ura feminina, estava a luz de uma mulher rigorosa que exigia, de si mesma e do mundo &agrave; sua volta, a virtude permanente da verdade<\/em>&rdquo;. Disse tudo, o pol&ecirc;mico cineasta.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"color: #0000ff\"><span><span style=\"font-family: Arial\"><u><strong>Sobre o autor<\/p>\n<p><\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><u><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" height=\"309\" width=\"465\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cultura\/cassio_cavalcante_escritor_cearense.jpg\" \/><\/p>\n<p><\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><em>C&aacute;ssio Murilo Coelho Cavalcante<\/em>, administrador, cearense, nascido em Fortaleza(CE), &eacute; casado e mora em Recife(PE). Adepto da oficina liter&aacute;ria do escritor pernambucano Raimundo Carrero desde 2003, iniciou-se na literatura como contista, e tem contos publicados em antologias a exemplo dos cinco n&uacute;meros de <em>Contos de Oficina<\/em>, organizados por Raimundo Carrero, e <em>Antologia das &Aacute;guas<\/em>. Organizou e participou do livro os Mist&eacute;rios de Cada Um.<\/p>\n<p>\nPublicou ainda na revista <em>Caruaru Hoje <\/em>e nos jornais Gazeta do Escritor e Gazeta Nossa. Neste ultimo se tornou colaborador com a coluna <em>Bate-papo Literal<\/em>, onde entrevista os principais nomes que fazem a literatura pernambucana. J&aacute; passaram pela coluna Raimundo Carrero, Abelardo da Hora, Marcus Aciolly, F&aacute;tima Quintas e Luzil&aacute; Gon&ccedil;alves, entre outros.<\/p>\n<p>\n&Eacute; secret&aacute;rio geral da UBE&ndash;PE, Uni&atilde;o Brasileira dos Escritores, sec&ccedil;&atilde;o pernambucana, na qual coordena dois projetos: <em>Fic&ccedil;&atilde;o Pernambucana<\/em>, na livraria Saraiva, e <em>A Cultura e a Arte em Pernambuco<\/em>, na livraria Cultura.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; O administrador e escritor cearense C&aacute;ssio Cavalcante consumiu oito anos de exaustivas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[38],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1877"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1877"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1877\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}