{"id":1964,"date":"2009-05-12T00:00:00","date_gmt":"2009-05-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-05-12T00:00:00","modified_gmt":"2009-05-12T00:00:00","slug":"Artista-plastica-Cristina-Strapacao-expoe-no-Zarinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2009\/05\/12\/Artista-plastica-Cristina-Strapacao-expoe-no-Zarinha\/","title":{"rendered":"Artista pl\u00e1stica Cristina Strapa\u00e7\u00e3o exp\u00f5e no Zarinha"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 9 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> A artista pl&aacute;stica paranaense Cristina Strapa&ccedil;&atilde;o inaugura nova exposi&ccedil;&atilde;o individual na pr&oacute;xima quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial\">14Maio2009<\/span>), com vernissage &agrave;s 19h00m, na Galeria e Oficina de Arte Solo, no Zarinha Centro de Cultura, localizado na Avenida Nego, 140, Tamba&uacute;. &ldquo;<em>Maria das &Aacute;guas<\/em>&rdquo;, t&iacute;tulo da mostra, re&uacute;ne pinturas em &oacute;leo sobre tela e desenhos a l&aacute;pis de cor, todos inspirados nas praias do Cabo Branco, Seixas e Penha, no litoral sul de Jo&atilde;o Pessoa.<\/p>\n<p>\nA g&ecirc;nese dos novos trabalhos de Cristina &ndash; suaves e coloridas &ldquo;<em>marinhas tropicais<\/em>&rdquo;, divididas em telas panor&acirc;micas, de grande, m&eacute;dio e pequeno portes &ndash; pode ser encontrada em &ldquo;<em>Caminho do mar<\/em>&rdquo;, poema que a artista comp&ocirc;s especialmente para dar suporte conceitual &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p>\n<strong><span style=\"font-family: Arial\"><em>Ando pela imensid&atilde;o da praia,<br \/>\nrespiro no ar cheiro de algas,<br \/>\nmeus dedos colhem conchas e pedras.<\/p>\n<p>\nOu&ccedil;o no murm&uacute;rio a can&ccedil;&atilde;o que se repete,<br \/>\nmeus olhos divagam,<br \/>\nfotografando instantes.<\/p>\n<p>\nNo infinito e sucessivo<br \/>\nvai e vem das &aacute;guas<br \/>\no mar ensina a beleza da forma.<\/p>\n<p>\nEscorrem imagens<br \/>\nque desabam em espumas brancas,<br \/>\nazuis, violetas, amarelas.<\/p>\n<p>\nCom elas a minha alma desenha quadros, com luzes de artista,<br \/>\nque minhas m&atilde;o oferecem<\/em>.<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" height=\"310\" alt=\"\" width=\"465\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cultura\/12maio2009_cristina_strapacao_oleo_sobre_tela.jpg\" \/><\/p>\n<p>Cristina explica que, para falar do of&iacute;cio de pintar, &eacute; necess&aacute;rio, primeiro, lembrar, antes de tudo, que a pintura &eacute; a linguagem que h&aacute; tempo, desde a pr&eacute;-hist&oacute;ria, o homem escolheu para se exprimir e comunicar. &ldquo;<em>Pintar &eacute;, ent&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e deve se valer de todos os recursos para uma maior difus&atilde;o da obra de arte, que, assim, s&oacute; tem sentido quando tem por objetivo alcan&ccedil;ar o espectador<\/em>&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>\nPara Cristina, pintar &eacute; tamb&eacute;m a habilidade, a criatividade de exprimir o que j&aacute; existe, o que muitos j&aacute; fotografaram, filmaram, escreveram e encenaram com uma outra linguagem, nova e pessoal. &ldquo;<em>&Eacute; um ato &ndash; prossegue a artista &#8211; que nos aproxima das pessoas, um ato muitas vezes de contesta&ccedil;&atilde;o, pode ser o que nos comove ou o que nos deslumbra<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nA inven&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, na opini&atilde;o da artista, &eacute; uma transgress&atilde;o &agrave; rotina e ao aborrecimento da vida cotidiana. &ldquo;<em>A pr&aacute;tica da arte &ndash; esclarece &ndash; &eacute; a via que liberta e afasta do t&eacute;dio, das submiss&otilde;es que a sociedade nos imp&otilde;e. Ela &eacute; um territ&oacute;rio livre, um grande espa&ccedil;o de liberdade onde podemos nos mover da forma que desejamos, seguindo nossos sentidos<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nEm texto que escreveu especialmente para o cat&aacute;logo de &ldquo;<em>Maria das &Aacute;guas<\/em>&rdquo;, o artista pl&aacute;stico, cantor, compositor e poeta paraense Ben&eacute; Fonteles afirma que Cristina depurou-se, libertando-se do reino da figura&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita. &ldquo;<em>Agora as paisagens se minimalizam e chegam &agrave; praia do essencial. Quase hai-kais. Uma vis&atilde;o eivada de simplicidade e respeito que presta um culto oculto ao natural se remetendo mais a natureza da artista do que adentrando num poss&iacute;vel mar&#8230; S&aacute;bia, j&aacute; sabe que o ato de pintar n&atilde;o s&oacute; requer a maestria do fazer e a soltura do imagin&aacute;rio. Fazer arte &eacute; transgredir a realidade, ir ao que transcende, mas n&atilde;o cinde a cultura e a natureza<\/em>&rdquo;, comenta Fonteles.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cultura\/12maio2009_cristina_strapacao_desenho_a_lapis_de_cor.jpg\" \/><\/p>\n<p>A marchand Roseli Garc&iacute;a, da Galeria de Arte Gamela, no texto que escreveu para o convite da exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;<em>Uma janela para o infinito<\/em>&rdquo;, d&aacute; uma id&eacute;ia precisa da arte de Cristina, quando afirmas que a artista n&atilde;o oculta o gosto pelo surrealismo, escola que teve em Salvador Dal&iacute; e Ren&eacute; Magritte dois de seus maiores mestres. &ldquo;<em>Ela constr&oacute;i com motiva&ccedil;&atilde;o uma panor&acirc;mica visual de cores entre os azuis, cinzas, verdes, ocres e brancos, com transpar&ecirc;ncias bem resolvidas, na t&eacute;cnica do &oacute;leo sobre tela. Enxerga o seu desempenho, sem se preocupar com tend&ecirc;ncias e modismos outros: simplesmente traz a ess&ecirc;ncia contida na sua linguagem prazerosa<\/em>&rdquo;, completa.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><u><strong>Sobre a artista<br \/>\n<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span>Cristina Strapa&ccedil;&atilde;o<strong>(<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-family: Arial\">Foto<\/span><\/span>)<\/strong> &eacute; natural de Curitiba(PR), onde viveu at&eacute; 2003. Hoje reside em Jo&atilde;o Pessoa. Formada em Servi&ccedil;o Social, deixou a profiss&atilde;o para estudar pintura. Frequentou cursos de desenho e pintura ministrados pelos artistas Danilo Lorusso, Daniel Freire, H&eacute;lcio Croseta, Dalva Lobo, Lu&iacute;s de Andrade Lima e S&eacute;rgio Prata, em Curitiba.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" height=\"311\" alt=\"\" width=\"465\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cultura\/12maio2009_cristina_strapacao_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Tem curso em Restaura&ccedil;&atilde;o em Pintura pela Associaci&oacute; d`Amics de l&ecirc;s Antiguitats, de Barcelona, Espanha; de Anatomia pela Casa Elizalde; de Pintura sobre Vidro e T&eacute;cnica de Vitral pela Fundaci&oacute;n Del Vidre, e de Especializa&ccedil;&atilde;o sobre a obra de Antoni Gaud&iacute; pela Universidade Polit&eacute;cnica da Catalunya.<\/p>\n<p>\nRealizou exposi&ccedil;&otilde;es individuais e coletivas em Curitiba(<span style=\"font-family: Arial\">PR<\/span>), Natal(<span style=\"font-family: Arial\">RN<\/span>), Jo&atilde;o Pessoa e Roma(<span style=\"font-family: Arial\">It&aacute;lia<\/span>), e tem exposi&ccedil;&otilde;es permanentes em Curitiba, Jo&atilde;o Pessoa, Recife(<span style=\"font-family: Arial\">PE<\/span>) e Gramado(<span style=\"font-family: Arial\">RS<\/span>).<\/p>\n<p>Sobre a artista, Ben&eacute; Fonteles escreveu:<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><span style=\"font-family: Verdana\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">O templo da natureza nordestina &eacute; a paisagem d&rsquo;alma de Cristina. A passagem de um tempo que nada tem haver com a eternidade, mas est&aacute; a desenhar nuvens sobre a riscadura de horizontes, que n&atilde;o divide nosso olhar parcial sobre a paisagem pintada. Ele &eacute; c&uacute;mplice da luminosidade transparente em que a destreza de suas pinceladas desafiam o real sobre a brancura da tela a criar novos climas que j&aacute; n&atilde;o dependem s&oacute; de um estado on&iacute;rico. O sonho j&aacute; est&aacute; expl&iacute;cito em revisitar o para&iacute;so nunca perdido que ela oferta generosa a si mesma e ao outro.<\/span><\/span><\/em><\/span><span style=\"font-family: Verdana\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><\/p>\n<p>\n<span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">Cristina est&aacute; posta her&eacute;tica entre o mar e as nuvens, pag&atilde;os, como foram os ind&iacute;genas potiguaras que primeiro povoaram e descobriram antes dos invasores a felicidade na costa paraibana. Ela desenha sob o olhar da mesma pureza uma linha de horizonte que divide duas paisagens quase distintas: numa, a luz n&rsquo;&aacute;gua marinha &eacute; de intenso verde, noutra, &eacute; o intenso azul quase turquesa sobre os quais pairam as nuvens densas prontas a chover ou verter o inesperado luminoso dos raios.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><\/p>\n<p>\n<span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">Aportam nas praias atrav&eacute;s da meticulosa artesania da artista, os barcos que aprendeu a amar no litoral paranaense, ou, as jangadas nativas de nossa vasta costa. Ela sonha com olhos praieiros e pinta o som do ritmo de ondas e mar&eacute;s&#8230;<\/p>\n<p>\n<\/span><span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">N&atilde;o h&aacute; mais s&oacute; o preciosismo t&eacute;cnico ou o m&aacute;ximo desvelo da artes&atilde; a impressionar com seu apurado hiper-realismo, ou ainda, com as facilidades dos climas surreais. O desafio agora &eacute; maior no embate onde termina a natureza e come&ccedil;a a arte.<\/p>\n<p>\n<\/span><span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">A oportuna boa nova de amar a pintura atrav&eacute;s da paisagem desvelada sobre a superf&iacute;cie da tela-retina pede agora um outro ousado olhar, ainda mais sens&iacute;vel e carinhoso sobre sua pr&oacute;pria natureza interna.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><\/p>\n<p>\n<span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">Cristina deita sobre esta &ldquo;tela-retina&rdquo; o gesto da vera alquimista que traduz em cor e coragem atrav&eacute;s das sutilezas crom&aacute;ticas. Quer ir al&eacute;m de uma terra que sobe para um c&eacute;u que desce&#8230;<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp; <\/span>ambos reencontram-se na linha horizontal de uma natureza recriada para romper as fronteiras do real. S&oacute; o olhar po&eacute;tico pode captar as sutilezas do transcendente que ela nos oferece por inteira.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><\/p>\n<p>\n<span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">Cristina depurou-se. Libertou-se do reino da figura&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita. Agora as paisagens se minimalizam e chegam &agrave; praia do essencial. Quase hai-kais. Uma vis&atilde;o eivada de simplicidade e respeito que presta um culto oculto ao natural se remetendo mais a natureza da artista do que adentrando num poss&iacute;vel mar&#8230;<\/p>\n<p>\n<\/span><span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">S&aacute;bia, j&aacute; sabe que o ato de pintar n&atilde;o s&oacute; requer a maestria do fazer e a soltura do imagin&aacute;rio. Fazer arte &eacute; transgredir a realidade, ir ao que transcende, mas n&atilde;o cinde a cultura e a natureza. Faz uma arte que enobrece e d&aacute; for&ccedil;a e luz ao esp&iacute;rito. Traz para a retina-cor-a&ccedil;&atilde;o o que n&atilde;o &eacute; s&oacute; mar&eacute; no mar, ou o que pesa ou &eacute; leveza nas nuvens, ou ainda, o que &eacute; not&iacute;cia da tarefa &aacute;rdua que nos reporta &agrave;s viv&ecirc;ncias nas embarca&ccedil;&otilde;es sobre &aacute;gua e areia.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><\/p>\n<p>\n<span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">A aus&ecirc;ncia do humano na envergadura dos barcos e jangadas sugere tamb&eacute;m a presen&ccedil;a sutil do pescador, que se imp&otilde;e sobre todas as coisas pintadas.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"line-height: 115%\">&ldquo;Marca o homem sobre o ch&atilde;o<br \/>\nleva no cora&ccedil;&atilde;o uma ferida acesa<br \/>\ndono do sim e do n&atilde;o<br \/>\ndiante da vis&atilde;o da infinita beleza<br \/>\nfinda por ferir com a m&atilde;o<br \/>\nesta delicadeza<br \/>\na coisa mais querida<br \/>\na gl&oacute;ria da vida&rdquo;.<br \/>\n<\/span><\/span><\/span><span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\"><\/p>\n<p><\/span><span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">Assim como os versos da can&ccedil;&atilde;o de Caetano, Cristina pinta com gestos de luz e cor, querendo n&atilde;o ferirem com a dura m&atilde;o, estas delicadezas naturais da paisagem que, por enquanto, at&eacute; pint&aacute;-las, s&atilde;o solitariamente suas e da intimidade do atelier luminoso na Ponta do Seixas.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><\/p>\n<p>\n<span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">Estes recortes ut&oacute;picos &#8211; que por querer bem ao litoral paraibano, deseja, permane&ccedil;a belo e s&atilde; &#8211; s&atilde;o a recria&ccedil;&atilde;o de um para&iacute;so perdido. E ela nos lembra que este para&iacute;so &eacute; ainda mais solid&aacute;rio dentro de n&oacute;s mesmos e que &eacute; poss&iacute;vel habit&aacute;-lo com criativa responsabilidade al&eacute;m da realidade pintada. Um lugar de ousar ser, e como disse Gauguin, para tamb&eacute;m se &ldquo;atrever a tudo&rdquo;. Nele, enfim, se guarda e nos aguarda a vis&atilde;o privilegiada, n&atilde;o s&oacute; imaginosa, da &ldquo;infinita beleza&rdquo;.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><\/p>\n<p>\n<strong><span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">Ben&eacute; Fonteles<\/span><\/strong><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><br \/>\n<span style=\"line-height: 115%; font-family: Verdana\">Bras&iacute;lia, mar&ccedil;o de 2009.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><\/p>\n<p><\/span><u><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Confira outro poema da artista<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/u><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Verdana\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>:<\/strong><\/span><\/span><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"line-height: 115%\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: medium\"><strong><span style=\"font-family: Arial\"><span><span><span style=\"line-height: 115%\">Caminho do mar<\/span><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/span><span style=\"line-height: 115%\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: medium\"><strong><span><span style=\"font-family: Arial\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-size: x-small\"><span><span style=\"font-family: Arial\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"line-height: 115%\">(C. Strapa&ccedil;&atilde;o)<br \/>\n<\/span><\/b><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Arial\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"line-height: 115%\"><br \/>\n<\/span><\/b><\/span><\/span><span style=\"font-size: small\"><span style=\"\"><span style=\"font-family: Arial\">&quot;<em>Ando pela imensid&atilde;o da praia,<br \/>\n<\/em><span style=\"line-height: 115%\"><em>respiro no ar cheiro de algas,<br \/>\n<\/em><\/span><span style=\"line-height: 115%\"><em>meus dedos colhem conchas e pedras.<\/p>\n<p><\/em><\/span><span style=\"line-height: 115%\"><em>Ou&ccedil;o no murm&uacute;rio a can&ccedil;&atilde;o que se repete,<br \/>\n<\/em><\/span><span style=\"line-height: 115%\"><em>meus olhos divagam,<br \/>\n<\/em><\/span><span style=\"line-height: 115%\"><em>fotografando instantes.<\/p>\n<p><\/em><\/span><span style=\"line-height: 115%\"><em>No infinito e sucessivo<br \/>\n<\/em><\/span><span style=\"line-height: 115%\"><em>vai e vem das &aacute;guas<br \/>\n<\/em><\/span><span style=\"line-height: 115%\"><em>o mar ensina a beleza da forma.<\/p>\n<p><\/em><\/span><\/span><em><span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"line-height: 115%\">Escorrem imagens<br \/>\nque desabam em espumas brancas,<br \/>\nazuis, violetas, amarelas.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%\">Com elas a minha alma desenha quadros,<\/span><\/span><\/span><\/em><\/span><\/span><span style=\"\"><span><span style=\"line-height: 115%\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 115%\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><span style=\"font-family: Arial\"><br \/>\n<span style=\"line-height: 115%\">com luzes de artista,<\/span><\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 115%\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: small\"><em><span style=\"font-family: Arial\"><br \/>\n<span style=\"line-height: 115%\">que minhas m&atilde;o oferecem&quot;.<\/span><\/span><\/em><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 9 minutos Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; A artista pl&aacute;stica paranaense Cristina Strapa&ccedil;&atilde;o inaugura nova exposi&ccedil;&atilde;o individual na pr&oacute;xima [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[38],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1964"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1964"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1964\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1964"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1964"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1964"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}