{"id":19795,"date":"2024-05-16T08:28:18","date_gmt":"2024-05-16T11:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/?p=19795"},"modified":"2024-05-15T13:16:59","modified_gmt":"2024-05-15T16:16:59","slug":"dez-coisas-que-voce-ainda-faz-pelo-seu-filho-e-nao-precisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2024\/05\/16\/dez-coisas-que-voce-ainda-faz-pelo-seu-filho-e-nao-precisa\/","title":{"rendered":"Dez coisas que voc\u00ea ainda faz pelo seu filho e n\u00e3o precisa"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 8 minutos<\/div><h3><span style=\"color: #000080;\"><em><strong>O desenvolvimento da autonomia infantil depende das chances que a crian\u00e7a tem para treinar e reconhecer as pr\u00f3prias capacidades. Para isso, dar oportunidades \u00e9 fundamental.<\/strong><\/em><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seja por estar no piloto autom\u00e1tico e resolver as tarefas na correria do dia a dia, seja por achar que seu filho ainda n\u00e3o est\u00e1 pronto para fazer muitas delas sozinho, a verdade \u00e9 que deixar a crian\u00e7a desenvolver autonomia pode n\u00e3o ser algo t\u00e3o natural quanto se imagina.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=DamuWZ6HumXlJVIZ2Az1tdvVozzaLjU6\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter aten\u00e7\u00e3o, um olhar sens\u00edvel e muita paci\u00eancia, afinal, o pequeno ainda est\u00e1 aprendendo. Aquilo que um adulto faria em poucos segundos vai demorar muito mais e o resultado, provavelmente, vai estar longe do que voc\u00ea considera ideal &#8211; mas \u00e9 assim que ele aprende, desenvolve habilidades e vai ficando cada vez mais independente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=OPLlZBChhzCuTg6Q9hIPUH0kWvcOEE0z\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Para entender melhor quais tarefas as crian\u00e7as conseguem fazer sozinhas de acordo com as fases de desenvolvimento, conversamos com a especialista em neuroci\u00eancia e desenvolvimento infantil Ane Macedo, e com Anna Dominguez Bohn <strong>(<span style=\"color: #ff0000;\">Foto acima<\/span>)<\/strong>, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria.<\/p>\n<p>Confira a seguir.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\">01. Dar comida na boca<\/span><\/h2>\n<p>Deixar o beb\u00ea levar os alimentos \u00e0 boca &#8211; seja com as m\u00e3os, no come\u00e7o, ou com os talheres, posteriormente &#8211; demora mais e faz sujeira.<\/p>\n<p>Mas al\u00e9m de ser importante para a conex\u00e3o dele com a refei\u00e7\u00e3o, isso \u00e9 essencial para o trabalho motor e, sobretudo, para que ele perceba que \u00e9 capaz de fazer algo sozinho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=tNIWAX11ifJvRpWdrF2JImcIwNJRzAxM\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u201c<em>Nesse processo, o mais importante n\u00e3o \u00e9 a a\u00e7\u00e3o em si, mas a psicologia da a\u00e7\u00e3o, ou seja, o caminho emocional por tr\u00e1s dela, pois o beb\u00ea est\u00e1 desenvolvendo a percep\u00e7\u00e3o de auto-capacidade<\/em>\u201d, inicia a especialista em neuroci\u00eancia e desenvolvimento infantil Ane Macedo.<\/p>\n<p>Ela explica que, por meio da voz de seu cuidador e de como ele o guia nesse processo com um olhar de compaix\u00e3o, empatia e calma, \u00e9 gerado um sentimento intuitivo no beb\u00ea de que ele pode e deve se arriscar, tomando o seu tempo para aprender, experimentar e se desenvolver.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=7kDukvww2uNmNaCBs0LV486Q7Hl8ZxbH\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Segundo Anna Dominguez Bohn, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), independentemente do m\u00e9todo utilizado para fazer a introdu\u00e7\u00e3o alimentar, permitir que a crian\u00e7a pegue os alimentos e tente lev\u00e1-los \u00e0 boca sozinha \u00e9 essencial.<\/p>\n<p>\u201c<em>Entre 12 e 18 meses, \u00e9 esperado que a crian\u00e7a consiga se alimentar, principalmente usando as m\u00e3os. Tamb\u00e9m \u00e9 comum que j\u00e1 consiga espetar os alimentos com pequenos garfos e lev\u00e1-los \u00e0 boca. Entre 18 e 24 meses, muitas conseguem usar colheres e comer sozinhas<\/em>\u201d, explica, ainda que precisem de alguma ajuda.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=Iugg4r0iIU3ulR8Gnp1udqxSH3ey7wYD\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Um conselho que ela d\u00e1 \u00e9 que os adultos fa\u00e7am as refei\u00e7\u00f5es com a crian\u00e7a para que ela os observe e tente imitar seus movimentos. \u201c<em>Ao redor dos 4 anos, \u00e9 importante que a crian\u00e7a j\u00e1 tenha maior destreza com os talheres e comece a usar faca sem ponta, sempre sob supervis\u00e3o. A partir dos 6, a maioria n\u00e3o precisa mais de supervis\u00e3o e pode se alimentar totalmente sozinha\u201d<\/em>, diz a m\u00e9dica.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\">02. Descascar frutas<\/span><\/h2>\n<p>Oferecer a fruta descascada e cortadinha facilita para a crian\u00e7a e torna tudo mais pr\u00e1tico, mas tira dela a oportunidade de desenvolver sua coordena\u00e7\u00e3o motora fina, treinar a aten\u00e7\u00e3o, a paci\u00eancia, entre outras habilidades.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=X53VSwHoKwUil1Ij3qiVYXPzeS3hZeOS\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Perto dos dois anos, comenta Ane Macedo, vale incentivar o pequeno a tirar a casca da banana. Mais para frente, outra op\u00e7\u00e3o sugerida \u00e9 a mexerica, \u201c<em>porque essas frutas s\u00e3o f\u00e1ceis de descascar, seguras, saud\u00e1veis e tamb\u00e9m oferecem outros benef\u00edcios, como o desenvolvimento do olfato e do tato<\/em>\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Assim, ao perceber que seu filho j\u00e1 tem interesse em realizar a tarefa sozinho, \u00e9 interessante deixar que ele a fa\u00e7a sempre que poss\u00edvel &#8211; ainda que demore mais e fa\u00e7a alguma bagun\u00e7a.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\">03. Escolher as roupas<\/span><\/h2>\n<p>Se s\u00f3 de pensar nessa possibilidade voc\u00ea j\u00e1 se preocupa com o resultado, calma. H\u00e1 maneiras de dar \u00e0 crian\u00e7a a oportunidade de escolher sem complica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c<em>Isso est\u00e1 relacionado ao desenvolvimento do processo de tomada de decis\u00e3o<\/em>\u201d, ressalta a especialista em desenvolvimento infantil.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=9unjBfwkWnbc3O1S22IRip9OflYSgKir\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Segundo ela, uma crian\u00e7a de tr\u00eas a cinco anos ainda n\u00e3o vai entender uma explica\u00e7\u00e3o sobre aonde vai ou quais atividades vai fazer.<\/p>\n<p>\u201c<em>Por isso, recomenda-se dar apenas duas op\u00e7\u00f5es para que escolha entre elas. Na medida em que for desenvolvendo o senso cr\u00edtico, pode aumentar para tr\u00eas op\u00e7\u00f5es e assim gradativamente, at\u00e9 que ela tenha total acesso ao pr\u00f3prio guarda-roupa<\/em>\u201d, sugere.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\">04. Trocar de roupa<\/span><\/h2>\n<p>Vestir uma camiseta ou uma cal\u00e7a pode demandar muito esfor\u00e7o dos pequenos, mas tirar as pe\u00e7as &#8211; come\u00e7ando com itens mais f\u00e1ceis, como meias e shorts simples, por exemplo, \u00e9 um \u00f3timo exerc\u00edcio.\u00a0\u201c<em>Ao redor de 2 anos, muitos j\u00e1 conseguem tirar esses elementos, ao menos parcialmente<\/em>\u201d, diz a pediatra Anna Bohn.<\/p>\n<p>Praticar antes do banho ou numa troca de roupas pode entrar na rotina de forma despretensiosa e, com o tempo, ir evoluindo at\u00e9 que a crian\u00e7a consiga fazer tudo (ou grande parte) sozinha.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=FQJKI8s6WDQSpxbo8VFeJHEwyDgxUd2j\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Nesse processo, o pr\u00f3prio adulto fazer apenas para \u201c<em>ir mais r\u00e1pido<\/em>\u201d pode acabar atrapalhando, ent\u00e3o \u00e9 importante ter aten\u00e7\u00e3o para n\u00e3o passar por cima das oportunidades.<\/p>\n<p>\u201c<em>Aos 5 anos, j\u00e1 \u00e9 esperado que possam se vestir sozinhos, pondo e tirando pe\u00e7as, se n\u00e3o forem muito complexas, como as que t\u00eam muitos bot\u00f5es. Com 7 anos, espera-se que n\u00e3o precisem mais de ajuda<\/em>\u201d, relata a m\u00e9dica.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\">05. Escovar os dentes<\/span><\/h2>\n<p>Assim que se inicia o processo de escovar os dentes, quando nascem os primeiros (algo que varia entre 6 e 12 meses), a pediatra recomenda aos pais e cuidadores que d\u00eaem o exemplo e escovem os dentes junto ao filho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=MKeIPSRllRbTVVcEg8bDTgBeRNZjRGME\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u201c<em>Deixe ele explorar a pr\u00f3pria escova e fique junto, enquanto ele te observa. A partir de 2 anos, voc\u00ea pode incentiv\u00e1-lo a escovar primeiro e combinar que voc\u00ea escova ao final para garantir<\/em>\u201d, aconselha.<\/p>\n<p>Segundo Anna, \u00e9 importante que, aos 5 anos, a crian\u00e7a j\u00e1 seja capaz de desenvolver a tarefa sozinha, ainda que sob supervis\u00e3o.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\">06. Dar banho<\/span><\/h2>\n<p>Aqui, vale a mesma l\u00f3gica anterior: deixar que o pequeno comece a treinar, at\u00e9 que ele desenvolva plena autonomia.<\/p>\n<p>Tarefas como lavar o cabelo, por exemplo, podem ser mais complicadas e levar mais tempo, mas nada impede que ele v\u00e1 fazendo sozinho o que j\u00e1 consegue &#8211; para isso, \u00e9 importante dar a oportunidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=wVGJJyv6igBzhNmLhh3l6iTQO9hwTOKm\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u201c<em>O incentivo pode come\u00e7ar de forma precoce, com a crian\u00e7a lavando p\u00e9s e m\u00e3os entre 2 e 3 anos, sempre sob supervis\u00e3o. Ao redor dos 4, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel que ela lave mais partes, como abdome, t\u00f3rax, pernas e bra\u00e7os, ainda sob supervis\u00e3o. Entre 6 e 7 anos, j\u00e1 podemos esperar que ela tome banho com autonomia<\/em>\u201d, detalha a m\u00e9dica.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\">07. Fazer algumas pequenas tarefas dom\u00e9sticas<\/span><\/h2>\n<p>\u201c<em>A forma\u00e7\u00e3o de um ser humano completo passa pela constru\u00e7\u00e3o do senso de colabora\u00e7\u00e3o, o que gera um sentimento de pertencimento. Al\u00e9m disso, crian\u00e7as amam interagir e se sentir parte\u201d<\/em>, diz Ane Macedo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=HDhlVZ3SwXWBL9zUFgkTQm0Fx3u6liWE\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Pensando nisso, incentivar o pequeno a fazer pequenas tarefas dom\u00e9sticas \u00e9 muito interessante, e deve ir evoluindo em complexidade conforme ele cresce.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=7JA28WWlBweBGYX3F56pUIIllLCJ7Esp\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Colocar as pe\u00e7as usadas no cesto de roupas sujas, guardar os brinquedos e levar a lou\u00e7a usada at\u00e9 a pia (atentando-se aos utens\u00edlios de vidro de acordo com a idade) s\u00e3o \u00f3timos exemplos de atividades que, uma vez aprendidas, voc\u00ea n\u00e3o precisa mais fazer pelos filhos.<\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">08. Arrumar a mochila da escola<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Quando as crian\u00e7as ainda est\u00e3o nos primeiros anos da educa\u00e7\u00e3o infantil, a organiza\u00e7\u00e3o da mochila que vai para a escola \u00e9 responsabilidade dos cuidadores. Ainda assim, ensinar o pequeno a guardar os itens e a cuidar do material \u00e9 essencial.<\/p>\n<p>Com o tempo, essa arruma\u00e7\u00e3o pode contar com a participa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, conversando com ela sobre as atividades do dia, o que ser\u00e1 usado, como os itens devem ser guardados na volta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=OwDhmiMC4SJUU0Dm3SNaqscjzfvHo0KP\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m de ajudar no desenvolvimento da autonomia, esse tipo de atividade traz no\u00e7\u00f5es relevantes.\u00a0\u201c<em>\u00c9 importante incentivar o cuidado, a organiza\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o dos pertences pr\u00f3prios e externos (do quarto, de casa, da escola, do parque, entre outros). A responsabilidade social se inicia com a responsabilidade pessoal e com o auto-gerenciamento, e isso se aprende primeiro em casa<\/em>\u201d, destaca a especialista em neurodesenvolvimento.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\"><strong>09. Dirigir as brincadeiras<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>Se tem uma coisa que os pequenos sabem fazer muito bem \u00e9 brincar. Por\u00e9m, na \u00e2nsia de propor atividades educativas, muitas vezes pais e cuidadores acabam tentando direcionar as brincadeiras de forma desnecess\u00e1ria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=6JwH0z4pd03BpY4fqr9oQajiThB53C86\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>\u201c<em>Isso depende muito da idade. No in\u00edcio, a crian\u00e7a busca por um guia que mostre as regras e interaja com ela, mas, depois, a busca por autonomia e express\u00e3o surge naturalmente. Nesse processo, \u00e9 preciso dar espa\u00e7o e incentivar a crian\u00e7a a ter as pr\u00f3prias ideias<\/em>\u201d, explica Ane.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000080;\"><strong>10. Fazer escolhas por ele<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>Retomando a escolha das roupas, \u00e9 poss\u00edvel ampliar a ideia para outras \u00e1reas da vida. Certamente, a crian\u00e7a n\u00e3o pode escolher sozinha o tempo todo &#8211; isso nem \u00e9 seguro, afinal, ela n\u00e3o tem a maturidade nem os conhecimentos dos adultos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/filerun\/wl\/?id=KhJZQw6tzvlDGDK1PO1OaEMbdBLXNbSD\" width=\"700\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o \u00e9 motivo para que os pais decidam tudo e imponham suas escolhas: \u201c<em>guiar \u00e9 diferente de impor vontades pr\u00f3prias<\/em>\u201d, lembra a profissional, \u201c<em>e guiar \u00e9 abrir caminho para que a gera\u00e7\u00e3o seguinte tenha voz pr\u00f3pria e, em determinado momento, siga sozinha de forma plena e capacitada<\/em>\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Vale lembrar, por fim, que sentir que se tem algum poder de decis\u00e3o faz parte do desenvolvimento infantil e colabora para construir a consequente no\u00e7\u00e3o de responsabilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 8 minutosO desenvolvimento da autonomia infantil depende das chances que a crian\u00e7a tem para treinar e reconhecer [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19810,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,49,6],"tags":[22946,22942,14484,22959,22950,22949,22958,22947,22955,22954,22940,2638,22956,15160,22953,22941,7219,22945,22943,22951,22948,22944,22952,127,22957],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19795"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19795"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19795\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19809,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19795\/revisions\/19809"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}