{"id":2290,"date":"2009-08-13T00:00:00","date_gmt":"2009-08-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-08-13T00:00:00","modified_gmt":"2009-08-13T00:00:00","slug":"Cientistas-usam-veneno-de-abelha-para-combater-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2009\/08\/13\/Cientistas-usam-veneno-de-abelha-para-combater-cancer\/","title":{"rendered":"Cientistas usam veneno de abelha para combater c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>Washington(EUA) &#8211;<\/strong> Cientistas da Washington University de St. Louis, nos Estados Unidos, desenvolveram um m&eacute;todo que usa veneno de abelhas para matar c&eacute;lulas cancerosas, ao mesmo tempo em que deixa c&eacute;lulas saud&aacute;veis intactas.<\/p>\n<p>\nOs pesquisadores acoplaram a toxina melitina, presente no veneno de abelhas, a mol&eacute;culas, ou nanopart&iacute;culas, que batizaram de &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nDepois disso, estas &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot; foram introduzidas em ratos que possu&iacute;am tumores. De acordo com os pesquisadores, as part&iacute;culas ent&atilde;o atacaram e destru&iacute;ram apenas as c&eacute;lulas cancerosas, protegendo outros tecidos do poder destrutivo da melitina.<\/p>\n<p>\nAp&oacute;s algumas aplica&ccedil;&otilde;es das &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot;, os tumores dos ratos teriam encolhido ou parado de crescer, de acordo com os cientistas.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>As nanoabelhas &quot;voam&quot;, pousam na superf&iacute;cie das c&eacute;lulas e depositam sua carga de melitina, que rapidamente se funde com as c&eacute;lulas-alvo. Mostramos que a toxina da abelha &eacute; levada para as c&eacute;lulas, onde faz furos em suas estruturas internas<\/em>&quot;, afirmou um dos autores do estudo, Samuel Wickline, que lidera o Centro Siteman de Excel&ecirc;ncia em Nanotecnologia da Washington University de St. Louis.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><u><strong>Melitina<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA melitina &eacute; uma pequena prote&iacute;na, ou pept&iacute;deo, que &eacute; fortemente atra&iacute;do para as membranas de c&eacute;lulas, onde pode abrir poros e mat&aacute;-las.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>A melitina tem interessado pesquisadores pois, em concentra&ccedil;&otilde;es altas, pode destruir qualquer c&eacute;lula com que entrar em contato, o que faz com que seja um agente antibacteriano e antif&uacute;ngico e, potencialmente, um agente contra o c&acirc;ncer<\/em>&quot;, acrescentou Paul Schlesinger, outro autor da pesquisa e professor de biologia celular e fisiologia.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>C&eacute;lulas cancerosas podem se adaptar e desenvolver resist&ecirc;ncia a muitos agentes antic&acirc;ncer que alteram a fun&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica ou t&ecirc;m como alvo o DNA das c&eacute;lulas, mas &eacute; dif&iacute;cil para as c&eacute;lulas encontrar uma forma de driblar o mecanismo que a melitina usa para matar<\/em>&quot;, disse.<\/p>\n<p>\nO estudo foi publicado na revista cient&iacute;fica online &quot;<em>Journal of Clinical Investigation<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-family: Arial\"><u><strong>Testes<br \/>\n<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span>Os cientistas testaram as &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot; em dois tipos de ratos com tumores cancerosos. Uma variedade de rato teve implantadas c&eacute;lulas de c&acirc;ncer de mama humano e, a outra, c&eacute;lulas de melanoma.<\/p>\n<p>\nDepois de quatro ou cinco inje&ccedil;&otilde;es das nanopart&iacute;culas que carregavam a melitina, durante v&aacute;rios dias, o crescimento dos tumores de c&acirc;ncer de mama nos ratos desacelerou em 25%, e o tamanho dos tumores de melanoma nos ratos diminuiu em 88%, comparados aos tumores n&atilde;o tratados.<\/p>\n<p>\nOs pesquisadores sugerem que as &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot; se juntaram nestes tumores s&oacute;lidos devido ao fato de tumores frequentemente apresentarem vasos sangu&iacute;neos com vazamentos, e tendem a reter material.<\/p>\n<p>\nCientistas chamam isto de permeabilidade aumentada e efeito de reten&ccedil;&atilde;o dos tumores, e isto explica a raz&atilde;o de alguns medicamentos se concentrarem mais em tecido de tumores do que em tecidos normais.<\/p>\n<p>\nOs cientistas americanos tamb&eacute;m desenvolveram um m&eacute;todo mais espec&iacute;fico para ter certeza de que as &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot; ataquem os tumores, e n&atilde;o o tecido saud&aacute;vel, ao carregarem estes dispositivos com componentes adicionais.<\/p>\n<p>\nQuando eles adicionaram um outro agente que era atra&iacute;do pelos vasos sangu&iacute;neos em crescimento em volta dos tumores, as &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot; foram guiadas para c&eacute;lulas de les&otilde;es pr&eacute;-cancerosas, que estavam aumentando rapidamente seu fornecimento de sangue.<\/p>\n<p>\nAs inje&ccedil;&otilde;es com &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot; reduziram em 80% a extens&atilde;o da prolifera&ccedil;&atilde;o destas c&eacute;lulas pr&eacute;-cancerosas, de c&acirc;ncer de pele, em ratos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><u><strong>Destrui&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nSe uma quantidade significativa de melitina fosse injetada diretamente na corrente sangu&iacute;nea, sem prote&ccedil;&atilde;o nenhuma, o resultado seria uma grande destrui&ccedil;&atilde;o de gl&oacute;bulos vermelhos do sangue.<\/p>\n<p>\nOs pesquisadores da Washington University mostraram que as nanopart&iacute;culas protegeram os gl&oacute;bulos vermelhos dos ratos e outros tecidos dos efeitos t&oacute;xicos da melitina. As &quot;nanoabelhas&quot; injetadas na corrente sangu&iacute;nea n&atilde;o prejudicaram os ratos e n&atilde;o causaram danos aos &oacute;rg&atilde;os.<\/p>\n<p>\nE, estando dentro das &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot;, a melitina tamb&eacute;m n&atilde;o foi destru&iacute;da pelas enzimas que quebram prote&iacute;nas, produzidas naturalmente pelo corpo.<\/p>\n<p>\nO centro das &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot; &eacute; composto de perfluorocarbono, um composto inerte que &eacute; usado em sangue artificial.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>As &quot;nanoabelhas&quot; s&atilde;o uma forma eficaz de embalar a melitina, que &eacute; &uacute;til, mas potencialmente letal, isolando(a toxina) para que n&atilde;o prejudique c&eacute;lulas normais ou seja degradada antes de chegar ao alvo<\/em>&quot;, afirmou Paul Schlesinger.<\/p>\n<p>\nA flexibilidade destas &quot;<em>nanoabelhas<\/em>&quot; e outras nanopart&iacute;culas criadas pelo grupo na Washington University sugere que elas poderiam ser adaptadas para atender a v&aacute;rias necessidades m&eacute;dicas.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Potencialmente(<span style=\"font-family: Arial\">nanopart&iacute;cula<\/span>s), poderiam ser formuladas para um paciente em particular<\/em>&quot;, afirmou Schlesinger. &quot;<em>Estamos aprendendo mais e mais a respeito da biologia de tumores e este conhecimento pode permitir, em breve, que criemos nanopart&iacute;culas para tumores espec&iacute;ficos, usando o tratamento das nanoabelhas<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Arial\">* Com <\/span><\/span><\/strong><\/span><a href=\"http:\/\/www.uol.com.br\"><span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"\"><strong><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Arial\">www.uol.com.br<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Washington(EUA) &#8211; Cientistas da Washington University de St. Louis, nos Estados Unidos, desenvolveram um m&eacute;todo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2290"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2290"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2290\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}