{"id":2302,"date":"2009-08-13T00:00:00","date_gmt":"2009-08-17T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-08-13T00:00:00","modified_gmt":"2009-08-13T00:00:00","slug":"STJ-mantem-decisao-sobre-caso-de-adocao-julgado-na-PB","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2009\/08\/13\/STJ-mantem-decisao-sobre-caso-de-adocao-julgado-na-PB\/","title":{"rendered":"STJ mant\u00e9m decis\u00e3o sobre caso de ado\u00e7\u00e3o julgado na PB"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: Verdana\"><span style=\"font-size: small\"><br \/>\n<strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> Um caso t&iacute;pico de ado&ccedil;&atilde;o &agrave; brasileira, que teve origem na Para&iacute;ba, foi julgado recentemente pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a(<span style=\"font-family: Arial\">STJ<\/span>). Esse tipo de ado&ccedil;&atilde;o &eacute; considerado crime, definido no artigo 242 do C&oacute;digo Penal, e ocorre quando algu&eacute;m, sem observar o regular procedimento de ado&ccedil;&atilde;o imposto pela Lei Civil, registra a crian&ccedil;a como filho.<\/p>\n<p>\nIsto foi o que aconteceu com A.T.S.(<span style=\"font-family: Arial\">j&aacute; falecido<\/span>), que em 1964 declarou falsamente a paternidade de S.A.T. S&oacute; que, ap&oacute;s 30 anos do fato, a vi&uacute;va dele, L.M.F.T, ingressa na Justi&ccedil;a com a&ccedil;&atilde;o declarat&oacute;ria de nulidade de registro civil. O processo percorreu um longo caminho at&eacute; chegar ao STJ. Primeiro, passou pelas m&atilde;os do juiz Romero Carneiro Feitosa, da 7&ordf; Vara C&iacute;vel da comarca de Jo&atilde;o Pessoa.<\/p>\n<p>\nEle julgou o pedido improcedente, entendendo que, na ado&ccedil;&atilde;o &agrave; brasileira, o adotante assume o risco da pr&aacute;tica de um delito para poder tomar como sua crian&ccedil;a de outrem. &quot;<em>Acho injusto, inclusive, nas circunst&acirc;ncias do presente processo, com tal decurso de tempo, negar validade inferior para ado&ccedil;&atilde;o &agrave; brasileira do que para as ado&ccedil;&otilde;es por escritura p&uacute;blica, muito embora seja &agrave;quela crime<\/em>&quot;, disse o juiz Romero Feitosa em sua senten&ccedil;a.<\/p>\n<p>\nA senten&ccedil;a foi mantida em todos os termos pelo Tribunal de Justi&ccedil;a da Para&iacute;ba. O relator do processo entendeu que &quot;<em>o reconhecimento espont&acirc;neo da paternidade daquele que, mesmo sabendo n&atilde;o ser o pai biol&oacute;gico, registra como seu, filho de outro, tipifica verdadeira ado&ccedil;&atilde;o, irrevog&aacute;vel, descabendo, portanto, a pretens&atilde;o anulat&oacute;ria do registro de nascimento<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nDa mesma forma se posicionou a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a ao julgar o recurso especial n&ordm; 1.088.157\/PB. &quot;<em>Ora, se nem mesmo aquele que procedeu ao registro, tomando como sua filha que sabidamente n&atilde;o &eacute;, teve a iniciativa de anul&aacute;-lo, n&atilde;o se pode admitir que um terceiro(<span style=\"font-family: Arial\">a vi&uacute;va<\/span>) assim o fa&ccedil;a. Ademais, a pr&oacute;pria concep&ccedil;&atilde;o da ado&ccedil;&atilde;o &agrave; brasileira traz consigo a id&eacute;ia de que o sujeito tinha conhecimento de que n&atilde;o estava a registrar filho pr&oacute;prio, portanto, incompat&iacute;vel com a no&ccedil;&atilde;o de erro<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nPara o STJ, quem adota &agrave; brasileira tem pleno conhecimento das circunst&acirc;ncias que gravitam em torno de seu gesto. &quot;<em>Nestas circunst&acirc;ncias, nem mesmo o pai, por arrependimento posterior, pode se valer de eventual a&ccedil;&atilde;o anulat&oacute;ria postulando desconstituir o registro civil<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n<\/span><span style=\"color: #ff0000\"><strong><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"\">* Com Lenilson Guedes &ndash; Codecom TJ\/PB.<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; Um caso t&iacute;pico de ado&ccedil;&atilde;o &agrave; brasileira, que teve origem na Para&iacute;ba, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2302"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2302"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2302\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}