{"id":2522,"date":"2009-09-29T00:00:00","date_gmt":"2009-09-29T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-09-29T00:00:00","modified_gmt":"2009-09-29T00:00:00","slug":"Rede-de-pesquisa-fara-calculo-de-emissoes-de-gases-estufa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2009\/09\/29\/Rede-de-pesquisa-fara-calculo-de-emissoes-de-gases-estufa\/","title":{"rendered":"Rede de pesquisa far\u00e1 c\u00e1lculo de emiss\u00f5es de gases-estufa"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>Tarefa que antes era encomendada por minist&eacute;rio. Invent&aacute;rio atual, por&eacute;m, n&atilde;o ficar&aacute; pronto a tempo para a confer&ecirc;ncia que vai negociar novo acordo global do clima, em dezembro.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/strong>A partir de 2010, o documento que detalha a emiss&atilde;o de gases do efeito estufa pelo Brasil dever&aacute; sair com mais frequ&ecirc;ncia e ser mais transparente. O levantamento mais completo j&aacute; feito sobre o tema, por&eacute;m, n&atilde;o ficar&aacute; pronto para a COP-15 &#8211; a confer&ecirc;ncia do clima de Copenhague, em dezembro, que negociar&aacute; o novo tratado de combate ao aquecimento global.<\/p>\n<p>\nO invent&aacute;rio brasileiro de emiss&otilde;es de gases do efeito estufa, atribui&ccedil;&atilde;o hoje do MCT(<span style=\"font-family: Arial;\">Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia<\/span>), &eacute; um documento compuls&oacute;rio que o Brasil precisa entregar como membro da UNFCCC, a conven&ccedil;&atilde;o do clima das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. O relat&oacute;rio atual, que est&aacute; nos est&aacute;gios finais de produ&ccedil;&atilde;o, deve cobrir todas as fontes de emiss&otilde;es brasileiras &#8211; <em>ind&uacute;stria, agricultura, energia, desmatamento etc<\/em>. &#8211; de 1990 a 2000.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>As pessoas dizem que &eacute; preciso ter invent&aacute;rio para a COP-15, mas a COP-15 n&atilde;o tem discuss&atilde;o de invent&aacute;rio<\/em>&quot;, diz Jos&eacute; Miguez, coordenador-geral de Mudan&ccedil;a Global do Clima do MCT. A pressa em ter um documento a ser mostrado em Copenhague &#8211; <em>que parte de cientistas e ambientalistas<\/em> &#8211; pode comprometer a qualidade do relat&oacute;rio, diz o engenheiro.<\/p>\n<p>\nAnalista de pesquisa da Petrobras cedido ao MCT desde 1994, Miguez &eacute;, h&aacute; quatro governos, o principal formulador da pol&iacute;tica brasileira de clima. Ele &eacute; atacado por ambientalistas pelas posi&ccedil;&otilde;es do Brasil na &aacute;rea, consideradas retr&oacute;gradas.<\/p>\n<p>\nEm entrevista &agrave; Folha, Miguez criticou a iniciativa do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente de produzir um relat&oacute;rio informal estimando o perfil brasileiro de emiss&otilde;es at&eacute; 2008. O levantamento apontou que a recente queda no desmatamento teve um efeito bom, mas mostrou que a produ&ccedil;&atilde;o de energia no pa&iacute;s se tornou 30% mais suja.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Esse invent&aacute;rio(<span style=\"font-family: Arial;\">do MMA<\/span>) n&atilde;o tem nenhuma confiabilidade<\/em>&quot;, diz o cientista. &quot;<em>O invent&aacute;rio do Brasil quem faz &eacute; o MCT. N&oacute;s temos o prazo at&eacute; o ano que vem para apresentar, podendo atrasar um ano<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nSegundo Miguez, o dado do Meio Ambiente &eacute; impreciso porque n&atilde;o inclui a ado&ccedil;&atilde;o de medidas do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. &quot;<em>No setor qu&iacute;mico, a gente j&aacute; est&aacute; com emiss&atilde;o zero de N2O(<span style=\"font-family: Arial;\">um dos gases-estufa<\/span>), e eles n&atilde;o colocaram<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nSegundo Miguez, a necessidade de tempo para o invent&aacute;rio &eacute; quest&atilde;o de qualidade, e n&atilde;o uma estrat&eacute;gia do Brasil de esconder informa&ccedil;&atilde;o para ganhar poder de negocia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>TRANSPAR&Ecirc;NCIA<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nOs dados que s&atilde;o usados no documento, de um jeito ou de outro, ganhar&atilde;o mais transpar&ecirc;ncia a partir do ano que vem. Em uma decis&atilde;o j&aacute; confirmada pelo ministro Sergio Rezende(<span style=\"font-family: Arial;\">Ci&ecirc;ncia e Tecnologia<\/span>), a coleta da maior parte dos dados usados no invent&aacute;rio ser&aacute; feita pela Rede-Clima, um cons&oacute;rcio federal de pesquisa criado em 2007, que promete disponibilizar seus dados na Internet.<\/p>\n<p>\nSegundo Carlos Nobre, climat&oacute;logo do Inpe(<span style=\"font-family: Arial;\">Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais<\/span>), que lidera a iniciativa, pesquisas que precisavam antes ser encomendadas pelo MCT ser&atilde;o feitas regularmente agora por institui&ccedil;&otilde;es da rede. A Embrapa ser&aacute; encarregada de contar as emiss&otilde;es no setor agr&iacute;cola, a UFRJ no setor de energia, o Inpe no desmatamento e a Cetesb no manejo de res&iacute;duos.<\/p>\n<p>\nTodos os dados ser&atilde;o divulgados assim que estiverem revisados, diz Nobre. &quot;<em>Precisamos parar com esse neg&oacute;cio de o invent&aacute;rio ser um produto em si pr&oacute;prio, uma letra morta<\/em>&quot;, diz. Ele nega, por&eacute;m, que a entrada da Rede-Clima seja uma ruptura com a pol&iacute;tica do MCT. &quot;<em>N&atilde;o vamos reinventar a roda, mas aproveitar o que j&aacute; foi feito<\/em>&quot;, diz. Para Rezende, o invent&aacute;rio ser&aacute; &quot;<em>mais r&aacute;pido e mais confi&aacute;vel<\/em>&quot; por envolver mais cientistas.<\/p>\n<p>\nNobre estima que ser&aacute; poss&iacute;vel o Brasil recolher dados suficientes para relatar suas emiss&otilde;es de modo completo &agrave; UNFCCC a cada tr&ecirc;s anos, mesmo que isso n&atilde;o seja compuls&oacute;rio. A atribui&ccedil;&atilde;o de formatar o relat&oacute;rio para a conven&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, continua com o MCT, que produziu dois invent&aacute;rios num espa&ccedil;o de 15 anos.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><em><strong>* Com Folha de S&atilde;o Paulo.<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Tarefa que antes era encomendada por minist&eacute;rio. 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