{"id":2672,"date":"2009-11-12T00:00:00","date_gmt":"2009-11-12T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-11-12T00:00:00","modified_gmt":"2009-11-12T00:00:00","slug":"Cumplice-de-adulterio-nao-tem-o-dever-de-indenizar-marido-traido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2009\/11\/12\/Cumplice-de-adulterio-nao-tem-o-dever-de-indenizar-marido-traido\/","title":{"rendered":"C\u00famplice de adult\u00e9rio n\u00e3o tem o dever de indenizar marido tra\u00eddo"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>A decis&atilde;o veio da Quarta Turma do STJ<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/strong>Para o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a(<span style=\"font-family: Arial;\">STJ<\/span>), o c&uacute;mplice de adult&eacute;rio, praticado durante o tempo de vig&ecirc;ncia do casamento, n&atilde;o teve indenizar o marido tra&iacute;do por dano moral. Os ministros da Quarta Turma do STJ entenderam que, em nenhum momento, nem a doutrina abalizada, nem tampouco a jurisprud&ecirc;ncia, cogitou de responsabilidade civil de terceiro.<\/p>\n<p>\nPara o ministro Lu&iacute;s Felipe Salom&atilde;o, relator do recurso, n&atilde;o h&aacute; como o Judici&aacute;rio impor um &ldquo;<em>n&atilde;o fazer<\/em>&rdquo; ao amante, decorrendo disso a impossibilidade de se indenizar o ato por inexist&ecirc;ncia de norma posta &ndash;<em> legal e n&atilde;o moral <\/em>&ndash; que assim determine. &ldquo;<em>&Eacute; certo que n&atilde;o se obriga a amar por via legislativa ou judicial e n&atilde;o se paga o desamor com indeniza&ccedil;&otilde;es<\/em>&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>\nNo caso, G.V.C ajuizou a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais contra W.J.D alegando que viveu casado com J.C.V entre 17\/1\/1987 e 25\/3\/1996 e que, possivelmente, a partir de setembro de 1990, aquele passou a manter rela&ccedil;&otilde;es sexuais com sua ent&atilde;o esposa, resultando dessa rela&ccedil;&atilde;o o nascimento de uma menina, a qual registrou como sua. O casal divorciou-se em outubro de 1999. Sustentou, assim, que diante da infidelidade, bem como da falsa paternidade na qual acreditava, sofreu dano moral pass&iacute;vel de indeniza&ccedil;&atilde;o, pois &ldquo;<em>anda cabisbaixo, desconsolado e triste<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nO ju&iacute;zo de Direito da 2&ordf; Vara C&iacute;vel da Comarca de Patos de Minas(<span style=\"font-family: Arial;\">MG<\/span>) condenou o c&uacute;mplice do adult&eacute;rio ao pagamento de R$ 3,5 mil ao ex-marido, a t&iacute;tulo de compensa&ccedil;&atilde;o pelos danos morais por ele experimentados. Na apela&ccedil;&atilde;o, o Tribunal de Justi&ccedil;a de Minas Gerais afirmou que, embora reprov&aacute;vel a conduta do c&uacute;mplice, n&atilde;o houve &ldquo;<em>culpa jur&iacute;dica<\/em>&rdquo; a ensejar sua responsabilidade solid&aacute;ria, quando em verdade foi a ex-esposa quem descumpriu os deveres impostos pelo matrim&ocirc;nio.<\/p>\n<p>\nNo STJ, o ex-marido sustentou que est&atilde;o presentes os requisitos autorizadores da responsabilidade civil do c&uacute;mplice, tendo em vista que o il&iacute;cito(<span style=\"font-family: Arial;\">adult&eacute;rio, com o conseq&uuml;ente nascimento da filha que acreditava ser sua<\/span>) foi praticado por ambos(<span style=\"font-family: Arial;\">amante e ex-mulher<\/span>), sendo solidariamente respons&aacute;veis pela repara&ccedil;&atilde;o do dano.<\/p>\n<p>\nSegundo o ministro Salom&atilde;o, o c&uacute;mplice de adult&eacute;rio &eacute; estranho &agrave; rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica existente entre o casal, rela&ccedil;&atilde;o da qual se origina o dever de fidelidade mencionado no artigo 1.566, inciso I, do C&oacute;digo Civil de 2002. &ldquo;<em>O casamento, se examinado tanto como uma institui&ccedil;&atilde;o, quanto contrato sui generis, somente produz efeitos em rela&ccedil;&atilde;o aos celebrantes e seus familiares; n&atilde;o beneficiando nem prejudicando terceiros<\/em>&rdquo;, destacou.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>* Com Condecom\/STJ.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos A decis&atilde;o veio da Quarta Turma do STJ Bras&iacute;lia(DF) &#8211; Para o Superior Tribunal de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2672"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2672"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2672\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}