{"id":3050,"date":"2010-02-14T00:00:00","date_gmt":"2010-02-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-02-14T00:00:00","modified_gmt":"2010-02-14T00:00:00","slug":"UBAM-reitera-decisao-do-STJ-sobre-cobranca-de-impostos-na-conta-de-energia-eletrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/02\/14\/UBAM-reitera-decisao-do-STJ-sobre-cobranca-de-impostos-na-conta-de-energia-eletrica\/","title":{"rendered":"UBAM reitera decis\u00e3o do STJ sobre cobran\u00e7a de impostos na conta de energia el\u00e9trica"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 12 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> O presidente da Uni&atilde;o Brasileira de Munic&iacute;pios(<span style=\"font-family: Arial;\">UBAM<\/span>), Leonardo Santana, distribuiu nota &agrave; imprensa reiterando que todas as concession&aacute;rias de energia el&eacute;trica do pa&iacute;s ter&atilde;o que devolver aos consumidores &#8211; em especial aos Munic&iacute;pios, a quem representa &#8211; os valores cobrados indevidamente nas contas de energia, o PIS e a COFINS, durante os &uacute;ltimos cinco anos.<\/p>\n<p>\nSegundo Leonardo, da forma indevida que est&aacute; sendo procedida, atrav&eacute;s de um ato administrativo &ldquo;<em>Resolu&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo; da ANEEL, a geradora de energia vende o &ldquo;produto energia&rdquo; as concession&aacute;rias, que, por sua vez, ao sofrerem a tributa&ccedil;&atilde;o do PIS e da COFINS, repassam o encargo para o consumidor final quando cobra deste o pre&ccedil;o da atividade(<span style=\"font-family: Arial;\">energia<\/span>) somado ao valor do tributo pago.<\/p>\n<p>\nQuando a ANEEL, atrav&eacute;s de uma Resolu&ccedil;&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">Resolu&ccedil;&atilde;o Homologat&oacute;ria da ANEEL n&ordm; 87\/2005<\/span>), atribui responsabilidade do repasse de dois tributos federais(<span style=\"font-family: Arial;\">PIS e COFINS<\/span>) a sujeitos estranhos a rela&ccedil;&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">Consumidor<\/span>), est&aacute;, de forma inconstitucional e principalmente ilegal, usurpando a compet&ecirc;ncia legislativa tribut&aacute;ria.<\/p>\n<p>\nSantana disse que &eacute; evidente o desespero da Concession&aacute;ria de Energia El&eacute;trica que atua nos Estados da Para&iacute;ba, Sergipe, Minas Gerais e em Nova Friburgo, a Energisa, pois sabe que haver&aacute; um efeito &ldquo;<em><span style=\"font-family: Verdana;\">cascata<\/span><\/em>&rdquo; depois da apresenta&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es por parte dos Munic&iacute;pios, quando os demais consumidores tamb&eacute;m v&atilde;o reclamar da ilegalidade.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>N&atilde;o tenho medo dos imperialistas, vamos continuar a lutar pelos interesses dos Munic&iacute;pios. Al&eacute;m disso, a Energisa ter&aacute; que devolver tamb&eacute;m os valores cobrados a mais com o aumento das tarifas para 15,77, durante um ano<\/em>&rdquo;. Disse Leonardo.<\/p>\n<p>\nO STJ e diversos Tribunais j&aacute; decidiram pela ilegalidade do repasse do PIS E COFINS aos consumidores finais de telefonia, o que abre jurisprud&ecirc;ncia clara para os consumidores de energia el&eacute;trica. A decis&atilde;o &eacute; pela devolu&ccedil;&atilde;o dos valores cobrados a titulo de PIS e COFINS, nos &uacute;ltimos 05 anos.<\/p>\n<p>\nDe acordo com a decis&atilde;o, as referidas contribui&ccedil;&otilde;es deveriam estar embutidas na pr&oacute;pria tarifa de energia el&eacute;trica e ter al&iacute;quotas fixas, as quais s&atilde;o ajustadas e homologadas pela ANEEL, ou seja, os encargos tribut&aacute;rios relativos &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es, PIS e COFINS recaem sobre o faturamento global da concession&aacute;ria, n&atilde;o podendo ser repassados ao consumidor.<\/p>\n<p>\nEm julgamento, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a confirmou decis&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Sul o qual reconheceu ser ilegal o repasse de PIS e COFINS aos consumidores tanto de telefonia fixa e m&oacute;vel como tamb&eacute;m ao consumidor de energia el&eacute;trica, pois segundo a justi&ccedil;a, as tarifas homologadas pelas ag&ecirc;ncias regulamentadoras(<span style=\"font-family: Arial;\">Anatel ou Aneel<\/span>) s&atilde;o &quot;<em>l&iacute;quidas<\/em>&quot; de forma que as empresas n&atilde;o poderiam transferir para suas contas outros custos como os tributos &quot;incidentes na opera&ccedil;&atilde;o&quot; como o PIS e COFINS, pois estes ao contr&aacute;rio do ICMS por exemplo, tem por sujeito passivo as empresas e n&atilde;o o consumidor.<\/p>\n<p>\nPara facilitar a compreens&atilde;o, a UBAM demonstra o entendimento da mat&eacute;ria no Tribunal do Estado do Rio grande do Sul, a seguir:<\/p>\n<p>\n<strong>TJRS &#8211; APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. SERVI&Ccedil;O P&Uacute;BLICO. TELEFONIA. TARIFA. NATUREZA PARATRIBUT&Aacute;RIA. INCID&Ecirc;NCIAS DIRETAS DO PIS E DA COFINS SOBRE O PRE&Ccedil;O DOS SERVI&Ccedil;OS. PEDIDOS DE EXCLUS&Atilde;O E DE RESTITUI&Ccedil;&Atilde;O EM DOBRO.<\/strong><\/p>\n<p>\n<strong>1. Incid&ecirc;ncias diretas do PIS e da COFINS sobre o pre&ccedil;o dos servi&ccedil;os de telefonia.<\/strong> A telefonia &eacute; servi&ccedil;o p&uacute;blico. Portanto, a concession&aacute;ria est&aacute; sujeita ao princ&iacute;pio da legalidade(<span style=\"font-family: Arial;\">CF, art. 37, caput<\/span>); logo, n&atilde;o havendo previs&atilde;o legal autorizadora da incid&ecirc;ncia direta, ou repasse jur&iacute;dico, das al&iacute;quotas do Programa de Integra&ccedil;&atilde;o Social &ndash; PIS, e da Contribui&ccedil;&atilde;o para Financiamento da Seguridade Social &ndash; COFINS, sobre o pre&ccedil;o dos servi&ccedil;os de telefonia, a concession&aacute;ria n&atilde;o pode faz&ecirc;-lo. Ademais, se a legisla&ccedil;&atilde;o pertinente estabelece como contribuinte a pessoa jur&iacute;dica prestadora dos servi&ccedil;os, como fato gerador o faturamento ou receita bruta e como base de c&aacute;lculo o valor do faturamento ou receita bruta, observadas as exclus&otilde;es previstas na lei(<span style=\"font-family: Arial;\">Lei 10.637\/02, art. 1&ordm;; Lei 10.833\/03<\/span>), tal proceder subverte o sistema, pois: (a) contribuinte passa a ser o consumidor, e n&atilde;o o fornecedor; (b) fato gerador passa a ser a presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, e n&atilde;o o faturamento ou receita bruta da concession&aacute;ria; e (c) base de c&aacute;lculo passa a ser o valor do servi&ccedil;o, e n&atilde;o o valor do faturamento ou receita bruta da concession&aacute;ria.<\/p>\n<p>\n<strong>2. Restitui&ccedil;&atilde;o. 2.1 &ndash;<\/strong> Afirmado ser indevido o repasse jur&iacute;dico ou incid&ecirc;ncia direta, resulta que deve ser restitu&iacute;do tudo quanto foi do consumidor cobrado(<span style=\"font-family: Arial;\">CC\/1916, art. 964; CC\/2002, art. 876<\/span>). 2.2 &#8211; Todavia, descabe a devolu&ccedil;&atilde;o em dobro, com base no art. 42 do CDC, dispositivo inspirado na legisla&ccedil;&atilde;o civil comum(<span style=\"font-family: Arial;\">CC\/1916, no art. 1.531; CC\/2002, art. 940<\/span>), sendo aplic&aacute;vel, dessarte, a S&uacute;m. 159 do STF, pela qual n&atilde;o &eacute; devida a restitui&ccedil;&atilde;o em dobro quando a demanda por d&iacute;vida j&aacute; paga n&atilde;o ocorre por m&aacute;-f&eacute;. Embora a hip&oacute;tese envolva rela&ccedil;&atilde;o de consumo, de natureza especial(<span style=\"font-family: Arial;\">servi&ccedil;o p&uacute;blico<\/span>), n&atilde;o &eacute; devida a restitui&ccedil;&atilde;o em dobro, visto caracterizada a excludente do engano justific&aacute;vel prevista no final do art. 42 do CDC, podendo assim ser qualificado o proceder da concession&aacute;ria, seja pelo fato de, em tese, haver chancela da ANATEL, seja pelo fato de, igualmente em tese, n&atilde;o ser indevida a cobran&ccedil;a, apenas que n&atilde;o como incid&ecirc;ncia direta ou repasse jur&iacute;dico, e sim indireta ou repasse econ&ocirc;mico.<\/p>\n<p>\n<strong>3. Corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria. <\/strong>Incide atualiza&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria pelo IGP-M desde cada cobran&ccedil;a indevida, visto que apenas rep&otilde;e o capital.<\/p>\n<p>\n<strong>4. Juros morat&oacute;rios.<\/strong> Incidem juros morat&oacute;rios de 1% ao m&ecirc;s(<span style=\"font-family: Arial;\">CC\/02, art. 406<\/span>), a partir da cita&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o se aplica a S&uacute;m. 54 do STJ, pois n&atilde;o diz com ato il&iacute;cito baseado em responsabilidade aquiliana, e tampouco se pode falar em juros a partir do tr&acirc;nsito em julgado(<span style=\"font-family: Arial;\">CTN, art. 167, par&aacute;grafo &uacute;nico<\/span>), pois n&atilde;o diz com tributo t&iacute;pico.<\/p>\n<p>\n<strong>5. Sucumb&ecirc;ncia.<\/strong> Tendo a parte autora, requerido, como primeira op&ccedil;&atilde;o, em pedidos sucessivos, restitui&ccedil;&atilde;o em dobro, e levando a apenas simples, sucumbe em 50%, tanto em custas quanto em honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, os quais, anulando-se reciprocamente pela compensa&ccedil;&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">STJ, S&uacute;m. 306<\/span>), dispensam fixa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n<strong>6. Apela&ccedil;&atilde;o provida em parte. <\/strong>Na mesma linha, vem decidindo o STJ:<\/p>\n<p>STJ &#8211; PROCESSUAL CIVIL, ADMINISTRATIVO E TRIBUT&Aacute;RIO &#8211; VIOLA&Ccedil;&Atilde;O DO ART. 535 DO CPC N&Atilde;O CARACTERIZADA &#8211; PIS\/COFINS &#8211; REPASSE AO CONSUMIDOR NA FATURA TELEF&Ocirc;NICA &#8211; ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM DA ANATEL &#8211; TESE ACERCA DA INEXIST&Ecirc;NCIA DE ERRO NO PAGAMENTO: AUS&Ecirc;NCIA DE PREQUESTIONAMENTO &#8211; ABUSIVIDADE DA COBRAN&Ccedil;A RECONHECIDA POR ESTA CORTE &#8211; DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O EM DOBRO &#8211; POSSIBILIDADE.<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> N&atilde;o ocorre ofensa ao art. 535, II, do CPC, se o Tribunal de origem decide, fundamentadamente, as quest&otilde;es essenciais ao julgamento da lide.<\/p>\n<p>\n<strong>2.<\/strong> Prevalece no STJ o entendimento de que a ANATEL n&atilde;o tem legitimidade passiva para responder pela cobran&ccedil;a indevida de valores levada a efeito pelas empresas de telefonia na conta telef&ocirc;nica.<\/p>\n<p>\n<strong>3.<\/strong> &Eacute; inadmiss&iacute;vel o recurso especial quanto a quest&atilde;o n&atilde;o decidida pelo Tribunal de origem, dada a aus&ecirc;ncia de pr&eacute;-questionamento.<\/p>\n<p>\n<strong>4.<\/strong> A Segunda Turma desta Corte firmou entendimento no sentido da ilegalidade do repasse do PIS e da COFINS na fatura telef&ocirc;nica, bem como acerca da m&aacute;-f&eacute; das empresas de telefonia e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, da abusividade dessa conduta.<\/p>\n<p>\n<strong>5.<\/strong> Direito &agrave; devolu&ccedil;&atilde;o em dobro reconhecido com base no art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico, do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n<p>\n<strong>6.<\/strong> Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte, n&atilde;o provido.<\/p>\n<p>\nO que vem sendo o divisor de &aacute;guas, &eacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">Lei 8.987\/95<\/span>), que diz que a tarifa poder&aacute; ser revista, autorizando a ANEEL realizar sua revis&atilde;o, por&eacute;m impede a mudan&ccedil;a de sujeito passivo referente a contribui&ccedil;&atilde;o, o que vinha acontecendo.<\/p>\n<p>\nAplaudindo o entendimento e exposi&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria posta no julgamento de apela&ccedil;&atilde;o c&iacute;vel na Segunda C&acirc;mara C&iacute;vel do Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Sul, demonstra-se na &iacute;ntegra esta decis&atilde;o que mais uma vez auxilia e orienta perfeitamente o entendimento da mat&eacute;ria:<\/p>\n<p>\n<strong>APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. A&Ccedil;&Atilde;O ORDIN&Aacute;RIA. PIS E COFINS SOBRE SERVI&Ccedil;OS DE TELEFONIA. COBRAN&Ccedil;A INDEVIDA MEDIANTE REPASSE JUR&Iacute;DICO DOS TRIBUTOS. RESTITUI&Ccedil;&Atilde;O DEVIDA.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Existem tributos que incidem sobre o patrim&ocirc;nio, o lucro, o faturamento, etc., em rela&ccedil;&atilde;o aos quais somente &eacute; poss&iacute;vel o repasse econ&ocirc;mico como componente proporcional dos custos que formam o pre&ccedil;o de venda de bens ou da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os. Desses tributos s&atilde;o exemplos, entre outros, o IPTU, o IPVA, o ITR, o IRPJ, a CSLL, o PIS e a COFINS. Tais tributos n&atilde;o podem ser calculados e acrescidos ao pre&ccedil;o final, pois somente s&atilde;o computados, na propor&ccedil;&atilde;o de sua participa&ccedil;&atilde;o, na forma&ccedil;&atilde;o dos custos que comp&otilde;em o pre&ccedil;o final de bens e servi&ccedil;os. &Eacute; o chamado repasse econ&ocirc;mico. E existem outros tributos cujo fato gerador &eacute; as opera&ccedil;&otilde;es de venda de bens ou presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;o, e a base de c&aacute;lculo &eacute; o valor das opera&ccedil;&otilde;es ou das presta&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o exemplos desses tributos o ICMS e o IPI, os quais, em face de expressas determina&ccedil;&otilde;es constitucionais e legais, e porque incidem diretamente sobre cada opera&ccedil;&atilde;o ou presta&ccedil;&atilde;o, individualizadamente, conta a conta, usu&aacute;rio a usu&aacute;rio, podem ser repassados ao consumidor como acr&eacute;scimo ao pre&ccedil;o ou tarifa final. Este &eacute; o chamado repasse jur&iacute;dico, em oposi&ccedil;&atilde;o ao repasse econ&ocirc;mico.<\/p>\n<p>\nO ICMS adota o repasse jur&iacute;dico por expressa determina&ccedil;&atilde;o constitucional e legal e porque incide diretamente sobre cada opera&ccedil;&atilde;o de venda de bens ou presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o e em raz&atilde;o disso pode ser acrescido ao pre&ccedil;o final cobrado do consumidor. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m por determina&ccedil;&atilde;o constitucional e legal expressa, o ICMS &eacute; calculado &lsquo;por dentro&rsquo;, o que significa que dito imposto est&aacute; inclu&iacute;do em sua pr&oacute;pria base de c&aacute;lculo, de modo que a al&iacute;quota legal incide sobre uma base de c&aacute;lculo na qual j&aacute; est&aacute; contido o valor do pr&oacute;prio imposto, fazendo com que haja incid&ecirc;ncia de imposto sobre imposto. Em rela&ccedil;&atilde;o ao ICMS essa sistem&aacute;tica, tanto de acrescer ao pre&ccedil;o final, como de calcular &lsquo;por dentro&rsquo; est&aacute; expressamente determinada pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal(<span style=\"font-family: Arial;\">art. 155, &sect; 2&ordm;, XII, &lsquo;i&rsquo;<\/span>) e pela Lei (<span style=\"font-family: Arial;\">LC n&ordm;. 87\/96, art. 13, &sect; 1&ordm;, I<\/span>) e encontra respaldo em jurisprud&ecirc;ncia pacificada do STF e do STJ.<\/p>\n<p>\nO PIS e a COFINS, diversamente do ICMS, incidem sobre o faturamento como sin&ocirc;nimo de receita bruta, em que est&atilde;o inclu&iacute;das n&atilde;o s&oacute; a receita do objeto social da demandada, &lsquo;<em>presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o telef&ocirc;nico<\/em>&rsquo;, mas tamb&eacute;m outras receitas como as de aplica&ccedil;&otilde;es financeiras e outras receitas extra-operacionais, por isso que tais contribui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem ser acrescidas diretamente ao pre&ccedil;o ou tarifa final, mediante repasse jur&iacute;dico, mas apenas podem ser computadas proporcionalmente como custos para formar a tarifa final(<span style=\"font-family: Arial;\">repasse econ&ocirc;mico<\/span>), raz&atilde;o pela qual n&atilde;o podem ser cobradas do consumidor mediante acr&eacute;scimo direto(<span style=\"font-family: Arial;\">repasse jur&iacute;dico<\/span>) &agrave; tarifa final e muito menos podem ser cobradas &lsquo;<em>por dentro<\/em>&rsquo; como ocorre com o ICMS. Al&eacute;m disso, n&atilde;o h&aacute; autoriza&ccedil;&atilde;o constitucional e legal para que o PIS e a COFINS incidam sobre a presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, nem para que sejam acrescidos diretamente &agrave; tarifa cobrada do consumidor e nem para que sejam calculados &lsquo;<em>por dentro<\/em>&rsquo;. O PIS e a COFINS s&atilde;o tributos de fato gerador diferente, de natureza diversa, que n&atilde;o se confundem com o ICMS e n&atilde;o podem adotar a mesma t&eacute;cnica de cobran&ccedil;a deste, mediante repasse jur&iacute;dico, e muito menos podem ser calculados &lsquo;<em>por dentro<\/em>&rsquo;, tudo por falta de autoriza&ccedil;&atilde;o constitucional e legal e, como dito, porque s&atilde;o de natureza diversa daqueles tributos semelhantes ao ICMS.<\/p>\n<p>\nReconhecida a ilegalidade, a ilicitude e a excessividade da cobran&ccedil;a, o direito de restitui&ccedil;&atilde;o &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia l&oacute;gica e jur&iacute;dica decorrente, devendo a import&acirc;ncia a ser restitu&iacute;da ser apurada em liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a.<\/p>\n<p>\nrecurso adesivo desprovido, &agrave; unanimidade, e APELO PROVIDO EM PARTE, POR MAIORIA, VENCIDO EM PARTE O EMINENTE DES. ROQUE.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 12 minutos Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; O presidente da Uni&atilde;o Brasileira de Munic&iacute;pios(UBAM), Leonardo Santana, distribuiu nota &agrave; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[37],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3050"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3050"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3050\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3050"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}