{"id":3203,"date":"2010-03-12T00:00:00","date_gmt":"2010-03-12T00:01:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-03-12T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-12T00:00:00","slug":"MPF-quer-suspensao-de-taxa-de-cobranca-de-diploma-da-UFPB","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/03\/12\/MPF-quer-suspensao-de-taxa-de-cobranca-de-diploma-da-UFPB\/","title":{"rendered":"MPF quer suspens\u00e3o de taxa de cobran\u00e7a de diploma da UFPB"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>A a&ccedil;&atilde;o pede a imediata suspens&atilde;o da cobran&ccedil;a de taxas consideradas ilegais<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal na Para&iacute;ba(<span style=\"font-family: Arial;\">MPF<\/span>) ajuizou a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica com pedido de liminar contra a Universidade Federal da Para&iacute;ba(<span style=\"font-family: Arial;\">UFPB<\/span>), para que a Justi&ccedil;a determine a suspens&atilde;o da cobran&ccedil;a das taxas feita pela referida institui&ccedil;&atilde;o, dentre elas, a taxa de registro de diploma.<\/p>\n<p>\nAs investiga&ccedil;&otilde;es do MPF foram realizadas atrav&eacute;s de inqu&eacute;rito civil p&uacute;blico, instaurado para apurar poss&iacute;vel les&atilde;o a direito do consumidor por parte das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior privadas instaladas na capital, referente &agrave; cobran&ccedil;a de taxa para expedi&ccedil;&atilde;o de diploma de conclus&atilde;o da gradua&ccedil;&atilde;o. Ficou constatado que, para obterem o registro de seus diplomas, os alunos das escolas privadas t&ecirc;m que recolher uma taxa emitida em favor da UFPB, sendo o recolhimento dessa taxa institu&iacute;do pela  Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 05\/2005 do Conselho Curador da Universidade Federal da Para&iacute;ba.<\/p>\n<p>\nTal cobran&ccedil;a, segundo entende o procurador da Rep&uacute;blica Rodolfo Alves Silva, que assina a&ccedil;&atilde;o, &eacute; inconstitucional e ilegal porque a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal estabeleceu, sem ressalvas, a regra da gratuidade do ensino p&uacute;blico nos estabelecimentos oficiais, compreendendo n&atilde;o somente a absten&ccedil;&atilde;o de pagamento de mensalidades mas, tamb&eacute;m, o pagamento de quaisquer despesas  que envolvam a atividade acad&ecirc;mica. &ldquo;<em>A gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais implica uma obriga&ccedil;&atilde;o positiva por parte do Estado, alcan&ccedil;ando tudo o que estiver relacionado &agrave; presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o educacional. Nem sequer por lei, advirta-se, &eacute; toler&aacute;vel a imposi&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a aos estudantes. Tal cobran&ccedil;a se revelaria manifestamente inconstitucional<\/em>&rdquo;, afirma o procurador.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><u><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Liminar<\/strong><\/span><\/span><\/u><\/span><br \/>\nO procurador justifica a necessidade da liminar em decorr&ecirc;ncia do t&eacute;rmino recente de per&iacute;odos letivos em diversas Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior privadas, cujos alunos s&atilde;o obrigados a pagar a taxa para ter o seu diploma registrado perante &agrave; UFPB. Al&eacute;m disso, existem as demais taxas cobradas diuturnamente de todos os alunos da institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, lembra o procurador.<\/p>\n<p>\nPara Rodolfo Alves, n&atilde;o sendo concedida a antecipa&ccedil;&atilde;o de tutela, centenas de concluintes ser&atilde;o compelidos a pagar a taxa ilegal e, ap&oacute;s o pagamento, s&oacute; lhes restaria a propositura de lentas e custosas a&ccedil;&otilde;es de repeti&ccedil;&atilde;o, o que certamente desestimularia muitos deles e propiciaria um verdadeiro enriquecimento il&iacute;cito pelas institui&ccedil;&otilde;es. &ldquo;<em>Impor aos graduandos o t&eacute;rmino da a&ccedil;&atilde;o judicial para a garantia de seu direito de livre obten&ccedil;&atilde;o do diploma respectivo significa manter, por prazo indeterminado, a situa&ccedil;&atilde;o de injusti&ccedil;a e ilegalidade aqui delineada<\/em>&rdquo;, argumenta.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Indeniza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNo pedido definitivo, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico pede que a Justi&ccedil;a Federal condene a UFPB &agrave; n&atilde;o mais exigir as referidas taxas, com exce&ccedil;&atilde;o da taxa referente &agrave; inscri&ccedil;&atilde;o em processo seletivo de programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu. Tamb&eacute;m se pede que a UFPB indenize todos os alunos e ex-alunos, da gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, tanto da pr&oacute;pria universidade, quanto de outras institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, devolvendo em dobro os valores cobrados indevidamente, acrescidos de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria e juros legais, estabelecendo-se multa di&aacute;ria para o descumprimento da decis&atilde;o.<\/p>\n<p>\nA A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica n&ordm; 0001887-322010.4.05.8200 contra a UFPB foi ajuizada em 11 de mar&ccedil;o de 2010.<br \/>\n<\/span><\/span><strong><em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/em><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span>* Com Gislayne Rodrigues e Iris Porto da Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Procuradoria da  Rep&uacute;blica na Para&iacute;ba.<\/em><\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cobran\u00e7as indevidas na UFPB: as investiga\u00e7\u00f5es do MPF foram realizadas atrav\u00e9s de inqu\u00e9rito civil p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3203"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3203\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}