{"id":3931,"date":"2010-09-23T00:00:00","date_gmt":"2010-09-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-09-23T00:00:00","modified_gmt":"2010-09-23T00:00:00","slug":"STJ-decide-que-concessionaria-pode-repassar-PIS-e-Cofins-a-tarifas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/09\/23\/STJ-decide-que-concessionaria-pode-repassar-PIS-e-Cofins-a-tarifas\/","title":{"rendered":"STJ decide que concession\u00e1ria pode repassar PIS e Cofins a tarifas"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong> &Eacute; leg&iacute;timo o repasse &agrave;s tarifas de energia el&eacute;trica, a serem pagas pelos consumidores, do valor correspondente ao pagamento da contribui&ccedil;&atilde;o ao Programa de Integra&ccedil;&atilde;o Social(<span style=\"font-family: Arial;\">PIS<\/span>) e da Contribui&ccedil;&atilde;o para o Financiamento da Seguridade Social(<span style=\"font-family: Arial;\">Cofins<\/span>), incidentes sobre o faturamento das empresas concession&aacute;rias. A conclus&atilde;o, un&acirc;nime, desta quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">23Setembro2010<\/span>) &eacute; da Primeira Se&ccedil;&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a(<span style=\"font-family: Arial;\">STJ<\/span>). O julgamento seguiu o rito dos recursos repetitivos e a tese passa a ter aplica&ccedil;&atilde;o nas demais inst&acirc;ncias da Justi&ccedil;a brasileira.<\/p>\n<p>\nNo STJ, o recurso era de um consumidor do Rio Grande do Sul contra a Companhia Estadual de Distribui&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica(<span style=\"font-family: Arial;\">CEDEE<\/span>). A a&ccedil;&atilde;o do consumidor tinha como objetivo o reconhecimento da ilegalidade do repasse &agrave;s faturas de consumo de energia el&eacute;trica do custo correspondente ao recolhimento pelo Fisco do PIS e da Cofins. Ele pediu que fosse devolvido em dobro o valor indevidamente recolhido.<\/p>\n<p>\nEm primeira inst&acirc;ncia, a a&ccedil;&atilde;o foi julgada improcedente. O consumidor apelou, mas o Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Sul(<span style=\"font-family: Arial;\">TJRS<\/span>) manteve a senten&ccedil;a. O tribunal estadual entendeu que o repasse &eacute; leg&iacute;timo, pois autorizado pelo par&aacute;grafo 3&ordm; do artigo 9&ordm; da Lei n. 8.987\/1995.<\/p>\n<p>\nInsatisfeito, o consumidor recorreu ao STJ. O ministro Teori Albino Zavascki, relator do recurso, decidiu submeter o caso ao regime do artigo 543-C do C&oacute;digo de Processo Civil, devido &agrave; relev&acirc;ncia da quest&atilde;o e aos processos repetitivos sobre o mesmo tema em an&aacute;lise no STJ. Nos autos, manifestaram-se sobre a tese o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor(Idec), a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica(<span style=\"font-family: Arial;\">Aneel<\/span>) e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Distribuidores de Energia El&eacute;trica(<span style=\"font-family: Arial;\">Abrade<\/span>).<\/p>\n<p>\nSeguindo o voto do relator, a Primeira Se&ccedil;&atilde;o entendeu que a tese defendida pelo consumidor parte de um pressuposto equivocado, qual seja, o de atribuir &agrave; controv&eacute;rsia uma natureza tribut&aacute;ria, com o Fisco de um lado e o contribuinte do outro. Para o ministro Teori Zavascki, a rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece &eacute; de consumo de servi&ccedil;o p&uacute;blico, cujas fontes normativas s&atilde;o pr&oacute;prias, especiais e distintas da tribut&aacute;ria.<\/p>\n<p>\nDe acordo com o ministro, o que est&aacute; em quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; saber se o consumidor de energia el&eacute;trica pode ser al&ccedil;ado &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de contribuinte do PIS e da Cofins, que a toda evid&ecirc;ncia n&atilde;o o &eacute;, mas sim a legitimidade da cobran&ccedil;a de uma tarifa cujo valor &eacute; estabelecido e controlado pela Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica e no qual foi embutido o custo correspondente &agrave;queles tributos devidos ao Fisco pela concession&aacute;ria.<\/p>\n<p>\nEm seu voto, o ministro ressaltou, ainda, o princ&iacute;pio contratual da manuten&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro. &ldquo;<em>&Eacute; inafast&aacute;vel que a contrapresta&ccedil;&atilde;o a cargo do consumidor(<span style=\"font-family: Arial;\">tarifa<\/span>) seja suficiente para retribuir, pelo menos, os custos suportados pelo prestador, raz&atilde;o pela qual &eacute; tamb&eacute;m inafast&aacute;vel que, na fixa&ccedil;&atilde;o de seu valor, sejam considerados, em regra, os encargos de natureza tribut&aacute;ria<\/em>&rdquo;, ressaltou.<\/p>\n<p>\nO relator afirmou, ainda, que altera&ccedil;&atilde;o na forma de cobran&ccedil;a beneficia o consumidor, pois trouxe a possibilidade de que seus valores sejam fiscalizados n&atilde;o apenas pela Aneel, mas por cada um dos consumidores, visto que passaram a ser cobrados de forma destacada nas suas faturas, a exemplo do que ocorre com o ICMS.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><em><strong>* Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ.<\/strong><\/em><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211; &Eacute; leg&iacute;timo o repasse &agrave;s tarifas de energia el&eacute;trica, a serem pagas pelos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3931"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3931"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3931\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}