{"id":4153,"date":"2010-11-21T00:00:00","date_gmt":"2010-11-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-11-21T00:00:00","modified_gmt":"2010-11-21T00:00:00","slug":"Exagero-ao-cuidar-da-aparencia-pode-ser-indicio-de-transtorno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/11\/21\/Exagero-ao-cuidar-da-aparencia-pode-ser-indicio-de-transtorno\/","title":{"rendered":"Exagero ao cuidar da apar\u00eancia pode ser ind\u00edcio de transtorno"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>Exerc&iacute;cios e procedimentos est&eacute;ticos em exagero tamb&eacute;m podem indicar Transtorno Dism&oacute;rfico Corporal.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; <\/strong>Como voc&ecirc; se sente depois de uma tarde no sal&atilde;o de beleza, cuidando de pele, unhas e cabelo? A sensa&ccedil;&atilde;o, gostosa e relaxante para a maioria das pessoas, pode ser torturante para quem sofre de Transtorno Dism&oacute;rfico Corporal(<span style=\"font-family: Arial;\">TDC<\/span>). S&atilde;o pessoas que passam horas pensando na pr&oacute;pria apar&ecirc;ncia e sofrendo com a autoimagem. A ang&uacute;stia &eacute; permanente e a vontade de se esconder substitui a de ser visto. E apesar das tentativas, nenhum procedimento est&eacute;tico &eacute; capaz de sanar o mal.<\/p>\n<p>\nViciados em cirurgias pl&aacute;sticas s&atilde;o lembrados quando se fala em transtorno dism&oacute;rfico corporal. Mas pesquisas recentes mostram que, para tentar aliviar a eterna insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem, a popula&ccedil;&atilde;o mais vulner&aacute;vel &agrave; enfermidade recorre a outros procedimentos mais leves que o cir&uacute;rgico.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" src=\"\/UserFiles\/Image\/diversos\/espelho_gato_leao_magra_gorda_no_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Pensava-se que o impacto maior era na cirurgia pl&aacute;stica. Outras formas de interven&ccedil;&otilde;es menos invasivas, como aplica&ccedil;&otilde;es de toxina botul&iacute;nica, peelings e laser, tornaram o acesso aos procedimentos mais f&aacute;cil por diminuir o custo e o risco aos pacientes. <\/p>\n<p>\nAs manifesta&ccedil;&otilde;es variam conforme o g&ecirc;nero. A preocupa&ccedil;&atilde;o pode envolver qualquer regi&atilde;o do corpo. Na mulher, geralmente &eacute; face, cabelo, peito e n&aacute;degas, e para homens, rosto, calv&iacute;cie e genitais. O problema &eacute; que a forma de agir de quem sofre de <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Transtorno Dism&oacute;rfico Corporal<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> &eacute; um tiro no p&eacute;: o &ldquo;<em>disfarce<\/em>&rdquo; acaba chamando mais ainda a aten&ccedil;&atilde;o para o suposto defeito.<\/p>\n<p>\nOutra varia&ccedil;&atilde;o do transtorno, que atinge com maior impacto o p&uacute;blico masculino, &eacute; a vigorexia, ou Transtorno Dism&oacute;rfico Muscular(TDM). Trata-se da compuls&atilde;o por um f&iacute;sico forte, atividades f&iacute;sicas, al&eacute;m da distor&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria imagem corporal. A incid&ecirc;ncia nas academias &eacute; surpreendente.<\/p>\n<p>\nSegundo pesquisas, entre frequentadores de academia, 30% dos homens e 29% das mulheres t&ecirc;m suspeita do transtorno. Os pacientes de TDM &#8211; <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Transtorno Dism&oacute;rfico Muscular <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">apresentaram humor depressivo, timidez, inseguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao seu desempenho f&iacute;sico e mental, dificuldade de socializa&ccedil;&atilde;o e busca descontrolada por uma forma f&iacute;sica idealizada. No come&ccedil;o do quadro, o transtorno n&atilde;o traz tanto sofrimento. Conforme a compuls&atilde;o aumenta, a pessoa deixa de realizar atividades cotidianas e manter rela&ccedil;&otilde;es sociais. Em longo prazo, o portador fica ansioso, sofre de depress&atilde;o. Para piorar, os vigor&eacute;xicos tendem a abusar de suplementos alimentares e anabolizantes.<\/p>\n<p>\nOutro transtorno que se manifesta pela insatisfa&ccedil;&atilde;o com a apar&ecirc;ncia &eacute; a tanorexia, em que a compuls&atilde;o &eacute; por estar cada vez mais bronzeado. Quem sofre dela, acredita que est&aacute; inaceitavelmente p&aacute;lido e procura recursos como bronzeamento solar ou artificial para deixar a pele dourada, sem perceber que, na verdade, aparenta um alaranjado nada saud&aacute;vel. Al&eacute;m do sofrimento psicol&oacute;gico constante, a alta exposi&ccedil;&atilde;o a raios UV aumenta os riscos de c&acirc;ncer de pele. Do estilista Valentino ao ator Denzel Washington, muitas celebridades j&aacute; deram sinais de que abusaram na c&acirc;mara de bronzeamento.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Diagn&oacute;stico e tratamento<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDos primeiros sintomas at&eacute; o diagn&oacute;stico podem transcorrer entre nove e doze anos.&nbsp; A pessoa passa horas presa na frente do espelho, sem diagn&oacute;stico. O limite entre a implic&acirc;ncia com um defeito e o problema &eacute; t&ecirc;nue.<\/p>\n<p>\nOs primeiros sinais surgem na adolesc&ecirc;ncia. Com queixas sobre a apar&ecirc;ncia, o indiv&iacute;duo geralmente busca um esteticista, dermatologista ou cirurgi&atilde;o pl&aacute;stico, profissionais que na opini&atilde;o de especialistas raramente s&atilde;o treinados para detectar o transtorno.<\/p>\n<p>\nPesquisa apontam que cerca de 15% dos pacientes de cosmiatria(<span style=\"font-family: Arial;\">tratamentos dermatol&oacute;gicos est&eacute;ticos<\/span>) tinham a doen&ccedil;a, assim como 7% dos de dermatologia, o que evidencoa que esses profissionais precisam se preparar para reconhecer e encaminhar pacientes com TDC.<\/p>\n<p>\nPara os estudiosos uma grande exposi&ccedil;&atilde;o corporal e o culto &agrave; beleza colaboram para tirar a preocupa&ccedil;&atilde;o com a apar&ecirc;ncia de uma perspectiva saud&aacute;vel. &Eacute; uma doen&ccedil;a social. Desde a revolu&ccedil;&atilde;o sexual nos anos 70, o corpo &eacute; cada vez mais respons&aacute;vel pela identidade da pessoa. As pessoas chegam com uma &quot;<em>l<\/em><em>ista de supermercado<\/em>&quot; de defeitos para corrigir. <em>At&eacute; que ponto isto est&aacute; de fato melhorando algo em algu&eacute;m?<\/em>&rdquo;, questiona-se.<\/p>\n<p>\n&Eacute; comum o paciente de TDC ter outras doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas, como depress&atilde;o ou Transtorno Obsessivo Compulsivo(TOC), que podem mascarar o diagn&oacute;stico. De acordo com uma pesquisa do ProTOC, programa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Cl&iacute;nicas, 12% dos pacientes de TOC sofrem tamb&eacute;m de TDC. &ldquo;A<em> pessoa adota comportamentos como checar o defeito no espelho compulsivamente e faz o que chamamos de camuflagem, ao tentar disfar&ccedil;&aacute;-lo<\/em>&rdquo;. Por exemplo, um homem excessivamente preocupado com o cabelo pode ser incapaz de sair de casa sem bon&eacute;.<\/p>\n<p>\nO tratamento para transtornos dism&oacute;rficos envolve antidepressivos e terapia. Na terapia cognitivo comportamental, o paciente &eacute; orientado a aprender a se expor a situa&ccedil;&otilde;es onde ele seria julgado pelo suposto defeito e a evitar fazer os rituais, como a camuflagem e a checagem no espelho. A medica&ccedil;&atilde;o ajuda a melhorar a cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o aos sintomas. Eles come&ccedil;am a reconhecer que o defeito n&atilde;o &eacute; t&atilde;o percept&iacute;vel como eles acham. N&atilde;o h&aacute; cura definitiva, mas manter o TDC sob controle pelo resto da vida traz de volta o prazer da vaidade.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Exerc&iacute;cios e procedimentos est&eacute;ticos em exagero tamb&eacute;m podem indicar Transtorno Dism&oacute;rfico Corporal. S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[49],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4153"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4153"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4153\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}