{"id":4154,"date":"2010-11-21T00:00:00","date_gmt":"2010-11-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-11-21T00:00:00","modified_gmt":"2010-11-21T00:00:00","slug":"Casamento-entre-primos-tem-riscos-geneticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/11\/21\/Casamento-entre-primos-tem-riscos-geneticos\/","title":{"rendered":"Casamento entre primos tem riscos gen\u00e9ticos"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 10 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>Os riscos gen&eacute;ticos do casamento entre primos: Novela debate a pol&ecirc;mica, mas retrata assunto de forma incorreta, afirmam especialistas.<\/em><\/strong><\/span><\/span><strong><em><br \/>\n<\/em><\/strong><br \/>\n<strong> Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; <\/strong>Nas novelas, temas pol&ecirc;micos ou pouco debatidos na sociedade s&atilde;o, por vezes, mais fundamentais e atraentes do que um belo casal de protagonistas famosos.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Em Passione, da Rede Globo, o pedido de casamento entre dois primos-irm&atilde;os arrebatou a audi&ecirc;ncia e a apresentou aos espectadores uma especialidade da medicina pouco conhecida e de dif&iacute;cil acesso para a maioria da popula&ccedil;&atilde;o brasileira: a gen&eacute;tica.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Ap&oacute;s a descoberta de uma rela&ccedil;&atilde;o de parentesco, a possibilidade de gerar filhos com alguma doen&ccedil;a gen&eacute;tica fez com que Sinval(<span style=\"font-family: Arial;\">Kayky Britto<\/span>) e F&aacute;tima(<span style=\"font-family: Arial;\">Bianca Bin<\/span>) procurassem um m&eacute;dico geneticista para saber que rumo dar ao relacionamento.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&Eacute; fato que o conto global pouco reflete o mundo real. Os especialistas da &aacute;rea, embora agrade&ccedil;am a chance de popularizar o assunto, criticam a forma como o autor abordou os riscos de uma uni&atilde;o entre primos e o aconselhamento gen&eacute;tico do casal em rede nacional.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Na cena, que foi ao ar esta semana, o m&eacute;dico revela aos personagens que os riscos s&atilde;o alt&iacute;ssimos, e sugere que optem pela ado&ccedil;&atilde;o quando decidirem ter filhos. Salmo Raskin, diretor da Sociedade Brasileira de Gen&eacute;tica M&eacute;dica(<span style=\"font-family: Arial;\">SBGM<\/span>), explica que os riscos s&atilde;o, na verdade, relativamente baixos.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;<em>Foi interessante quebrar o tabu sobre o tema em uma novela. Nos consult&oacute;rios, a falta de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; comprovada diariamente. A maioria das pessoas entra na consulta temerosa, baseada nos altos riscos divulgados pelo senso comum. Ap&oacute;s o aconselhamento, ficam aliviados<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nCasais sem rela&ccedil;&atilde;o de parentesco t&ecirc;m 3% de chance de ter filhos com alguma anomalia gen&eacute;tica. Para os consang&uuml;&iacute;neos, ou seja, pessoas que s&atilde;o parentes pelo sangue, o risco dobra, e passa a ser de 6%. &ldquo;<em>&Eacute; errado dizer que o risco &eacute; alto. Pelo contr&aacute;rio. A maioria dos casais tem 94% de chances de n&atilde;o ter filhos com nenhuma doen&ccedil;a gen&eacute;tica<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nEntretanto, essa matem&aacute;tica s&oacute; traduz a realidade de um casal que n&atilde;o apresente hist&oacute;rico de doen&ccedil;as gen&eacute;ticas na fam&iacute;lia. Cabe ao m&eacute;dico investigar as tr&ecirc;s &uacute;ltimas gera&ccedil;&otilde;es e avaliar a possibilidade de combina&ccedil;&otilde;es negativas.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A SBGM critica a falta de crit&eacute;rios para sustentar a tese de que F&aacute;tima e Sinval ter&atilde;o filhos com alguma doen&ccedil;a gen&eacute;tica. Al&eacute;m disso, defende Raskin, nenhum geneticista orienta seus pacientes sobre qual atitude tomar. &quot;<\/span><\/span><em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Optar pela ado&ccedil;&atilde;o &eacute; uma decis&atilde;o pessoal. N&atilde;o cabe ao especialista sugerir absolutamente nada, apenas apresentar os riscos<\/span><\/span><\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Mayana Zatz, professora titular e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e de C&eacute;lulas Tronco da Universidade de S&atilde;o Paulo(<span style=\"font-family: Arial;\">USP<\/span>), tamb&eacute;m condena a postura apresentada na novela. A m&eacute;dica defende que o papel do geneticista &eacute; explicar os riscos em uma linguagem clara, objetiva, apenas. &quot;<em>N&atilde;o aconselhamos ter ou n&atilde;o filhos. Apontamos o coeficiente de risco, &eacute; errado indicar uma postura<\/em>&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Para facilitar o entendimento, a m&eacute;dica revela que costuma usar a met&aacute;fora das ma&ccedil;&atilde;s. A proposta &eacute; apresentar os riscos de uma forma mais palat&aacute;vel, em uma situa&ccedil;&atilde;o imagin&aacute;ria que ajude os casais a analisar com cautela. &ldquo;<em>Imagine que voc&ecirc; tem um risco de no m&aacute;ximo 10% de gerar filhos com alguma doen&ccedil;a gen&eacute;tica. Pense em uma mesa com 100 ma&ccedil;&atilde;s. Apenas 10 delas cont&ecirc;m um veneno mortal. Voc&ecirc; correria o risco de escolher aleatoriamente e comer uma das frutas<\/em>?&rdquo; demonstra a m&eacute;dica.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A especialista comenta que os homens tendem a avaliar as possibilidades como menos temor. As mulheres, como carregar&atilde;o as crian&ccedil;as por nove meses, depois do valor apresentado, julgam os riscos altos e preferem n&atilde;o arriscar.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Possibilidades<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nDo que a medicina conhece e descreve, hoje, existem mais de 10 mil doen&ccedil;as gen&eacute;ticas. Calcular as chances em casos de parentesco, por ora, no Brasil, &eacute; uma matem&aacute;tica cara e pouco acess&iacute;vel.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Cl&iacute;nicas de aconselhamento gen&eacute;tico pipocam pelo Pa&iacute;s e podem cobrar de mil a 10 mil reais por exames, dependendo da doen&ccedil;a e complexidade do gene a ser estudado. Do lado p&uacute;blico, alguns hospitais, ligados a universidades, realizam tal servi&ccedil;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Para o diretor da SBGM, o controle e mapeamento das doen&ccedil;as gen&eacute;ticas no Brasil s&oacute; poder&atilde;o ser feitos quanto esse tipo de atendimento estiver presente na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de. O especialista defende que n&atilde;o &eacute; preciso desonerar os cofres das secretarias ou do Minist&eacute;rio para ampliar o acesso. Segundo ele, bastaria oferecer o atendimento m&eacute;dico.<\/span><\/span> <span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;<em>O geneticista pode estudar a hist&oacute;ria gen&eacute;tica do casal e, com um c&aacute;lculo no papel, sem grandes tecnologias, apresentar um coeficiente aproximado de risco<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Nordeste<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDados apresentados no &uacute;ltimo congresso de Medicina Gen&eacute;tica, em Salvador, mostram que o Brasil tem uma incid&ecirc;ncia alt&iacute;ssima em algumas regi&otilde;es do nordeste para um tipo de anomalia gen&eacute;tica conhecida como mucopolissacaridose ou MPS &#8211; ela compromete o Sistema Nervoso Central e diversas outras partes do corpo.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">No sert&atilde;o da Bahia, um trabalho pontual de mapeamento e atendimento dessas popula&ccedil;&otilde;es, revelou &iacute;ndices de MPS alarmantes nessa regi&atilde;o. A m&eacute;dia mundial &eacute; de um habitante para cada 200 mil. No local, por&eacute;m, h&aacute; uma pessoa diagnosticada com a doen&ccedil;a para cada cinco mil habitantes.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O motivo &eacute; simples: o &iacute;ndice de casamentos consangu&iacute;neos &eacute; elevado nessas popula&ccedil;&otilde;es, o que aumenta a chance de doen&ccedil;as gen&eacute;ticas na fam&iacute;lia. Tal dado, na vis&atilde;o dos geneticistas, serve de alerta: se existisse acompanhamento gen&eacute;tico nessas popula&ccedil;&otilde;es, os &iacute;ndices poderiam ser controlados.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;<em>Esse exemplo n&atilde;o indica que os riscos s&atilde;o alt&iacute;ssimos em fun&ccedil;&atilde;o dos casamentos entre parentes. H&aacute; muitos anos atr&aacute;s, algu&eacute;m que era portador do gene dessa doen&ccedil;a se instalou na regi&atilde;o. Com os casamentos consangu&iacute;neos, e sem mapeamento gen&eacute;tico, a popula&ccedil;&atilde;o afetada pela doen&ccedil;a cresceu com o passar do tempo<\/em>&quot;, defende Raskin.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A especialista da USP, por&eacute;m, prega cautela no discurso. &ldquo;<em>N&atilde;o podemos minimizar o problema. Em algumas popula&ccedil;&otilde;es do nordeste, o &iacute;ndice de doen&ccedil;as que provocam defici&ecirc;ncias mentais ou f&iacute;sicas n&atilde;o &eacute; baixo. &Eacute; uma quest&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica, que precisa ser analisada com crit&eacute;rios pelas fam&iacute;lias<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Problemas gen&eacute;ticos no sert&atilde;o<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA bi&oacute;loga paulistana Silvana Santos foi para o Nordeste h&aacute; cerca de uma d&eacute;cada por causa da sua vizinha. Ela quis entender a origem da misteriosa doen&ccedil;a da moradora da casa ao lado.<\/p>\n<p>\nComo relatava a pr&oacute;pria mulher, a mol&eacute;stia era comum na sua cidade natal, Serrinha dos Pintos, no sert&atilde;o do Rio Grande do Norte. Santos descobriu no Nordeste mais 70 casos de uma doen&ccedil;a at&eacute; ent&atilde;o desconhecida, a s&iacute;ndrome Spoan, que paralisa os membros inferiores e afeta a vis&atilde;o. Era o mesmo mal de sua vizinha.<\/p>\n<p>\nDepois de descrever a Spoan pela primeira vez em artigo cient&iacute;fico de 2005, a bi&oacute;loga encontrou outros problemas gen&eacute;ticos no sert&atilde;o, causados por um mesmo motivo: o casamento consangu&iacute;neo entre primos.<\/p>\n<p>\nEm Serrinha dos Pintos, 32% dos casamentos envolvem primos de primeiro e segundo grau. Todos os afetados pela s&iacute;ndrome s&atilde;o descendentes de um ancestral comum, que chegou &agrave; regi&atilde;o h&aacute; mais de s&eacute;culo.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>As fam&iacute;lias conhecem a sua &aacute;rvore geneal&oacute;gica, mas a maioria n&atilde;o aceita que as doen&ccedil;as gen&eacute;ticas s&atilde;o causadas pelos casamentos com pessoas do mesmo sangue<\/em>&quot;, afirma a pesquisadora. Hoje, Santos &eacute; professora da UEPB(<span style=\"font-family: Arial;\">Universidade Estadual da Para&iacute;ba<\/span>), institui&ccedil;&atilde;o &agrave; qual se vinculou de tanto estudar a regi&atilde;o.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong><br \/>\nEM FAM&Iacute;LIA<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nOs casamentos consangu&iacute;neos passam dos 40% em algumas cidades paraibanas. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais grave no sert&atilde;o, onde muitas doen&ccedil;as ainda n&atilde;o s&atilde;o reconhecidas como de origem gen&eacute;tica.<\/p>\n<p>\nS&atilde;o os agentes de sa&uacute;de da regi&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">cada um cuida de cerca de 500 pessoas<\/span>) que registram, numa base de dados, a incid&ecirc;ncia de defici&ecirc;ncias. &quot;<em>Mas ningu&eacute;m analisa os dados para investigar causas das doen&ccedil;as<\/em>&quot;, diz Santos.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>DIAGN&Oacute;STICO<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDe acordo com a m&eacute;dica Paula Medeiros, da UFPB(<span style=\"font-family: Arial;\">Universidade Federal da Para&iacute;ba<\/span>), muitos pacientes recebem diagn&oacute;stico errado.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>H&aacute; m&eacute;dicos que relatam retardo mental em casos de mucopolissacaridose [doen&ccedil;a metab&oacute;lica causada por defici&ecirc;ncia de enzimas], sem avaliar se h&aacute; mais casos na fam&iacute;lia e qual &eacute; a origem do problema<\/em>&quot;, diz ela. Por isso, o trabalho dos pesquisadores est&aacute; sendo comemorado por funcion&aacute;rios de alguns munic&iacute;pios da regi&atilde;o. &Eacute; o caso de Maria do Socorro Lucena, secret&aacute;ria municipal de Sa&uacute;de de Queimadas, uma das cidades estudadas, onde uma nova doen&ccedil;a gen&eacute;tica foi identificada.<\/p>\n<p>\nDe acordo com Lucena, os recursos p&uacute;blicos para a sa&uacute;de da sua cidade, que tem 40 mil habitantes, s&atilde;o suficientes apenas para o atendimento &quot;<em>b&aacute;sico<\/em>&quot;. E s&oacute;. &quot;<em>Consigo atender partos, casos de tiro, tratamento de hemodi&aacute;lise, esse tipo de coisa<\/em>&quot;, diz. Al&eacute;m de evitar que mais pessoas pade&ccedil;am de doen&ccedil;as evit&aacute;veis causadas por consanguinidade, o aconselhamento gen&eacute;tico sai mais barato aos cofres p&uacute;blicos.<\/p>\n<p>\nNo caso dos pacientes de mucopolissacaridose, que traz problemas motores, de crescimento e at&eacute; mentais, o tratamento de um tipo da doen&ccedil;a pode chegar a R$ 100 mil por m&ecirc;s, por paciente. Hoje, seis portadores que vivem no sert&atilde;o da Para&iacute;ba est&atilde;o em tratamento no hospital da UFPB, aos cuidados da m&eacute;dica Paula Medeiros.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>FAZ-TUDO<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO trabalho deles come&ccedil;a j&aacute; na prospec&ccedil;&atilde;o de casos, em parceria com os agentes de sa&uacute;de. S&atilde;o tamb&eacute;m os cientistas que realizam o mapeamento gen&eacute;tico e identificam as poss&iacute;veis doen&ccedil;as heredit&aacute;rias, posteriormente divulgadas &agrave; comunidade acad&ecirc;mica em congressos e em artigos cient&iacute;ficos.<\/p>\n<p>\nO processo todo leva, em m&eacute;dia, tr&ecirc;s anos, tamb&eacute;m por causa das dificuldades estruturais. Hoje, um mapeamento gen&eacute;tico no Brasil s&oacute; pode ser feito nas regi&otilde;es Sul e Sudeste, que contam com laborat&oacute;rios para isso.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Eu oriento as pessoas sobre os riscos de nascimento de deficientes quando os pais s&atilde;o um casal de primos<\/em>&quot;, diz Santos. A ideia, de acordo com ela, &eacute; informar os jovens em idade reprodutiva. Mas essa n&atilde;o &eacute; uma aproxima&ccedil;&atilde;o simples. A descren&ccedil;a nos cientistas, e um certo fatalismo, ainda s&atilde;o comuns.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>N&atilde;o acredito nessa coisa de doen&ccedil;a causada por casamento entre primos&quot;, diz uma moradora do munic&iacute;pio Olho d&Aacute;gua, pr&oacute;ximo de Queimadas. Filha de primos e casada com um primo, ela tem tr&ecirc;s dos seus cinco filhos surdos. &quot;Tive filhos surdos porque Deus quis<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"color: rgb(51, 102, 255);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>* Reda&ccedil;&atilde;o com Folha Online.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 10 minutos Os riscos gen&eacute;ticos do casamento entre primos: Novela debate a pol&ecirc;mica, mas retrata assunto de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[49],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4154"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4154\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}