{"id":4165,"date":"2010-11-23T00:00:00","date_gmt":"2010-11-23T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-11-23T00:00:00","modified_gmt":"2010-11-23T00:00:00","slug":"Usinas-nucleares-serao-no-Nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/11\/23\/Usinas-nucleares-serao-no-Nordeste\/","title":{"rendered":"Usinas nucleares ser\u00e3o no Nordeste"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 6 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>Estudo da Eletronuclear descartou a constru&ccedil;&atilde;o das centrais em S&atilde;o Paulo. Estados beneficiados ser&atilde;o decididos no pr&oacute;ximo governo.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; <\/strong>O Estado de S&atilde;o Paulo est&aacute; fora da corrida pela instala&ccedil;&atilde;o de novas centrais nucleares no pa&iacute;s. Estudos da estatal Eletronuclear sobre a localiza&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;ximas quatro usinas, programadas para entrar em funcionamento at&eacute; 2030, levantaram obst&aacute;culos t&eacute;cnicos &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&atilde;o nuclear no Estado.<\/p>\n<p>\nGrandes concentra&ccedil;&otilde;es populacionais, pouca disponibilidade de &aacute;gua e, paradoxalmente, a presen&ccedil;a de grande reservat&oacute;rio subterr&acirc;neo, o aqu&iacute;fero Guarani, s&atilde;o quesitos que desaconselham o funcionamento de uma central nuclear em S&atilde;o Paulo, de acordo com avalia&ccedil;&atilde;o realizada pela estatal, a que o Estado teve acesso.<\/p>\n<p>\nAs duas pr&oacute;ximas usinas nucleares brasileiras ser&atilde;o constru&iacute;das no Nordeste, &agrave;s margens do rio S&atilde;o Francisco. A localiza&ccedil;&atilde;o exata depende de uma decis&atilde;o pol&iacute;tica do futuro governo Dilma Rousseff. Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe disputam a central.<\/p>\n<p>\nCom a sa&iacute;da de S&atilde;o Paulo do p&aacute;reo, a Eletronuclear detalha estudos de outras localidades no Sudeste e n&atilde;o est&aacute; descartada a amplia&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, cidade que j&aacute; abriga as duas primeiras usinas brasileiras.<\/p>\n<p>\nAngra 3 teve as obras retomadas recentemente, depois de mais de 20 anos de paralisa&ccedil;&atilde;o. Minas Gerais e Esp&iacute;rito Santo tamb&eacute;m t&ecirc;m &aacute;reas que s&atilde;o avaliadas pela empresa.<\/p>\n<p>\nA localiza&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;ximas usinas brasileiras &eacute; uma das indefini&ccedil;&otilde;es do Programa Nuclear Brasileiro e ser&aacute; assunto no primeiro &quot;<em>encontro de neg&oacute;cios<\/em>&quot; da &aacute;rea, na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira, em S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p>\nNa ocasi&atilde;o, al&eacute;m da maior participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira no fornecimento de materiais e pe&ccedil;as para o setor, ser&aacute; debatida a possibilidade de a iniciativa privada construir e operar essas novas instala&ccedil;&otilde;es, por meio de concess&otilde;es, como j&aacute; acontece com usinas hidrel&eacute;tricas, por exemplo.<\/p>\n<p>\nMudan&ccedil;as no marco regulat&oacute;rio s&atilde;o defendidas com &ecirc;nfase pelas grandes empreiteiras brasileiras e empresas multinacionais que atuam na &aacute;rea de energia. Tamb&eacute;m contam com o apoio de empresas internacionais fornecedoras de equipamentos e operadoras de instala&ccedil;&otilde;es nucleares, como a Areva e a Westinghouse.<\/p>\n<p>\nAtualmente, a &aacute;rea nuclear &eacute; monop&oacute;lio estatal. Parcerias privadas s&oacute; come&ccedil;aram a ser admitidas recentemente, na explora&ccedil;&atilde;o da mina de ur&acirc;nio de Santa Quit&eacute;ria, no Cear&aacute;, que ainda n&atilde;o come&ccedil;ou a operar.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Debate<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA quebra do monop&oacute;lio &eacute; um assunto pol&ecirc;mico no governo e n&atilde;o avan&ccedil;ou durante a administra&ccedil;&atilde;o de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva. Mas volta com for&ccedil;a no momento de forma&ccedil;&atilde;o do novo governo de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>\nO encontro de neg&oacute;cios de energia nuclear, patrocinado pela Fiesp, pela Comiss&atilde;o Nacional de Energia Nuclear(<span style=\"font-family: Arial;\">CNEN<\/span>) e pelo Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, contar&aacute; com os principais atores do setor.<\/p>\n<p>\nN&atilde;o se cogita quebrar o monop&oacute;lio estatal no ciclo do combust&iacute;vel nuclear. A tecnologia brasileira &eacute; segredo militar, sob o controle da Marinha.<\/p>\n<p>\nO Brasil det&eacute;m uma das maiores reservas mundiais de ur&acirc;nio e planeja o dom&iacute;nio no ciclo de enriquecimento, para a produ&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;vel nuclear, em escala industrial at&eacute; 2014.<\/p>\n<p>\nDurante o encontro em S&atilde;o Paulo, o estudo preparado pelo coordenador de planejamento e avalia&ccedil;&atilde;o da CNEN, Francisco Rondinelli, que ser&aacute; apresentado, vai reiterar a possibilidade de o pa&iacute;s exportar ur&acirc;nio enriquecido no m&aacute;ximo a partir da pr&oacute;xima d&eacute;cada.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Multinacionais e empreiteiras atuam pela quebra do monop&oacute;lio<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAs empresas multinacionais que atuam na &aacute;rea de gera&ccedil;&atilde;o de energia e as grandes empreiteiras nacionais s&atilde;o as principais aliadas na tentativa de quebrar o monop&oacute;lio estatal na &aacute;rea de constru&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o das novas usinas nucleares. &quot;<em>O interesse &eacute; muito grande<\/em>&quot;, informou Antonio Muller, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares(<span style=\"font-family: Arial;\">Abdan<\/span>), da qual algumas dessas grandes empresas s&atilde;o s&oacute;cias.<\/p>\n<p>\nA associa&ccedil;&atilde;o preparou uma nova proposta de emenda constitucional, que dever&aacute; ser submetida ao Congresso no in&iacute;cio da nova legislatura.<\/p>\n<p>\nAl&eacute;m de quebrar o monop&oacute;lio estatal na constru&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o de centrais nucleares, a proposta, j&aacute; submetida informalmente ao governo, prev&ecirc; retirar do Congresso Nacional a palavra final sobre a localiza&ccedil;&atilde;o das usinas nucleares.<\/p>\n<p>\nDe acordo com a proposta da entidade, a escolha do lugar para a instala&ccedil;&atilde;o das novas usinas poderia ser feita mediante decreto presidencial. Isso n&atilde;o estava previsto na proposta de emenda constitucional de quebra do monop&oacute;lio que j&aacute; tramita no Congresso, com o apoio de um parecer do Minist&eacute;rio de Minas e Energia.<\/p>\n<p>\nMuller explica o porqu&ecirc; do interesse de grandes empresas no setor nuclear. A perspectiva para o segmento &eacute; de longo prazo, de amplia&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios na &aacute;rea de energia. De acordo com o presidente da Abdan, a partir de 2035 n&atilde;o haver&aacute; mais novas grandes hidrel&eacute;tricas a serem constru&iacute;das no pa&iacute;s. &quot;<em>O pessoal v&ecirc; que o futuro da gera&ccedil;&atilde;o de energia &eacute; de base nuclear<\/em>&quot;, argumentou.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Mudan&ccedil;a<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA entidade prop&otilde;e que as novas quatro usinas nucleares projetadas para entrar em opera&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2030 j&aacute; sejam objeto de concess&atilde;o &agrave; iniciativa privada. &quot;<em>Se n&atilde;o fosse o monop&oacute;lio, ia acontecer com a &aacute;rea nuclear o que j&aacute; acontece com as usinas hidrel&eacute;tricas, com a diferen&ccedil;a de que o neg&oacute;cio n&atilde;o depende de S&atilde;o Pedro<\/em>&quot;, afirmou Muller.<\/p>\n<p>\nAtualmente, h&aacute; 53 usinas nucleares em constru&ccedil;&atilde;o no mundo, num mercado em expans&atilde;o, estimulado pela op&ccedil;&atilde;o de fontes mais limpas de gera&ccedil;&atilde;o de energia.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em><span style=\"font-size: small;\"><\/p>\n<p><\/span>* O Estado de S&atilde;o Paulo &ndash; Dispon&iacute;vel em Jornal da Ci&ecirc;ncia.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 6 minutos Estudo da Eletronuclear descartou a constru&ccedil;&atilde;o das centrais em S&atilde;o Paulo. 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