{"id":4247,"date":"2010-12-11T00:00:00","date_gmt":"2010-12-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-12-11T00:00:00","modified_gmt":"2010-12-11T00:00:00","slug":"MPF-em-Campina-Grande-ajuiza-acao-de-improbidade-contra-ex-superintendente-do-Incra-na-Paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/12\/11\/MPF-em-Campina-Grande-ajuiza-acao-de-improbidade-contra-ex-superintendente-do-Incra-na-Paraiba\/","title":{"rendered":"MPF em Campina Grande aju\u00edza a\u00e7\u00e3o de improbidade contra ex-superintendente do Incra na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 6 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><strong><em><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Ex-superintendente do Incra na Para&iacute;ba descumpriu requisi&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal.<\/span><\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal em Campina Grande(<span style=\"font-family: Arial;\">MPF<\/span>) entrou com a&ccedil;&atilde;o de improbidade administrativa contra o ex-superintendente regional do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria(<span style=\"font-family: Arial;\">Incra<\/span>), Ant&ocirc;nio Ribeiro, mais conhecido como Frei Anast&aacute;cio, em raz&atilde;o do descaso dele em responder aos questionamentos do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>As investiga&ccedil;&otilde;es do MPF foram realizadas a partir do Procedimento Investigat&oacute;rio Criminal n.&ordm; 1.24.001.000099\/2007-27, com base em documentos extra&iacute;dos dos autos da A&ccedil;&atilde;o Interdito Proibit&oacute;rio n.&ordm; 0172007000401-9, que corre perante o ju&iacute;zo da 2&ordf; Vara da Comarca de Esperan&ccedil;a, noticiando que Arlindo Salvador de Siqueira participou de invas&otilde;es em fazendas localizadas naquela comarca, incidindo assim, na norma do artigo 2&ordm;, par&aacute;grafo 7&ordm;, da Lei n&ordm; 8.629\/93(<span style=\"font-family: Arial;\">sobre reforma agr&aacute;ria<\/span>). Tal lei afirma que ser&aacute; exclu&iacute;do do programa de reforma agr&aacute;ria do governo federal quem for beneficiado ou pretendente de lote em assentamento e for identificado como participante em conflito fundi&aacute;rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Manuel Cabral de Andrade J&uacute;nior, autor da a&ccedil;&atilde;o de interdito proibit&oacute;rio, denunciou as invas&otilde;es diversas vezes ao Incra, n&atilde;o tendo a autarquia tomado qualquer provid&ecirc;ncia. Assim, em 26 de junho de 2007, o MPF oficiou o Incra requerendo informa&ccedil;&otilde;es sobre Arlindo Salvador de Siqueira e em 17 de julho de 2007, a autarquia informou que foi aberto procedimento administrativo para apura&ccedil;&atilde;o dos fatos, mas que seu andamento estava comprometido em raz&atilde;o de greve na institui&ccedil;&atilde;o. <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Em 6 de setembro de 2007, o MPF enviou novo of&iacute;cio ao Incra questionado o andamento do procedimento. O of&iacute;cio n&atilde;o foi respondido pelo ent&atilde;o superintendente Frei Anast&aacute;cio, sendo reiterado pelo MPF em 26 de novembro de 2007 e 15 de maio de 2008, mas continuou sem resposta. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal reiterou o of&iacute;cio pela quarta vez, oportunidade na qual o entregou em m&atilde;os. Finalmente, em resposta de 18 de setembro de 2008, Frei Anast&aacute;cio informou que o procedimento que apurava os fatos era o n.&ordm; 54320 000626\/2007-62, mas que ele ainda estava em fase de tramita&ccedil;&atilde;o, pedindo prazo de 60 dias para envio de relat&oacute;rio final. <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><u>Descumprimento<\/u><\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nUltrapassado o prazo de 60 dias, em 4 de fevereiro de 2009, o MPF oficiou novamente o Incra, na pessoa de Frei Anast&aacute;cio, para que enviasse o resultado final do procedimento administrativo. Como o of&iacute;cio n&atilde;o foi respondido, foi reiterado em 14 de maio de 2009, 25 de setembro de 2009 e 4 de mar&ccedil;o de 2010, sem que obtivesse qualquer resposta, apesar dos v&aacute;rios contatos feitos por telefone, inclusive atrav&eacute;s da secret&aacute;ria do superintendente. <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Em 18 de mar&ccedil;o de 2010, o demandado deixou o cargo de superintendente do Incra, assumindo Marcos Faro Eloy Dunda. O of&iacute;cio buscando as informa&ccedil;&otilde;es foi, ent&atilde;o, dirigido ao novo superintendente, que prestou as informa&ccedil;&otilde;es e forneceu a c&oacute;pia do Procedimento Administrativo n.&ordm; 54320 000626\/2007-62. Em 24 de maio de 2010, Marcos Dunda nomeou comiss&atilde;o para apura&ccedil;&atilde;o dos fatos.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><u>Descaso<\/u><\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO  procedimento em quest&atilde;o foi instaurado pelo Incra, em 21 de junho de 2007, por determina&ccedil;&atilde;o do ent&atilde;o superintendente J&uacute;lio C&eacute;zar Ramalho Ramos. Para o MPF, com a  posse de Frei Anast&aacute;cio na autarquia(<span style=\"font-family: Arial;\">em 7 de agosto de 2007<\/span>) o procedimento foi engavetado, j&aacute; que  nada foi feito apesar dos nove of&iacute;cios de requisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>De acordo com a a&ccedil;&atilde;o, o descaso de Frei Anast&aacute;cio em responder os questionamentos do MPF comprova que o Incra n&atilde;o tomou qualquer provid&ecirc;ncia sobre invas&otilde;es denunciadas por Manuel Cabral de Andrade J&uacute;nior.  &ldquo;<em>N&atilde;o &eacute; demais lembrar que Frei Anast&aacute;cio possui liga&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas com os movimentos sociais, especialmente o Movimento dos Sem Terra(<span style=\"font-family: Arial;\">MST<\/span>), que era exatamente apontado como autor das invas&otilde;es n&atilde;o apuradas no procedimento instaurado pelo Incra, a partir da documenta&ccedil;&atilde;o enviada pelo ju&iacute;zo da 2&ordf; Vara da Comarca de Esperan&ccedil;a<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Assim, para o MPF, por ter retardado e deixado de praticar, indevidamente, ato de of&iacute;cio, Frei Anast&aacute;cio cometeu o previsto no artigo 11, inciso II, da Lei 8.429\/92(<span style=\"font-family: Arial;\">Lei de Improbidade Administrativa<\/span>) e, por isso, pede-se a condena&ccedil;&atilde;o do demandado nas san&ccedil;&otilde;es previstas no artigo 12, inciso III da Lei 8.429\/92.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>A A&ccedil;&atilde;o de Improbidade Administrativa n&ordm; 0002834-83.2010.4.05.8201, ajuizada em 17 de setembro de 2010, aguarda decis&atilde;o da Justi&ccedil;a Federal. <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><u>Mais condutas<\/u><\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nPela conduta de n&atilde;o tomar qualquer provid&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s invas&otilde;es noticiadas por Manuel Cabral de Andrade J&uacute;nior, pelo ju&iacute;zo da 2&ordf; Vara da Comarca de Esperan&ccedil;a  e tamb&eacute;m pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, o ex-superintendente Frei Anast&aacute;cio cometeu, em tese, o crime de prevarica&ccedil;&atilde;o, previsto no artigo 319 do C&oacute;digo Penal.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nJ&aacute; por n&atilde;o responder os of&iacute;cios do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, exatamente porque nada havia feito para apurar os fatos, o demandado cometeu o crime previsto no artigo 10 da Lei 7.347\/85(<span style=\"font-family: Arial;\">Lei da A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica<\/span>). Tal dispositivo diz que constitui crime pun&iacute;vel com pena de reclus&atilde;o de 1 a 3 anos, mais multa de 10  a 1.000 Obriga&ccedil;&otilde;es Reajust&aacute;veis do Tesouro Nacional &ndash; ORTN, &ldquo;<em>a recusa, o retardamento ou a omiss&atilde;o de dados t&eacute;cnicos indispens&aacute;veis &agrave; propositura da a&ccedil;&atilde;o civil, quando requisitados pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Tramita inqu&eacute;rito policial espec&iacute;fico para a apura&ccedil;&atilde;o da repercuss&atilde;o penal das condutas. <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Outra a&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nEm 9 de mar&ccedil;o de 2010, o MPF em Jo&atilde;o Pessoa ajuizou a a&ccedil;&atilde;o de improbidade administrativa n&ordm; 0001802-46.2010.4.05.8200 contra Frei Anast&aacute;cio, por ele n&atilde;o atender as requisi&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e n&atilde;o encaminhar dados t&eacute;cnicos indispens&aacute;veis &agrave; instru&ccedil;&atilde;o dos Procedimentos Extrajudiciais n&ordm; 1.24.000.000242\/2008-71 e n&ordm; 1.24.000.000981\/2005-11, instaurados pela Procuradoria da Rep&uacute;blica na Para&iacute;ba.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nTais procedimentos apuravam, respectivamente, conflitos ocorridos no assentamento S&iacute;tio, em Dona In&ecirc;s(<span style=\"font-family: Arial;\">PB<\/span>), e irregularidades na habilita&ccedil;&atilde;o de assentados no assentamento Manoel Bento, em Capim(<span style=\"font-family: Arial;\">PB<\/span>). De acordo com o MPF, ele se negou a praticar ato de of&iacute;cio previsto em suas atribui&ccedil;&otilde;es legais. Aguarda-se decis&atilde;o da Justi&ccedil;a Federal sobre o caso. <\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>* Com Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Procuradoria da Rep&uacute;blica na Para&iacute;ba.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 6 minutos Ex-superintendente do Incra na Para&iacute;ba descumpriu requisi&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal. 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