{"id":4258,"date":"2010-12-12T00:00:00","date_gmt":"2010-12-12T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-12-12T00:00:00","modified_gmt":"2010-12-12T00:00:00","slug":"Mudancas-climaticas-colocam-em-perigo-tesouros-arqueologicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/12\/12\/Mudancas-climaticas-colocam-em-perigo-tesouros-arqueologicos\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas colocam em perigo tesouros arqueol\u00f3gicos"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA desertifica&ccedil;&atilde;o, o degelo, o aumento das chuvas torrenciais e dos furac&otilde;es como consequ&ecirc;ncia das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem destruir diversos tesouros arqueol&oacute;gicos, como templos Maias, alertaram especialistas.<\/p>\n<p>\nM&uacute;mias decompostas na Sib&eacute;ria, pir&acirc;mides enterradas na areia no Sud&atilde;o, templos Maias que implodem: as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem destruir v&aacute;rios tesouros arqueol&oacute;gicos, mas tamb&eacute;m revelar novas descobertas, como Oetzi, o &quot;<em>homem do gelo<\/em>&quot; encontrado em 1991 em uma geleira nos Alpes.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Franco Rollo\/University of Camerino\/AFP<\/span><\/span><\/strong><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" alt=\"\" src=\"\/UserFiles\/Image\/diversos\/eventos\/oetzi_o_homem_do_gelo_geleira_alpes1991_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>O degelo, por exemplo, amea&ccedil;a vest&iacute;gios de kurgans, tumbas da &eacute;poca dos Escitas, na &Aacute;sia Central, garantiu Henri-Paul Francfort, que chefia uma miss&atilde;o francesa nesta regi&atilde;o para estudar os restos desta civiliza&ccedil;&atilde;o n&ocirc;made nas montanhas de Altai, na Sib&eacute;ria.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>O permafrost, camada de terra constantemente gelada que os conservou at&eacute; agora, derrete e amea&ccedil;a decompor os corpos mumificados, tatuados, enterrados com cavalos sacrificados, peles, objetos de madeira, vestu&aacute;rio<\/em>&quot;, explicou o especialista. &quot;<em>Se n&atilde;o nos anteciparmos, logo ser&aacute; muito tarde<\/em>&quot;, alertou o arque&oacute;logo, que confirmou um degelo muito importante no &Aacute;rtico em 2010.<\/p>\n<p>\nO aquecimento, entretanto, pode ter o efeito contr&aacute;rio. No Tirol italiano, &quot;<em>&eacute;, sem d&uacute;vida, a retra&ccedil;&atilde;o de uma geleira que permitiu descobrir um dia o Oetzi, um guerreiro de 5.300 anos atr&aacute;s. O derretimento das geleiras, especialmente na Noruega, frequentemente traz &agrave; tona outros vest&iacute;gios<\/em>&quot;, justificou.<\/p>\n<p>\nOutro motivo de inquieta&ccedil;&atilde;o &eacute; o aumento do n&iacute;vel dos mares. Segundo os &uacute;ltimos dados dos cientistas, o n&iacute;vel da &aacute;gua subir&aacute; um metro at&eacute; 2100, amea&ccedil;ando regi&otilde;es costeiras inteiras.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>A eleva&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas em certas ilhas do Pac&iacute;fico provocar&aacute; inevitavelmente a destrui&ccedil;&atilde;o dessas zonas costeiras. Na Tanz&acirc;nia, a eros&atilde;o mar&iacute;tima destruiu um muro do forte de Kilma, constru&iacute;do pelos portugueses em 1505<\/em>&quot;, relatou Francfort.<\/p>\n<p>\nEm Bangladesh, a cidade de Panam-Sonargaon, centro do reino de Bengala do s&eacute;culo 15 ao 19 e um dos cem locais amea&ccedil;ados pela Unesco, &eacute; frequentemente inundada pela eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel das &aacute;guas.<\/p>\n<p>\nA multiplica&ccedil;&atilde;o de fen&ocirc;menos clim&aacute;ticos extremos, &quot;<em>especialmente os ciclones com cargas de &aacute;gua excepcionais que caem em tempo recorde<\/em>&quot;, preocupa tamb&eacute;m os arque&oacute;logos, segundo Dominique Michelet, especialista franc&ecirc;s em arqueologia da Am&eacute;rica.<\/p>\n<p>\nMichelet citou os casos de Chan Chan, do antigo reino chim&uacute;, e a maior cidade da Am&eacute;rica pr&eacute;-colombiana(<span style=\"font-family: Arial;\">Peru<\/span>), castigada pelas inunda&ccedil;&otilde;es provocadas pelo fen&ocirc;meno El Ni&ntilde;o, e o do templo maia de Tabasqueno(<span style=\"font-family: Arial;\">M&eacute;xico<\/span>), destru&iacute;do pelos furac&otilde;es Opalo e Rozana em 1995, mas restaurado posteriormente. &quot;<em>Os arque&oacute;logos estabilizaram o templo principal, mas os edif&iacute;cios encheram de &aacute;gua e implodiram<\/em>&quot;, explicou.<\/p>\n<p>\nVincent Charpentier, no Instituto Franc&ecirc;s de Pesquisas Arqueol&oacute;gicas Preventivas(<span style=\"font-family: Arial;\">INRAP<\/span>), especialista em zonas costeiras, confirmou esta amea&ccedil;a. &quot;<em>No sultanato de Om&atilde;, os ciclones Gonu, em 2007, e Phet, no ver&atilde;o passado(<span style=\"font-family: Arial;\">do hemisf&eacute;rio norte<\/span>), enterraram na areia locais de 5.000 a 6.000 anos antes de nossa era<\/em>&quot;, contou.<\/p>\n<p>\nA areia &eacute; um dos piores inimigos dos vest&iacute;gios antigos, especialmente nos desertos. No Sud&atilde;o, as dunas que rodeavam a cidade de Meroe, capital do reino de Nubia(<span style=\"font-family: Arial;\">do s&eacute;culo 3 a.C ao 4 d.C<\/span>), atacaram as pir&acirc;mides e as enterraram. Michelet julgou &quot;<em>indispens&aacute;vel um trabalho de alerta que deve ir al&eacute;m de um invent&aacute;rio dos locais amea&ccedil;ados catalogado pela Unesco<\/em>&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos A desertifica&ccedil;&atilde;o, o degelo, o aumento das chuvas torrenciais e dos furac&otilde;es como consequ&ecirc;ncia das [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[47],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4258"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4258"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4258\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}