{"id":4294,"date":"2010-12-20T00:00:00","date_gmt":"2010-12-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-12-20T00:00:00","modified_gmt":"2010-12-20T00:00:00","slug":"Presidente-da-OAB-considera-um-risco-fim-de-exames","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/12\/20\/Presidente-da-OAB-considera-um-risco-fim-de-exames\/","title":{"rendered":"Presidente da OAB considera um risco fim de exames"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\">\n<strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Bras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil(<span style=\"font-family: Arial;\">OAB<\/span>), Ophir Cavalcante, acredita que o fim do exame de Ordem para os novos profissionais traria um risco para a sociedade, que passaria a contar com profissionais sem qualifica&ccedil;&atilde;o adequada no mercado de trabalho. O fim do exame de Ordem voltou aos notici&aacute;rios depois que liminar concedida pelo desembargador federal Vladimir Souza Carvalho, do Tribunal Regional Federal(<span style=\"font-family: Arial;\">TRF<\/span>) da 5&ordf; Regi&atilde;o, com sede em Recife, considerou esse tipo de avalia&ccedil;&atilde;o inconstitucional para os advogados.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Efetivamente, esse &eacute; um entendimento isolado. A Justi&ccedil;a brasileira n&atilde;o tem essa compreens&atilde;o que esse magistrado tem. E n&atilde;o me preocupa o fato de outras pessoas quererem ingressar pedindo a inconstitucionalidade do exame de Ordem<\/em>&rdquo;, disse Ophir.<\/p>\n<p>\nEle lembrou que esse tipo de a&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a n&atilde;o &eacute; novidade e que a OAB tem sido vitoriosa &agrave; medida que o pensamento dominante hoje da jurisprud&ecirc;ncia, em v&aacute;rios tribunais regionais federais, &eacute; que o exame &eacute; constitucional.<\/p>\n<p>\nO presidente da OAB tamb&eacute;m critica o magistrado que concedeu a liminar. Segundo ele, &ldquo;<em>todo o julgador tem que ter isen&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o pode estar envolvido com os fatos. Seja pelo interesse direto ou indireto. No caso espec&iacute;fico, a OAB entende que o magistrado incide em suspei&ccedil;&atilde;o &agrave; medida que tem um posicionamento pr&eacute;vio, inclusive externado em jornais, contra o exame de Ordem<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Seu filho(<span style=\"font-family: Arial;\">do desembargador<\/span>) j&aacute; fez exames de Ordem e n&atilde;o passou. Ent&atilde;o, ao liberar as pessoas alegando inconstitucionalidade do exame de uma forma indireta, ele vai beneficiar o filho se essa tese vier a ser vitoriosa. Portanto, &eacute; com essa perspectiva que a Ordem entende que existe um crit&eacute;rio &eacute;tico a ser observado<\/em>&rdquo;, afirmou Ophir.<\/p>\n<p>\nQuanto &agrave; constitucionalidade da exig&ecirc;ncia do exame de Ordem, Ophir lembra que a Carta de 1988, em seu Artigo 170, par&aacute;grafo &uacute;nico, diz que livre o trabalho das pessoas, mas as qualifica&ccedil;&otilde;es podem ser determinadas por lei. Com base nesse dispositivo, informou Ophir, em 1994, foi editada a Lei Federal 8.906,que determinou que a condi&ccedil;&atilde;o para a qualifica&ccedil;&atilde;o profissional do advogado deve ser aferida ap&oacute;s a conclus&atilde;o do bacharelado com um exame de profici&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Ent&atilde;o, a ordem se sente autorizada pela Constitui&ccedil;&atilde;o e pela lei a fazer isso. Ela estaria errada, como aconteceu com medicina e engenharia que querem fazer tamb&eacute;m, se institu&iacute;sse isso sem lei<\/em>&rdquo;, disse. Ele lembra que a exemplo da ordem, recentemente os contadores conseguiram mediante Lei 12.249\/2010 a mesma prerrogativa e j&aacute; v&atilde;o realizar no pr&oacute;ximo ano o primeiro exame do tipo.<\/p>\n<p>\nQuestionado se n&atilde;o seria mais eficaz aumentar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o sobre os cursos, ele garantiu que o trabalho da OAB tem sido incessante, pois o ensino jur&iacute;dico tem duas faces: o lado das universidades e o lado dos estudantes. Ophir Cavalcante destacou que a ordem tem uma comiss&atilde;o nacional de ensino jur&iacute;dico que pode expedir pareceres pela cria&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de cursos de direito, pedir o fechamento desses cursos e renovar ou n&atilde;o a licen&ccedil;a de funcionamento.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>A OAB realiza esse trabalho e analisa cerca de 40 a 50 processos todos os meses. Existem 1.128 faculdades de direito em todo o pa&iacute;s e em parceria com o MEC(<span style=\"font-family: Arial;\">Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o<\/span>), n&atilde;o permitimos a cria&ccedil;&atilde;o de novos cursos. A ordem tem esse papel de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e ser uma voz da sociedade contra a prolifera&ccedil;&atilde;o dos cursos de direito que n&atilde;o t&ecirc;m qualidade<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nO presidente da OAB destaca que o exame &eacute; a outra face da moeda que afere a qualidade do ensino e mostra uma posi&ccedil;&atilde;o incessante e de resist&ecirc;ncia &agrave; cria&ccedil;&atilde;o desenfreada de cursos de direito.<\/p>\n<p>\nDe acordo com ele, seria muito c&ocirc;modo para a OAB em vez de ter os cerca de 700 mil profissionais, ter dois milh&otilde;es a 2,5 milh&otilde;es de advogados. Significaria, afirmou, mais pessoas para manter o sistema OAB por meio das contribui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Ter&iacute;amos mais recursos para a nossa previd&ecirc;ncia, plano de sa&uacute;de etc. Mas a import&acirc;ncia de uma profiss&atilde;o n&atilde;o se mede pela quantidade, mas sim pela qualidade<\/em>&rdquo;, afirma.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><em><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">* Ag&ecirc;ncia Brasil.<\/span><\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211; O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), Ophir Cavalcante, acredita que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4294"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4294"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4294\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}