{"id":4317,"date":"2010-12-28T00:00:00","date_gmt":"2010-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-12-28T00:00:00","modified_gmt":"2010-12-28T00:00:00","slug":"Cientistas-brasileiros-criam-curativo-mais-cicatrizante-e-antimicrobiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2010\/12\/28\/Cientistas-brasileiros-criam-curativo-mais-cicatrizante-e-antimicrobiano\/","title":{"rendered":"Cientistas brasileiros criam curativo mais cicatrizante e antimicrobiano"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\">\n<strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">S&atilde;o Paulo(SP) &#8211;<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Um dos desafios de profissionais envolvidos com a recupera&ccedil;&atilde;o de pacientes com queimaduras &eacute; abreviar o tempo de interna&ccedil;&atilde;o para evitar complica&ccedil;&otilde;es infecciosas. O uso de biocurativos, produzidos a partir de celulose bacteriana &ndash; que possibilita a regenera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida da pele &ndash;, &eacute; uma das alternativas promissoras.<\/p>\n<p>\nPesquisadores do Instituto de Qu&iacute;mica da Universidade Estadual Paulista(<span style=\"font-family: Arial;\">Unesp<\/span>), em Araraquara, em parceria com a empresa Apis Flora, de Ribeir&atilde;o Preto, desenvolveram um biocurativo cicatrizante e antimicrobiano &agrave; base de celulose bacteriana e extrato de pr&oacute;polis.<\/p>\n<p>\nO produto foi testado in vitro com &oacute;timos resultados. &ldquo;<em>O objetivo do biocurativo, feito em forma de pel&iacute;cula, &eacute; atenuar o tempo de tratamento e a dor de pacientes que sofreram queimaduras de primeiro e de segundo graus ou que possuam feridas cr&ocirc;nicas<\/em>&rdquo;, disse Hernane Barud, coordenador da pesquisa.<\/p>\n<p>\nOs resultados obtidos at&eacute; agora mostram alto grau de efici&ecirc;ncia do produto, principalmente na preven&ccedil;&atilde;o do crescimento microbiano e na libera&ccedil;&atilde;o sustentada de pr&oacute;polis.<\/p>\n<p>\nOs resultados correspondem &agrave; primeira fase do projeto, j&aacute; conclu&iacute;da com testes in vitro. De acordo com Barud, a novidade do produto &eacute; o aprimoramento da celulose bacteriana com a incorpora&ccedil;&atilde;o de extrato de pr&oacute;polis, insumo farmac&ecirc;utico que j&aacute; fora avaliado quanto &agrave; efic&aacute;cia pr&eacute;-cl&iacute;nica e cl&iacute;nica em queimados por Andresa Berretta, pesquisadora respons&aacute;vel da Apis Flora.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>A pr&oacute;polis &eacute; um material resinoso e bals&acirc;mico obtido pelas abelhas que, associada &agrave; membrana, produz uma a&ccedil;&atilde;o cicatrizante e antimicrobiana. Al&eacute;m de regenerar a pele, o biocurativo consegue matar as bact&eacute;rias que surgem junto com os ferimentos<\/em>&rdquo;, explicou o pesquisador, que concluiu recentemente seu doutorado no Instituto de Qu&iacute;mica da Unesp de Araraquara sobre Materiais Multifuncionais Baseados em Celulose Bacteriana.<\/p>\n<p>\nA Apis Flora tem patente para o extrato padronizado de pr&oacute;polis e, atualmente, o grupo prepara nova solicita&ccedil;&atilde;o para o biocurativo com pr&oacute;polis. &ldquo;<em>N&atilde;o &eacute; qualquer extrato de pr&oacute;polis que apresenta os resultados, mas o que a empresa desenvolveu, avaliou e depositou o pedido de patente<\/em>&rdquo;, ressaltou Barud.<\/p>\n<p>\nSegundo Andresa, quando se trabalha com derivados naturais a reprodutibilidade de lote a lote &eacute; indispens&aacute;vel para se obter medicamentos. &ldquo;<em>Nosso grupo j&aacute; avaliou essas caracter&iacute;sticas e tem condi&ccedil;&otilde;es de obter industrialmente lotes reprodut&iacute;veis a fim de se registrar um medicamento nos &oacute;rg&atilde;os reguladores<\/em>&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>\nA membrana de celulose &eacute; produzida pela bact&eacute;ria Acetobacter xylinum, encontrada principalmente nas frutas em decomposi&ccedil;&atilde;o.&ldquo;<em>A vantagem da celulose bacteriana, principalmente a produzida pela A. xylinum, &eacute; a elevada resist&ecirc;ncia mec&acirc;nica conferida pela rede tridimensional formada por nanofibras de celulose<\/em>&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>\nCom o novo biocurativo o paciente em tratamento poder&aacute; desempenhar atividades corriqueiras como tomar banho ou ficar exposto ao sol. &ldquo;<em>Como o produto &eacute; imperme&aacute;vel, ele funciona como uma barreira bacteriol&oacute;gica, sem impedir que o ferimento respire<\/em>&rdquo;, disse.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>Libera&ccedil;&atilde;o controlada<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nBarud acrescenta ainda que pela transpar&ecirc;ncia e por aderir com facilidade ao leito da ferida, a pel&iacute;cula possibilitar&aacute; o acompanhamento constante da cicatriza&ccedil;&atilde;o. Um dos problemas no tratamento de queimados &eacute; que o curativo convencional pode provocar les&otilde;es todas as vezes que &eacute; removido.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>O novo biocurativo poder&aacute; ser colocado diretamente na ferida sem necessidade de troca. Al&eacute;m disso, conseguimos desenvolv&ecirc;-lo com libera&ccedil;&atilde;o sustentada, ou seja, ele libera pr&oacute;polis lentamente<\/em>&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>\nA pr&oacute;xima etapa da pesquisa ser&aacute; o teste em animais. Depois de superada essa fase, o biocurativo ser&aacute; testado em humanos. &ldquo;<em>A meta &eacute; produzir o produto em larga escala. A previs&atilde;o &eacute; que dentro de dois a tr&ecirc;s anos ele seja comercializado<\/em>&rdquo;, disse Barud.<\/p>\n<p>\nParticipam tamb&eacute;m da pesquisa os professores Youn&eacute;s Messaddeq e Sidney Jos&eacute; Lima Ribeiro, do Instituto de Qu&iacute;mica da Unesp de Araraquara, al&eacute;m de Andresa Aparecida Berretta, coordenadora de pesquisa na empresa Apis Flora.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; Um dos desafios de profissionais envolvidos com a recupera&ccedil;&atilde;o de pacientes com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4317"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4317"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4317\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}