{"id":4333,"date":"2011-01-04T00:00:00","date_gmt":"2011-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-01-04T00:00:00","modified_gmt":"2011-01-04T00:00:00","slug":"Azulao-Nordestino-corre-risco-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/01\/04\/Azulao-Nordestino-corre-risco-de-extincao\/","title":{"rendered":"Azul\u00e3o Nordestino corre risco de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong> Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; <\/strong>O Azul&atilde;o do Nordeste &eacute; uma ave muito cobi&ccedil;ada pela sua beleza exuberante, cantar bonito, alto e mais r&aacute;pido que os demais, al&eacute;m de possuir uma cor chamativa. Por essas caracter&iacute;sticas, o Azul&atilde;o do Nordeste torna-se objeto de desejo dos predadores humanos.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>O Azul&atilde;o do Nordeste macho tem uma plumagem azul muito forte, com apar&ecirc;ncia de cinza em algumas partes. As manchas da cabe&ccedil;a e da asa s&atilde;o um azul c&eacute;u brilhante, e o bico parece ser maior e mais c&ocirc;nico que nos outros tipos. A f&ecirc;mea do Azul&atilde;o do Nordeste &eacute; um pouco avermelhada puxando mais para a cor canela. Quando jovem, o Azul&atilde;o do Nordeste tamb&eacute;m &eacute; avermelhado como a f&ecirc;mea, mas ao passar para a fase adulta, ele troca a plumagem pelo azul que come&ccedil;a aos poucos a surgir algumas penas azuis no meio da plumagem vermelha at&eacute; ficar completamente azul. Quando jovem o Azul&atilde;o do Nordeste j&aacute; canta, mas &eacute; na fase adulta que seu canto se torna alto e melodioso atraindo os predadores humanos<\/em>&rdquo;, explica o ambientalista Aramy Fablicio.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><u><strong>H&aacute;bitos<\/strong><\/u><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO ambientalista explica que &quot;<em>o Azul&atilde;o do Nordeste &eacute; encontrado em toda a regi&atilde;o &aacute;rida do nordeste. Seu habitat s&atilde;o os arbustos. Esta ave &eacute; territorialista. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel v&ecirc;-la em bando. Se existe um casal em certa localiza&ccedil;&atilde;o, s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel encontrar outro casal em uma certa dist&acirc;ncia<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" alt=\"\" src=\"\/UserFiles\/Image\/animais\/azulao_do_nordeste_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>&quot;<em>Os filhotes de azul&atilde;o ficam com seus pais at&eacute; um certo tempo, depois j&aacute; partem para uma vida &ldquo;independente&rdquo;, pois o instinto territorialista do azul&atilde;o n&atilde;o o deixar&aacute; ficar por perto ap&oacute;s estar na fase adulta. Assim, o filhote ter&aacute; que achar seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio e sua parceira para acasalamento. Se um macho invade o territ&oacute;rio de outro, com certeza haver&aacute; um conflito, e ser&aacute; bem violento. Por isso existe um certo respeito entre as aves e seus territ&oacute;rios, mas sempre h&aacute; aquele mais valente que, por territ&oacute;rio ou por uma f&ecirc;mea, entrar&aacute; em conflito e conquistar&aacute; o desejado<\/em>&rdquo;, pontuou <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Aramy Fablicio.<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Reprodu&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO azul&atilde;o se reproduz aqui no nordeste no per&iacute;odo das chuvas, constr&oacute;i seu ninho n&atilde;o muito longe do solo e cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias ap&oacute;s a f&ecirc;mea botar os ovos.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Risco de extin&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n&ldquo;<em>O Azul&atilde;o Nordestino j&aacute; estar praticamente extinto, pois n&atilde;o se encontra mais na natureza. Talvez se encontre uma ou outra em algum lugar do nordeste, mas ela s&oacute; estar&aacute; livre at&eacute; encontrar um predador humano, pois a procura por esta ave rara &eacute; muito grande devido ao seu valor comercial e sua beleza. Quase todo brasileiro conhece o Azul&atilde;o, mas aprisionado em gaiolas, pois na vida selvagem praticamente n&atilde;o existe mais. Nos anos de 1980 ainda era comum se ver alguns azul&otilde;es, mas cada vez foi ficando mais raro aqui na Para&iacute;ba, hoje &eacute; praticamente imposs&iacute;vel voc&ecirc; encontrar um livre na natureza<\/em>&rdquo;, alerta o ambientalista.<\/p>\n<p>\nHoje encontramos o Azul&atilde;o Nordestino aprisionado em gaiolas desde a casa de um simples campon&ecirc;s, nas casas de pessoas em pequenas cidades, m&eacute;dias e grandes metr&oacute;poles do Brasil e at&eacute; do exterior. &ldquo;<em>Quando crian&ccedil;a eu conhecia o Azul&atilde;o Nordestino aprisionado em gaiolas apenas devido ao seu belo canto, mas hoje os criadores o usam tamb&eacute;m como ave de briga em rinhas onde rolam altas apostas como as de can&aacute;rio da terra e galo de briga<\/em>&rdquo;, recorda o ambientalista Aramy Fablicio.<\/p>\n<p>\nPara Aramy, &ldquo;<em>A captura &eacute; a maior causa das extin&ccedil;&otilde;es, mas o desmatamento desordenado dos arbustos, &aacute;rvores nativa das regi&otilde;es &aacute;ridas tamb&eacute;m contribui; Com todos esses fatores a ave foi ficando cada vez mais rara. Se houvesse uma conscientiza&ccedil;&atilde;o da sociedade em soltar todos os azul&otilde;es das gaiolas na natureza, seria dif&iacute;cil a reprodu&ccedil;&atilde;o, pois n&atilde;o ter&iacute;amos as f&ecirc;meas livres na natureza e ainda teria outro problema que seria os capturadores de animais. Seria necess&aacute;rio tamb&eacute;m um grande trabalho de reabilita&ccedil;&atilde;o dessas aves e soltas em &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental como o Projeto Natureza Livre em Fagundes onde todos os propriet&aacute;rios de terra aderiram &agrave; causa ambiental<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nAs leis do pa&iacute;s pro&iacute;bem a ca&ccedil;a, a captura de animais silvestres e maus tratos a animais dom&eacute;sticos e domesticados, como a lei de n&ordm; 9.605\/98 e qualquer outro tipo de crime ambiental. Mas &ldquo;<em>as pol&iacute;ticas ambientais s&atilde;o falhas, quase toda casa no Brasil tem um animal aprisionado e n&atilde;o se faz nada. &Eacute; &ldquo;normal&rdquo; vermos aves nas gaiolas em frente &agrave;s casas, pessoas desfilando com animais silvestres nas ruas, com&eacute;rcio desses animais em feiras livres. Creio que deveria ser toler&acirc;ncia zero, pois quando as pessoas s&atilde;o pegas com drogas il&iacute;citas s&atilde;o punidas, o mesmo deveria acontecer quando pegas com animais selvagens, por&eacute;m o pior de tudo &eacute; a sociedade civil que continua mantendo essas criaturas em cativeiros mesmo sabendo que est&atilde;o indo contra a lei do homem e a lei de Deus&rdquo;<\/em>, desabafa o ambientalista.<\/p>\n<p>\nSe voc&ecirc; tem conhecimento de algum crime ambiental denuncie, ligue para Linha Verde 0800 61 8080, e-mail: linhaverde.sede@ibama.gov.br, ou denucie atrav&eacute;s do e-mail: aramy.fablicio@gmail.com, telefones: (83) 9955.5534 ou 8868.7218.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><em><strong>* Edimilson Camilo &#8211; Jornalista.<\/strong><\/em><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Azul\u00e3o do Nordeste: canto melodioso atrai predadores humanos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[47],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4333"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4333\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}