{"id":4350,"date":"2011-01-20T00:00:00","date_gmt":"2011-01-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-01-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-01-20T00:00:00","slug":"Desequilibrio-ecologico-faz-aves-do-alto-sertao-migrarem-para-o-agreste-paraibano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/01\/20\/Desequilibrio-ecologico-faz-aves-do-alto-sertao-migrarem-para-o-agreste-paraibano\/","title":{"rendered":"Desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico faz aves do alto sert\u00e3o migrarem para o agreste paraibano"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Sousa(PB) &#8211;<\/strong> Aves que n&atilde;o s&atilde;o nativas do agreste da paraibano, &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o caatinga mata atl&acirc;ntica, est&atilde;o aparecendo e adotando-o como seu novo habitat. Entre essas aves est&atilde;o o Gra&uacute;na Nordestina, Casaca de Couro Grande, Lavadeira de Cara Branca, Noivinha e Guriat&atilde; entre outras.<\/p>\n<p>\nA constata&ccedil;&atilde;o &eacute; do ambientalista Aramy Fablcio que conhece muito bem a fauna e flora da regi&atilde;o. &ldquo;<em>Isto &eacute; legal, mas significa que algo est&aacute; errado, ou seja, o habitat natural destas criaturas certamente est&aacute; sendo desmatado. Algumas das esp&eacute;cies eu conhe&ccedil;o desde crian&ccedil;a em gaiola como exemplo a Guriat&atilde;, ave que se alimenta de frutas e que &eacute; nativa da regi&atilde;o da zona da mata nordestina e come&ccedil;ou aparecer por aqui com o desmatamento da mata atl&acirc;ntica<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>A Noivinha, uma esp&eacute;cie de Lavadeira toda branca, um pouco maior que a Lavadeira Mascarada nativa da regi&atilde;o. Ela &eacute; nativa do auto sert&atilde;o nordestino e agora &eacute; cada vez mais comum aqui na regi&atilde;o de Fagundes, principalmente no S&iacute;tio V&aacute;rzea do Arroz de propriedade do senhor Jos&eacute; Alves e Dona Tereza Alves que lutam para proteg&ecirc;-las. Ela tem o mesmo comportamento que a nativa daqui, gosta de ficar nos arbustos, alimenta-se de mosquitos e vive nas margens das lagoas, rios e a&ccedil;udes. Temos tamb&eacute;m a Lavadeira de Cara Branca, uma esp&eacute;cie de Lavadeira originaria do auto sert&atilde;o que agora habita a regi&atilde;o de Fagundes. Antes n&atilde;o existiam esses p&aacute;ssaros por aqui<\/em>&rdquo;, observa Aramy Fablicio.<\/p>\n<p>\nO ambientalista tamb&eacute;m observa que &ldquo;<em>outra ave que tamb&eacute;m est&aacute; habitando a regi&atilde;o de Fagundes &eacute; a Casaca de Couro Gigante, ave end&ecirc;mica do nordeste brasileiro que habita o auto sert&atilde;o. Ela &eacute; parecida com a nossa Casaca de Couro pequena. Al&eacute;m do tamanho, a Casaca de Couro Gigante tem um canto muito alto e faz ninho parecido com o da Casaca daqui, por&eacute;m de formato arredondado de gravetos e espinhos<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Outra ave que adotou como habitat a regi&atilde;o de Fagundes &eacute; o Gra&uacute;na Nordestino, uma das aves mais cobi&ccedil;ada pelos criadores de aves e traficantes, pelo seu canto alto e bonito. Desde crian&ccedil;a eu observava quando esta ave passava voando alto e cantando ao migrar de um habitat para outro, mas n&atilde;o era nativa desta parte da Para&iacute;ba. Eu s&oacute; a conhecia aprisionada em gaiolas trazidas por traficantes de outras regi&otilde;es, mas hoje eles est&atilde;o protegidos e se reproduzindo na Fazenda Matias que faz parte do Projeto Biqueira Velha e Natureza Livre. Essas aves s&atilde;o o xod&oacute; dos moradores, principalmente do propriet&aacute;rio da fazenda Matias, o senhor Nivaldo Peixoto, 68 anos, que aprecia o seu canto e faz de tudo para proteg&ecirc;-las dos predadores<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nPara o ambientalista &ldquo;<em>O desequil&iacute;brio ambiental &eacute; preocupante, pois aqui na regi&atilde;o j&aacute; vi esp&eacute;cie ser extinta como a ave Engraxadeira, ave que sequer foi catalogada, pois nunca vi foto nem em livros nem em internet. Outra ave que foi extinta era a Sabi&aacute; Branca ave migrat&oacute;ria que s&oacute; aparecia aqui no per&iacute;odo das&rsquo; chuvas para se alimentar de insetos, principalmente o Man&eacute; Magro, esta foi por alvo dos ca&ccedil;adores e criadores aqui e nas outras regi&otilde;es que ela predominava. Outra foi a ave Chorona uma ave parecida com o golado, por&eacute;m bem maior. Esta ave era muito cobi&ccedil;ada por criadores e tantas outras, existem tamb&eacute;m as que est&atilde;o em alto processo de extin&ccedil;&atilde;o como as nativas, Pinta Silva, Alma de Gato e in&uacute;meras esp&eacute;cies de outras aves, e  as migrat&oacute;rias como o Bigodinho, Papa Capim, Caboclinho Lindo, Gatur&atilde;o, entre outras<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>A ave que eu considero como a ave condenado a extin&ccedil;&atilde;o &eacute; o famoso Azul&atilde;o Nordestino, hoje a ave s&iacute;mbolo da extin&ccedil;&atilde;o no Nordeste. Quanto a mam&iacute;fero, reptes, roedores e outros a situa&ccedil;&atilde;o j&aacute; esteve pior, mas com os projetos  Biqueira Velha, projeto que usa plaquinhas feitas de zinco reaproveitado com os dizeres: Proibido Ca&ccedil;ar e Capturar Animais, que s&atilde;o afixadas nas propriedades, Natureza Livre, &aacute;rea de soltura formada por todas as propriedades que aderiram ao projeto Biqueira Velha e atitudes de conscientiza&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o, muitos animais j&aacute; come&ccedil;aram a aparecer como o quase extinto Gato Maracaj&aacute; Pintado e o Pardo, Fur&atilde;o, Guaxinim entre tantos outros<\/em>&rdquo;, explica o ambientalista Aramy.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>O lado bom dessa migra&ccedil;&atilde;o de aves n&atilde;o nativas para a regi&atilde;o de Fagundes &eacute; que elas est&atilde;o se reproduzindo e como aqui a maioria das propriedades n&atilde;o permite a ca&ccedil;a e a captura de animais a tend&ecirc;ncia &eacute; cada vez mais elas se proliferarem, preservando a esp&eacute;cie. Por outro lado podemos perceber que o desequil&iacute;brio ecol&oacute;gico, principalmente o desmatamento, &eacute; o principal respons&aacute;vel por essa migra&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo;, alega o ambientalista Aramy Fablicio.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Sousa(PB) &#8211; Aves que n&atilde;o s&atilde;o nativas do agreste da paraibano, &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o caatinga [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[47],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4350"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4350\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}