{"id":4402,"date":"2011-02-03T00:00:00","date_gmt":"2011-02-03T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-02-03T00:00:00","modified_gmt":"2011-02-03T00:00:00","slug":"Energia-eolica-no-mundo-cresce-de-vento-em-popa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/02\/03\/Energia-eolica-no-mundo-cresce-de-vento-em-popa\/","title":{"rendered":"Energia e\u00f3lica no mundo cresce de vento em popa"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>A energia e&oacute;lica est&aacute; em ascens&atilde;o no mundo inteiro. Os cata-ventos j&aacute; giram em 82 pa&iacute;ses do planeta &#8211; e a tend&ecirc;ncia &eacute; aumentar. Pa&iacute;ses emergentes e em desenvolvimento ainda d&atilde;o os primeiros passos.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>\nPara Dom Quixote, os moinhos de vento eram criaturas amea&ccedil;adoras, cheias de bra&ccedil;os e nas quais n&atilde;o de podia confiar. Do s&eacute;culo 17 para c&aacute;, a imagem dos cata-ventos melhorou muito, e hoje, mais do que moer farinha, eles fornecem quantidades generosas de energia limpa. Segundo dados do Relat&oacute;rio Mundial de Energia E&oacute;lica, o vento gerou cerca de 340 terawatts-hora de energia no mundo em 2009, o suficiente para abastecer a It&aacute;lia durante um ano.<\/p>\n<p>\nA maioria das turbinas e&oacute;licas sempre se concentrou na Europa, onde desde cedo houve tecnologia e vontade pol&iacute;tica para investir em tecnologias limpas. Mas o potencial est&aacute; se esvaindo. Atualmente, apenas 27% dos novos cata-ventos foram instalados na Europa, deixando o continente em terceiro lugar no ranking de energia e&oacute;lica.<\/p>\n<p>\nO crescimento mais acelerado &eacute; verificado na &Aacute;sia. O continente assumiu a dianteira na produ&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica mundial e em 2009 foi respons&aacute;vel por 40% de todos os novos cata-ventos instalados. A maioria deles est&aacute; na China, onde o n&uacute;mero de turbinas duplicou pelo quarto ano consecutivo. &quot;<em>O governo reconheceu que a energia e&oacute;lica &eacute; barata, renov&aacute;vel e limpa<\/em>&quot;, explica Stefan Gs&auml;nger, secret&aacute;rio-geral da Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de Energia E&oacute;lica(<span style=\"font-family: Arial;\">WWEA<\/span>). Al&eacute;m disso, a tecnologia pode ser facilmente exportada. Hoje a China est&aacute; entre os cinco maiores fabricantes de turbinas e&oacute;licas do mundo.<\/p>\n<p>\nAl&eacute;m de grandes parques e&oacute;licos, na &Aacute;sia tamb&eacute;m s&atilde;o instalados microparques e&oacute;licos, especialmente em zonas rurais sem acesso &agrave; rede el&eacute;trica. Pequenos cata-ventos com gera&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 2KWh custam de 800 a mil euros e podem abastecer um vilarejo inteiro. J&aacute; existem cerca de 400 mil microssistemas como esse. E como na China muitos milh&otilde;es de pessoas ainda vivem sem energia, esse n&uacute;mero pode aumentar para mais de um milh&atilde;o em um futuro pr&oacute;ximo, estima a WWEA.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Concorr&ecirc;ncia &quot;verde&quot;<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNa Am&eacute;rica do Sul, a utiliza&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica se desenvolve mais lentamente. &quot;<em>Isso acontece, entre outros motivos, porque a Am&eacute;rica Latina tem grande parte de sua matriz abastecida por energia hidroel&eacute;trica, e assim disp&otilde;e tamb&eacute;m de energia comparavelmente limpa<\/em>&quot;, explica Trudy K&ouml;nemund, da Sociedade Alem&atilde; de Coopera&ccedil;&atilde;o T&eacute;cnica(<span style=\"font-family: Arial;\">GTZ<\/span>) no Chile. Apenas 2% das novas instala&ccedil;&otilde;es e&oacute;licas s&atilde;o constru&iacute;das na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>\nPara Ralf Heidenreich, porta-voz da desenvolvedora de projetos Juwi, os problemas est&atilde;o principalmente na implanta&ccedil;&atilde;o. Embora haja potencial, &quot;<em>as condi&ccedil;&otilde;es para construir novas usinas ainda precisam melhorar um pouco<\/em>&quot;. A opini&atilde;o &eacute; compartilhada por Stefan Gs&auml;nger. Muitos projetos no passado teriam sido adiados por causa de corrup&ccedil;&atilde;o e porque o setor energ&eacute;tico tradicional trabalharia contra os projetos de energia renov&aacute;vel. Mesmo assim, existem cada vez mais usinas e&oacute;licas na Am&eacute;rica Latina, 44 delas no Brasil. O M&eacute;xico quintuplicou o n&uacute;mero de turbinas em 2009. O Chile est&aacute; em terceiro lugar, com seis usinas j&aacute; constru&iacute;das e outras 20 em planejamento.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Energia e&oacute;lica para a &Aacute;frica<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNo continente africano quase n&atilde;o h&aacute; turbinas e&oacute;licas. A taxa de crescimento nos &uacute;ltimos anos &eacute; insignificante. O principal motivo &eacute; a falta de infra-estrutura, explica Ralf Heidenreich. &quot;<em>A energia precisa ser canalizada de alguma forma<\/em>&quot;. Esse problema pode abrir caminho para os pequenos cata-ventos, como os que existem na &Aacute;sia, espera Stefan Gs&auml;nger da WWEA. Al&eacute;m disso, o continente africano sofre com a falta de tecnologia e, principalmente, recursos.<\/p>\n<p>\nEgito e Marrocos s&atilde;o os principais produtores de energia e&oacute;lica no continente. No Egito j&aacute; existem empresas que fabricam componentes para turbinas. &quot;<em>&Eacute; importante desenvolver uma cadeia produtiva no pr&oacute;prio pa&iacute;s&quot;, explica Gs&auml;nger. &quot;Assim as usinas e&oacute;licas podem ter uma vantagem em rela&ccedil;&atilde;o ao petr&oacute;leo<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nDe acordo com a WWEA, a pot&ecirc;ncia gerada pelas usinas e&oacute;licas no mundo duplica a cada tr&ecirc;s anos. Um desenvolvimento que com certeza deixaria Dom Quixote de cabelo em p&eacute;. Mas no mundo real do s&eacute;culo 21, esse &eacute; o caminho para um mundo sem combust&iacute;veis f&oacute;sseis.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos A energia e&oacute;lica est&aacute; em ascens&atilde;o no mundo inteiro. 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