{"id":4412,"date":"2011-02-07T00:00:00","date_gmt":"2011-02-07T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-02-07T00:00:00","modified_gmt":"2011-02-07T00:00:00","slug":"Taxa-de-homicidios-em-Campina-Grande-esta-acima-da-media-das-cidades-de-medio-porte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/02\/07\/Taxa-de-homicidios-em-Campina-Grande-esta-acima-da-media-das-cidades-de-medio-porte\/","title":{"rendered":"Taxa de homic\u00eddios em Campina Grande est\u00e1 acima da m\u00e9dia das cidades de m\u00e9dio porte"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\nM&eacute;dia nacional &eacute; de 32,3 homic&iacute;dios por cem mil habitantes. Em Campina, a taxa &eacute; de quase 40.<\/span><\/em><\/strong><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><strong>Campina Grande(PB) &#8211; <\/strong>Um estudo realizado pelo professor Jo&atilde;o Maria N&oacute;brega, da Universidade Federal de Campina Grande(<span style=\"font-family: Arial;\">UFCG<\/span>), aponta que a taxa de homic&iacute;dios em Campina Grande est&aacute; acima da m&eacute;dia nacional para cidades do seu mesmo porte populacional. Segundo ele, a m&eacute;dia &eacute; de 32,3 homic&iacute;dios por cem mil habitantes, enquanto que na Rainha da Borborema a taxa &eacute; de 39,6 mortes.<\/p>\n<p>\nPara o professor e cientista pol&iacute;tico, esses s&atilde;o n&uacute;meros de uma guerra civil n&atilde;o declarada. Ele cita ainda outra agravante nos n&uacute;meros registrados na cidade. &ldquo;<em>Entre as cidades de 350 a 400 mil habitantes, Campina Grande fica atr&aacute;s apenas de Porto Velho, capital de Rond&ocirc;nia, que apresenta tend&ecirc;ncia de queda nos &uacute;ltimos anos, enquanto que Campina Grande segue caminho inverso numa escala de crescimento constante da viol&ecirc;ncia homicida, podendo, em curto prazo, ultrapassar Porto Velho e alcan&ccedil;ar o primeiro lugar nesse perigoso ranking<\/em>&rdquo;, revela.<\/p>\n<p>\nA pesquisa, que faz parte de sua tese de doutorado, revela ainda que os jovens s&atilde;o as maiores v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia O estudo aponta que esse crescimento pode ser reflexo da inefic&aacute;cia das institui&ccedil;&otilde;es coercitivas, a exemplo das pol&iacute;cias, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, da Justi&ccedil;a e do sistema carcer&aacute;rio.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Homic&iacute;dios no Nordeste<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAl&eacute;m dos dados sobre Campina Grande, o pesquisador Jos&eacute; Maria N&oacute;brega est&aacute; engajado em uma pesquisa sobre os homic&iacute;dios no Nordeste Brasileiro. O estudo, que avalia os nove estados da regi&atilde;o, al&eacute;m de fazer um retrato do mapa da viol&ecirc;ncia no Nordeste, busca relacionar os fatores que causam o aumento de homic&iacute;dios na regi&atilde;o.<\/p>\n<p>\nEntre os esfor&ccedil;os dos governos para diminuir a taxa de criminalidade, a exemplo de programas sociais como o Bolsa Fam&iacute;lia, o pesquisador faz um levantamento se existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre o crescimento ou decr&eacute;scimo do efetivo policial e a pr&aacute;tica de homic&iacute;dios no Nordeste.<\/p>\n<p>\nDe acordo com a pesquisa, na Para&iacute;ba, houve um incremento no efetivo de policiais civis entre os anos de 2003 e 2006. A Pol&iacute;cia Civil saltou de 1.191 para 2.542 profissionais, enquanto que a Pol&iacute;cia Militar aumentou seu efetivo de 8.253 para 9.170 homens. Ainda assim, a taxa de homic&iacute;dios continuou crescendo, saltando de 615 para 824 assassinatos por ano.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Neste caso, o crescimento do efetivo n&atilde;o teve rela&ccedil;&atilde;o ou associa&ccedil;&atilde;o com a diminui&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia homicida na Para&iacute;ba, quebrando o mito que liga uma l&oacute;gica rela&ccedil;&atilde;o entre o efetivo da pol&iacute;cia e a redu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. O mero crescimento do efetivo n&atilde;o refletiu na redu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia homicida<\/em>&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>\nPara o professor, o controle dos homic&iacute;dios, entre outros fatores, deve passar por uma an&aacute;lise precisa de sua din&acirc;mica e de suas rela&ccedil;&otilde;es com outras vari&aacute;veis. &ldquo;<em>S&oacute; assim &eacute; poss&iacute;vel a aplica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em Seguran&ccedil;a<\/em>&rdquo;, adverte.<\/p>\n<p>\nA pesquisa completa e in&eacute;dita sobre Homic&iacute;dios no Nordeste ser&aacute; divulgada em breve na Revista de Seguran&ccedil;a e Cidadania, da Secretaria Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (Senasp), do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>* Com Gloriquele Mendes &ndash; Ascom\/UFCG.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos M&eacute;dia nacional &eacute; de 32,3 homic&iacute;dios por cem mil habitantes. 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