{"id":4418,"date":"2011-02-08T00:00:00","date_gmt":"2011-02-08T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-02-08T00:00:00","modified_gmt":"2011-02-08T00:00:00","slug":"Planetas-fora-do-Sistema-Solar-sao-saida-para-seres-terrestres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/02\/08\/Planetas-fora-do-Sistema-Solar-sao-saida-para-seres-terrestres\/","title":{"rendered":"Planetas fora do Sistema Solar s\u00e3o sa\u00edda para seres terrestres"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Rio de Janeiro(RJ) &#8211; <\/strong>Nos &uacute;ltimos dez anos, os astr&ocirc;nomos encontraram cerca de 500 planetas extrassolares(<span style=\"font-family: Arial;\">que ficam fora do Sistema Solar<\/span>). Gra&ccedil;as a avan&ccedil;os em tecnologias de detec&ccedil;&atilde;o, que est&atilde;o cada vez mais precisas, a busca por exoplanetas(<span style=\"font-family: Arial;\">planetas que ficam fora do Sistema Solar<\/span>) deve fazer com que esse n&uacute;mero seja ainda maior.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nSegundo o astr&ocirc;nomo Ramachrisna Teixeira, diretor do Observat&oacute;rio Abrah&atilde;o de Moraes da USP(<span style=\"font-family: Arial;\">Universidade de S&atilde;o Paulo<\/span>), em Valinhos, no interior de S&atilde;o Paulo, o objetivo da procura por esse tipo de planetas, mais do que encontrar alien&iacute;genas, &eacute; preservar a esp&eacute;cie humana no futuro. &quot;<em>Hoje a Terra &eacute; habit&aacute;vel, mas um dia n&atilde;o ser&aacute; mais, o que nos obrigar&aacute; sair daqui<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Seu colega, o astr&ocirc;nomo Ronaldo Mour&atilde;o, fundador do Museu de Astronomia do Rio de Janeiro, lembra que nos pr&oacute;ximos 5 bilh&otilde;es de anos o Sol dever&aacute; se transformar em uma estrela gigante vermelha, destruindo a Terra. Mas o astr&ocirc;nomo concorda com seu colega que, antes disso, a pr&oacute;pria humanidade se encarregar&aacute; de acabar com as condi&ccedil;&otilde;es de vida por aqui. &quot;<em>S&oacute; a ci&ecirc;ncia e a tecnologia conseguir&atilde;o salvar a humanidade, nos oferecendo uma nova sa&iacute;da. Gra&ccedil;as a elas, viveremos uma evolu&ccedil;&atilde;o muito grande e poderemos mudar de planeta<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Estudo ajudar&aacute; a entender como eles nascem e se desenvolvem<\/strong><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA procura por esses mundos habit&aacute;veis &eacute; realizada fora de nosso Sistema Solar, da&iacute; a express&atilde;o &quot;<em>extrassolares<\/em>&quot;. Os cientistas estimam que existam 200 bilh&otilde;es de estrelas na Via L&aacute;ctea, a nossa gal&aacute;xia, e que 70% delas tenham as mesmas caracter&iacute;sticas de nosso Sol, com sistemas planet&aacute;rios parecidos com o nosso.<\/p>\n<p><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Segundo Mour&atilde;o, a descoberta desses planetas &ldquo;<em>pode revelar que realmente existem outros sistemas planet&aacute;rios, ao contr&aacute;rio do que se pensava at&eacute; meados do s&eacute;culo 20<\/em>&rdquo;, quando sua exist&ecirc;ncia era considerada uma raridade no Universo. &quot;<em>Gra&ccedil;as a eles, come&ccedil;amos a compreender melhor a origem e o desenvolvimento dos planetas, o que foi muito importante tamb&eacute;m para entendermos melhor o futuro de nosso Sistema Solar<\/em>&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nTeixeira, que, em 1995, ajudou a medir a dist&acirc;ncia um dos primeiros exoplanetas detectados, conta que os astr&ocirc;nomos que est&atilde;o procurando esses tipos de astros com probabilidade de vida estudam estrelas parecidas com o Sol(<span style=\"font-family: Arial;\">tipo G<\/span>), que podem ter planetas com condi&ccedil;&otilde;es parecidas com as da Terra. &quot;<em>Em pouco tempo, seremos capazes de detectar planetas compar&aacute;veis ao nosso, com caracter&iacute;sticas que favore&ccedil;am a vida<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Laborat&oacute;rio brasileiro vai estudar comportamento de extrem&oacute;filos<\/strong><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO astr&ocirc;nomo explica que, para os cientistas, vida significa qualquer micro-organismo(<span style=\"font-family: Arial;\">como uma bact&eacute;ria<\/span>) encontrado no fundo de um po&ccedil;o de petr&oacute;leo, por exemplo, t&atilde;o resistente que poderia ter sobrevivido a uma viagem planet&aacute;ria, como aconteceu com a bact&eacute;ria encontrada pela Nasa que substitui o f&oacute;sforo pelo ars&ecirc;nico.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nEssa descoberta permite se pensar que outros elementos qu&iacute;micos poderiam propiciar a vida, n&atilde;o se limitando portanto aos j&aacute; determinados &ndash; carbono, hidrog&ecirc;nio, nitrog&ecirc;nio, oxig&ecirc;nio, enxofre e f&oacute;sforo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nChamados de extrem&oacute;filos, esses organismos conseguem sobreviver ou at&eacute; necessitam fisicamente de condi&ccedil;&otilde;es geoqu&iacute;micas extremas, prejudiciais &agrave; maioria das outras formas de vida na Terra.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nJustamente para entender esses micro-organismos, at&eacute; o final deste ano, o observat&oacute;rio de Valinhos dever&aacute; contar com um laborat&oacute;rio de astrobiologia, que ir&aacute; simular atmosferas de Tit&atilde;(<span style=\"font-family: Arial;\">lua de Saturno<\/span>) e do planeta Marte, por exemplo, para estudar como os extrem&oacute;filos se comportam nesses ambientes.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO que os cientistas pretendem responder &eacute; &quot;<em>se a vida na Terra pode ter vindo de fora e se existe vida fora da Terra<\/em>&quot;, explica Teixeira.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>* R7.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Rio de Janeiro(RJ) &#8211; Nos &uacute;ltimos dez anos, os astr&ocirc;nomos encontraram cerca de 500 planetas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[37],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4418"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4418"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4418\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}