{"id":4554,"date":"2011-02-26T00:00:00","date_gmt":"2011-02-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-02-26T00:00:00","modified_gmt":"2011-02-26T00:00:00","slug":"Deputados-apresentam-Projeto-que-obriga-empresas-de-energia-a-devolverem-contribuicao-cobrada-indevidamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/02\/26\/Deputados-apresentam-Projeto-que-obriga-empresas-de-energia-a-devolverem-contribuicao-cobrada-indevidamente\/","title":{"rendered":"Deputados apresentam Projeto que obriga empresas de energia a devolverem contribui\u00e7\u00e3o cobrada indevidamente"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 8 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><em><strong><br \/>\nDeputados querem devolu&ccedil;&atilde;o de R$ 7 bi a consumidor.<\/strong><\/em><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Bras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Projeto apresentado esta semana obriga empresas de energia el&eacute;trica a devolverem contribui&ccedil;&atilde;o cobrada indevidamente durante sete anos. Um grupo de deputados quer que as concession&aacute;rias de energia el&eacute;trica devolvam ao consumidor o que receberam indevidamente durante sete anos. Estimativa feita pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">TCU<\/span>) aponta que um equ&iacute;voco de c&aacute;lculo fez com as empresas recebessem R$ 1 bilh&atilde;o a mais por ano no per&iacute;odo de 2002 a 2009. A devolu&ccedil;&atilde;o dos recursos, estimados inicialmente em R$ 7 bilh&otilde;es, est&aacute; prevista no Projeto de Decreto Legislativo 10\/2011, apresentado na &uacute;ltima quarta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">23Fevereiro2011<\/span>) na C&acirc;mara.<\/p>\n<p>\nSegundo a proposi&ccedil;&atilde;o, as distribuidoras cobraram na conta de luz, durante sete anos, uma contribui&ccedil;&atilde;o com o pretexto de custear o fornecimento de energia em localidades e sistemas isolados do pa&iacute;s. A cobran&ccedil;a foi considerada irregular pelo TCU. No &uacute;ltimo dia 25 de janeiro, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica(<span style=\"font-family: Arial;\">Aneel<\/span>) confirmou a decis&atilde;o tomada em dezembro de 2009 de desobrigar as concession&aacute;rias de restituir os valores aplicados irregularmente.<\/p>\n<p>\nA proposta apresentada na C&acirc;mara susta &ldquo;<em>os efeitos normativos<\/em>&rdquo; da ag&ecirc;ncia reguladora. Na justificativa do projeto de decreto legislativo, os deputados que assinam a proposta acusam a Aneel de &ldquo;<em>negar o direito dos consumidores brasileiros de serem ressarcidos do erro da metodologia de c&aacute;lculo que elevou ilegalmente as tarifas de energia el&eacute;trica<\/em>&rdquo; entre 2002 e 2009.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Mas esse c&aacute;lculo n&atilde;o levou em conta o crescimento do n&uacute;mero de consumidores e as distribuidoras arrecadaram mais do que foi efetivamente gasto na manuten&ccedil;&atilde;o desses sistemas. Essa arrecada&ccedil;&atilde;o excedente &eacute; proibida pelas regras da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica<\/em>&rdquo;, aponta a assessoria do deputado Eduardo da Fonte(<span style=\"font-family: Arial;\">PP-PE<\/span>), um dos respons&aacute;veis pela apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto. O parlamentar pernambucano disse ao Congresso em Foco que a iniciativa j&aacute; re&uacute;ne 180 assinaturas de parlamentares na condi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;<em>co-autores<\/em>&rdquo; da mat&eacute;ria.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>No plen&aacute;rio, n&atilde;o tenho a menor d&uacute;vida de que vamos conseguir a aprova&ccedil;&atilde;o, at&eacute; porque &eacute; um direito dos consumidores brasileiros. Temos um apoiamento quase un&acirc;nime&rdquo;, avalia Eduardo, para quem o valor cobrado indevidamente dos consumidores pode dobrar, feitas as corre&ccedil;&otilde;es inflacion&aacute;rias. &ldquo;N&atilde;o menos que R$ 7 bilh&otilde;es &ndash; o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">TCU<\/span>) disse que a d&iacute;vida estava calculada em R$ 1 bilh&atilde;o por ano(<span style=\"font-family: Arial;\">entre 2002 e 2009<\/span>). Mas esse valor pode chegar a R$ 15 bilh&otilde;es. S&oacute; vamos ter essa certeza quando esse levantamento for finalizado pela Aneel<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nSegundo a justificativa do projeto de decreto legislativo, o pagamento indevido de tarifas fere dispositivos da Constitui&ccedil;&atilde;o, do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor e da pr&oacute;pria Aneel, na defini&ccedil;&atilde;o de direitos e deveres do consumidor, &ldquo;<em>em especial do direito ao ressarcimento pelos valores cobrados indevidamente<\/em>(<span style=\"font-family: Arial;\">artigos 76 a 78 da Resolu&ccedil;&atilde;o Aneel n.&ordm; 456, de 2000; e o artigo 113 da Resolu&ccedil;&atilde;o Aneel n&ordm; 414, de 2010)<\/span>&rdquo;. Eduardo da Fonte diz que, em vez de funcionar como ag&ecirc;ncia reguladora, a Aneel demonstra estar a servi&ccedil;o das distribuidoras de energia el&eacute;trica.<\/p>\n<p>\n<strong>Confira a &iacute;ntegra do Projeto de Decreto Legislativo 10\/2011:<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;<em>N&atilde;o foi erro. Foi roubo<\/em>&rdquo;<\/p>\n<p>O caso teve in&iacute;cio em 2007, no &acirc;mbito da Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor(<span style=\"font-family: Arial;\">CDC<\/span>) da C&acirc;mara. Na ocasi&atilde;o, o deputado Elismar Prado(<span style=\"font-family: Arial;\">PT-MG<\/span>) e alguns membros do colegiado pediram uma auditoria nas contas administradas pelas concession&aacute;rias de energia el&eacute;trica.<\/p>\n<p>\nOs ind&iacute;cios de irregularidade resultaram na instala&ccedil;&atilde;o da CPI das Tarifas de Energia El&eacute;trica, que, entre outras resolu&ccedil;&otilde;es, levaram ao indiciamento do diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, junto ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal. Segundo Eduardo da Fonte, ele &ldquo;<em>obstruiu o trabalho da CPI por n&atilde;o ter fornecido os dados referentes &agrave;s cobran&ccedil;as indevidas<\/em>&rdquo; do per&iacute;odo 2002-2009. Tamb&eacute;m foi determinado que cerca de 20 agentes da ag&ecirc;ncia fossem investigados, mas por outras quest&otilde;es.<\/p>\n<p>\nNo entanto, depois de reuni&atilde;o dos membros do colegiado, decidiu-se que as investiga&ccedil;&otilde;es deveriam ser estendidas a todos os citados no relat&oacute;rio final da CPI &#8211; inclusive Hubner, mas sem que o pedido de indiciamento dele fosse levado adiante. Na ocasi&atilde;o, o diretor-geral disse que n&atilde;o poderia ter apresentado os dados sem que a defesa das distribuidoras de energia tivesse sido encaminhada &agrave; Aneel.<\/p>\n<p>\nEm novembro de 2010, o relat&oacute;rio final da chamada CPI da Conta de Luz determinou que a Aneel exigisse das empresas concession&aacute;rias a devolu&ccedil;&atilde;o dos valores recebidos indevidamente dos consumidores. Em desobedi&ecirc;ncia ao colegiado, a ag&ecirc;ncia se limitou a executar a revis&atilde;o dos contratos com 63 distribuidoras, e definiu um novo sistema de reajuste de tarifas que impediria cobran&ccedil;as indevidas. A restitui&ccedil;&atilde;o dos valores n&atilde;o foi determinada pela Aneel, sob o argumento de que, por falta de fundamenta&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, as regras do novo contrato n&atilde;o poderiam retroagir.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Ao se negar a devolver esses valores, eles patrocinaram um calote ao povo brasileiro<\/em>&rdquo;, fustigou Eduardo da Fonte, lembrando que, em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara, os pr&oacute;prios representantes da Aneel reconheceram o erro e se dispuseram a corrigi-lo, mas sem que os valores fossem repostos. &ldquo;<em>Na minha avalia&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foi um erro, foi um roubo. Eles(<span style=\"font-family: Arial;\">respons&aacute;veis pelas distribuidoras<\/span>) agiram de m&aacute; f&eacute;<\/em>&rdquo;, completou Weliton Prado(<span style=\"font-family: Arial;\">PT-MG<\/span>), que tamb&eacute;m subscreve o projeto protocolado na Mesa Diretora. Weliton &eacute; irm&atilde;o de Elismar Prado, o ex-membro da CDC.<\/p>\n<p>\nWeliton disse &agrave; reportagem que trabalha no projeto desde antes da posse para a atual legislatura. E garantiu que, mesmo na semana pr&eacute;-carnavalesca, continuar&aacute; a conscientizar &ldquo;<em>o m&aacute;ximo de deputados<\/em>&rdquo; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia da mat&eacute;ria. Ele acredita que, longe de uma a&ccedil;&atilde;o isolada, o conjunto de deputados em defesa do tema &ldquo;<em>dar&aacute; for&ccedil;a ao projeto<\/em>&rdquo;. &ldquo;<em>Costumo dizer que o Parlamento &eacute; igual a feij&atilde;o: s&oacute; funciona na press&atilde;o<\/em>&rdquo;, diz o petista, ressalvando o papel da imprensa em manter o assunto em evid&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\nO Congresso em Foco quis saber a posi&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Distribuidores de Energia El&eacute;trica(<span style=\"font-family: Arial;\">Abradee<\/span>) sobre o assunto. A assessoria informou que seguidas e longas reuni&otilde;es, &ldquo;<em>a portas fechadas<\/em>&rdquo;, impediriam que a dire&ccedil;&atilde;o da Abradee, sociedade civil de direito privado, falasse com a reportagem nesta sexta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">25Fevereiro2011<\/span>). Ainda segundo a assessoria, a entidade est&aacute; em fase de estrutura&ccedil;&atilde;o em Bras&iacute;lia, uma vez que est&aacute; em pleno processo de mudan&ccedil;a da matriz do Rio de Janeiro para Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\n&ldquo;Tarifa amarela&rdquo;<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAgora, diz Eduardo da Fonte, o objetivo &eacute; conseguir a aprova&ccedil;&atilde;o de &ldquo;<em>urg&ecirc;ncia urgent&iacute;ssima<\/em>&rdquo; para a vota&ccedil;&atilde;o do projeto. Para tanto, s&atilde;o necess&aacute;rias 171 assinaturas(<span style=\"font-family: Arial;\">um ter&ccedil;o dos 513 deputados<\/span>), o que levaria a mat&eacute;ria &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de item priorit&aacute;rio de vota&ccedil;&otilde;es no plen&aacute;rio da C&acirc;mara. Mas, al&eacute;m de a pauta estar trancada por diversas medidas provis&oacute;rias, o prov&aacute;vel baixo quorum na semana que antecede o Carnaval deve atrasar as delibera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>\nPara passar a valer, o projeto de decreto legislativo deve ser aprovado tanto pela C&acirc;mara quanto pelo Senado. Alcan&ccedil;ado esse objetivo, n&atilde;o h&aacute; necessidade de que a mat&eacute;ria seja submetida a san&ccedil;&atilde;o presidencial &#8211; o texto entra em vigor t&atilde;o logo as duas Casas legislativas o aprovem em maioria simples(<span style=\"font-family: Arial;\">metade mais um dos parlamentares presentes em plen&aacute;rio<\/span>). No dia em que o documento foi formalizado, apenas o deputado Guilherme Campos(<span style=\"font-family: Arial;\">DEM-SP<\/span>) pediu a exclus&atilde;o de sua assinatura de ades&atilde;o &agrave; mat&eacute;ria.<\/p>\n<p>\nO projeto de decreto legislativo &eacute; a primeira cruzada dos deputados contra o que consideram abuso das distribuidoras. Weliton Prado diz que apresentar&aacute; um projeto contestando as chamadas &ldquo;<em>tarifas amarelas<\/em>&rdquo; que, a depender dessas empresas, seriam cobradas com valores diferenciados, referentes ao consumo em hor&aacute;rios de pico.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Isso &eacute; uma forma disfar&ccedil;ada de aumentar a conta de luz<\/em>&rdquo;, diz o petista, para quem o consumo em hor&aacute;rios n&atilde;o concentrados deve ser estimulado por meio de benef&iacute;cios, e n&atilde;o de penaliza&ccedil;&otilde;es. Em mar&ccedil;o, adianta o deputado, ser&aacute; realizada uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para debater o assunto. Weliton disse ainda que, desde 2007, parlamentares t&ecirc;m impedido que as distribuidoras apliquem as tais tarifas &ldquo;<em>diferenciadas<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">* <em>Congresso em Foco<\/em>.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 8 minutos Deputados querem devolu&ccedil;&atilde;o de R$ 7 bi a consumidor. 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