{"id":4854,"date":"2011-04-27T00:00:00","date_gmt":"2011-04-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-04-27T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-27T00:00:00","slug":"Psiquiatra-defende-Internacao-forcada-para-viciados-em-crack","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/04\/27\/Psiquiatra-defende-Internacao-forcada-para-viciados-em-crack\/","title":{"rendered":"Psiquiatra defende Interna\u00e7\u00e3o for\u00e7ada para viciados em crack"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Rio de Janeiro(RJ) &#8211;<\/strong> Um av&ocirc; conseguiu na Justi&ccedil;a o direito de internar a neta viciada em crack, mesmo contra a vontade da jovem. No entendimento do juiz Ricardo Coimbra Barcellos, da 13&ordf; Vara da Fazenda P&uacute;blica do Rio, a mulher estaria com a liberdade restrita por conta da droga, o que permitiria &agrave; fam&iacute;lia decidir por ela. Novidade nos tribunais, a decis&atilde;o pela interna&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada &eacute; comum nas cl&iacute;nicas especializadas. E, nos casos graves, a &uacute;nica porta de sa&iacute;da da depend&ecirc;ncia. &ldquo;<em>Quando o sujeito est&aacute; numa repeti&ccedil;&atilde;o de uso de uma subst&acirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o curta e intensa como o crack, ele tem pouca chance de fazer escolhas em prol da sa&uacute;de<\/em>&rdquo;, explica o psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estudos do &Aacute;lcool e Outras Drogas(<span style=\"font-family: Arial;\">Abead<\/span>). &ldquo;<em>Ele passa dias numa roda viva em busca de droga. A capacidade de julgar atos como assaltar ou machucar algu&eacute;m fica quase nula<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nA droga compromete o discernimento mesmo nos intervalos entre as jornadas de consumo da subst&acirc;ncia. Por isso, fica ainda mais dif&iacute;cil que o usu&aacute;rio procure ajuda por si pr&oacute;prio. &ldquo;<em>Nos intervalos, o indiv&iacute;duo est&aacute; extenuado, deprimido. Logo em seguida j&aacute; come&ccedil;a a sentir falta da droga. Ele segue com a vida voltada para o uso da subst&acirc;ncia. O ju&iacute;zo cr&iacute;tico fica alterado &agrave;s vezes por meses, mesmo com a interrup&ccedil;&atilde;o do consumo<\/em>&rdquo;, diz Salgado.<\/p>\n<p>\nEstudos mostram um resultado muito semelhante para tratamentos iniciados voluntaria e involuntariamente. O paciente que vai &agrave; cl&iacute;nica por vontade pr&oacute;pria come&ccedil;a alguns passos adiante, pela motiva&ccedil;&atilde;o em se tratar, mas est&aacute; t&atilde;o sujeito a reca&iacute;das quanto os demais. Com um agravante: quando o ingresso &eacute; volunt&aacute;rio, o paciente pode interromper o tratamento quando quiser. Para conter as desist&ecirc;ncias, as cl&iacute;nicas costumam solicitar que um familiar do dependente tamb&eacute;m assine o pedido de interna&ccedil;&atilde;o, dividindo a responsabilidade com o paciente.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>A vontade do dependente de ficar internado flutua ao longo do tratamento. Em fun&ccedil;&atilde;o do desejo pela droga, na fissura, ele pode pedir sua alta<\/em>&rdquo;, diz o psiquiatra. O combate &agrave; depend&ecirc;ncia de crack costuma exigir sucessivas interna&ccedil;&otilde;es involunt&aacute;rias at&eacute; que o usu&aacute;rio consiga controlar a fissura pela droga e aderir ao tratamento. &ldquo;<em>Para interromper o ciclo do v&iacute;cio, a fam&iacute;lia ou o estado podem contribuir com a prote&ccedil;&atilde;o inicial do indiv&iacute;duo. A partir de uma interna&ccedil;&atilde;o o sujeito, desintoxicado, tem a chance de ser motivado para a mudan&ccedil;a<\/em>&rdquo;, explica Salgado.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Por que internar<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA interna&ccedil;&atilde;o &eacute; recomendada em casos graves e depende da avalia&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia e do m&eacute;dico. Faltam no pa&iacute;s leitos especializados para o tratamento para dependentes qu&iacute;micos. &ldquo;<em>S&oacute; s&atilde;o internados casos de prioridade m&aacute;xima&rdquo;, diz Carlos Salgado. &ldquo;H&aacute; uma grande demanda e uma grande escassez de leitos<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nA primeira provid&ecirc;ncia ap&oacute;s a interna&ccedil;&atilde;o &eacute; ensinar o paciente a lidar com a compuls&atilde;o pela droga. Algumas vezes s&atilde;o necess&aacute;rios sedativos, para ajudar o usu&aacute;rio a lidar com a fissura, que pode trazer agressividade e at&eacute; a fuga da cl&iacute;nica. &ldquo;<em>Ele precisa aprender a reconhecer a fissura e entender que ela d&aacute; e passa. Se o paciente n&atilde;o usar droga ela vai ficando mais suave<\/em>&rdquo;, explica o psiquiatra.<\/p>\n<p>\nO paciente passa tamb&eacute;m por uma avalia&ccedil;&atilde;o de seu quadro geral de sa&uacute;de. O usu&aacute;rio de crack costuma estar desnutrido e exposto a doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis. Segue-se uma an&aacute;lise do quadro psiqui&aacute;trico, para verificar se ele sofre de outras doen&ccedil;as, como depress&atilde;o ou transtornos de comportamento.<\/p>\n<p>\nO psiquiatra Carlos Salgado compara a atitude do av&ocirc; que foi &agrave; Justi&ccedil;a para internar a neta com a de um neto que v&ecirc; seu av&ocirc; definhando na cama e se negando a procurar tratamento m&eacute;dico. &ldquo;<em>&Eacute; s&oacute; imaginar um av&ocirc; nosso, desnutrido, deprimido, recusando aceitar sua condi&ccedil;&atilde;o. O que a gente faz? Junta da cama e leva para o m&eacute;dico. Interna involuntariamente&rdquo;, diz. &ldquo;Por que n&atilde;o fazer o mesmo com um jovem envolvido em uma conduta de risco<\/em>?&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(51, 102, 255);\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><\/span><\/span><em><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>* Fonte: Vejaonline<\/strong><\/span><\/span><\/em><\/span>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Rio de Janeiro(RJ) &#8211; Um av&ocirc; conseguiu na Justi&ccedil;a o direito de internar a neta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4854"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4854\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}