{"id":4892,"date":"2011-05-11T00:00:00","date_gmt":"2011-05-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-05-11T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-11T00:00:00","slug":"Oitavo-levantamento-confirma-crescimento-da-safra-de-graos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/05\/11\/Oitavo-levantamento-confirma-crescimento-da-safra-de-graos\/","title":{"rendered":"Oitavo levantamento confirma crescimento da safra de gr\u00e3os"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 7 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong> A safra de gr&atilde;os do Brasil, do per&iacute;odo 2010\/2011, deve ser de 159,5 milh&otilde;es de toneladas. Os n&uacute;meros s&atilde;o do oitavo levantamento realizado pela Conab e divulgado nesta ter&ccedil;a-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">10Maio2011<\/span>), em Bras&iacute;lia.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA produ&ccedil;&atilde;o &eacute; de novo recorde, com um aumento de 6,9% ou cerca de 10,3 milh&otilde;es de toneladas a mais que a safra passada, que foi de 149,2 milh&otilde;es de toneladas. Comparada ao &uacute;ltimo levantamento, realizado em mar&ccedil;o, a produ&ccedil;&atilde;o cresceu 1,3% ou o equivalente a 2,1 milh&otilde;es de toneladas. Tamb&eacute;m a &aacute;rea cultivada cresceu, com um aumento de 3,9 %, atingindo 49,3 milh&otilde;es de hectares, ou seja, 1,84 milh&otilde;es de ha a mais.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO crescimento se deve &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de cultivo do algod&atilde;o, do feij&atilde;o 1&ordf; e 2&ordf; safras, da soja e do arroz. A boa influ&ecirc;ncia do clima sobre o desenvolvimento das plantas foi tamb&eacute;m respons&aacute;vel pela evolu&ccedil;&atilde;o . O algod&atilde;o apresenta-se com o maior crescimento percentual em &aacute;rea, com cerca de 65,9% a mais que no ano passado(<span style=\"font-family: Arial;\">835,7 mil ha<\/span>). Isto pode levar a uma produ&ccedil;&atilde;o de 2 milh&otilde;es de toneladas de pluma, ou seja, 843,7 mil t a mais. O n&uacute;mero anterior foi de 1,2 milh&atilde;o de toneladas de pluma.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nOutro destaque &eacute; o feij&atilde;o. A &aacute;rea dever&aacute; crescer 5 %, chegando a 3,8 milh&otilde;es  de hectares. Comparada &agrave; safra passada, a produ&ccedil;&atilde;o eleva-se em 14,3 %, podendo alcan&ccedil;ar 3,8 milh&otilde;es de t. A &aacute;rea da 1&ordf; safra &eacute; de 1,4 milh&atilde;o de hectares, enquanto que a da 2&ordf; safra dever&aacute; atingir 1,6 milh&atilde;o de hectares e a da 3&ordf; safra, 0,8 mil hectares.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nNo caso da soja, houve uma amplia&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de 2,9 %, alcan&ccedil;ando 24,1 milh&otilde;es de hectares, enquanto que a produ&ccedil;&atilde;o cresceu 7,2%, subindo para 73,6 milh&otilde;es de toneladas. A colheita do gr&atilde;o est&aacute; praticamente finalizada.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nPara o arroz, o aumento da &aacute;rea foi de 3,7%, elevando-se para 2,88 milh&otilde;es de hectares, assim tamb&eacute;m como a produ&ccedil;&atilde;o que deve apresentar um aumento de 19,2%, ampliando para 13,9 milh&otilde;es de toneladas.  A safra anterior foi de 11,7 milh&otilde;es de toneladas.<\/p>\n<p>\nNo milho total, a produ&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser de 56,0 milh&otilde;es de toneladas, semelhante a produ&ccedil;&atilde;o da safra passada, quando atingiu 56,2 milh&otilde;es de toneladas. Para o milho 2&ordf; safra, a estimativa &eacute; de semear 5,7 milh&otilde;es de ha, ou seja, um aumento de  8,3%, devendo, no entanto, produzir 21,6 milh&otilde;es de toneladas. H&aacute; a expectativa quanto ao comportamento do clima para o milho 2&ordf; safra, uma vez que boa parte da lavoura foi semeada fora do per&iacute;odo recomendado.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA pesquisa foi realizada por t&eacute;cnicos, no per&iacute;odo de 25 a 28 de abril, quando foram consultados representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e privados nas regi&otilde;es Sul, Sudeste,  Centro-Oeste e Nordeste, al&eacute;m de parte da regi&atilde;o Norte.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><span style=\"font-family: Arial;\">Safra de cana tem recorde de 642 milh&otilde;es de toneladas<\/span><\/strong><\/span><\/span><br \/>\nA produ&ccedil;&atilde;o nacional de cana-de-a&ccedil;&uacute;car a ser mo&iacute;da pela ind&uacute;stria sucroalcooleira na safra 2011\/2012 deve chegar a 642 milh&otilde;es de toneladas. O n&uacute;mero &eacute; recorde nacional e representa um aumento de 2,9 % na produ&ccedil;&atilde;o total, em rela&ccedil;&atilde;o ao ciclo 2010\/11. O resultado faz parte do primeiro levantamento da safra 2011\/12, divulgado nesta ter&ccedil;a-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">10Maio2011<\/span>), pela Conab.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO aumento da produ&ccedil;&atilde;o se deve, principalmente, ao crescimento de &aacute;rea e &agrave; produtividade dos canaviais das novas usinas, que entraram em produ&ccedil;&atilde;o nas &uacute;ltimas safras. Por outro lado, a produtividade m&eacute;dia deve ser 1,8% menor que a da safra anterior, passando &agrave; 76,04 toneladas por hectare. O motivo &eacute; a estiagem nas &aacute;reas produtivas da regi&atilde;o Centro-Sul, de abril a novembro de 2010. Na maioria das usinas, houve atraso no in&iacute;cio das atividades, devido aos fatores clim&aacute;ticos do ano anterior, que prejudicaram o desenvolvimento dos canaviais.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nDo total de cana a ser esmagada, 51,89%(<span style=\"font-family: Arial;\">333,1 milh&otilde;es t<\/span>) s&atilde;o destinados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de 27,01 bilh&otilde;es de litros de etanol. Deste volume, 18,38 bilh&otilde;es de litros s&atilde;o do tipo hidratado e 8,71 bilh&otilde;es do anidro. Os 48,11%(<span style=\"font-family: Arial;\">308,9 mil t<\/span>) restantes v&atilde;o para a produ&ccedil;&atilde;o de 40,94 milh&otilde;es t de a&ccedil;&uacute;car, bem acima da safra passada, quando foram produzidas 38,17 milh&otilde;es t.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&Aacute;rea &#8211; No que se refere &agrave; &aacute;rea destinada ao setor, a pesquisa chega a 8,44 milh&otilde;es de hectares ou ao equivalente a 4,8% a mais que a da safra anterior. O estado de S&atilde;o Paulo ocupa a maior parte, com 4,46 milh&otilde;es ha ou 52,8% do total nacional. Em seguida, v&ecirc;m Minas Gerais(<span style=\"font-family: Arial;\">740,15 mil ha<\/span>), Goi&aacute;s(<span style=\"font-family: Arial;\">673,38 mil ha<\/span>), Paran&aacute;(<span style=\"font-family: Arial;\">619,36 mil ha<\/span>), Mato Grosso do Sul(<span style=\"font-family: Arial;\">480,86 ha<\/span>), Alagoas(<span style=\"font-family: Arial;\">450,75 mil ha<\/span>) e Pernambuco(<span style=\"font-family: Arial;\">324,03<\/span>).<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA pesquisa de campo foi realizada por 42 t&eacute;cnicos, que visitaram 411 usinas entre os dias 28 de mar&ccedil;o a 16 de abril, al&eacute;m de contatos com representantes de entidades de classe, associa&ccedil;&otilde;es e cooperativas em todos os estados produtores.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Colheita de at&eacute; 43,5 milh&otilde;es de sacas de caf&eacute; em 2011<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA segunda estimativa de produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; ar&aacute;bica e conilon realizada pela Conab para a safra 2011 indica que o Brasil dever&aacute; colher 43,54 milh&otilde;es de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. Isto representa uma redu&ccedil;&atilde;o de 9,5% em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s 48,09 milh&otilde;es de sacas da temporada anterior. O motivo da redu&ccedil;&atilde;o &eacute; a bienalidade do produto, que est&aacute; no ciclo de baixa produtividade. Tamb&eacute;m, a &aacute;rea total existente com caf&eacute; no Pa&iacute;s, estimada em 2.282,1 mil hectares, &eacute; 0,31% ou 6.138 hectares inferior &agrave; cultivada na safra passada, que somou 2.289,2 mil hectares.<\/p>\n<p>\nA maior redu&ccedil;&atilde;o se dar&aacute; na produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; ar&aacute;bica, com queda de 12,6%(<span style=\"font-family: Arial;\">4,64 milh&otilde;es de sacas<\/span>). Para a produ&ccedil;&atilde;o do robusta(<span style=\"font-family: Arial;\">conilon<\/span>), a previs&atilde;o aponta desde um crescimento de 0,8%, ou seja, 90,7 mil sacas. O ar&aacute;bica representa 73,9% da produ&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s(<span style=\"font-family: Arial;\">32,18 milh&otilde;es de sacas<\/span>), cujo maior produtor &eacute; o estado de Minas Gerais, com 67,9% do total(<span style=\"font-family: Arial;\">de 21,85 milh&otilde;es de sacas<\/span>). J&aacute; o robusta participa com 26,1%(<span style=\"font-family: Arial;\">11,36 milh&otilde;es de sacas<\/span>), com destaque da variedade para o Esp&iacute;rito Santo, com 71,2%(<span style=\"font-family: Arial;\">8,1 milh&otilde;es de sacas<\/span>) da produ&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nO estudo mostrou tamb&eacute;m que as chuvas registradas a partir da &uacute;ltima semana de setembro, nas principais &aacute;reas produtoras, sobretudo nas regi&otilde;es sul e Zona da Mata de Minas Gerais e na maioria das &aacute;reas cafeeiras de S&atilde;o Paulo e Paran&aacute;, possibilitaram a eleva&ccedil;&atilde;o e a recupera&ccedil;&atilde;o da umidade no solo. Com isto, houve est&iacute;mulo para o florescimento. Nas demais regi&otilde;es, houve mais freq&uuml;&ecirc;ncia e intensidade de precipita&ccedil;&otilde;es em outubro, favorecendo o desenvolvimento das plantas, a indu&ccedil;&atilde;o e o pegamento da florada. A situa&ccedil;&atilde;o contribui  para que a safra atual seja maior que a de 2009, quando a produ&ccedil;&atilde;o atingiu 39,47 milh&otilde;es de sacas,  quando considerados os anos de baixa bienalidade.<\/p>\n<p>\nO levantamento foi realizado por t&eacute;cnicos da Conab e de institui&ccedil;&otilde;es parceiras, no per&iacute;odo de 3 a 29 de abril de 2011. Eles visitaram as &aacute;reas de maior produ&ccedil;&atilde;o dos  estados de  Minas Gerais, Esp&iacute;rito Santo, S&atilde;o Paulo, Bahia, Paran&aacute; e Rond&ocirc;nia. Veja todos os dados do levantamento no site da Conab.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><em><span style=\"font-size: small;\"><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">* Ant&ocirc;nio Marcos N. da Costa\/Conab.<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 7 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211; A safra de gr&atilde;os do Brasil, do per&iacute;odo 2010\/2011, deve ser de 159,5 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[34],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4892"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4892"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4892\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}