{"id":4981,"date":"2011-05-25T00:00:00","date_gmt":"2011-05-25T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-05-25T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-25T00:00:00","slug":"Nerds-transformam-opinioes-e-viram-os-novos-queridinhos-da-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/05\/25\/Nerds-transformam-opinioes-e-viram-os-novos-queridinhos-da-sociedade\/","title":{"rendered":"Nerds transformam opini\u00f5es e viram os novos queridinhos da sociedade"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Rio de Janeiro(RJ) &#8211; <\/strong>Os nerds n&atilde;o mudaram. O que mudou foi a sociedade. Depois que os esquisitos do col&eacute;gio se tornaram os homens mais ricos do mundo, ser nerd virou uma escolha, e n&atilde;o uma imposi&ccedil;&atilde;o. &ldquo;<em>Quando eu estava no col&eacute;gio, o grupo de nerds era formado por pessoas que haviam sido exclu&iacute;das de outros grupos. Hoje, as crian&ccedil;as optam por ser nerds<\/em>&rdquo;, conta Benjamin Nugent, autor do livro &ldquo;American Nerd: The Story of my People&rdquo;(<span style=\"font-family: Arial;\">&quot;Nerd Americano: A Hist&oacute;ria do Meu Povo&quot;, ainda sem publica&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s<\/span>), em entrevista ao G1.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO Dia do Orgulho Nerd foi criado em 2006 para celebrar essa transforma&ccedil;&atilde;o. A data escolhida foi 25 de maio em refer&ecirc;ncia &agrave; estreia do primeiro filme da s&eacute;rie Guerra nas Estrelas, em 1977, um dos &iacute;cones do movimento. &ldquo;<em>Nerd &eacute; uma identidade subcultural que os jovens escolhem em uma prateleira onde tamb&eacute;m est&atilde;o os hippies, punks e skatistas<\/em>&rdquo;, completa Nugent.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&ldquo;<em>O nerd n&atilde;o mudou. Ele continua sendo aquele cara completamente ligado e entendido sobre certos assuntos, como tecnologia e quadrinhos. O que mudou foi a cultural atual, que valoriza isso. Os nerds querem ser nerds e as pessoas querem ter nerds por perto<\/em>&rdquo;, explica a especialista em comunica&ccedil;&atilde;o e cultura Lia Amancio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nPara Nugent, a maior aceita&ccedil;&atilde;o dos nerds pela sociedade os tornou mais soci&aacute;veis. Hoje, eles se sentem mais confort&aacute;veis ao serem chamados de nerds, especialmente as meninas. &ldquo;<em>No momento em que h&aacute; mais meninas no grupo, isso muda tudo para melhor. Quando eu tinha 14 anos, havia apenas uma menina que sa&iacute;a com a gente. Uma<\/em>&rdquo;, conta Nugent.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&ldquo;<em>&Eacute; not&aacute;vel o quanto os nerds permanecem os mesmos. O livro &lsquo;Tom Brown&#8217;s School Days&rsquo;, escrito em 1857, mostra nerds construindo m&aacute;quinas em seus quartos e sendo oprimidos por fazerem isso<\/em>&rdquo; explica Nugent, citando a obra publicada h&aacute; mais de 150 anos. &ldquo;Naquela &eacute;poca, eles n&atilde;o eram chamados de nerds, mas j&aacute; existiam&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO termo &ldquo;<em>nerd<\/em>&rdquo; foi citado pela primeira vez no livro &ldquo;<em>If I Ran the Zoo<\/em>&rdquo;(<span style=\"font-family: Arial;\">&ldquo;Se eu Cuidasse do Zool&oacute;gico&rdquo;<\/span>), em 1950, para descrever um bichinho desengon&ccedil;ado, e se tornou popular nos Estados Unidos no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 60.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Efeito Gates<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nOs especialistas responsabilizam um dos homens mais rico do mundo pelo prest&iacute;gio conferido aos nerds hoje. &ldquo;<em>Parte do que trouxe os nerds para o mainstream cultural foi o fato de o Bill Gates fazer parte do grupo<\/em>&rdquo;, diz Nugent. &ldquo;<em>Os nerds de ontem deram a volta por cima em termos de reputa&ccedil;&atilde;o: voc&ecirc; batia em mim na escola e olha onde eu estou agora<\/em>&rdquo;, complementa Lia. Filmes e s&eacute;ries de Hollywood ajudaram a transformar a opini&atilde;o sobre os nerds. &ldquo;<em>Os retratos dos nerds se tornaram mais simp&aacute;ticos nos filmes<\/em>&rdquo;, diz Nugent.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO nerd de apenas 15 anos Daniel Barradas tem como &iacute;dolo, al&eacute;m de Bill Gates, o personagem Leonard, da s&eacute;rie &ldquo;<em>The Big Bag Theory<\/em>&rdquo;. O programa, exibido no Brasil pelo Warner Channel, conta a hist&oacute;ria de quatro f&iacute;sicos superinteligentes viciados em quadrinhos e videogames.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nBarradas, que ganhou o primeiro computador aos 5 anos, vai prestar o vestibular do Instituto Tecnol&oacute;gico de Aeron&aacute;utica(<span style=\"font-family: Arial;\">ITA<\/span>), quer ser f&iacute;sico na &aacute;rea espacial e tem como mat&eacute;rias prediletas matem&aacute;tica e f&iacute;sica. Para completar, ele conquistou a medalha de men&ccedil;&atilde;o honrosa na Olimp&iacute;ada Brasileira de F&iacute;sica em 2010, escreveu um livro publicado quando ele tinha 11 anos e est&aacute; produzindo o pr&oacute;ximo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&ldquo;<em>Acho que ainda existe muito preconceito. Quando eu tiro uma nota boa ou ganho um pr&ecirc;mio, os outros alunos me olham de um jeito estranho. Mas isso tem mudado<\/em>&rdquo;. Barradas conta que o n&uacute;mero de alunos aderindo ao grupo dos nerds da turma est&aacute; aumentando. Em 2010, eles eram tr&ecirc;s. Hoje, o grupo &eacute; formado por sete estudantes em um total de 50.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&ldquo;<em>Ainda que seja um grupo pequeno, as pessoas est&atilde;o tentando entender essa cultura. Eu n&atilde;o tenho do que me envergonhar. Pelo contr&aacute;rio. Ser nerd &eacute; bom porque eles s&atilde;o mais inteligentes e t&ecirc;m mais chances de conseguir emprego<\/em>&rdquo;, defende o estudante do 1&ordm; ano do Ensino M&eacute;dio que come&ccedil;ou a se interessar pela cultura nerd quando ganhou um lego do Guerra nas Estrelas.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Abrangente<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nPara ser considerado nerd, Barradas acredita que a pessoa deve gostar dos assuntos que faziam parte da origem do termo, como os quadrinhos e tecnologia. J&aacute; Lia acha que o termo se tornou mais abrangente. &ldquo;<em>&Eacute; dif&iacute;cil identificar um nerd pelo jeito dele se vestir. Quem n&atilde;o faz parte do grupo chama tudo de nerd. As fronteiras ficaram mais t&ecirc;nues<\/em>&rdquo;, explica.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nPara tirar a prova sobre o que realmente mudou, basta comparar o &iacute;cone dos nerds de 1980 e de 2011: Bill Gates e Mark Zuckerberg, respectivamente. &ldquo;<em>A maior diferen&ccedil;a entre Gates e Zuckerberg &eacute; que o fundador do Facebook era excepcionalmente jovem quando come&ccedil;ou a ter influ&ecirc;ncia. Ele &eacute; exposto para o p&uacute;blico por meio das tecnologias que os nerds ajudaram a construir. Podemos invadir a privacidade de Zuckerberg pelas redes sociais<\/em>&rdquo;, diz Nugent.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nNo entanto, o fato de a tecnologia ter se popularizado n&atilde;o transformou o nerd, segundo Lia. &ldquo;<em>Usar a internet com frequ&ecirc;ncia n&atilde;o faz de ningu&eacute;m um nerd. O cara vai continuar sendo nerd independente da tecnologia. O que pode ter acontecido &eacute; que todo mundo hoje tem computador e Twitter. Por isso, o nerd est&aacute; sendo mais aceito<\/em>&rdquo;, opina.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nSobre o futuro, Nugent liga o movimento nerd ao do hip hop para prever que mais adeptos ir&atilde;o se juntar ao grupo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&ldquo;<em>Tem muitas coisas sobre os artistas do hip hop como Tyler, The Creator, e outros integrantes do grupo Odd Future que me deixam intrigado. Eu acho que eles mostraram que &eacute; poss&iacute;vel ganhar um grande n&uacute;mero de seguidores usando tecnologias sociais de maneira inteligente e falando sobre aliena&ccedil;&atilde;o social<\/em>&rdquo;, conclui.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><strong><span style=\"font-family: Arial;\">* G1.<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Rio de Janeiro(RJ) &#8211; Os nerds n&atilde;o mudaram. O que mudou foi a sociedade. Depois [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[49],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4981"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4981"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4981\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}