{"id":4993,"date":"2011-05-26T00:00:00","date_gmt":"2011-05-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-05-26T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-26T00:00:00","slug":"Prefeito-de-Paulista-quer-indenizacao-de-vereadores-que-impetraram-representacao-no-MP","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/05\/26\/Prefeito-de-Paulista-quer-indenizacao-de-vereadores-que-impetraram-representacao-no-MP\/","title":{"rendered":"Prefeito de Paulista quer indeniza\u00e7\u00e3o de vereadores que impetraram representa\u00e7\u00e3o no MP"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 28 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nPaulista(PB) &#8211; <\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O prefeito de Paulista, Severino Pereira Dantas(<span style=\"font-family: Arial;\">PTB<\/span>), impetrou a&ccedil;&atilde;o na justi&ccedil;a contra os sete vereadores do Munic&iacute;pio que pediram que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual investigasse a sua participa&ccedil;&atilde;o na contrata&ccedil;&atilde;o de seis falsos m&eacute;dicos que atuaram no Hospital Municipal.<\/p>\n<p>\nO Prefeito quer indeniza&ccedil;&atilde;o de pelo menos mil reais de cada vereador por danos morais, depois que a imprensa divulgou que o mesmo estava sendo acusado de forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha. Segundo a a&ccedil;&atilde;o impetrada pelo Prefeito, a divulga&ccedil;&atilde;o na imprensa teria sido feita pelos vereadores.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nAl&eacute;m da indeniza&ccedil;&atilde;o, o Prefeito ainda acusa os parlamentares de ofensa &agrave; honra, portanto, s&atilde;o dois processo que tramitam na Comarca local contra cada vereador.<\/p>\n<p>\nJ&aacute; os vereadores apresentaram contesta&ccedil;&atilde;o dizendo que jamais fizeram qualquer declara&ccedil;&atilde;o &agrave; imprensa sobre o caso, e que pediram a investiga&ccedil;&atilde;o no MP, depois que tomaram conhecimento pela imprensa Para&iacute;ba dos graves acontecimentos envolvendo a sa&uacute;de local, onde seis falsos m&eacute;dicos estavam atendendo no Hospital Municipal, alegam que agiram em defesa da popula&ccedil;&atilde;o e em fun&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio do mandato e que todas as declara&ccedil;&otilde;es a respeito do fato, foram proferidas na tribuna da C&acirc;mara.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" src=\"\/UserFiles\/Image\/politicos\/vereadores_camara_municipal_paulista_pb_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Segundo a representa&ccedil;&atilde;o entregue ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico pelos vereadores, Evandilson Monteiro de Farias, C&iacute;cero Alves Matias, Maria Laurenice Pereira de Oliveira, Josefina Saldanha Veras, Possidonio Fernandes de Oliveira Filho, Dami&atilde;o de Medeiros Marques e Jo&atilde;o Bosco de Sousa, os seis falsos m&eacute;dicos atuaram no Hospital Municipal por 18 meses, onde deram cerca de 60 plant&otilde;es e levaram dos cofres p&uacute;blicos mais de 50 mil reais. Os vereadores estranham o fato do Prefeito e  da secret&aacute;ria alegarem que n&atilde;o sabiam de nada durante todo esse tempo e pagando tantos plant&otilde;es.<\/p>\n<p>\nAinda segundo os vereadores, os falsos m&eacute;dicos prescreviam medicamentos controlados e injet&aacute;veis e ainda faziam exames de toque &iacute;ntimo em mulheres, procedimentos que s&oacute; podem ser feitos por profissionais especializados.<\/p>\n<p>\nDuas pessoas, entre elas uma crian&ccedil;a de 11 anos, vieram a &oacute;bito depois de serem atendidas por uma dos fals&aacute;rios que prescreveu medicamento injet&aacute;vel para os dois pacientes.<\/p>\n<p>\nA secret&aacute;ria de Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio, &Iacute;sis Dantas que &eacute; filha do Prefeito, disse em depoimento na policia que contratou os estudantes de medicina por telefone e n&atilde;o sabia que eram falsos m&eacute;dicos e que os mesmos davam eventuais plant&otilde;es de fim de semana no Hospital.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" src=\"\/UserFiles\/Image\/politicos\/prefeito_de_paulista_pb_severino_pereira_dantas_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O Prefeito Severino Pereira Dantas<strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Foto cima<\/span><\/span>)<\/strong>, chegou a declarar em um programa na r&aacute;dio Paulista FM que eram apenas dois falsos m&eacute;dicos e que teriam prestado cerca de tr&ecirc;s eventuais plant&otilde;es.<\/p>\n<p>\nDiante de tantas contradi&ccedil;&otilde;es, os sete vereadores de oposi&ccedil;&atilde;o resolveram abrir uma CPI para investigar o caso dos falsos m&eacute;dicos, segundo a presidente da C&acirc;mara Josefina Saldanha Veras, se for confirmada a participa&ccedil;&atilde;o do Prefeito Severino Pereira Dantas, a C&acirc;mara de vereadores dever&aacute; abrir uma comiss&atilde;o processante, ou, processo de impeachment.<\/p>\n<p>\nO Delegado de Paulista(<span style=\"font-family: Arial;\">PB<\/span>), Roberto Barros abriu tr&ecirc;s inqu&eacute;ritos e j&aacute; ouviu v&aacute;rias pessoas que foram v&iacute;timas dos falsos profissionais, inclusive ouviu tamb&eacute;m a secret&aacute;ria de sa&uacute;de do Munic&iacute;pio.<\/p>\n<p>\nSegundo o Promotor de Justi&ccedil;a, T&uacute;lio C&eacute;sar Fernandes Neves, que tamb&eacute;m abriu procedimento investigat&oacute;rio para apurar o caso, se for comprovado a participa&ccedil;&atilde;o do Prefeito Severino Pereira Dantas e de sua filha, &Iacute;sis Dantas na arma&ccedil;&atilde;o, os mesmos poder&atilde;o perder os cargos, no caso do Prefeito, poder&aacute; perder o mandato por crime de improbidade administrativa.<br \/>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><em><strong><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Segundo vereadores, &quot;<em>m&eacute;dicos<\/em>&quot; atendiam desde 2009<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nEm entrevista exclusiva uma emissora de r&aacute;dio de Paulista, os vereadores Maria Laurenice e Posid&ocirc;nio, revelaram que ap&oacute;s uma investiga&ccedil;&atilde;o minuciosa realizada por eles e pelo Conselho Regional de Medicina, descobriu que estavam atuando na cidade seis falsos m&eacute;dicos que j&aacute; deram plant&atilde;o e n&atilde;o apenas quatro como denunciado anteriormente.<\/p>\n<p>\nOs parlamentares disseram que a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; grave e revelaram que os criminosos vinham atuando em Paulista desde Abril de 2009. Durante esse per&iacute;odo deram 38 plant&otilde;es.<\/p>\n<p>\nOs vereadores destacaram a atua&ccedil;&atilde;o do fals&aacute;rio identificado como Caio Bruce Sore Medeiros de Macedo, que no ano de 2009 prestou 4, e em 2010, 20 plant&otilde;es, ele usava o CRM de n&ordm; 6236, que na verdade pertence ao m&eacute;dico Paraibano Fagner Barroso Martins Dantas.<\/p>\n<p>\nMaria Laurenice destacou que v&aacute;rias pessoas podem ter morrido enquanto foram atendidas por esses falsos m&eacute;dicos, e citou o caso de um menino de 11 anos que residia na comunidade Ssanharam, que foi atendido e medicado com uma medica&ccedil;&atilde;o evit&aacute;vel, na manh&atilde; de 1&ordm; de agosto 2010 por esse suposto m&eacute;dico: &quot;<em>Horas mais tarde a crian&ccedil;a foi novamente levada em estado grave ao hospital, e j&aacute; foi atendida por outro suposto m&eacute;dico, de nome Jos&eacute; Casimiro da Silva Neto. N&atilde;o existe nenhum profissional m&eacute;dico no pais com esse nome. Este se negou a prescrever algum medicamento e em caminhar o paciente a um outro hospital. Mais tarde o menino veio a &oacute;bito<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nO vereador Posid&ocirc;nio disse que os falsos profissionais s&atilde;o todos de Jo&atilde;o Pessoa e que at&eacute; o momento nenhum deles foi preso. Ele disse inda que uma CPI ser&aacute; criada para investigar se ouve neglig&ecirc;ncia por parte da secret&aacute;ria de Sa&uacute;de local, Isis, e at&eacute; do Prefeito Severino. Ele ainda disse que pode aumentar o n&uacute;mero de plant&otilde;es dados pelos fals&aacute;rios, pois segundo o parlamentar, as investiga&ccedil;&otilde;es ainda n&atilde;o terminaram.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/strong><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">*<em> Paulistaemdestak.blogspot.com com assessoria<\/em>.<\/span><\/span><\/strong><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"><\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: x-large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Entenda o caso<\/strong><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"><em>Em uma reportagem especial publicada no Jornal Correio da Para&iacute;ba do dia 24 de Abril de 2011, sobre o caso dos falsos m&eacute;dicos, que trabalharam em Paulista e outras cidades da Para&iacute;ba, o rep&oacute;rter Daniel Motta entrevistou autoridades, secret&aacute;ria de sa&uacute;de de Paulista e familiares de supostas v&iacute;timas dos estudantes de medicina, que se passava por m&eacute;dicos.<\/em><\/span><\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"><\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>MP investiga morte de estudante e agricultora em Paulista<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Entre as den&uacute;ncias de crimes cometidos pelos falsos m&eacute;dicos, destaca-se a morte do estudante Art&ecirc;mio Gomes Monteiro, 11, que morreu no m&ecirc;s de agosto de 2010. Na &eacute;poca, o menino foi atendido no hospital de Paulista, pelo estudante Caio Brucy. A crian&ccedil;a se queixava de uma dor no quadril, que teria sido provocada por uma bolada.<\/p>\n<p>\nO falso m&eacute;dico aplicou uma dosagem injet&aacute;vel de um medicamento, que seria supostamente Voltarem e poucos minutos depois, o estado de sa&uacute;de do garoto se agravou. &ldquo;<em>O que era uma dor no quadril ficou pior, o menino come&ccedil;ou a inchar, ficar roxo e mesmo assim, mandaram ele pra casa. Quando ele chegou, passou a dar crises e tivemos que lev&aacute;-lo de volta para o hospital em estado grave<\/em>&rdquo;, contou Solange Gomes, m&atilde;e da v&iacute;tima.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nSolange relatou que ao chegar ao hospital de Paulista, o estudante Caio Brucy j&aacute; tinha se ausentado e outro falso m&eacute;dico havia assumido o plant&atilde;o. Ao ver o estado de sa&uacute;de do menino, o fals&aacute;rio se negou a prestar atendimento. &ldquo;<em>Quando ele viu que o menino estava muito mal, percebeu que tinha sido culpa do colega dele e ai disse que nem ia atender ele, nem tampouco se responsabilizar em encaminhar para outro hospital. Desesperada, a tia dele por conta pr&oacute;pria levou para o Regional de Pombal, onde ele n&atilde;o resistiu e morreu<\/em>&rdquo;, emocionou-se a m&atilde;e.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nSolange contou que o corpo do filho foi encaminhado para o Departamento de Medicina Legal de Jo&atilde;o Pessoa, para que fosse feito o exame cadav&eacute;rico, mas que houve neglig&ecirc;ncia no atendimento. Segundo a m&atilde;e, o corpo do garoto ficou a noite toda no DML e somente no dia seguinte foi liberado, sem a realiza&ccedil;&atilde;o do exame que provaria a causa da morte. &ldquo;<\/span><em><span style=\"font-family: Verdana;\">Eles devolver&atilde;o o corpo do meu filho no outro dia e no documento de &oacute;bito n&atilde;o diz nada sobre o motivo da morte dele. <\/span><\/em><\/span><em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A &uacute;nica informa&ccedil;&atilde;o que temos &eacute; que o corpo estava em estado avan&ccedil;ado de decomposi&ccedil;&atilde;o e por isso, n&atilde;o era poss&iacute;vel saber do que ele morreu. Se em um dia o corpo do menino j&aacute; estava em decomposi&ccedil;&atilde;o, isso s&oacute; refor&ccedil;a que ele morreu v&iacute;tima do rem&eacute;dio que o m&eacute;dico falso deu<\/span><\/span><\/em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&rdquo;, lamentou Solange.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA segunda morte que teria sido provocada pelas negligencias dos falsos m&eacute;dicos, foi a da agricultora Maria Da Guia Ferreira, 25, ocorrida no dia 28 de dezembro de 2010. A m&atilde;e da jovem, Ana Maria Ferreira, 51, disse que desde pequena a filha fazia tratamento para gastrite com um medico da cidade, mas que era comum ela sentir dores estomacais. &ldquo;<em>Ai no dia 26 de dezembro ela sentiu dores e n&oacute;s levamos pro hospital e ao chegar l&aacute; quem atendeu foi esse tal de Caio Brucy. Ele nem diagnosticou ela direito mesmo sabendo que a menina se tratava da doen&ccedil;a e na mesma hora, mandou aplicar uma inje&ccedil;&atilde;o nela. N&atilde;o foi meia hora, e minha filha come&ccedil;ou a ter uma forte hemorragia que parecia colocar todo o sangue pra fora. Depois disso, ele nem quis mais atend&ecirc;-la e mandou que f&ocirc;ssemos para Pombal<\/em>&rdquo;, relatou Ana Maria<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nDepois de v&aacute;rias crises hemorr&aacute;gicas, a agricultora n&atilde;o resistiu e morreu no hospital regional de Patos. &ldquo;<em>N&atilde;o tenho d&uacute;vidas que foi por causa do rem&eacute;dio que ele deu pra ela. Ela s&oacute; tava com uma dor e de repente, o rem&eacute;dio que seria para aliviar a dor, causou a hemorragia. Ela era uma menina muito forte e trabalhadora e morreu a m&iacute;ngua muito nova. A culpa &eacute; t&atilde;o deles que nem o prontu&aacute;rio o m&eacute;dico falso quis assinar. No documento a &uacute;nica coisa que tem &eacute; o nome dela e mais nada. Quero justi&ccedil;a porque aquele assassino matou a minha filha<\/em>&rdquo;, lamentou-se.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nDepois da morte da filha, a fam&iacute;lia entrou em depress&atilde;o e para se acostumar com a falta dela, est&atilde;o sendo obrigados a tomar medicamentos controlados. &ldquo;<em>Minha filha morreu e n&oacute;s estamos sem mundo, porque ela era tudo em nossas vidas. Hoje, nos dois velhos n&atilde;o temos ningu&eacute;m para cuidar da gente. Vou fazer o que for poss&iacute;vel para provar que o prefeito a secretaria de educa&ccedil;&atilde;o e esses m&eacute;dicos falsos s&atilde;o uma quadrilha e que se n&atilde;o tivessem sido descobertos, iam matar ainda mais gente com a irresponsabilidade deles<\/em>&rdquo;, disse o pai da v&iacute;tima, Ivoni Ferreira da Silva.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA Pol&iacute;cia Civil de Paulista e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual(<span style=\"font-family: Arial;\">MPE<\/span>) inclu&iacute;ram as den&uacute;ncias no inqu&eacute;rito, mas ainda n&atilde;o ouviram as fam&iacute;lias das v&iacute;timas. Conforme o delegado Roberto Barros, elas dever&atilde;o ser convocadas n&oacute;s pr&oacute;ximos dias para prestar depoimentos. Caso seja comprovado que os estudantes foram os respons&aacute;veis pelas mortes, eles poder&atilde;o ser indiciados por homic&iacute;dio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO CRM recomenda que todos os pacientes que foram atendidos pelos falsos m&eacute;dicos procurem m&eacute;dicos profissionais para fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o, especialmente &agrave;queles que continuam tomando medica&ccedil;&atilde;o controlada. &ldquo;<em>Os pacientes precisam fazer avalia&ccedil;&otilde;es para que se possam se cuidar e identificar poss&iacute;veis problemas de sa&uacute;de que possam ter sido provocados por erros cometidos pelos falsos m&eacute;dicos<\/em>&rdquo; alertou Mendon&ccedil;a.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nAl&eacute;m disso, o Conselho orienta aos gestores p&uacute;blicos que quando forem contratar m&eacute;dicos, consultem o site do Conselho Federal de Medicina(<span style=\"font-family: Arial;\">CFM<\/span>), <a href=\"http:\/\/www.portal.cfm.org.br\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong>http:\/\/www.portal.cfm.org.br<\/strong><\/span><\/a>, onde poder&atilde;o consultar gratuitamente e confirmar a habilita&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos cadastrados. Eur&iacute;pedes ainda destaca que outra alternativa vi&aacute;vel &eacute; que os pacientes atendidos por falsos m&eacute;dicos procurem a delegacia de pol&iacute;cia para prestarem queixa contra os criminosos.<br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Sem profissionais, cidades da PB contratam falsos m&eacute;dicos<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Exerc&iacute;cio ilegal da medicina, falsidade ideol&oacute;gica, estelionato, charlatanismo, suspeita de homic&iacute;dio e at&eacute; abuso sexual, s&atilde;o as principais fraudes cometidas por criminosos que se fazem passar por m&eacute;dicos na Para&iacute;ba, e colocam em risco a vida da popula&ccedil;&atilde;o. Em apenas 10 anos o Conselho Regional de Medicina(<span style=\"font-family: Arial;\">CRM<\/span>), notificou 88 crimes envolvendo um total de aproximadamente 100 falsos m&eacute;dicos. Deste total, oito deles ocorreram somente nos &uacute;ltimos quatro meses. Os fals&aacute;rios, que na maioria dos casos s&atilde;o estudantes do curso de Medicina, se aproveitam da car&ecirc;ncia de m&eacute;dicos em cidades do interior, para exercer a profiss&atilde;o irregularmente. Na maioria dos casos, as contrata&ccedil;&otilde;es ilegais s&atilde;o feitas por prefeituras.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Conforme o CRM, a pr&aacute;tica il&iacute;cita vem aumentando nos &uacute;ltimos dez anos, chegando a ser registrado at&eacute; 10 casos por ano. O crime mais recente e tamb&eacute;m o mais grave, segundo o CRM, foi detectado no m&ecirc;s passado, quando um grupo de seis estudantes foi descoberto se passando por m&eacute;dicos, em Paulista, e dois deles, em S&atilde;o Bento, no Alto Sert&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Entre as principais den&uacute;ncias dos crimes cometidos pelos estudantes, destaca-se a morte de um menino de 11 anos e de uma agricultora de 25, que teriam morrido ano passado, ap&oacute;s serem atendidos por um dos acusados. O caso dos &ldquo;<em>falsos m&eacute;dicos<\/em>&rdquo;, de Paulista est&aacute; sendo investigado pela Delegacia da cidade, e acompanhado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Depois do epis&oacute;dio, moradores de Paulista alegam sintomas, dores e rea&ccedil;&otilde;es adversas que seriam sequelas, dos diagn&oacute;sticos feitos pelos fals&aacute;rios.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Segundo o chefe de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do CRM, Eur&iacute;pedes Mendon&ccedil;a, um dos principais fatores que contribuem para que falsos m&eacute;dicos cometam as fraudes &eacute; que alguns estabelecimentos de sa&uacute;de, principalmente de munic&iacute;pios do interior, n&atilde;o possuem registro junto ao &oacute;rg&atilde;o. Ele disse que dos 4.404 estabelecimentos de sa&uacute;de existentes na Para&iacute;ba, apenas 884 s&atilde;o registrados no CRM. Assim, 79 % dos hospitais p&uacute;blicos e particulares n&atilde;o est&atilde;o cadastrados na institui&ccedil;&atilde;o<\/span><\/span>.<\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Diante da situa&ccedil;&atilde;o, o CRM tem feito nos &uacute;ltimos anos, v&aacute;rias fiscaliza&ccedil;&otilde;es para combater a criminalidade. Mendon&ccedil;a explicou que os criminosos aproveitam a falta de cadastramento das unidades de sa&uacute;de, para se infiltrarem, provocando conseq&uuml;&ecirc;ncias irrepar&aacute;veis aos pacientes. &ldquo;<em>&Egrave; preciso que exista o cadastro para que quando forem ser feitas as contrata&ccedil;&otilde;es, possam ter acesso a dados dos m&eacute;dicos, para que n&atilde;o haja fraudes. &Egrave; necess&aacute;rio que quando um munic&iacute;pio for contratar m&eacute;dicos, procurem saber se eles s&atilde;o ou n&atilde;o cadastrados no Conselho, se s&atilde;o m&eacute;dicos habilitados para o exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo;, destacou Eur&iacute;pedes.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Al&eacute;m deste, ainda destaca-se entre os principais motivos que corroboram para a pr&aacute;tica da ilegalidade m&eacute;dica, a necessidade de m&eacute;dicos profissionais, especialmente no Sert&atilde;o, para atender a demanda. Conforme o secretario de sa&uacute;de do Estado, Waldson Dias de Sousa, a Para&iacute;ba possui 1,4 mil m&eacute;dicos, mas a maioria deles se concentra nas cidades de Jo&atilde;o Pessoa e Campina Grande.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">&ldquo;<em>Esse &eacute; um problema tem que ser resolvido, porque m&eacute;dicos existem, mas maior parte deles prefere ficar em cidades grandes como Campina, Jo&atilde;o Pessoa. Ai o interior fica descoberto, com poucos m&eacute;dicos para atender as popula&ccedil;&otilde;es. O que tem que ser feito de imediato, &eacute; organizar a escala desses m&eacute;dicos, para que as discrep&acirc;ncias sejam reduzidas e os problemas de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica tamb&eacute;m<\/em>&rdquo;, explicou Waldson.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Em Paulista, onde os seis estudantes de Medicina atuavam, s&oacute; existem apenas sete m&eacute;dicos para atender a uma popula&ccedil;&atilde;o de aproximadamente doze mil habitantes, al&eacute;m de pacientes de outras cidades, como Riacho dos Cavalos, que buscam atendimento no hospital local. Os sete m&eacute;dicos atendem em plant&otilde;es de at&eacute; 12 horas. Contudo, o tempo n&atilde;o &eacute; o suficiente para suprir as necessidades, e por causa disso, &eacute; comum encontrar nos postos de sa&uacute;de e no hospital, filas de pessoas doentes em busca de socorro.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">No hospital Municipal Hemeretina Dantas, em Paulista, h&aacute; plant&otilde;es em que um m&eacute;dico &eacute; obrigado a atender mais de 100 pessoas. &ldquo;<em>Os m&eacute;dicos reclamam porque &eacute; muita gente pra ser atendida e acaba passando o do hor&aacute;rio deles. Eles atendem fora do expediente por boa vontade, mas &eacute; complicada a situa&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos aqui da cidade. Mas n&atilde;o temos mais o que fazer, porque &eacute; dif&iacute;cil encontrar m&eacute;dicos para cidade do interior<\/em>&rdquo;, alegou a secretaria de sa&uacute;de de Paulista, Isis Dantas.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Em S&atilde;o Bento, a situa&ccedil;&atilde;o se repete. O &uacute;nico hospital existente, s&oacute; conta com oito m&eacute;dicos para uma popula&ccedil;&atilde;o de mais de trinta mil pessoas. A diretora do hospital Maria Paulino L&uacute;cio, Ligia Maria, contou que na aus&ecirc;ncia de m&eacute;dicos, &eacute; preciso encaminhar os pacientes para Campina Grande e Jo&atilde;o Pessoa. &ldquo;<em>N&atilde;o dispomos de m&eacute;dicos especialistas como ortopedistas, traumatologistas, e s&oacute; temos uma anestesista. Isso &eacute; muito pouco pra uma cidade com mais de 30 mil habitantes e que ainda recebe pacientes de munic&iacute;pios vizinhos. Vivemos com o m&iacute;nimo aqui e todos os dias, &eacute; uma luta pra conseguir dar assist&ecirc;ncia da demanda<\/em>&rdquo;, afirmou a diretora.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Para o secretario de sa&uacute;de, outra medida eficaz para solucionar o problema da assist&ecirc;ncia m&eacute;dica no interior, &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de concurso p&uacute;blico para preenchimento de vagas para m&eacute;dicos, principalmente especialistas como cirurgi&otilde;es, ortopedistas, e traumatologistas. Ele informou que est&aacute; sendo realizado um levantamento das necessidades do quadro funcional de todo o Estado e que por causa disso, o concurso s&oacute; dever&aacute; acontecer no segundo semestre.<\/p>\n<p>\nDe acordo com Waldson, al&eacute;m do concurso, outras medidas ser&atilde;o tomadas para sanar os problemas da &aacute;rea medica. Entre as solu&ccedil;&otilde;es apresentadas, est&atilde;o &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o do teto salarial do SUS, e isonomia salarial referente aos plantonistas. As medidas est&atilde;o sendo avaliadas, para depois serem aplicadas de acordo com as necessidades e condi&ccedil;&otilde;es do Estado.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Falsidade m&eacute;dica pode provocar mortes<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Conforme Eur&iacute;pedes Mendon&ccedil;a, os problemas provocados por pessoas que se passam por m&eacute;dicos, n&atilde;o se restringe apenas a uma regi&atilde;o. Ele disse que o crime tem se alastrado por todas as regi&otilde;es, sendo comprovadas incid&ecirc;ncias do Litoral ao Sert&atilde;o paraibano. &ldquo;<em>&Egrave; um caso s&eacute;rio que tem afetado toda a Para&iacute;ba. E aumentou ainda mais do ano 2000 pra c&aacute;. Antes receb&iacute;amos apenas uma denuncia por ano, agora &eacute; poss&iacute;vel receber at&eacute; 10 por ano. Em Jo&atilde;o Pessoa existem casos at&eacute; de cirurgi&otilde;es pl&aacute;sticos falsos, que j&aacute; foram autuados, mas que permanece atuando na &aacute;rea. Outros casos tamb&eacute;m de m&eacute;dicos falsos que foram descobertos, condenados, mas que continuam exercendo na ilegalidade<\/em>&rdquo;, disse Mendon&ccedil;a.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Eur&iacute;pedes explicou que dos oito casos fiscalizados este ano pelo CRM, dois s&atilde;o em Jo&atilde;o Pessoa, um em &Aacute;gua Branca, no Sert&atilde;o, um em Itapororoca, um em Alhandra, outro em S&atilde;o Bento, e o de Paulista. &ldquo;<em>Todos s&atilde;o casos muito graves, mas sem d&uacute;vida, esse de Paulista &eacute; o mais grave que j&aacute; ocorreu na Para&iacute;ba, porque se trata de seis falsos m&eacute;dicos, e tamb&eacute;m, porque eles j&aacute; estavam na cidade por mais de um ano, sem serem descobertos<\/em>&rdquo;, argumentou o chefe de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do CRM.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Estudantes faziam atendimentos restritos a profissionais<\/span><\/span><\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Em Paulista, os seis estudantes j&aacute; atuavam h&aacute; um ano e oito meses e durante esse intervalo de tempo, atendendo somente aos finais de semana, eles deram mais de 60 plant&otilde;es e realizaram mais de seis mil atendimentos. Usando CRM falsos, os acusados Caio Brucy Sory Medeiros de Macedo, Jos&eacute; Cassimiro da Silva, Alisson Gomes Lustosa, Raony de Ara&uacute;jo Lima, Leonardo Rodrigues Coura e Humberto de Almeida Filho, iniciaram os trabalhos ainda em 2009 e s&oacute; deixaram o Hospital Municipal Hemeretina Dantas no &uacute;ltimo m&ecirc;s de mar&ccedil;o, ap&oacute;s serem desmarcados pelo Conselho Regional de Medicina.  Alisson e Caio ainda prestaram servi&ccedil;os no Hospital municipal de S&atilde;o Bento.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Mesmo sabendo que n&atilde;o tinham habilidade para realizar as atividades medicas, os acusados n&atilde;o se inibiram e fizeram procedimentos que somente m&eacute;dicos especialistas s&atilde;o recomendados a executar, como exames ginecol&oacute;gicos, prescri&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o controlada e intravenosa, que segundo especialistas, pode provocar at&eacute; a morte dos pacientes. As irregularidades m&eacute;dicas em Paulista e S&atilde;o Bento, s&oacute; foram reveladas porque o CRM recebeu uma denuncia an&ocirc;nima e decidiu fazer uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o na cidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">&ldquo;<em>Recebemos a den&uacute;ncia de uma pessoa da pr&oacute;pria cidade de Paulista, que n&oacute;s contou a a&ccedil;&atilde;o dos estudantes com muitos detalhes e ao chegarmos &agrave; cidade, comprovamos que a denuncia tinha fundamento e que a situa&ccedil;&atilde;o era ainda mais complicada, porque o hospital n&atilde;o tinha m&eacute;dicos o suficiente para atender a popula&ccedil;&atilde;o e a alternativa que tivemos foi interditar o hospital de imediato<\/em>&rdquo;, ressaltou Eur&iacute;pedes Mendon&ccedil;a.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">A hist&oacute;ria da contrata&ccedil;&atilde;o dos falsos m&eacute;dicos &eacute; marcada por contradi&ccedil;&otilde;es. Segundo a secretaria de sa&uacute;de Isis Dantas, em depoimento &agrave; Delegacia de Pol&iacute;cia Civil da cidade, eles teriam sido contratados atrav&eacute;s de contato por telefone, j&aacute; que existia uma necessidade de profissionais e por isso, os que logo apareceram com referencias de outros munic&iacute;pios, foram acatados e contratados para prestarem servi&ccedil;os aos finais se semana. A secretaria alegou &agrave; pol&iacute;cia que n&atilde;o sabia que os m&eacute;dicos eram apenas estudantes e que n&atilde;o disp&ocirc;s de tempo para fazer um levantamento de cadastro no portal do CRM.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Mesmo depois de ter feito as declara&ccedil;&otilde;es, em entrevista ao CORREIO, Isis Dantas alegou que desconhece o processo de contrata&ccedil;&atilde;o dos falsos m&eacute;dicos, inclusive quem os contratou e como com quais crit&eacute;rios. Ela disse que a &uacute;nica coisa de que tem conhecimento &eacute; que os estudantes entraram em contato com o hospital informado que queriam trabalhar no munic&iacute;pio. &ldquo;<em>Para mim, antes de tudo, eles s&atilde;o cidad&atilde;os e eu n&atilde;o sei informar como foi que eles foram contratados, quem contratou, e s&oacute; sei que eles recebiam por plant&atilde;o e eram prestadores de servi&ccedil;os<\/em>&rdquo;, disse a secretaria.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Diante das contradi&ccedil;&otilde;es e da falta de informa&ccedil;&otilde;es sobre a participa&ccedil;&atilde;o da prefeitura e da secretaria de sa&uacute;de no caso dos m&eacute;dicos falsos, a C&acirc;mara de vereadores de Paulista instaurou uma Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito(<span style=\"font-family: Arial;\">CPI<\/span>) para apurar as den&uacute;ncias, al&eacute;m de casos de morte que podem ter sido provocados por erros m&eacute;dicos. &ldquo;<em>Depois que essa hist&oacute;ria dos m&eacute;dicos falsos veio &agrave; tona, muita gente tem procurado a C&acirc;mara para denunciar que est&aacute; ou que tem parente com sequelas provocadas pelo atendimento dos m&eacute;dicos. Diante disso, precisamos esclarecer e buscar puni&ccedil;&atilde;o para quem estiver errado. Demitir os m&eacute;dicos falsos n&atilde;o resolve o problema da popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o, que foi enganada<\/em>&rdquo;, disse a vereadora e presidente da CPI, Maria Laurenice.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Conforme o promotor de justi&ccedil;a que acompanha o caso, T&uacute;lio C&eacute;sar Fernandes o inqu&eacute;rito que investiga os crimes cometidos pelos falsos m&eacute;dicos dever&aacute; ser conclu&iacute;do nos pr&oacute;ximos trinta dias. Ele disse que at&eacute; o momento j&aacute; foram ouvidos os estudantes acusados de cometerem o crime, al&eacute;m da atual secretaria de sa&uacute;de, Isis Dantas e do antigo secret&aacute;rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">O promotor contou que os depoimentos dos dois secret&aacute;rios foram coerentes entre si, ao afirmarem sobre o desconhecimento das contrata&ccedil;&otilde;es dos m&eacute;dicos. &ldquo;<em>Eles falaram que as contrata&ccedil;&otilde;es foram feitas via telefone e que depois disso, foi o setor de contrata&ccedil;&otilde;es da prefeitura quem viabilizou a vinda dos estudantes para prestarem os servi&ccedil;os, mesmo sem possuir vinculo empregat&iacute;cio. Mas outras pessoas ser&atilde;o ouvidas at&eacute; os fatos serem realmente esclarecidos<\/em>&rdquo;, explicou o promotor.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Prefeito pode ser cassado e secretaria exonerada<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Para o promotor, se durante o inqu&eacute;rito for comprovado que o prefeito e a secretaria sabiam da falsidade dos estudantes, os dois poder&atilde;o perder seus cargos, por serem considerados c&uacute;mplices da a&ccedil;&atilde;o criminosa. Ele disse que por enquanto ainda n&atilde;o existem provas concretas contra o prefeito Severino Dantas e a secretaria e tamb&eacute;m filha Isis Dantas, mas considera estranho dois gestores n&atilde;o terem cuidado em contratar m&eacute;dicos para cuidar da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"> &ldquo;<em>Est&atilde;o sendo investigados, principalmente o prefeito, porque ele deveria ter observado par&acirc;metros como realiza&ccedil;&atilde;o de concurso p&uacute;blico, publica&ccedil;&atilde;o de edital mesmo que fosse para contrata&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria, coisas que foram ignoradas pelo prefeito e isso &eacute; considerado muito grave. Quando tudo for conclu&iacute;do e se realmente for comprovado essa articula&ccedil;&atilde;o, o  caso  do prefeito, poder&aacute; ser de cassa&ccedil;&atilde;o de mandato e da secretaria, exonera&ccedil;&atilde;o do cargo<\/em>&rdquo;, asseverou Fernandes.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Para o chefe de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do CRM Eur&iacute;pedes, o caso de Paulista &eacute; comum a outras ocorr&ecirc;ncias j&aacute; registradas na Para&iacute;ba Ele disse que o ingresso de estudantes em hospitais tem sido facilitado pelos pr&oacute;prios empregadores, j&aacute; que muitos m&eacute;dicos n&atilde;o t&ecirc;m interesse em participar das escalas de plant&otilde;es. &quot;<em>No interior, os profissionais preferem atender nos PSFs e cedem seus nomes para as escalas, quando na verdade s&atilde;o os estudantes que assumem seus postos, sem o acompanhamento de um profissional habilitado<\/em>&quot;, explicou.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"> O diretor do Departamento de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o ressaltou ainda que h&aacute; m&eacute;dicos coniventes com a situa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que s&atilde;o eles as pessoas mais indicadas para fazer as den&uacute;ncias, tendo em vista que os procedimentos adotados por falsos m&eacute;dicos sejam eles estudantes ou n&atilde;o, podem ser facilmente reconhecidos por profissionais m&eacute;dicos. &quot;<em>&Eacute; importante lembrar que os m&eacute;dicos que n&atilde;o denunciarem o fato est&atilde;o sujeitos a responder um processo &eacute;tico por infra&ccedil;&atilde;o do artigo 38, do C&oacute;digo de &Eacute;tica M&eacute;dica, que diz que &eacute; vedado ao m&eacute;dico a cumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Medicina, ou com profissionais ou institui&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas que pratiquem atos il&iacute;citos<\/em>&quot;, destacou.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">A coordenadora interina da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Para&iacute;ba(<span style=\"font-family: Arial;\">UFPB<\/span>) Valderez Ara&uacute;jo de Lima Ramos, tamb&eacute;m acredita que o crescimento de crimes cometidos por falsos m&eacute;dicos na Para&iacute;ba seja motivado por contrata&ccedil;&otilde;es irregulares por parte das prefeituras municipais. Ela disse que a universidade n&atilde;o permite que os alunos, ainda na gradua&ccedil;&atilde;o, possam assumir responsabilidades compat&iacute;veis de um m&eacute;dico profissional, mas que o problema acontece sem que a institui&ccedil;&atilde;o saiba. &ldquo;<em>A culpa maior &eacute; da prefeitura que contrata um m&eacute;dico sem estabelecer crit&eacute;rios m&iacute;nimos, como ver se ele possui legalidade, que &eacute; t&atilde;o simples. Quando contratam devem saber que o estudante n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de fazer os atendimentos<\/em>&rdquo;, disse a coordenadora.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"font-family: Arial;\">Faculdade punir&aacute; alunos acusados<\/span><\/strong><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">A coordenadora Valderez adiantou que a faculdade de Medicina abriu uma sindic&acirc;ncia para apurar a a&ccedil;&atilde;o dos alunos envolvidos com o crime de falsidade m&eacute;dica e que at&eacute; as investiga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o forem conclu&iacute;das, eles n&atilde;o poder&atilde;o colar grau, mesmo j&aacute; tendo conclu&iacute;do o curso. Ela contou que em momento algum, os jovens pediram documenta&ccedil;&atilde;o &agrave; universidade para sequer estagiar. &ldquo;<em>Ficamos sabendo depois que o CRM fez a investiga&ccedil;&atilde;o e comprovou o caso envolvendo os estudantes. Depois disso, todos eles j&aacute; conclu&iacute;ram, mas por enquanto, a cola&ccedil;&atilde;o de grau deles est&aacute; suspensa at&eacute; a conclus&atilde;o dos inqu&eacute;ritos e sindic&acirc;ncias abertos. Se a justi&ccedil;a conden&aacute;-los, ai eles poder&atilde;o at&eacute; perder o direito de retirar o registro do CRM<\/em>&rdquo;, contou Valderez.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\">Ainda segundo a coordenadora do curso de Medicina, a institui&ccedil;&atilde;o faz um trabalho de conscientiza&ccedil;&atilde;o da &eacute;tica m&eacute;dica e humaniza&ccedil;&atilde;o, com os estudantes para que eles aprendam a import&acirc;ncia moral do exerc&iacute;cio legal da profiss&atilde;o. &ldquo;<em>A universidade n&atilde;o permite que eles atuem. Para isso, existem simp&oacute;sios, semin&aacute;rios sobre &eacute;tica m&eacute;dica, e todas as legalidades da medicina. O CRM pediu mais cursos e eventos com mais freq&uuml;&ecirc;ncia, mas isso j&aacute; existe at&eacute; em disciplinas do curso<\/em>&rdquo;, destacou Valderez.<br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><strong><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: x-small;\">* Daniel Motta, do Correio da Para&iacute;ba.<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>prefeito de Paulista, Severino Pereira Dantas(PTB), impetrou a\u00e7\u00e3o na justi\u00e7a contra os sete vereadores do munic\u00edpio.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4993"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4993\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}