{"id":4998,"date":"2011-05-20T00:00:00","date_gmt":"2011-05-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-05-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-20T00:00:00","slug":"JFPB-responsabiliza-o-Governo-do-Estado-pelo-rompimento-da-Barragem-de-Camara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/05\/20\/JFPB-responsabiliza-o-Governo-do-Estado-pelo-rompimento-da-Barragem-de-Camara\/","title":{"rendered":"JFPB responsabiliza o Governo do Estado pelo rompimento da Barragem de Camar\u00e1"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> A ju&iacute;za federal Cristina Costa Garcez , titular da 3&ordf; Vara, proferiu senten&ccedil;a responsabilizando e condenando o Governo do Estado da Para&iacute;ba a reconstruir a Barragem de Camar&aacute;, localizada no munic&iacute;pio de Alagoa Nova(<span style=\"font-family: Arial;\">PB<\/span>). Segundo a decis&atilde;o da magistrada, as provas levantadas durante a apura&ccedil;&atilde;o do Inqu&eacute;rito Civil P&uacute;blico proposto pelo MPF d&atilde;o como causa do rompimento falha do servi&ccedil;o e falta de monitoramento do primeiro enchimento do reservat&oacute;rio. A Barragem de Camar&aacute; rompeu em 17 de junho de 2004, destruindo casas, planta&ccedil;&otilde;es e vitimando moradores de munic&iacute;pios da regi&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cidades\/alagoa_nova_pb_barragem_de_camara_465.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nNa senten&ccedil;a, al&eacute;m da reconstru&ccedil;&atilde;o de Camar&aacute;, j&aacute; autorizada, o Governo do Estado dever&aacute; inserir as fam&iacute;lias atingidas dentro das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas j&aacute; existentes, em especial naquelas voltadas &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o das comunidades e recria&ccedil;&atilde;o de atividades produtivas que venham gerar emprego e renda.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A ju&iacute;za tamb&eacute;m determinou a reimplanta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos afetados pelo desmoronamento da barragem, como a reconstru&ccedil;&atilde;o da ponte sobre o rio Mamanguape; a restaura&ccedil;&atilde;o da PB -079; a restaura&ccedil;&atilde;o da PB -075; a recupera&ccedil;&atilde;o das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstru&ccedil;&atilde;o da passagem molhada de S&atilde;o Jos&eacute; do Miranda; a recupera&ccedil;&atilde;o das casas semi-destru&iacute;das na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstru&ccedil;&atilde;o de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstru&ccedil;&atilde;o de muros, cal&ccedil;adas e pavimenta&ccedil;&atilde;o de ruas, e a reconstru&ccedil;&atilde;o das casas destru&iacute;das na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">De acordo com o relat&oacute;rio, a A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica de n&ordm; 0007725-29.2005.4.05.8200, de autoria do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, pede a apura&ccedil;&atilde;o das causas do rompimento da barragem e seus respons&aacute;veis. Acusa o Governo do Estado e as construtoras C.R.E. Engenharia, Andrade e Galv&atilde;o Engenharia e Holanda Engenharia pelo acidente, alegando que estudos datados de fevereiro de 2001 registraram problemas na ombreira esquerda de Camar&aacute;, causa maior do rompimento.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Na decis&atilde;o, a ju&iacute;za Cristina Garcez responsabiliza unicamente o governo estadual, com base nos in&uacute;meros laudos de peritos e ge&oacute;logos que comprovam essa culpabilidade. Ela tamb&eacute;m embasa a senten&ccedil;a pelo total descumprimento do Manual de Seguran&ccedil;a e Inspe&ccedil;&atilde;o de Barragens do Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional, expedido em julho de 2002, por parte do Governo da Para&iacute;ba.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;<em>No entanto, &agrave; toda evid&ecirc;ncia, nem um m&iacute;nino do que o Manual prev&ecirc; foi seguido pelo propriet&aacute;rio da obra. N&atilde;o consta que o Estado da Para&iacute;ba manteve equipe de monitora&ccedil;&atilde;o e observa&ccedil;&atilde;o do comportamento do reservat&oacute;rio durante o seu enchimento, pelo contr&aacute;rio, abandonou &agrave; sua pr&oacute;pria sorte o destino da represa, em que pese a constata&ccedil;&atilde;o de anomalias que sinalizavam uma ruptura<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A ju&iacute;za tamb&eacute;m baseou-se nos depoimentos de moradores, que confirmaram os problemas de vazamento que antecederam ao rompimento, sem que nunca houvesse o monitoramento do primeiro enchimento do reservat&oacute;rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Sobre os termos &ldquo;<em>imprevis&iacute;vel<\/em>&rdquo; e &ldquo;<em>imprevisto<\/em>&rdquo; levantados pelas partes no processo, a magistrada observou que, com base no laudo pericial, &ldquo;<em>a partir do momento em que os problemas com a barragem se mostraram existentes, a situa&ccedil;&atilde;o &quot;de imprevis&iacute;vel&quot; tornou-se &quot;de imprevista&quot;, pois o propriet&aacute;rio da obra, sabendo de anomalias existentes na funda&ccedil;&atilde;o e possivelmente de novos problemas no modelo geol&oacute;gico at&eacute; ent&atilde;o imprevis&iacute;vel, na opini&atilde;o dos peritos houve neglig&ecirc;ncia dos propriet&aacute;rios da obra em verificar o problema que se mostrou possivelmente detect&aacute;vel<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Para a ju&iacute;za, a prova pericial, demonstra a saciedade, o fato de que a ruptura da Barragem de Camar&aacute; foi ocasionada pela omiss&atilde;o injustificada do propriet&aacute;rio da obra, que n&atilde;o adotou as medidas emergenciais necess&aacute;rias, quando ela apresentou sinais de graves anomalias, n&atilde;o possuindo nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com o assentamento da barragem em blocos soltos e com falta de tratamento adequados e suficientes, nem com a n&atilde;o implementa&ccedil;&atilde;o de tudo o que foi proposto pelo ge&oacute;logo consultor para tratamento da ombreira esquerda ou da n&atilde;o observa&ccedil;&atilde;o das boas t&eacute;cnicas de engenharia.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;<em>Firmada a responsabilidade do Estado da Para&iacute;ba pelo rompimento da Barragem de Camar&aacute;, em virtude de ter se omitido injustificadamente em baixar o n&iacute;vel do reservat&oacute;rio, permitindo a realiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os necess&aacute;rios, emerge da&iacute; sua responsabilidade pela reconstru&ccedil;&atilde;o da represa e pelos preju&iacute;zos causados a terceiros, ressalvado o direito de regresso contra o respons&aacute;vel nos casos de culpa ou dolo<\/em>(<span style=\"font-family: Arial;\">artigo 37, &sect;6&ordm;1, da CF\/88<\/span>)&rdquo;, decidiu a magistrada.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">* Ascom\/JFPB.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; A ju&iacute;za federal Cristina Costa Garcez , titular da 3&ordf; Vara, proferiu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4998"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4998"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4998\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}