{"id":5109,"date":"2011-06-20T00:00:00","date_gmt":"2011-06-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-06-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-20T00:00:00","slug":"Vida-nos-oceanos-pode-enfrentar-extincao-sem-precedentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/06\/20\/Vida-nos-oceanos-pode-enfrentar-extincao-sem-precedentes\/","title":{"rendered":"Vida nos oceanos pode enfrentar extin\u00e7\u00e3o sem precedentes"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nUm novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados at&eacute; agora pelos cientistas e que correm o risco de entrar em uma fase de extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies sem precedentes na hist&oacute;ria da humanidade.<\/p>\n<p>\nO levantamento foi feito realizado por especialistas que integram o Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos(<span style=\"font-family: Arial;\">IPSO, na sigla em ingl&ecirc;s<\/span>), uma entidade formada por cientistas e outros especialistas no assunto.<\/p>\n<p>\nEles conclu&iacute;ram que fatores como a pesca excessiva, a polui&ccedil;&atilde;o e as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas est&atilde;o agindo em conjunto de uma forma que n&atilde;o havia sido antecipada.<\/p>\n<p>\nA pesquisa reuniu especialistas de diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especializa&ccedil;&atilde;o em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca. &lsquo;&lsquo;<em>As conclus&otilde;es s&atilde;o chocantes. Estamos vendo mudan&ccedil;as que est&atilde;o acontecendo mais r&aacute;pido do que est&aacute;vamos esperando e de formas que n&atilde;o esper&aacute;vamos que fossem acontecer por centenas de anos<\/em>&rsquo;&rsquo;, disse Alex Rogers, diretor cient&iacute;fico do IPSO e professor da Universidade de Oxford.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Pl&aacute;stico<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nEntre as mudan&ccedil;as que est&atilde;o ocorrendo antes do esperado est&atilde;o o derretimento da camada de gelo no &Aacute;rtico, na Groenl&acirc;ndia e na Ant&aacute;rtida, o aumento do n&iacute;vel dos oceanos e libera&ccedil;&atilde;o de metano no leito do mar.<\/p>\n<p>\nO estudo observou tamb&eacute;m que existem efeitos em cadeia provocados pela a&ccedil;&atilde;o de diferentes poluentes.<\/p>\n<p>\nA pesquisa observou, por exemplo, que alguns poluentes permanecem nos oceanos por estarem presos a pequenas part&iacute;culas de pl&aacute;stico que foram parar no leito do oceano.<\/p>\n<p>\nCom isso, h&aacute; um aumento tamb&eacute;m do poluentes que s&atilde;o consumidos por peixes que vivem no fundo do mar.<\/p>\n<p>\nPart&iacute;culas de pl&aacute;stico s&atilde;o respons&aacute;veis tamb&eacute;m por transportar algas de parte a parte, contribuindo para a prolifera&ccedil;&atilde;o de algas t&oacute;xicas, o que tamb&eacute;m &eacute; provocado pelo influxo para os oceanos de nutrientes e poluentes provenientes de &aacute;reas agr&iacute;colas.<\/p>\n<p>\nO estudo descreveu ainda como a acidifica&ccedil;&atilde;o do oceano, o aquecimento global e a polui&ccedil;&atilde;o estando agindo de forma conjunta para aumentar as amea&ccedil;as aos recifes de corais, tanto que 75% dos corais mundiais correm o risco de sofrer um severo decl&iacute;nio.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Ciclos<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA vida na Terra j&aacute; enfrentou cinco &#8221;<em>ciclos de extin&ccedil;&atilde;o em massa<\/em>&#8221; causados por eventos como o impacto de aster&oacute;ides e muitos cientistas que o impacto de diferentes a&ccedil;&otilde;es exercidas pelo homem poder&aacute; contribuir para um sexto ciclo.<\/p>\n<p>\n&#8221;<em>Ainda contamos com boa parte da biodiversidade mundial, mas o ritmo atual da extin&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais alto<\/em>(<span style=\"font-family: Arial;\">do que no passad<\/span>o) <em>e o que estamos enfrentando &eacute;, certamente, um evento de extin&ccedil;&atilde;o global significativa<\/em>&#8221;, afirma o professor Alex Rogers.<\/p>\n<p>\nO relat&oacute;rio observa ainda que eventos anteriores de extin&ccedil;&atilde;o em massa tiveram liga&ccedil;&atilde;o com tend&ecirc;ncias que est&atilde;o ocorrendo atualmente, como dist&uacute;rbios no ciclo de carbono, acidifica&ccedil;&atilde;o e baixa concentra&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio na &aacute;gua.<\/p>\n<p>\nOs n&iacute;veis de CO2 que est&atilde;o sendo absorvidos pelos oceanos j&aacute; s&atilde;o bem mais altos que aqueles registrados durante a grande extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies marinhas que ocorreu h&aacute; 55 milh&otilde;es de anos, afirma a pesquisa.<\/p>\n<p>\nEntre as medidas que o estudo aconselha sejam tomadas imediatamente est&atilde;o o fim da pesca predat&oacute;ria, especialmente em alto mar, onde, atualmente h&aacute; pouca regulamenta&ccedil;&atilde;o; mapear e depois reduzir a quantidade de poluentes, como pl&aacute;sticos, fertilizantes agr&iacute;colas e detritos humanos; e reduzir de forma acentuada os gases do efeito estufa.<\/p>\n<p>\nAs conclus&otilde;es do relat&oacute;rio ser&atilde;o apresentadas na sede da ONU, em Nova York, nesta semana, durante um encontro de representantes governamentais sobre reformas na maneira de gerenciar os oceanos.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Um novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[47],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5109"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5109"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5109\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}