{"id":5142,"date":"2011-06-28T00:00:00","date_gmt":"2011-06-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-06-28T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-28T00:00:00","slug":"Brasil-tem-o-carro-mais-caro-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/06\/28\/Brasil-tem-o-carro-mais-caro-do-mundo\/","title":{"rendered":"Brasil tem o carro mais caro do mundo"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 7 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><em><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nLucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo. A carga tribut&aacute;ria caiu e o pre&ccedil;o do carro subiu. A margem de lucro &eacute; tr&ecirc;s vezes maior que em outros pa&iacute;ses.<\/strong><\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p><strong>S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; <\/strong>O Brasil tem o carro mais caro do mundo. <em>Por qu&ecirc;<\/em>? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto pre&ccedil;o do autom&oacute;vel vendido no Brasil s&atilde;o a alta carga tribut&aacute;ria e a baixa escala de produ&ccedil;&atilde;o. Outro vil&atilde;o seria o &ldquo;<em>alto valor da m&atilde;o de obra<\/em>&rdquo;, mas os fabricantes n&atilde;o revelam quanto os sal&aacute;rios &#8211; <em>e os benef&iacute;cios sociais<\/em> &#8211; representam no pre&ccedil;o final do carro. Muito menos os custos de produ&ccedil;&atilde;o, um segredo protegido por lei.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A explica&ccedil;&atilde;o dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo &eacute; o chamado Custo Brasil, isto &eacute;, a alta carga tribut&aacute;ria somada ao custo do capital, que onera a produ&ccedil;&atilde;o. Mas as hist&oacute;rias que voc&ecirc; ver&aacute; a seguir v&atilde;o mostrar que o grande vil&atilde;o dos pre&ccedil;os &eacute;, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum pa&iacute;s do mundo onde a ind&uacute;stria automobil&iacute;stica tem um peso importante no PIB, o carro custa t&atilde;o caro para o consumidor.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/automoveis\/montadoras\/automoveis_linha_de_producao_465a.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A ind&uacute;stria culpa tamb&eacute;m o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produ&ccedil;&atilde;o: gastos com funcion&aacute;rios, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condu&ccedil;&atilde;o, assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e outros benef&iacute;cios trabalhistas. S&oacute; a Mercedes-Benz tem uma frota de tr&ecirc;s mil &ocirc;nibus para transportar funcion&aacute;rios.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Com um mercado interno de um milh&atilde;o de unidades em 1978, as f&aacute;bricas argumentavam que seria imposs&iacute;vel produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produ&ccedil;&atilde;o para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um pre&ccedil;o final no n&iacute;vel dos demais pa&iacute;ses produtores.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de ve&iacute;culos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milh&otilde;es de unidades vendidas no mercado interno e uma produ&ccedil;&atilde;o de 3,638 milh&otilde;es de unidades.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/automoveis\/montadoras\/automoveis_linha_de_producao_465b.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nTr&ecirc;s milh&otilde;es e meio de carros n&atilde;o seria um volume suficiente para baratear o produto<\/span><\/span><\/em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">?<\/p>\n<p><em>Quanto ser&aacute; preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com pre&ccedil;o equivalente ao dos demais pa&iacute;ses<\/em>?<\/span><\/span>.<\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, &ldquo;<em>&eacute; verdade que a produ&ccedil;&atilde;o aumentou, mas agora ela est&aacute; distribu&iacute;da em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa<\/em>&rdquo;. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o final: cinco milh&otilde;es de carros.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> O imposto, o eterno vil&atilde;o, caiu nos &uacute;ltimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor at&eacute; 100cv recolhia 34,8%(<span style=\"font-family: Arial;\">gasolina<\/span>) e 32,5%(<span style=\"font-family: Arial;\">&aacute;lcool<\/span>). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a &aacute;lcool.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Hoje &#8211; <em>com os crit&eacute;rios alterados<\/em> &#8211; o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a &aacute;lcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto &eacute; de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a &aacute;lcool.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/automoveis\/montadoras\/automoveis_linha_de_producao_465d.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nQuer dizer: o carro popular teve um acr&eacute;scimo de 0,9 ponto percentual na carga tribut&aacute;ria, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro m&eacute;dio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da vers&atilde;o &aacute;lcool\/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto tamb&eacute;m caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina(<span style=\"font-family: Arial;\">de 36.9% para 36,4%<\/span>) e 1 ponto percentual no &aacute;lcool\/flex.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Enquanto a carga tribut&aacute;ria total do Pa&iacute;s, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut&aacute;rio, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre ve&iacute;culo n&atilde;o acompanhou esse aumento.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nIsso sem contar as a&ccedil;&otilde;es do governo, que baixaram o IPI(<span style=\"font-family: Arial;\">retirou, no caso dos carros 1.0<\/span>) durante a crise econ&ocirc;mica. A pol&iacute;tica de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o pre&ccedil;o do carro em mais de 5% sem que esse benef&iacute;cio fosse totalmente repassado para o consumidor.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/automoveis\/montadoras\/automoveis_linha_de_producao_465f.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">As montadoras t&ecirc;m uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros pa&iacute;ses. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil s&atilde;o respons&aacute;veis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com apar&ecirc;ncia fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns t&ecirc;m suspens&atilde;o elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros t&ecirc;m far&oacute;is de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma apar&ecirc;ncia mais esportiva.<\/p>\n<p>\nO Banco Morgan concluiu que esses carros s&atilde;o altamente lucrativos, t&ecirc;m uma margem muito maior do que a dos carros dos quais s&atilde;o derivados. Os t&eacute;cnicos da institui&ccedil;&atilde;o calcularam que o custo de produ&ccedil;&atilde;o desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, &eacute; 5 a 7% acima do custo de produ&ccedil;&atilde;o dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas s&atilde;o vendidos por 10% a 15% a mais.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O Palio Adventure(<span style=\"font-family: Arial;\">que tem motor 1.8 e sistema locker<\/span>), custa R$ 52,5 mil e a vers&atilde;o normal R$ 40,9 mil(<span style=\"font-family: Arial;\">motor 1.4<\/span>), uma diferen&ccedil;a de 28,5%. No caso do Dobl&ograve;(<span style=\"font-family: Arial;\">que tem a mesma configura&ccedil;&atilde;o<\/span>), a vers&atilde;o Adventure custa 9,3% a mais.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O analista Adam Jonas, respons&aacute;vel pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser tr&ecirc;s vezes maior que a de outros pa&iacute;ses.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/automoveis\/montadoras\/automoveis_linha_de_producao_465e.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O Honda City &eacute; um bom exemplo do que ocorre com o pre&ccedil;o do carro no Brasil. Fabricado em Sumar&eacute;, no interior de S&atilde;o Paulo, ele &eacute; vendido no M&eacute;xico por R$ 25,8 mil(<span style=\"font-family: Arial;\">vers&atilde;o LX<\/span>). Neste pre&ccedil;o est&aacute; inclu&iacute;do o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Adicionando os custos de impostos e distribui&ccedil;&atilde;o aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tribut&aacute;ria(<span style=\"font-family: Arial;\">de 29,2%<\/span>) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concession&aacute;rias(<span style=\"font-family: Arial;\">10%<\/span>). A soma d&aacute; R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o M&eacute;xico a montadora j&aacute; tem a sua margem de lucro, o &ldquo;<em>Lucro Brasil<\/em>(<span style=\"font-family: Arial;\">adicional<\/span>) &eacute; de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00(<span style=\"font-family: Arial;\">pre&ccedil;o vendido no Brasil<\/span>) menos R$ 40.692,00.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/automoveis\/montadoras\/automoveis_linha_de_producao_465c.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Isso sem considerar que o carro que vai para o M&eacute;xico tem mais equipamentos de s&eacute;rie: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores el&eacute;tricos. O motor &eacute; o mesmo: 1.5 de 116cv.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Ser&aacute; poss&iacute;vel que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses<\/span><\/span><\/em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">?<\/p>\n<p><em>O que a Honda fala sobre isso<\/em>?<\/p>\n<p>Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa &ldquo;<em>n&atilde;o fala sobre o assunto<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>\nNa Argentina, a vers&atilde;o b&aacute;sica, a LX com c&acirc;mbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 35.600<\/span>), segundo o Auto Blog.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">J&aacute; o Hyundai ix35 &eacute; vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Os 10 carros mais baratos da Argentina<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Como o Brasil &eacute; o pa&iacute;s onde os carros custam muito caro, a Argentina, por exemplo, j&aacute; n&atilde;o tem essa fama toda. Ali&aacute;s, m&aacute; fama para o Brasil. No pa&iacute;s hermano, o carro mais barato do mercado representa 9,3 sal&aacute;rios m&eacute;dios do trabalhador argentino.<\/p>\n<p>\nNo Brasil, o modelo mais barato(<span style=\"font-family: Arial;\">Chery QQ, o mesmo que l&aacute;<\/span>) representa 14,7 sal&aacute;rios m&eacute;dios do trabalhador, segundo dados de mar&ccedil;o deste ano, que apontava o valor de R$1.557. L&aacute;, o sal&aacute;rio m&eacute;dio do trabalhador do setor privado foi de 4.200 pesos em 2010, equivalente a quase 2.000 reais.<\/p>\n<p>\nBom, chegamos aos 10 carros mais baratos do mercado argentino. Para tornar mais f&aacute;cil a compara&ccedil;&atilde;o com nossos pre&ccedil;os, convertemos os valores em peso argentino para real:<\/p>\n<p>\n<strong>Chery QQ&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;R$15.153<\/p>\n<p>Fiat Uno&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..R$16.031<\/p>\n<p>Chevrolet Celta&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.R$17.314<\/p>\n<p>VW Gol Power&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;R$17.593<\/p>\n<p>Chevrolet Classic&#8230;&#8230;&#8230;.R$17.786<\/p>\n<p>Ford Ka&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;R$18.557<\/p>\n<p>Fiat Palio&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.R$18.947<\/p>\n<p>Renault Clio&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;R$19.478<\/p>\n<p>Peugeot 206&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..R$20.225<\/p>\n<p>Fiat Siena&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;R$20.776<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><\/p>\n<p><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\">* Uol.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 7 minutos Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo. 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