{"id":5420,"date":"2011-09-20T00:00:00","date_gmt":"2011-09-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-09-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-09-20T00:00:00","slug":"Exportacoes-de-couros-apresentam-queda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/09\/20\/Exportacoes-de-couros-apresentam-queda\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es de couros apresentam queda"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; <\/strong>Refletindo as conseq&uuml;&ecirc;ncias de abates menores e a crescente perda de competitividade da ind&uacute;stria brasileira, as exporta&ccedil;&otilde;es de couros apresentaram nos meses de junho e julho quedas significativas em compara&ccedil;&atilde;o ao movimento registrado em meses anteriores.<\/p>\n<p>\nEm julho, foi exportado um volume f&iacute;sico correspondente a apenas 1,74 milh&otilde;es de couros bovinos, a menor quantidade desde mar&ccedil;o de 2009 e 18% inferior ao m&ecirc;s anterior. J&aacute; o valor das exporta&ccedil;&otilde;es caiu para US$ 148,7 milh&otilde;es, 11% menor do que o movimento de junho.<\/p>\n<p>\nQuando avaliamos as exporta&ccedil;&otilde;es dos primeiros sete meses do ano verificamos que a quantidade de 16,36 milh&otilde;es de couros exportados ainda est&aacute; 1% acima da quantidade exportada no mesmo per&iacute;odo de 2010 enquanto o valor das exporta&ccedil;&otilde;es com US$ 1,2 bilh&atilde;o superou em 18% o do ano passado. A participa&ccedil;&atilde;o com 65,7% de couros acabados e semiterminados, de maior valor agregado, estabelece um recorde hist&oacute;rico. Conseq&uuml;entemente a quantidade de wet blue, que no ano 2000 representava 70% das exporta&ccedil;&otilde;es, caiu em 2011 para apenas 34,3%, o seu n&iacute;vel mais baixo. Estes dados, do Centro das Ind&uacute;strias de Curtumes do Brasil(<span style=\"font-family: Arial;\">CICB<\/span>), s&atilde;o baseados no balan&ccedil;o da Secretaria de Com&eacute;rcio Exterior(<span style=\"font-family: Arial;\">Secex<\/span>).<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Esse desempenho do nosso setor reflete as dificuldades que a ind&uacute;stria do couro vem enfrentando, decorrentes da rela&ccedil;&atilde;o cambial e dos entraves representados pelo chamado Custo Brasil<\/em>&rdquo;, alerta o presidente do CICB, Wolfgang Goerlich.<\/p>\n<p>\nCom base no comportamento do mercado nos &uacute;ltimos meses e considerando-se a crise econ&ocirc;mica mundial com uma previs&atilde;o de consumo menor e queda nos pre&ccedil;os, Goerlich diz que a proje&ccedil;&atilde;o de embarques da ordem de US$ 2 bilh&otilde;es para 2011 est&aacute; comprometida. &ldquo;<em>Estamos fazendo grandes sacrif&iacute;cios para manter mercados conquistados durante as ultimas d&eacute;cadas, operando, muitas vezes, com preju&iacute;zo<\/em>&rdquo;, diz o executivo.<\/p>\n<p>\nPara o presidente do CICB, o chamado Plano Brasil Maior, conjunto de medidas recentemente anunciadas pelo governo para estimular a ind&uacute;stria nacional, pode ser considerado positivo, pela disposi&ccedil;&atilde;o demonstrada pelo governo em apoiar os segmentos contemplados, mas &eacute; insuficiente para solucionar o problema de competitividade da ind&uacute;stria do couro.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>A maior velocidade no ressarcimento dos cr&eacute;ditos devidos aos exportadores e a devolu&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos de PIS\/COFINS de at&eacute; 3% sobre as exporta&ccedil;&otilde;es de manufaturados, como perspectivas de cr&eacute;ditos facilitados atrav&eacute;s do BNDES, s&atilde;o medidas positivas, mas precisamos resolver quest&otilde;es de fundo, como a quest&atilde;o cambial e as inefici&ecirc;ncias geradas pelo Custo Brasil<\/em>&rdquo;, diz Goerlich.<\/p>\n<p>\nO presidente do CICB destaca, de outra parte, o cont&iacute;nuo esfor&ccedil;o da ind&uacute;stria curtidora para abrir novas frentes de neg&oacute;cios internacionais para o couro brasileiro. Como exemplo, ele aponta os resultados positivos do programa de coopera&ccedil;&atilde;o CICB\/Apex-Brasil, denominado Brazilian Leather, que vem proporcionando visibilidade expressiva ao couro brasileiro, concorrendo para aumentar o valor do couro brasileiro e impulsionar as vendas.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nCongresso Mundial do Couro mostrar&aacute; capacidade e qualidade da ind&uacute;stria brasileira<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nOutro relevante esfor&ccedil;o do setor &eacute; o primeiro CONGRESSO MUNDIAL DO COURO, que ser&aacute; realizado no dia nove de novembro deste ano, no Rio de Janeiro. O evento est&aacute; sendo organizado pelo Centro das Ind&uacute;strias de Curtumes do Brasil em parceria com o International Council of Tanners(<span style=\"font-family: Arial;\">ICT, sigla em ingl&ecirc;s para Conselho Internacional dos Curtumes<\/span>), entidade internacional que representa mais que 80% da ind&uacute;stria curtidora mundial, tamb&eacute;m presidida por Wolfgang Goerlich.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Ser&aacute; o maior evento do setor couro em &acirc;mbito mundial e uma oportunidade &uacute;nica para expor ao mundo a capacidade e a qualidade da nossa ind&uacute;stria curtidora<\/em>&rdquo;, finaliza ele.<\/p>\n<p>\nDe janeiro a julho de 2011, os principais mercados do couro brasileiro foram a China e Hong Kong, com US$ 359 milh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial;\">29,8% de participa&ccedil;&atilde;o e aumento de 2%<\/span>); It&aacute;lia, com US$ 279,84 milh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial;\">23,2% de participa&ccedil;&atilde;o e eleva&ccedil;&atilde;o de 23%<\/span>); e Estados Unidos, com US$ 124,87 milh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial;\">10,4% e crescimento de 17%<\/span>).<\/p>\n<p>\nNos sete meses do ano, Alemanha com US$ 55,83 milh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial;\">4,6% de participa&ccedil;&atilde;o e aumento de 88%<\/span>), Cor&eacute;ia do Sul, com US$ 41,43 milh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial;\">3,4% e 97% de crescimento<\/span>), M&eacute;xico(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 36,8 milh&otilde;es, incremento de 53%<\/span>), Vietn&atilde;(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 33,82 milh&otilde;es, eleva&ccedil;&atilde;o de 12 %<\/span>) e Taiwan(<span style=\"font-family: Arial;\">Formosa, US$ 23,2 milh&otilde;es, 88%<\/span>) foram importantes destinos das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras.<\/p>\n<p>\nEntre outros pa&iacute;ses que aumentaram as aquisi&ccedil;&otilde;es do produto nacional figuram a Noruega(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 17,1 milh&otilde;es, 21%<\/span>), Hungria(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 14,85 milh&otilde;es, 44%<\/span>), Portugal(US$ 14,16 milh&otilde;es, 66%), e Espanha(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 9,92 milh&otilde;es, 71%<\/span>).<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nRanking dos estados exportadores de janeiro a julho de 2011<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Relat&oacute;rio do CICB informa no balan&ccedil;o das vendas externas de couros dos estados brasileiros nos sete meses do ano, em rela&ccedil;&atilde;o ao acumulado do ano passado, a lideran&ccedil;a do Rio Grande do Sul(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 296,4 milh&otilde;es, 24,6% de participa&ccedil;&atilde;o<\/span>) como maior exportador nacional, seguido por S&atilde;o Paulo(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 269,28 milh&otilde;es, 22,4% de participa&ccedil;&atilde;o<\/span>), Paran&aacute;(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 132,96 milh&otilde;es, 11%<\/span>) e Cear&aacute;(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 100,84 milh&otilde;es, 8,4%<\/span>).<\/p>\n<p>\nOs demais estados no ranking nacional s&atilde;o Goi&aacute;s(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 92 milh&otilde;es<\/span>), Bahia(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 73,93 milh&otilde;es<\/span>), Minas Gerais(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 67 milh&otilde;es<\/span>), Mato Grosso(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 52,11 milh&otilde;es<\/span>), Mato Grosso do Sul(<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 50,3 milh&otilde;es<\/span>) e Santa Catarina (<span style=\"font-family: Arial;\">US$ 27,16 milh&otilde;es<\/span>).<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; 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