{"id":5674,"date":"2011-11-11T00:00:00","date_gmt":"2011-11-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-11-11T00:00:00","modified_gmt":"2011-11-11T00:00:00","slug":"Cientistas-brasileiros-anunciam-descoberta-de-droga-contra-obesidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/11\/11\/Cientistas-brasileiros-anunciam-descoberta-de-droga-contra-obesidade\/","title":{"rendered":"Cientistas brasileiros anunciam descoberta de droga contra obesidade"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><em><strong><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/em><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">A mol&eacute;cula criada por eles, consegue atacar e destruir de forma privativa os vasos sangu&iacute;neos que sustentam o tecido de gordura.<\/span> <\/em><\/strong><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><strong><em>Droga deve entrar em testes em humanos ainda este ano.<\/em><\/strong><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><strong>Houston\/Texas(EUA) &#8211;<\/strong> Cientistas brasileiros que trabalham nos EUA descobriram uma nova classe de rem&eacute;dios para emagrecimento. Em vez de inibir o apetite ou diminuir a absor&ccedil;&atilde;o de gorduras, a nova droga elimina vasos sangu&iacute;neos que alimentam o tecido adiposo. O estudo, divulgado na &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o da Science Translational Medicine, apresentou resultados promissores em testes com primatas.<\/p>\n<p>\nH&aacute; mais de uma d&eacute;cada, o casal brasileiro Renata Pasqualini e Wadih Arap coordena um laborat&oacute;rio no MD Anderson Cancer Center, ligado &agrave; Universidade do Texas em Houston(<span style=\"font-family: Arial;\">EUA<\/span>). Os dois pesquisadores observaram que o sistema circulat&oacute;rio &eacute; mais complexo que uma rede uniforme de &quot;<em>encanamentos<\/em>&quot; para o sangue. A superf&iacute;cie dos vasos sangu&iacute;neos &eacute; diferente em cada &oacute;rg&atilde;o ou tecido.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/saude\/medicina\/renata_pasqualini_e_wadih_arap_cientistas_brasileiros_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><span>A mol&eacute;cula criada pelo casal de cientistas brasileiros <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\">Renata Pasqualini e Wadih Arap<\/span><span style=\"font-size: small;\"><span><span><span><strong>, consegue atacar de forma privativa os vasos sangu&iacute;neos que sustentam o tecido de gordura. Sem esse aux&iacute;lio determinante de nutriente, as c&eacute;lulas de gordura morrem.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>&quot;<em>Na pr&aacute;tica, identificamos um sistema de endere&ccedil;os moleculares no corpo<\/em>&quot;, explica Renata, comparando o organismo humano a uma cidade. Segundo a analogia, bastaria descobrir o &quot;<em>CEP<\/em>&quot; correto do tecido que necessita de tratamento para desenvolver uma droga capaz de &quot;<em>endere&ccedil;&aacute;-lo<\/em>&quot; com precis&atilde;o.<\/p>\n<p>\nNo tecido adiposo, o &quot;<em>CEP<\/em>&quot; chama-se proibitina, uma prote&iacute;na presente de forma abundante na membrana das c&eacute;lulas dos vasos sangu&iacute;neos que alimentam as c&eacute;lulas de gordura. A equipe coordenada pelos brasileiros desenvolveu uma mol&eacute;cula que se liga &agrave; proibitina e, ao mesmo tempo, inibe o suprimento de sangue para o tecido adiposo. Estrat&eacute;gia parecida j&aacute; &eacute; usada no tratamento de certos tipos de c&acirc;ncer.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Primatas<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA droga &#8211; <em>batizada de adipot&iacute;dio<\/em> &#8211; foi testada em camundongos em 2004 e mereceu um artigo na revista Nature Medicine. Os animais perderam cerca de 30% do seu peso com a droga. Agora, os pesquisadores decidiram testar em modelos mais pr&oacute;ximos aos seres humanos.<\/p>\n<p>\nMacacos tamb&eacute;m sofrem naturalmente de obesidade e, assim como os homens, desenvolvem diabete tipo 2 e doen&ccedil;as cardiovasculares. Por isso, s&atilde;o um &oacute;timo modelo para testar a nova droga. &quot;<em>A maioria dos rem&eacute;dios contra obesidade que funcionam em roedores &eacute; abandonada nos testes em primatas<\/em>&quot;, explica Renata. &quot;<em>Os experimentos com camundongos s&atilde;o limitados, pois seu metabolismo e sistema de controle de apetite e saciedade s&atilde;o diferentes dos de primatas, mesmo os humanos<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nOs pesquisadores usaram macacos reso no experimento. A veterin&aacute;ria Kirstin Barnhart, coautora do artigo, explica que os animais obesos eram &quot;<em>espontaneamente<\/em>&quot; gordos. Ou seja, n&atilde;o receberam dieta especial. Simplesmente, como muitos humanos, evitaram exerc&iacute;cios f&iacute;sicos.<\/p>\n<p>\nDurante quatro semanas, eles receberam inje&ccedil;&otilde;es de adipot&iacute;dio. Os animais tiveram uma redu&ccedil;&atilde;o de 10% da massa corporal em um tratamento de quatro semanas. A gordura abdominal diminuiu 27%. No grupo controle, os n&iacute;veis de gordura cresceram um pouco no per&iacute;odo.<\/p>\n<p>\nUm estudo realizado com macacos magros que tamb&eacute;m receberam a droga mostrou que eles n&atilde;o sofreram diminui&ccedil;&atilde;o de peso. Ou seja, a droga age de forma seletiva no tecido adiposo, especialmente na gordura visceral.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/saude\/medicina\/imagem_ressonancia_magnetica_macaco_obeso_tratado_adipotide_465.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><u>&Agrave; esquerda<\/u>: imagem de uma resson&acirc;ncia magn&eacute;tica de um macaco obeso antes de ser tratado com a adipotide. A gordura abdominal aparece em vermelho. <u>&Agrave; direita<\/u>: imagem de uma resson&acirc;ncia magn&eacute;tica de um macaco depois de um m&ecirc;s recebendo tratamento di&aacute;rio com adipotide. A imagem mostra uma redu&ccedil;&atilde;o substancial da gordura abdominal. <\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Novo  f&aacute;rmaco contra obesidade &lsquo;mata&rsquo; a gordura. Tratamento s&oacute; foi testado em  macacos e os resultados do estudo aparecem na &quot;<em>Science Translational  Medicine<\/em>&quot;. <\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>\nUm dos principais problemas das drogas dispon&iacute;veis no mercado s&atilde;o os efeitos adversos, que incluem aumento no risco de enfarte ou de depress&atilde;o. O adipot&iacute;dio provocou um aumento no volume da urina eliminada e uma leve desidrata&ccedil;&atilde;o, sintomas de um impacto da droga nos rins. &quot;<em>Mas o efeito<\/em>(<span style=\"font-family: Arial;\">adverso<\/span>) <em>renal &eacute; dependente da dose, previs&iacute;vel e revers&iacute;vel<\/em>&quot;, afirma Kirstin.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>O medicamento j&aacute; foi licenciado pela Universidade do Texas para uma empresa californiana chamada Ablaris Therapeutics<\/em>&quot;, conta Arap. Mas ele n&atilde;o arrisca uma previs&atilde;o de quantos anos ser&atilde;o necess&aacute;rios para a droga chegar ao mercado.<\/p>\n<p>\nO endocrinologista Walmir Coutinho, da PUC do Rio, comemora o resultado. &quot;<em>Mais de 60% das pessoas que tentam deixar de ser obesas precisam da ajuda de medicamentos<\/em>&quot;, recorda Coutinho. &quot;<em>Ser&aacute; mais uma &oacute;tima op&ccedil;&atilde;o de tratamento<\/em>&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exame em aparelho de Ressonancia Magnetica comprovou resultado da nova droga.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5674"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5674"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5674\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}