{"id":5710,"date":"2011-11-16T00:00:00","date_gmt":"2011-11-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-11-16T00:00:00","modified_gmt":"2011-11-16T00:00:00","slug":"Desigualdade-de-renda-ainda-e-bastante-acentuada-na-Paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/11\/16\/Desigualdade-de-renda-ainda-e-bastante-acentuada-na-Paraiba\/","title":{"rendered":"Desigualdade de renda ainda \u00e9 bastante acentuada na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 6 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>Metade da popula&ccedil;&atilde;o tem rendimento per capita de at&eacute; R$ 222. Incid&ecirc;ncia de pobreza &eacute; maior nos munic&iacute;pios de porte m&eacute;dio do que na Capital.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> Os resultados do Censo Demogr&aacute;fico 2010 mostram que a desigualdade de renda ainda &eacute; bastante acentuada na Para&iacute;ba, apesar da tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o observada nos &uacute;ltimos anos. Embora a m&eacute;dia nacional de rendimento domiciliar per capita fosse de R$ 412,00 em 2010, 25% da popula&ccedil;&atilde;o recebiam at&eacute; R$ 166 e metade dos paraibanos recebia at&eacute; R$ 222, menos do que o sal&aacute;rio m&iacute;nimo naquele ano(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 510,00<\/span>).<\/p>\n<p>\nO Censo Demogr&aacute;fico 2010 indica que, apesar de uma m&eacute;dia de R$ 412, 25% das pessoas tinham rendimento m&eacute;dio nominal mensal domiciliar per capita de at&eacute; R$ 166 e metade da popula&ccedil;&atilde;o recebia at&eacute; R$ 222, valor inferior ao sal&aacute;rio m&iacute;nimo em 2010(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 510,00<\/span>). Enquanto cerca da metade da popula&ccedil;&atilde;o urbana recebia, em m&eacute;dia, at&eacute; R$ 255,00 nas &aacute;reas rurais esse valor era de aproximadamente R$ 135,00 Como os dados sobre rendimento ainda s&atilde;o preliminares, consideram-se apenas pessoas e domic&iacute;lios com declara&ccedil;&atilde;o de rendimento positivo, excluindo aqueles com renda zero ou sem declara&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cidades\/05ago2009_passarela_pedro_II_jp_pb_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nEntre os munic&iacute;pios das capitais, mant&eacute;m-se a tend&ecirc;ncia hist&oacute;rica de melhores n&iacute;veis de rendimento domiciliar per capita e, em Joao Pessoa, o valor m&eacute;dio de R$ 802,00 e metade de sua populacao tem rendimento per capita de R$ 383,00.<\/p>\n<p>\nNa Para&iacute;ba, em termos de rendimento total(<span style=\"font-family: Arial;\">trabalho, aposentadorias, pens&otilde;es, transfer&ecirc;ncias etc.<\/span>), os homens recebiam em m&eacute;dia 37,5% mais que as mulheres(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 926 contra R$ 673<\/span>) e metade deles ganhava at&eacute; R$ 510. Na media salarial, os valores ecebidos pelos homens eram igual ao recebido pelas mulheres(<span style=\"font-family: Arial;\">50%<\/span>).<\/p>\n<p>\nO Censo 2010 detectou que a incid&ecirc;ncia de pobreza era maior nos munic&iacute;pios de porte m&eacute;dio(<span style=\"font-family: Arial;\">10 mil a 50 mil habitantes<\/span>), independentemente do indicador analisado.<\/p>\n<p>\nEnquanto a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas que viviam com at&eacute; R$ 70 de rendimento domiciliar per capita era, em m&eacute;dia, 6,3% no Brasil, nos munic&iacute;pios de 10 mil a 20 mil habitantes esse percentual era o dobro(<span style=\"font-family: Arial;\">13,7%<\/span>), e na Para&iacute;ba esse percentual chegou a 14,0% com mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o nesses munic&iacute;pios vivendo com at&eacute; &frac12; sal&aacute;rio m&iacute;nimo per capita(<span style=\"font-family: Arial;\">58,1%<\/span>).J&aacute; nas cidades com popula&ccedil;&atilde;o superior a 500 mil habitantes, no caso espec&iacute;fico de Jo&aacute;o Pessoa, menos de 3,7% viviam com at&eacute; R$ 70,00 per capita e cerca de &frac14; das pessoas vivia com at&eacute; &frac12; sal&aacute;rio m&iacute;nimo de rendimento domiciliar per capita.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nTaxa de analfabetismo<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA taxa de analfabetismo na popula&ccedil;&atilde;o de 15 anos ou mais de idade caiu de 29,7% em 2000 para 21,9% em 2010 de analfabetos nessa faixa et&aacute;ria, ao passo que os dados do Censo 2010 apontam 616,5 mil pessoas que n&atilde;o sabiam ler ou escrever, sendo que 49,0% desse contingente eram de idosos.<\/p>\n<p>\nA taxa nacional de analfabetismo para os adolescente e jovens entre 15 e 24 anos atingia 5,3% em 2010. No total de jovens nessa faixa et&aacute;ria na Para&iacute;ba 36,8 mil disseram n&atilde;o saber ler e escrever, contra 2,7 mil jovens residentes na Capital paraibana que n&atilde;o sabiam ler e escrever 2,1%.<\/p>\n<p>\nNas capitais, os percentuais de crian&ccedil;as de 10 anos de idade que n&atilde;o sabiam ler ou escrever eram mais baixos que no conjunto do estado, em especial no Nordeste. Em S&atilde;o Luis(<span style=\"font-family: Arial;\">6,1%<\/span>) e em Teresina(<span style=\"font-family: Arial;\">4,9%<\/span>), a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as nesta situa&ccedil;&atilde;o era 2,5 vezes inferior &agrave; dos respectivos estados, Maranh&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">16,4%<\/span>) e Piau&iacute;(<span style=\"font-family: Arial;\">13,7%<\/span>). A pior situa&ccedil;&atilde;o foi encontrada em Macei&oacute;, com 11,6%, embora seja melhor que no estado de Alagoas como um todo(<span style=\"font-family: Arial;\">17,8%<\/span>).  Em Jo&aacute;o Pessoa, ficou bem abaixo da m&eacute;dia nacional, com 2,1%.<\/p>\n<p>\nDos 1.304 munic&iacute;pios brasileiros com taxas de analfabetismo iguais ou superiores a 25%, 32 n&atilde;o ofereciam o programa Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos(<span style=\"font-family: Arial;\">EJA<\/span>). A maioria deles estava no Nordeste e, entre eles os munic&iacute;pios paraibanos de Matur&eacute;ia, com popula&ccedil;&atilde;o de 5.939 habitantes e S&atilde;o Francisco, 3.364 habitantes, no Sert&atilde;o Paraibano(<span style=\"font-family: Arial;\">28,1% e <\/span><span style=\"font-family: Arial;\">31,5%<\/span>) das pessoas com mais de 15 anos de idade n&atilde;o sabia ler e escrever, respectivamente.<\/p>\n<p>\nNos &uacute;ltimos anos, houve uma redu&ccedil;&atilde;o das taxas de analfabetismo no pa&iacute;s para todas as categorias de cor ou ra&ccedil;a, mas subsistem grandes diferen&ccedil;as. A taxa estadual de analfabetismo entre pessoas de 15 ou mais anos de idade era de 21,9% em 2010. Nesse grupo et&aacute;rio, os pretos e pardos tiveram percentuais de analfabetos de 30,6% e 24,3%, respectivamente, contra 5,6% dos brancos, com destaque para os munic&iacute;pios de menor porte.<\/p>\n<p>\nJ&aacute; os rendimentos m&eacute;dios mensais dos brancos(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 1.019,00<\/span>) e amarelos(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 721,00<\/span>) se aproximam do dobro do valor relativo aos grupos de pretos(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 614,00<\/span>), pardos(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 655,00<\/span>) ou ind&iacute;genas(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 557,00<\/span>).<\/p>\n<p>\nNa raz&atilde;o entre os rendimentos de brancos\/pretos e brancos\/pardos, os maiores diferenciais estavam nos munic&iacute;pios com mais de 500mil habitantes. Entre as capitais, destacam-se: Salvador, com brancos ganhando 3,2 vezes mais do que pretos, Recife(<span style=\"font-family: Arial;\">3,0<\/span>) e Belo Horizonte(<span style=\"font-family: Arial;\">2,9<\/span>). Entre brancos e pardos, S&atilde;o Paulo(<span style=\"font-family: Arial;\">2,7<\/span>) aparece no topo da lista, seguida por Porto Alegre(<span style=\"font-family: Arial;\">2,3<\/span>). Em terceiro lugar est&atilde;o empatadas Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde brancos t&ecirc;m um rendimento 2,3 vezes maior do que pardos.<\/p>\n<p>\nDas 1 milh&otilde;es de unidades dom&eacute;sticas, 27,1% indicaram mais de uma pessoa como respons&aacute;vel. Entre as capitais, Jo&atilde;o Pessoa s apresentou uma propor&ccedil;&atilde;o de unidades dom&eacute;sticas com mais de um respons&aacute;vel em mais de 29,3%. &Eacute; considerada como respons&aacute;vel pelo domic&iacute;lio a pessoa reconhecida como tal pelos demais moradores e com, no m&iacute;nimo, dez anos de idade.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nDomic&iacute;lios com saneamento<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA propor&ccedil;&atilde;o de domic&iacute;lios com saneamento adequado(<span style=\"font-family: Arial;\">ligado &agrave; rede geral de esgoto ou fossa s&eacute;ptica, com &aacute;gua proveniente de rede geral de abastecimento e lixo coletado direta ou indiretamente pelos servi&ccedil;os de limpeza<\/span>) apresentou crescimento ao longo dos &uacute;ltimos Censos, em 2000 era 35,1% chegando a atingir  45,6% em 2010, muito embora haja desigualdades entre as regi&otilde;es do Estado. Somente em Jo&atilde;o Pessoa, a propor&ccedil;&atilde;o de domic&iacute;lios com saneamento adequado foi de 68,7%, bem superior &auml; m&eacute;dia estadual.<\/p>\n<p>\nA propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as de 0 a 5 anos residentes em domic&iacute;lios permanentes com saneamento inadequado(<span style=\"font-family: Arial;\">que n&atilde;o t&ecirc;m conex&atilde;o com rede geral de abastecimento de &aacute;gua, esgotamento sanit&aacute;rio nem acesso &agrave; coleta de lixo<\/span>) e com respons&aacute;vel ou c&ocirc;njuge analfabeto caiu de 29,8% em 2000 para 18,9% em 2010.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>4 mil emigrantes<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Censo Demogr&aacute;fico 2010 apresenta entre uma de suas inova&ccedil;&otilde;es a investiga&ccedil;&atilde;o sobre o n&uacute;mero de brasileiros no exterior e, entre os paraibanos, havia cerca de 4 mil emigrantes entre os 491 mil existentes no Brasil. Do total de emigrantes na Para&iacute;ba, 38,2% s&atilde;o homens e 61,8% mulheres.<br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>\n<\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>* Com Unidade Estadual do IBGE na Para&iacute;ba.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 6 minutos Metade da popula&ccedil;&atilde;o tem rendimento per capita de at&eacute; R$ 222. 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