{"id":5713,"date":"2011-11-16T00:00:00","date_gmt":"2011-11-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-11-16T00:00:00","modified_gmt":"2011-11-16T00:00:00","slug":"Renda-dos-ricos-supera-a-dos-pobres-em-39-vezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/11\/16\/Renda-dos-ricos-supera-a-dos-pobres-em-39-vezes\/","title":{"rendered":"Renda dos ricos supera a dos pobres em 39 vezes"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><em><strong><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\nRenda apurada levou em considera&ccedil;&atilde;o os habitantes de todas as idades.<\/span><\/strong><\/em><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong> Embora pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 divulgados hoje mostram que os 10% mais ricos no Pa&iacute;s t&ecirc;m renda m&eacute;dia mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que est&aacute; na faixa mais pobre da popula&ccedil;&atilde;o teria que reunir tudo o que ganha(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 137,06<\/span>) durante tr&ecirc;s anos e tr&ecirc;s meses para chegar &agrave; renda m&eacute;dia mensal de um integrante do grupo mais rico(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 5.345,22<\/span>).<\/p>\n<p>\nSegundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica(<span style=\"font-family: Arial;\">IBGE<\/span>), os 10% mais pobres ganhavam apenas 1,1% do total de rendimentos. J&aacute; os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do total. Outro recorte revela o rendimento m&eacute;dio no grupo do 1% mais rico: R$ 16.560,92. Os dados valem para a popula&ccedil;&atilde;o de 101,8 milh&otilde;es de brasileiros com 10 anos ou mais de idade e algum tipo de rendimento em 2010. A renda m&eacute;dia mensal apurada foi de R$ 1.202. Levando-se em conta os habitantes de todas as idades, o IBGE calculou a renda m&eacute;dia mensal per capita de R$ 668. O Censo indica, por&eacute;m, que metade da popula&ccedil;&atilde;o recebia at&eacute; R$ 375 por m&ecirc;s, valor inferior ao sal&aacute;rio m&iacute;nimo oficial em 2010(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 510<\/span>).<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Cidades<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO IBGE tamb&eacute;m mostra que as cidades de porte m&eacute;dio, com popula&ccedil;&atilde;o entre 10 mil e 50 mil habitantes, foram as que apresentaram a maior incid&ecirc;ncia de pobreza. Enquanto a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas que viviam com at&eacute; R$ 70 de rendimento domiciliar per capita era, em m&eacute;dia, de 6,3% no Brasil, nos munic&iacute;pios de 10 mil a 20 mil habitantes esse porcentual era o dobro(<span style=\"font-family: Arial;\">13,7%<\/span>), com metade da popula&ccedil;&atilde;o nessas cidades vivendo com at&eacute; meio sal&aacute;rio m&iacute;nimo per capita. J&aacute; nas cidades com popula&ccedil;&atilde;o superior a 500 mil habitantes, menos de 2% recebiam at&eacute; R$ 70 per capita e cerca de um quatro(<span style=\"font-family: Arial;\">25%<\/span>) vivia com at&eacute; meio sal&aacute;rio m&iacute;nimo de rendimento domiciliar per capita.<\/p>\n<p>\nEntre as capitais, segundo o IBGE, manteve-se a tend&ecirc;ncia de melhores n&iacute;veis de rendimento domiciliar per capita nas regi&otilde;es Sul e Sudeste. O maior valor(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 1.573<\/span>) foi registrado em Florian&oacute;polis(<span style=\"font-family: Arial;\">SC<\/span>), onde metade da popula&ccedil;&atilde;o recebia at&eacute; R$ 900. Em 17 das 26 capitais, metade da popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o recebia at&eacute; o valor do sal&aacute;rio m&iacute;nimo.<\/p>\n<p>\nEntre as capitais, a pior situa&ccedil;&atilde;o foi registrada em Macap&aacute;: rendimento m&eacute;dio domiciliar per capita de R$ 631, com 50% da popula&ccedil;&atilde;o recebendo at&eacute; R$ 316. A capital do Amap&aacute; tamb&eacute;m ficou com a maior propor&ccedil;&atilde;o de pessoas com rendimento domiciliar per capita de at&eacute; R$ 70(<span style=\"font-family: Arial;\">5,5%<\/span>) e at&eacute; um quarto de sal&aacute;rio m&iacute;nimo(<span style=\"font-family: Arial;\">16,7%<\/span>). No Sudeste, o Rio registrou os maiores porcentuais de pessoas nessas condi&ccedil;&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial;\">1,1% e 4,5%, respectivamente<\/span>). Os melhores indicadores foram observados em Florian&oacute;polis (SC): 0,3% da popula&ccedil;&atilde;o com rendimento m&eacute;dio mensal domiciliar de at&eacute; R$ 70 e 1,3% com at&eacute; um quarto do sal&aacute;rio m&iacute;nimo.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Cor e g&ecirc;nero<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNo Brasil, os rendimentos m&eacute;dios mensais dos brancos(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 1.538<\/span>) e amarelos(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 1.574<\/span>) se aproximaram do dobro do valor relativo aos grupos de pretos(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 834<\/span>), pardos(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 845<\/span>) ou ind&iacute;genas(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 735<\/span>). Entre as capitais, destacaram-se Salvador, com brancos ganhando 3,2 vezes mais do que pretos; Recife(<span style=\"font-family: Arial;\">3,0<\/span>) e Belo Horizonte(<span style=\"font-family: Arial;\">2,9<\/span>). Quando analisada a raz&atilde;o entre brancos e pardos, S&atilde;o Paulo apareceu no topo da lista, com brancos ganhando 2,7 vezes mais, seguida por Porto Alegre(<span style=\"font-family: Arial;\">2,3<\/span>).<\/p>\n<p>\nOs homens recebiam no Pa&iacute;s em m&eacute;dia 42% mais que as mulheres(<span style=\"font-family: Arial;\">R$ 1.395, ante R$ 984<\/span>), e metade deles ganhava at&eacute; R$ 765, cerca de 50% a mais do que metade das mulheres(<span style=\"font-family: Arial;\">at&eacute; R$ 510<\/span>). No grupo dos munic&iacute;pios com at&eacute; 50 mil habitantes, os homens recebiam, em m&eacute;dia, 47% a mais que as mulheres: R$ 903 contra R$ 615. J&aacute; nos munic&iacute;pios com mais de 500 mil habitantes, os homens recebiam R$ 1.985, em m&eacute;dia, e as mulheres, R$ 1.417, uma diferen&ccedil;a de cerca de 40%.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Renda apurada levou em considera&ccedil;&atilde;o os habitantes de todas as idades. 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