{"id":5737,"date":"2011-11-19T00:00:00","date_gmt":"2011-11-19T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2011-11-19T00:00:00","slug":"Pistoleiros-invadem-acampamento-e-assassinam-cacique-Guarani-Kaiowa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/11\/19\/Pistoleiros-invadem-acampamento-e-assassinam-cacique-Guarani-Kaiowa\/","title":{"rendered":"Pistoleiros invadem acampamento e assassinam cacique Guarani-Kaiow\u00e1"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 9 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Campo Grande(PB) &#8211; <\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A luta dos povos ind&iacute;genas do Mato Grosso do Sul(<span style=\"font-family: Arial;\">Brasil<\/span>) por paz e pelo direito de usufruir de sua terra parece estar longe de acabar. Na manh&atilde; desta sexta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">18Novembro2011<\/span>), Tonico Guarani-Kaiow&aacute;, membro do Aty Guasu, denunciou, por meio do Programa Kaiow&aacute;\/Guarani da Universidade Cat&oacute;lica Dom Bosco &ndash; UCDB, a massacre praticado no acampamento Tekoha Guaiviry, no munic&iacute;pio de Amamba&iacute;.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/brasil\/indios\/cacique_nisio_gomes_etnia_kaiowa_guarani_assassinado_18nov2011_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Por volta das 06h30m desta sexta<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">(<span style=\"font-family: Arial;\">18Novembro2011<\/span>)<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">, cerca de 40 pistoleiros mascarados e fortemente armados invadiram o acampamento e tiraram a vida do cacique N&iacute;sio Gomes<strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Na foto acima tirada dois dias antes da morte<\/span><\/span>)<\/strong>, de 67 anos, morto com v&aacute;rios tiros de calibre 12 nos bra&ccedil;os, pernas, peito e cabe&ccedil;a. Ao se retirarem da comunidade os pistoleiros levaram consigo o corpo do cacique.<\/p>\n<p>\nDe acordo com o kaiow&aacute; Valmir, filho de N&iacute;sio, uma mulher e uma crian&ccedil;a tamb&eacute;m foram assassinados e seus corpos levados por uma caminhonete de cor cinza. Ao tentar apurar o fato, o Conselho Indigenista Mission&aacute;rio(<span style=\"font-family: Arial;\">Cimi<\/span>) recebeu informa&ccedil;&otilde;es de que, al&eacute;m dos assassinatos, dois jovens e uma crian&ccedil;a haviam sido sequestrados, no entanto, ainda n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es precisas j&aacute; que a comunidade est&aacute; apreensiva e abalada com o fato.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"237\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/brasil\/indios\/indios_da_etnia_guarani_kaiowa_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Alguns ind&iacute;genas ainda permanecem no acampamento, mas a maior parte dos 60 Kaiow&aacute; Guarani da comunidade fugiu para o mato. Em sua den&uacute;ncia ao programa da UCDB, Tonico afirmou que alguns pistoleiros ainda permanecem no local cercando o acampamento e impossibilitando o retorno dos que est&atilde;o na mata.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Em entrevista ao Cimi, um ind&iacute;gena cujo nome foi mantido em sigilo por seguran&ccedil;a, deixou claro que os Guarani-Kaiow&aacute; n&atilde;o v&atilde;o abandonar o local. &quot;<em>O povo continua no acampamento, n&oacute;s vamos morrer tudo aqui mesmo. N&atilde;o vamos sair do nosso tekoha<\/em>&rdquo;, afirmou. Lideran&ccedil;as do Aty Guasu Guarani e Kaiow&aacute; est&atilde;o se organizando para voltar ao local do ataque.<\/p>\n<p>\nO Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal(<span style=\"font-family: Arial;\">MPF<\/span>), a Pol&iacute;cia Federal de Ponta Por&atilde; e a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio(<span style=\"font-family: Arial;\">Funai<\/span>) j&aacute; foram informadas sobre o caso.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Contexto<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDesde o dia 1&ordm; de novembro, os ind&iacute;genas decidiram desmontar o acampamento onde viviam &agrave;s margens de uma rodovia e ocupar uma parte do seu tekoha Kaiow&aacute;. O Territ&oacute;rio Ind&iacute;gena de ocupa&ccedil;&atilde;o tradicional da etnia est&aacute; sob poder das fazendas Chimarr&atilde;o, Quer&ecirc;ncia Nativa e Ouro Verde. Cerca de duas semanas depois da retomada do territ&oacute;rio a comunidade come&ccedil;ou a ser cercada.<\/p>\n<p>\nOs ataques e assassinatos n&atilde;o s&atilde;o fatos novos para os ind&iacute;genas do Mato Grosso do Sul. No dia 13 de agosto deste ano, ind&iacute;genas Guarani Kaiow&aacute; do Territ&oacute;rio Ind&iacute;gena Pueblito Ku&ecirc;, munic&iacute;pio de Iguatemi, que ocupavam uma &aacute;rea entre as fazendas Maring&aacute; e Santa Rita, tiveram seu acampamento destru&iacute;do, pertences queimados e sua comida roubada por homens encapuzados. Apesar disso, os ind&iacute;genas n&atilde;o sa&iacute;ram do local, reivindicado como terra tradicional, e afirmam que n&atilde;o sair&atilde;o voluntariamente.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/brasil\/indios\/indios_festa_tore_465a.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nOs Guarani Kaiow&aacute; somam hoje cerca de 45 mil ind&iacute;genas e ocupam pouco mais de 40 mil hectares. De acordo com levantamento do Conselho Indigenista, 98% da popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena do estado vive em apenas 0,2% do territ&oacute;rio do Mato Grosso do Sul. A falta de terras &eacute; apontada como o principal desencadeador de situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia como homic&iacute;dios e ataques a comunidades, al&eacute;m de problemas sociais como suic&iacute;dio de jovens e altos &iacute;ndices de mortalidade infantil.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>* Com informa&ccedil;&otilde;es do CIMI.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Luta pela terra<\/span><\/span><\/strong><\/span><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O saldo &eacute; de um ind&iacute;gena assassinado, quatro desaparecidos e uma por&ccedil;&atilde;o de feridos no acampamento Tekoha Guaiviry, entre os munic&iacute;pios de Amambai e Ponta Por&atilde;(<span style=\"font-family: Arial;\">MS<\/span>), onde uma comunidade Kaiow&aacute; Guarani foi atacada por um grupo com cerca de 40 pistoleiros &#8211; munidos com armas de groso calibre &#8211; na manh&atilde; desta sexta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">18Novembro2011<\/span>).<\/p>\n<p>\nOs n&uacute;meros dever&atilde;o ser mais bem esclarecidos durante a pr&oacute;xima semana, quando os ind&iacute;genas estiverem recompostos no acampamento &#8211; por enquanto est&atilde;o espalhados, em fuga.<\/p>\n<p>\nConforme o apurado junto a sete mulheres ind&iacute;genas que fugiram pela mata e chegaram aos munic&iacute;pios de Amambai e Ponta Por&atilde;, durante a correria tr&ecirc;s jovens &#8211; J.V, 14 anos, M.M, 15 anos, e J.B, 16 anos &#8211; teriam sido baleados, sendo que um encontra-se hospitalizado e os outros dois desaparecidos.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>A gente n&atilde;o sabe se os dois desaparecidos t&atilde;o mortos ou se foram sequestrados pelos pistoleiros, mas a certeza &eacute; de que foram atingidos e ca&iacute;ram<\/em>&rdquo;, disse uma das ind&iacute;genas. Na fuga, elas eram um grupo de 12 mulheres. Cinco acabaram ficando para tr&aacute;s. Uma mulher e uma crian&ccedil;a, conforme outros ind&iacute;genas relataram ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal(<span style=\"font-family: Arial;\">MPF<\/span>), tamb&eacute;m s&atilde;o dadas como desaparecidas.<\/p>\n<p>\nA Pol&iacute;cia Federal, integrantes da Articula&ccedil;&atilde;o dos Povos Ind&iacute;genas do Brasil(<span style=\"font-family: Arial;\">Apib<\/span>) e conselho Aty Guassu(<span style=\"font-family: Arial;\">Grande Assembleia Guarani<\/span>), Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio(<span style=\"font-family: Arial;\">Funai<\/span>) e MPF estiveram no acampamento. Conforme nota, o MPF abriu investiga&ccedil;&atilde;o e na per&iacute;cia constatou marcas de sangue que remontam a cena de um corpo sendo arrastado.<\/p>\n<p>\nPossivelmente o do cacique N&iacute;sio Gomes, 67 anos, executado com tiros de espingarda calibre 12. Depois de morto, o corpo do ind&iacute;gena foi levado pelos pistoleiros &#8211; pr&aacute;tica vista em outros massacres cometidos contra os Kaiow&aacute; Guarani no MS. As informa&ccedil;&otilde;es foram passadas logo depois do ataque por um ind&iacute;gena que correu para pedir socorro. N&atilde;o h&aacute; confirma&ccedil;&atilde;o se al&eacute;m de N&iacute;sio outros ind&iacute;genas foram mortos &#8211; mesmo os dois rapazes baleados e que est&atilde;o desaparecidos.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Estavam todos de m&aacute;scaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o ch&atilde;o. Portavam armas calibre 12<\/em>&rdquo;, disse um ind&iacute;gena da comunidade que presenciou o ataque e ter&aacute; sua identidade preservada por motivos de seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p>\nConforme relato do ind&iacute;gena, o cacique foi executado com tiros na cabe&ccedil;a, no peito, nos bra&ccedil;os e nas pernas. &ldquo;<em>Chegaram para matar nosso cacique<\/em>&rdquo;, afirmou. O filho de N&iacute;sio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o ind&iacute;gena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele n&atilde;o desistiu. S&oacute; o pararam com um tiro de borracha no peito.<\/p>\n<p>\nNa frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez ind&iacute;genas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e s&oacute; se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha &ndash; disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao ch&atilde;o por ordem dos pistoleiros. Este n&atilde;o &eacute; o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiow&aacute; Guarani.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nDecis&atilde;o &eacute; de permanecer<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDesde o dia 1&ordm; deste m&ecirc;s os ind&iacute;genas ocupam um peda&ccedil;o de terra entre as fazendas Chimarr&atilde;o, Quer&ecirc;ncia Nativa e Ouro Verde &#8211; instaladas em Territ&oacute;rio Ind&iacute;gena de ocupa&ccedil;&atilde;o tradicional dos Kaiow&aacute;.<\/p>\n<p>\nA a&ccedil;&atilde;o dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes &ndash; marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na ca&ccedil;amba de uma delas o corpo do cacique N&iacute;sio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/brasil\/indios\/indios_festa_tore_465b.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>&ldquo;<em>O povo continua no acampamento, n&oacute;s vamos morrer tudo aqui mesmo. N&atilde;o vamos sair do nosso tekoha<\/em>&rdquo;, afirmou o ind&iacute;gena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a lideran&ccedil;a lutou a vida inteira. &ldquo;<em>Ele est&aacute; morto. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel que tenha sobrevivido com tiros na cabe&ccedil;a e por todo o corpo<\/em>&rdquo;, lamentou.<\/p>\n<p>\nA comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupa&ccedil;&atilde;o do peda&ccedil;o de terra no tekoha Kaiow&aacute;. O acampamento atacado fica na estrada entre os munic&iacute;pios de Amambai e Ponta Por&atilde;, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.<\/p>\n<p>\nConforme recente publica&ccedil;&atilde;o do Conselho Indigenista Mission&aacute;rio(Cimi) sobre a viol&ecirc;ncia pratica contra os povos ind&iacute;genas do MS nos &uacute;ltimos oito anos, no estado est&aacute; concentrada a maior quantidade de acampamentos ind&iacute;genas do Pa&iacute;s, 31 &#8211; h&aacute; dois anos, em 2009, eram 22.<\/p>\n<p>\nS&atilde;o mais de 1200 fam&iacute;lias vivendo em condi&ccedil;&otilde;es degradantes &agrave; beira de rodovias ou sitiadas em fazendas. Expostas a viol&ecirc;ncias diversas, as comunidades veem suas crian&ccedil;as sofrerem com a desnutri&ccedil;&atilde;o &ndash; <em>os casos somam 4 mil nos &uacute;ltimos oito anos<\/em> &#8211; e longe do territ&oacute;rio tradicional.<\/p>\n<p>\nAtualmente, 98% da popula&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria do estado vivem efetivamente em menos de 75 mil hectares, ou seja, 0,2% do territ&oacute;rio estadual. Em dados comparativos, cerca de 70 mil cabe&ccedil;as de gado, das mais de 22,3 milh&otilde;es que o estado possui, ocupam &aacute;rea equivalente as que est&atilde;o efetivamente na posse dos ind&iacute;genas hoje.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Sobre o territ&oacute;rio<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nCom relat&oacute;rio em fase de conclus&atilde;o pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio(<span style=\"font-family: Arial;\">Funai<\/span>), a &aacute;rea ocupada pela comunidade est&aacute; em processo de identifica&ccedil;&atilde;o desde 2008. Por conta disso, o ataque tem como principal causa o conflito pela posse do territ&oacute;rio. A regi&atilde;o do ataque fica a meia hora da fronteira com o Paraguai.<\/p>\n<p>\nTermo de Ajustamento de Conduta(<span style=\"font-family: Arial;\">TAC<\/span>) do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal(<span style=\"font-family: Arial;\">MPF<\/span>), referente ao processo de demarca&ccedil;&atilde;o da Terra Ind&iacute;gena, est&aacute; em execu&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 9 minutos Campo Grande(PB) &#8211; A luta dos povos ind&iacute;genas do Mato Grosso do Sul(Brasil) por paz [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[9],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5737"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5737"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5737\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5737"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5737"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5737"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}